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Sentaqui

"A maturidade permite-me olhar com menos ilusões, aceitar com menos sofrimento, entender com mais tranqüilidade, querer com mais doçura." (Lya Luft)

Sentaqui

"A maturidade permite-me olhar com menos ilusões, aceitar com menos sofrimento, entender com mais tranqüilidade, querer com mais doçura." (Lya Luft)

Cruzeiro no Parque Nacional de Milford Sounds

Milford Sound  é um fiorde na ilha Sul, na Nova Zelândia, cavado pelo degelo nas montanhas e pela ação do vento. É o principal ponto turístico natural da Nova Zelândia.e classificado Património da Humanidade

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Enquanto o passeio decorria e sempre que nos aproximava-mos das rochas, quedas de água vindas do degelo das montanhas borrifavam-nos. Focas descansavam nas rochas indiferentes à nossa passagem.

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 Foi sem dúvida um passeio memorável em comunhão com o silêncio e a observação do estado mais puro que a natureza oferece aos visitantes deste lugar mágico.

 

Hoje sentada aqui, recordo com saudade um dos lugares mais surpreendentes que visitei na Nova Zelândia.

 

 

 

Braga a meus pés

Graças a simpatia e disponibilidadedos dos meus anfitriões, tive oportunidade de conhecer um pouco mais da cidade de Braga, uma cidade que me surpreendeu pela sua monumentalidade, beleza natural e a conservação do património histórico.

Não foi possível ver tudo, já que o tempo passou a correr, mas hoje, sentada aqui relembro com saudades tudo o que vi e quero compartilhar.

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Estas são apenas algumas das muitas fotos que tirei em Braga e renovo aqui os meus sinceros agradecimentos aos meus amigos que me acompanharam e se disponibilizaram para me mostar a beleza desta cidade fantástica.

 

Do Silêncio à Luz

Quando visitei Braga, uma cidade que me surpreendeu pela sua imponência e história não me foi possível visitar este espaço que vos mostro, não fosse a gentileza da minha amiga Afrodite do blog http://jardinsdeafrodite.blogspot.pt/ que me cedeu este vídeo e ainda me mostrou o que de melhor há nesta cidade, não teria sido possível mostrar esta obra de arte.

E hoje mais uma vez fico sentada aqui a contemplar imagens que me enchem a alma

 

 

 

 

 

 

 

 

Enclausurada no aeroporto- uma viagem para esquecer

Não costumo viajar em companhias low cost, mas desta vez o convite para festejar os 50 anos de uma grande amiga foi tão inesperado que resolvi marcar a viagem até Genève na easyJet.

Para lá tudo correu bem. O regresso coincidiu com o problema de abastecimento de combustível no aeroporto de Lisboa.
Tinha o voo de volta marcado para as 21h e 40m. Duas horas antes lá estava e fui logo informada que não sabiam se haveria voo, já que o aeroporto fechava à meia noite.

Subi e aguardei mais informações e elas não foram nada agradáveis.

Comunicaram-nos que o avião não chegaria antes do aeroporto fechar e como alternativa colocaram-nos em 3 autocarros que nos levariam até Lion com a garantia de que à uma da manhã teríamos voo.

Foi com espanto e muito constrangimento que nos disseram que o voo só se efetuaria às 6 da manhã e fecharam o aeroporto.

Ficámos enclausurados numa sala sem comer e sem condições para dormir.

Chegaram as 6 e nada, mudaram para a 7 e nada, até que disseram que ia ser às 8 e estavam a preparar-se para adiar mais uma vez , mas uma rebelião dos passageiros fez com que o voo acontecesse.

Chegados a Lisboa estivémos 1 hora dentro do avião à espera que viesse um autocarro para nos levar às instalações do aeroporto. Os ânimos exaltaram-se de tal maneira que tiveram de chamar a polícia, o certo é que passados alguns minutos tivemos autocarro.
Compreendo que problemas podem sempre existir, mas quem viaja nestas companhias de baixo custo fica sempre relegado para segundo plano.

Hoje sentada aqui prometi a mim mesma nunca mais viajar neste tipo de companhias

Deixo algumas imagens para ilustrar a situação degradante pela qual passámos.

