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Sentaqui

"A maturidade permite-me olhar com menos ilusões, aceitar com menos sofrimento, entender com mais tranqüilidade, querer com mais doçura." (Lya Luft)

Sentaqui

"A maturidade permite-me olhar com menos ilusões, aceitar com menos sofrimento, entender com mais tranqüilidade, querer com mais doçura." (Lya Luft)

Ainda não se descalça à entrada de casa?

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Foto minha

 

Ainda não adotou o hábito de tirar os sapatos da rua antes ou assim que entra em casa?

Se precisa de motivos para o fazer, além de manter a casa mais limpa ou o piso bem conservado, três estudos revelam conclusões alarmantes sobre a quantidade de bactérias que pode estar nas solas dos sapatos que usou na rua e que teima em usar dentro da sua casa.

De acordo com as conclusões de quatro estudos apontam que andar em casa com os sapatos que usou na rua pode expôr toda a sua família a bactérias que podem pôr a saúde em risco.

Como reporta o Wall Street Journal, um estudo realizado pela Universidade de Houston verificou que 26,4% das 2500 amostras de sapatos que os investigadores analisaram transportam o coliforme (tipo de bactéria) ‘Clostridium difficile’, que pode provocar dores de estômago e diarreia.

Já um estudo realizado por investigadores austríacos e apresentado em 2015 descobriu que pelo menos 40% dos sapatos dão ‘boleia’ a ‘Listeria monocytogenes’ - uma espécie de bactéria capaz de provocar doenças em seres humanos, como meningite.

Um estudo de 2014 concluiu que 96% dos sapatos podem conter E coli, bactéria presente nas fezes. E outra investigação, realizada pela Universidade de Baylor, nos Estados Unidos, mostrou que quem vive perto de estradas asfaltadas com alcatrão de hulha, um líquido escuro derivado do carvão, tem um maior risco de desenvolver cancro devido às toxinas levadas pelos sapatos para dentro de casa.

É importante referir que as bactérias que se vão espalhando pela casa à medida que lá caminha com os sapatos que usou na rua também se multiplicam rapidamente devido ao calor e humidade que se pode encontrar nas paredes, tapetes ou carpetes.
Eu já estou sentada aqui de chinelinho calçado, não vá entrar alguma bactéria manhosa.

Safari no Botswana

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Fazer um safari, foi algo de emocionante e inesquicível. Soube apreciar com mais força e realismo aquilo que só tinha visto na televisão.IMG_2089.JPG

 À chegada éramos extremamente bem recebidos e a humildade dos trabalhadores foi comovente.IMG_2092.JPG

Cada quarto era uma casa onde nada faltava e a beleza da decoração agradou-me. 

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De vez em quando éramos surpreendidos com bebidas frescas e aperitivosIMG_2066.JPG

Não, isto não é um monte de terra, é um enorme formigueiro.IMG_2096.JPG

 Ao fim do dia ficava sentada aqui a contemplar a paisagem e a ouvir o canto dos pássaros. 

Uma viagem daqui até ao céu


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O dia está bonito, o céu azul polvilhado com algumas nuvens, fez com que tivesse a ideia de sair deste canto e subir.

Aconcheguei-me numa nuvem, naquela que me pareceu mais confortável e espaçosa.
Tinha esperança que ele aparecesse.

Passados alguns minutos senti uma leve aragem e vi que ele se aproximava.
Inicialmente não dissemos nada, apenas nos unimos com um forte abraço.

-Pai, que bom teres vindo, estou muito feliz e acho que me esqueci quando estavas comigo lá em baixo,de te dizer, que te amo muito.

-Filha, estou comovido, sabes que nunca fui de usar palavras meigas e até dava um ar de durão, mas penso que me conheces e já reconheceste depois deste tempo todo, que tudo o que fiz, embora pudesse não parecer, foi porque nutria por ti um grande amor. Eras um pouco refilona, mas hoje sinto que estás mais doce e meiga.

-Tens razão, pai, nem sempre compreendi certas atitudes tuas, mas hoje reconheço que fizeste o melhor por mim e estou aqui para te agradecer.

 

Subitamente senti que alguém se aproximava lentamente.
- Mano!!! Também vieste? Estou duplamente feliz. Pregaste-me uma partida , sabias? Logo no dia de hoje num 19 de Março e apenas com 36 anos, enquanto celebravas este dia com a tua mulher e as tuas duas meninas, resolveste partir, doeu demais sabias?
- Eu imagino, mana, mas já tinha cumprido a missão que me estava destinada e hoje aqui de cima sei que elas estão bem e isso deixa-me feliz.

