Faz hoje um ano que participei num workshop de fotografia dado pelo meu amigo Miguel.
Éramos apenas 4 alunas.
Aconteceu o que não estava previsto, sim porque o amor vem sempre sem aviso, o Miguel apaixonou-se perdidamente por uma das alunas e passado um mês estavam a viver juntos, não sem antes me ter telefonado a pedir a minha opinião, como se nestas coisas do amor e paixão se ouça qualquer tipo de conselhos, nem eu sou mulher para os dar, só disse:-segue o teu coração.
Este fim de semana e dois dias antes de comemorarem um ano em que se conheceram casaram-se.
Foi um casamento invulgar, original, alegre e muito diferente das secas que por vezes se apanham neste tipo de cerimónias.
Foi uma conservadora que os casou num antigo teatro de Lisboa e até ela primou pelo bom humor, pela simpatia, sem formalismos, fugindo a tudo o que era convencional. Recitou dois poemas em momentos diferentes, um de Santo António e outro de Florbela Espanca e falou do seu casamento que dura há cinco anos e da maior prova de amor que o marido lhe deu quando há três anos e durante nove meses esteve entre a vida e a morte e em que ele durante esse tempo abdicou do seu trabalho para cuidar dela. O amor deles subsiste mais forte do que nunca.
Quanto ao jovem casal que primam pela alegria, imaginação, fizeram tudo para que não existissem momentos monótonos.
A madrinha (eu) teve direito a discurso, e as mamãs também.
Depois veio a hora do filme da vida deles , bem produzido e com música bem mexida.
Comia-se, bebia-se, tiravam-se milhares de fotos fazia-se o filme, cortou-se o bolo, e lá mais para o final os dois brindaram os convidados com uma dança em que misturaram vários estilos e com uma agilidade surpreendente, mais pareciam estar num qualquer concurso de dança.
Nem uma mostra de cansaço, sempre atentos a tudo e a todos, eles foram a personificação da alegria e de uma energia inesgotável.
E sentada aqui sigo atenta as novidades e aventuras da sua viagem de lua de mel até terras americanas e já lhes aconteceu um pouco de tudo, desde perderem uma mala, até voarem horas seguidas ao lado de um senhor bem gordo que não parou de ressonar a noite toda. Finalmente chegaram a uma quinta na Califórnia e estão cansados mas super felizes.
Estive na dúvida se devia ou não falar sobre este assunto, mas depois de ver e ler sobre crises disto e daquilo, achei por bem escrever sobre um assunto onde a crise não chega quando se fala de AMOR.