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Deram-nos umas folhas de papel de alumínio amarelas para nos cobrirmos e que faziam um barulho irritante quando alguém se mexia, parecia que estávamos prontos para ir para o forno.

Agradeço à equipa do Sapo por ter destacado este post

 

 

Ainda não se descalça à entrada de casa?

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Foto minha

 

Ainda não adotou o hábito de tirar os sapatos da rua antes ou assim que entra em casa?

Se precisa de motivos para o fazer, além de manter a casa mais limpa ou o piso bem conservado, três estudos revelam conclusões alarmantes sobre a quantidade de bactérias que pode estar nas solas dos sapatos que usou na rua e que teima em usar dentro da sua casa.

De acordo com as conclusões de quatro estudos apontam que andar em casa com os sapatos que usou na rua pode expôr toda a sua família a bactérias que podem pôr a saúde em risco.

Como reporta o Wall Street Journal, um estudo realizado pela Universidade de Houston verificou que 26,4% das 2500 amostras de sapatos que os investigadores analisaram transportam o coliforme (tipo de bactéria) ‘Clostridium difficile’, que pode provocar dores de estômago e diarreia.

Já um estudo realizado por investigadores austríacos e apresentado em 2015 descobriu que pelo menos 40% dos sapatos dão ‘boleia’ a ‘Listeria monocytogenes’ - uma espécie de bactéria capaz de provocar doenças em seres humanos, como meningite.

Um estudo de 2014 concluiu que 96% dos sapatos podem conter E coli, bactéria presente nas fezes. E outra investigação, realizada pela Universidade de Baylor, nos Estados Unidos, mostrou que quem vive perto de estradas asfaltadas com alcatrão de hulha, um líquido escuro derivado do carvão, tem um maior risco de desenvolver cancro devido às toxinas levadas pelos sapatos para dentro de casa.

É importante referir que as bactérias que se vão espalhando pela casa à medida que lá caminha com os sapatos que usou na rua também se multiplicam rapidamente devido ao calor e humidade que se pode encontrar nas paredes, tapetes ou carpetes.
Eu já estou sentada aqui de chinelinho calçado, não vá entrar alguma bactéria manhosa.

Safari no Botswana

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Fazer um safari, foi algo de emocionante e inesquicível. Soube apreciar com mais força e realismo aquilo que só tinha visto na televisão.IMG_2089.JPG

 À chegada éramos extremamente bem recebidos e a humildade dos trabalhadores foi comovente.IMG_2092.JPG

Cada quarto era uma casa onde nada faltava e a beleza da decoração agradou-me. 

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De vez em quando éramos surpreendidos com bebidas frescas e aperitivosIMG_2066.JPG

Não, isto não é um monte de terra, é um enorme formigueiro.IMG_2096.JPG

 Ao fim do dia ficava sentada aqui a contemplar a paisagem e a ouvir o canto dos pássaros. 

Uma viagem daqui até ao céu


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O dia está bonito, o céu azul polvilhado com algumas nuvens, fez com que tivesse a ideia de sair deste canto e subir.

Aconcheguei-me numa nuvem, naquela que me pareceu mais confortável e espaçosa.
Tinha esperança que ele aparecesse.

Passados alguns minutos senti uma leve aragem e vi que ele se aproximava.
Inicialmente não dissemos nada, apenas nos unimos com um forte abraço.

-Pai, que bom teres vindo, estou muito feliz e acho que me esqueci quando estavas comigo lá em baixo,de te dizer, que te amo muito.

-Filha, estou comovido, sabes que nunca fui de usar palavras meigas e até dava um ar de durão, mas penso que me conheces e já reconheceste depois deste tempo todo, que tudo o que fiz, embora pudesse não parecer, foi porque nutria por ti um grande amor. Eras um pouco refilona, mas hoje sinto que estás mais doce e meiga.

-Tens razão, pai, nem sempre compreendi certas atitudes tuas, mas hoje reconheço que fizeste o melhor por mim e estou aqui para te agradecer.