Ficámos ali os três a conversar durante um bocado e a recordar bons tempos. Curiosamente, sempre fomos muito parecidos.
-Sabem, aqui está-se bem, gostava de ficar convosco.

- Não minha filha-respondeu o meu pai- ainda tens muitas coisas para fazer lá em baixo, ainda há pessoas que precisam de ti.

Sabia que ele tinha razão, mas saborear aquela paz, fazia-me sentir vontade de ficar, por vezes o mundo é demasiado cruel e de vez em quando faltam-me as forças.
- Mas nós sabemos que és forte- disseram eles-  és uma parte de nós e tens ainda que acabar de fazer certas coisas que nós não pudemos terminar, cabe-te a ti essa missão, não tenhas pressa, quando chegar a tua hora juntar-nos-emos e faremos por aqui uma grande festa.

Ficámos durante algum tempo sem nada dizer, o silêncio falava mais alto.

Desci lentamente, vim-me sentar aqui e agradeci à vida por me ter dado duas pessoas que tanto amei e feliz por saber que estavam bem.
Até um dia!

Ler também é viajar

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Foto minha

Subi as escadas e escolhi um livro de poemas.

Viajei sentada aqui com os versos de Mia Couto

Amei-te sem saberes

No avesso das palavras 

na contrária face
da minha solidão
eu te amei
e acariciei
o teu imperceptível crescer
como carne da lua
nos nocturnos lábios entreabertos

E amei-te sem saberes
amei-te sem o saber
amando de te procurar
amando de te inventar

No contorno do fogo
desenhei o teu rosto
e para te reconhecer
mudei de corpo
troquei de noites
juntei crepúsculo e alvorada

Para me acostumar
à tua intermitente ausência
ensinei às timbilas
a espera do silêncio

Mia Couto, in 'Raiz de Orvalho'

Na floresta de Bwindi

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 O Parque Nacional Impenetrável de Bwindi está localizado nas montanhas do extremo sudoeste do Uganda, à beira do Vale do Rift  junto à fronteira com a República Democrática do Congo. Este parque foi inscrito pela Unesco, em 1994 na lista dos locais que são Património da Humanidade.

A entrada no parque tem numerus clasus, sendo apenas permitida a um número restrito de turistas.IMG_6826.JPG

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 Ficámos alojados num pequeno e agradável lodge. Durante a noite choveu torrencialmente e julguei que a nossa visita ficásse comprometida, mas quando nasceu o dia o sol já brilhavaIMG_6727.JPG

Fomos numa pequena avioneta pilotada por duas meninas bem simpáticas e voámos a baixa altitude o que me permitiu verificar o quão verde era o Uganda.

 

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 Fomos divididos em dois grupos com vários guias, eu sem saber escolhi o percurso mais difícil, felizmente houve um  guia simpático que carregou a minha mochila.IMG_7711.JPG

A caminhada começou e nunca imaginei que o mato fosse tão cerrado.IMG_7691.JPG

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À frente um dos homens com uma catana ia cortando o mato para conseguirmos passar, confesso que fui mais vezes com o traseiro a escorregar do que de pé.
Finalmente avistámos ao longe pequenos gorilas que se balouçavam nas árvores, mas o melhor estava para vir.

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 Subitamente apareceu à nossa frente um gorila gigante que nos saudou com uma valente bufa e seguiu o caminho dele indiferente aos visitantes.

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 E hoje sentada aqui, recordo o berro do  guia dirigido a mim, eu estava, nada mais nada menos que em cima de um ninho de formigas e só passados alguns segundos e apesar de levar botas e meias, senti as picadas delas e ainda estou para saber por onde entraram.

Foi uma viagem inesquecível e única, em que pela primeira vez tive a noção do que era uma floresta a sério.

Este blog está de luto

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Durante algum tempo o relato das minhas viagens estará interrompido, já que partiu uma grande amiga da blogosfera, que conhecia pessoalmente e por quem nutria um enorme carinho.

Uma partida que a todos os que a conheciam e que privaram com ela, deixou uma dor difícil de suportar.

Teté, descansa em paz.

Continuo a ficar sentada aqui a pensar quão efémera é esta vida e que nunca estamos preparados para ver partir alguém que muito estimamos.

