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Sentaqui

"A maturidade permite-me olhar com menos ilusões, aceitar com menos sofrimento, entender com mais tranqüilidade, querer com mais doçura." (Lya Luft)

Sentaqui

"A maturidade permite-me olhar com menos ilusões, aceitar com menos sofrimento, entender com mais tranqüilidade, querer com mais doçura." (Lya Luft)

Dia Mundial da Fotografia

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A celebração da data tem origem na invenção do daguerreótipo, um processo fotográfico desenvolvido por Louis Daguerre em 1837.

Mais tarde, em Janeiro de 1839, a Academia Francesa de Ciências anunciou a invenção do daguerreótipo e a 19 de Agosto do mesmo ano o governo francês considerou a invenção de Daguerre como um presente "grátis para o mundo".

 

A fotografia serve para eternizar momentos, para guardar recordações, para contar histórias em imagens, sem palavras, para mostrar um modo pessoal de ver o mundo ou simplesmente para dar prazer a quem ama fotografar, eu sou uma delas. Fotografar liberta-me, é um modo de meditação, porque enquanto o faço abastraio-me de tudo e tento ver o que está para além de mim.
Mal ou bem continuarei a captar imagens do que vejo  e sinto no momento, eternizando emoções que não quero que caiam no esquecimento.

 

Visita ao Panteão de Lisboa

Tive o prazer de conhecer a fantástica obra situado na zona histórica de Santa Clara, ocupa o edifício originalmente destinado para igreja de Santa Engrácia, acolhendo os túmulos de grandes vultos da história portuguesa.

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Fundado na 2ª metade do século XVI, o edifício foi totalmente reconstruído em finais de seiscentos pelo arquiteto João Antunes; embora nunca chegasse a abrir ao culto, conserva, sob a cúpula moderna, o espaço majestoso da nave, animada pela decoração de mármores coloridos, característica da arquitetura barroca portuguesa. Elemento referencial no perfil da cidade e oferecendo pontos de vista privilegiados sobre a zona histórica da cidade e sobre o rio Tejo, está classificado como Monumento Nacional.IMG_6360 (1).JPG

 

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 Fiquei deslumbrada com a vista de Lisboa que pude contemplar lá do alto e sentada aqui, penso que não me importava de voltar e captar mais imagens, não só do interior deste fantástico monumento, mas também das diferentes perspectivas que podemos contemplar lá do alto.

A minha adolescência no Porto

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 Foto minha

Apesar de estar longe da minha terra natal, fui para o Porto tirar o meu curso, isto porque tinha uma madrinha rica, viúva , sem filhos. Mulher de 75 anos, austera, bonita, de bom porte e com óptimos relacionamentos.

Soube nessa altura como viviam os ricos. Casas apalaçadas, quintas no Douro e gente com muito dinheiro.
Quando cheguei, o meu ar de tontinha contemplava os dourados dos espelhos, pratas reluzentes, as escadas em caracol e uma grande clarabóia.
Fiquei alojada nas águas furtadas, um autêntico luxo.
No primeiro piso ficava a cozinha e a sala onde a Maria a criada rechonchuda, mas já de idade, vestia sempre de negro com avental, gola e touca branca, cozinhava divinamente. Sempre que a madrinha não descia à sala porque tinha uma angina de peito, carregava à cabeça um enorme tabuleiro com os mais saborosos acepipes.
Fui logo obrigada a dar o meu horário, para que não houvessem desvios. Como tinha a quarta -feira livre, tratei logo de a encher com aulas, para poder passear ou ir ao café.
Como nessa altura fumava e à frente do quarto havia um telhado, abria ligeiramente a persiana, esfumaçava e nem sempre as beatas iam ter à estrada, até que chegou o inverno e o algeroz entupiu com as pontas dos cigarros. Fui descoberta e apanhei um grande raspanete.
Para compensar as malandrices lia-lhe livros até ela adormecer. Encantavam-me os seus perfumes e de vez em quando ia à casa de banho dela, embebia um pouco de algodão em Chanel nº5  e depois de lhe dar um beijo , besuntava o pescoço com tão precioso perfume.
Sempre que se achava com forças ia de braço dado com ela à missa. Para ter alguma distracção entrei para o grupo coral e era mais um extra que eu adorava.
Guardava o dinheiro do eléctrico para poder ir na galhofa, rua fora, com uma amiga.
Um dia deixou-me ir a um baile num liceu conceituado da cidade e conheci um rapaz que passou a ir buscar-me todas as quartas feiras. Passeávamos pelas ruas da cidade, íamos até ao Palácio de Cristal e conversávamos muito sobre filosofia e filósofos, como não percebeia nada do assunto tratei logo de devorar livros para não deixar os meus créditos por mãos alheias.
Nunca houve nada entre nós, apenas um leve beijo nos lábios na despedida.
Tive azar porque a Maria (criada) viu uma das nossas despedidas e foi logo contar à madrinha que ficou deveras incomodada e eu também. Imaginem que lhe dava um ataque e ia desta para melhor?!
Muitas outras peripécias aconteceram, felizmente a senhora não faleceu enquanto eu lá estava.
Apesar de tudo hoje sentada aqui guardo com saudade os dois melhores anos da minha vida como estudante.