 

Subitamente senti que alguém se aproximava lentamente.
- Mano!!! Também vieste? Estou duplamente feliz. Pregaste-me uma partida , sabias? Logo no dia de hoje num 19 de Março e apenas com 36 anos, enquanto celebravas este dia com a tua mulher e as tuas duas meninas, resolveste partir, doeu demais sabias?
- Eu imagino, mana, mas já tinha cumprido a missão que me estava destinada e hoje aqui de cima sei que elas estão bem e isso deixa-me feliz.

Ficámos ali os três a conversar durante um bocado e a recordar bons tempos. Curiosamente, sempre fomos muito parecidos.
-Sabem, aqui está-se bem, gostava de ficar convosco.

- Não minha filha-respondeu o meu pai- ainda tens muitas coisas para fazer lá em baixo, ainda há pessoas que precisam de ti.

Sabia que ele tinha razão, mas saborear aquela paz, fazia-me sentir vontade de ficar, por vezes o mundo é demasiado cruel e de vez em quando faltam-me as forças.
- Mas nós sabemos que és forte- disseram eles-  és uma parte de nós e tens ainda que acabar de fazer certas coisas que nós não pudemos terminar, cabe-te a ti essa missão, não tenhas pressa, quando chegar a tua hora juntar-nos-emos e faremos por aqui uma grande festa.

Ficámos durante algum tempo sem nada dizer, o silêncio falava mais alto.

Desci lentamente, vim-me sentar aqui e agradeci à vida por me ter dado duas pessoas que tanto amei e feliz por saber que estavam bem.
Até um dia!

Ler também é viajar

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Foto minha

Subi as escadas e escolhi um livro de poemas.

Viajei sentada aqui com os versos de Mia Couto

Amei-te sem saberes

No avesso das palavras 

na contrária face
da minha solidão
eu te amei
e acariciei
o teu imperceptível crescer
como carne da lua
nos nocturnos lábios entreabertos

E amei-te sem saberes
amei-te sem o saber
amando de te procurar
amando de te inventar

No contorno do fogo
desenhei o teu rosto
e para te reconhecer
mudei de corpo
troquei de noites
juntei crepúsculo e alvorada

Para me acostumar
à tua intermitente ausência
ensinei às timbilas
a espera do silêncio

Mia Couto, in 'Raiz de Orvalho'

Na floresta de Bwindi

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 O Parque Nacional Impenetrável de Bwindi está localizado nas montanhas do extremo sudoeste do Uganda, à beira do Vale do Rift  junto à fronteira com a República Democrática do Congo. Este parque foi inscrito pela Unesco, em 1994 na lista dos locais que são Património da Humanidade.

A entrada no parque tem numerus clasus, sendo apenas permitida a um número restrito de turistas.IMG_6826.JPG

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 Ficámos alojados num pequeno e agradável lodge. Durante a noite choveu torrencialmente e julguei que a nossa visita ficásse comprometida, mas quando nasceu o dia o sol já brilhavaIMG_6727.JPG

Fomos numa pequena avioneta pilotada por duas meninas bem simpáticas e voámos a baixa altitude o que me permitiu verificar o quão verde era o Uganda.

 

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 Fomos divididos em dois grupos com vários guias, eu sem saber escolhi o percurso mais difícil, felizmente houve um  guia simpático que carregou a minha mochila.IMG_7711.JPG

A caminhada começou e nunca imaginei que o mato fosse tão cerrado.IMG_7691.JPG

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À frente um dos homens com uma catana ia cortando o mato para conseguirmos passar, confesso que fui mais vezes com o traseiro a escorregar do que de pé.
Finalmente avistámos ao longe pequenos gorilas que se balouçavam nas árvores, mas o melhor estava para vir.

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 Subitamente apareceu à nossa frente um gorila gigante que nos saudou com uma valente bufa e seguiu o caminho dele indiferente aos visitantes.

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 E hoje sentada aqui, recordo o berro do  guia dirigido a mim, eu estava, nada mais nada menos que em cima de um ninho de formigas e só passados alguns segundos e apesar de levar botas e meias, senti as picadas delas e ainda estou para saber por onde entraram.

Foi uma viagem inesquecível e única, em que pela primeira vez tive a noção do que era uma floresta a sério.

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