A caminho do Cabo da Boa Esperança

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 A viagem à Àfrica do Sul terminou com uma visita ao Cabo da Boa Esperança. Saímos pela Costa Atlântica na estrada de Victória Road..

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Parámos em Boulders Beach para apreciarmos uma colónia de cerca de 2500 pinguins, uma espécie protegida. IMG_1523 (1).JPG

IMG_1479.JPGPelo caminho parámos em algumas praias, Clifton e Campus BayIMG_1565.JPG

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O artesanato local também foi alvo da nossa atenção.IMG_1450.JPG

IMG_1437.JPGAté que finalmente chegámos e já se podiam ver muitos turistas,preparados para escalar a montanha de pedras que nos levaria a contemplar lá do alto, o Cabo das Tormentas, ou Cabo da Boa Esperança, dobrado pela primeira vez por Bartolomeu dias, em 1148. A vista era soberba e eu senti-me como se estivesse no topo do mundo.IMG_1445.JPG

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Hoje sentada aqui, relembro com orgulho um lugar que marcou a História de Portugal.

Esta foi a história e eu fiz parte dela com aquela emoção que nos leva por mares nunca dantes navegados e que marca uma vida para sempre.

Prova de vinhos

Depois de termos conhecido a cidade do Cabo e subido a Table Mountain, chegou a altura de visitar três quintas para conhecer o que de melhor se faz no que diz respeito a vinho na região

Fiquei espantada com o cuidado que era dado às vinhas que eram a perder de vista e as quintas belíssimas. Fomos tão bem recebidos que em vez de três , só conhecemos duas, porque provas feitas da parte da manhã com todo o tipo de vinhos acompanhadas com chocolate, fez um efeito que não estávamos à espera, conclusão, ficou tudo com a cabeça à roda e tivemos de antecipar o almoço numa dessas quintas. E que bem que soube provar os excelentes menus!

À sombra debaixo de toldos o perigo passou e ficámos muito bem tratados.

Ora apreciem...

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Ainda hoje sentada aqui ,lembro com saudade a simpatia de todos os que nos receberam, os bons vinhos, a óptima comida e é ao ver estas imagens que parece que sinto os sabores e os cheiros de uma viagem fabulosa.

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Subida a Table Mountain

Depois de conhecermos a parte baixa da cidade do Cabo, resolvemos subir a Table Mountain

 A Table Mountain, ou Montanha da Mesa, é uma grande montanha localizada na região central da cidade, com uma peculiar característica de ter seu topo num formato achatado, formando um planalto com cerca de 3 km de extensão e cercado por grandes penhascos. Facilmente visível de qualquer ponto da Cidade do Cabo, é uma das atrações turísticas mais visitadas do continente africano.

Subimos no teleférico e lá de cima a panorâmica da cidade era soberba.IMG_0857.JPG

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O mar, a cidade que parecia pequenina vista lá de cima e até o enorme estádio destacava-se no meio do casario.

Muitos turistas vindos de todo o mundo deliciavam-se com a paisagem, alguns até com ar bem castiço.
Andámos por entre as rochas e para qualquer lado para onde nos virássemos a vista era deslumbrante.
De vez em quando uns animaizinhos, que inicialmente me assustaram, os dassie, apareciam entre as rochas mas, eram inofensivos.
Entrámos num bar, quem quis comeu e bebeu e regressámos.

Foi um dos muitos momentos altos da visita.
Sentada aqui estou a recordar o que aconteceu do dia a seguir, esperem pelos próximos capítulos, a cena da visita a quintas vinículas não me sai da cabeça.

 

Cidade do Cabo- África do Sul

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 A cidade do Cabo na África do Sul surpreendeu-me, já que estava à espera de encontrar arranha céus e o que vi foram construções harmoniosas, junto de uma baía cheia de vida.

Percorri a cidade e vi muita animação de rua, cantores de blues, jazz, animadores de rua e uma alegria e vida que pairava por qualquer lado para onde me virava.

E o comer? Ui, que maravilha, bons vinhos e muito marisco tudo servido com muita qualidade e simpatia.

Num outro dia embarcámos e fomos até Roben Island, visitar a prisão onde esteve Nelson Mandela. Comoveu-me ver o quarto onde esteve e toda a zona envolvente.

Regressámos à cidade, mas a visita não acaba aqui, fico sentada aqui a recordar as grandes emoções e encantamento que tive nesta viagem.

Continua... 

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