Conheci muita gente, frequentei palacetes, recebia prendas de sonho e lembro-me da sensação de um dia andar num carro descapotável.
Valeu a pena!

Sidney

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 Sidney uma cidade que me fascinou pela arquitectura, alegria das gentes que passeava nas ruas, pela animação e monumentos.
Tivemos direito a uma visita guiada à ópera de Sidney e a um espectáculo de balet.

Um passeio na baía deu para contemplar toda a maravilha que nos rodeava.

Como estava calor demos um saltinho a Bondi Beach e ainda deu para sentar e comer um geladinho numa esplanada.
Houve uns corajosos no grupo que subiram a ponte, eu não o fiz, pareceu-me demasiado difícil, limitei-me a vê-la de longe. 
E hoje sentada aqui pergunto-me: - Voltavas novamente? Sem dúvida que sim.

 

Cruzeiro no Parque Nacional de Milford Sounds

Milford Sound  é um fiorde na ilha Sul, na Nova Zelândia, cavado pelo degelo nas montanhas e pela ação do vento. É o principal ponto turístico natural da Nova Zelândia.e classificado Património da Humanidade

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Enquanto o passeio decorria e sempre que nos aproximava-mos das rochas, quedas de água vindas do degelo das montanhas borrifavam-nos. Focas descansavam nas rochas indiferentes à nossa passagem.

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 Foi sem dúvida um passeio memorável em comunhão com o silêncio e a observação do estado mais puro que a natureza oferece aos visitantes deste lugar mágico.

 

Hoje sentada aqui, recordo com saudade um dos lugares mais surpreendentes que visitei na Nova Zelândia.

 

 

 

Braga a meus pés

Graças a simpatia e disponibilidadedos dos meus anfitriões, tive oportunidade de conhecer um pouco mais da cidade de Braga, uma cidade que me surpreendeu pela sua monumentalidade, beleza natural e a conservação do património histórico.

Não foi possível ver tudo, já que o tempo passou a correr, mas hoje, sentada aqui relembro com saudades tudo o que vi e quero compartilhar.

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Estas são apenas algumas das muitas fotos que tirei em Braga e renovo aqui os meus sinceros agradecimentos aos meus amigos que me acompanharam e se disponibilizaram para me mostar a beleza desta cidade fantástica.

 

Do Silêncio à Luz

Quando visitei Braga, uma cidade que me surpreendeu pela sua imponência e história não me foi possível visitar este espaço que vos mostro, não fosse a gentileza da minha amiga Afrodite do blog http://jardinsdeafrodite.blogspot.pt/ que me cedeu este vídeo e ainda me mostrou o que de melhor há nesta cidade, não teria sido possível mostrar esta obra de arte.

E hoje mais uma vez fico sentada aqui a contemplar imagens que me enchem a alma

 

 

 

 

 

 

 

 

Enclausurada no aeroporto- uma viagem para esquecer

Não costumo viajar em companhias low cost, mas desta vez o convite para festejar os 50 anos de uma grande amiga foi tão inesperado que resolvi marcar a viagem até Genève na easyJet.

Para lá tudo correu bem. O regresso coincidiu com o problema de abastecimento de combustível no aeroporto de Lisboa.
Tinha o voo de volta marcado para as 21h e 40m. Duas horas antes lá estava e fui logo informada que não sabiam se haveria voo, já que o aeroporto fechava à meia noite.

Subi e aguardei mais informações e elas não foram nada agradáveis.

Comunicaram-nos que o avião não chegaria antes do aeroporto fechar e como alternativa colocaram-nos em 3 autocarros que nos levariam até Lion com a garantia de que à uma da manhã teríamos voo.

Foi com espanto e muito constrangimento que nos disseram que o voo só se efetuaria às 6 da manhã e fecharam o aeroporto.

Ficámos enclausurados numa sala sem comer e sem condições para dormir.

Chegaram as 6 e nada, mudaram para a 7 e nada, até que disseram que ia ser às 8 e estavam a preparar-se para adiar mais uma vez , mas uma rebelião dos passageiros fez com que o voo acontecesse.

Chegados a Lisboa estivémos 1 hora dentro do avião à espera que viesse um autocarro para nos levar às instalações do aeroporto. Os ânimos exaltaram-se de tal maneira que tiveram de chamar a polícia, o certo é que passados alguns minutos tivemos autocarro.
Compreendo que problemas podem sempre existir, mas quem viaja nestas companhias de baixo custo fica sempre relegado para segundo plano.

Hoje sentada aqui prometi a mim mesma nunca mais viajar neste tipo de companhias

Deixo algumas imagens para ilustrar a situação degradante pela qual passámos.

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Deram-nos umas folhas de papel de alumínio amarelas para nos cobrirmos e que faziam um barulho irritante quando alguém se mexia, parecia que estávamos prontos para ir para o forno.

Agradeço à equipa do Sapo por ter destacado este post

 

 

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