"A maturidade permite-me olhar com menos ilusões, aceitar com menos sofrimento, entender com mais tranqüilidade, querer com mais doçura." (Lya Luft)
13.5.16

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                                                                   Foto de sentaqui

Um homem ia mudar-se do oásis e começou a carregar o camelo.

Colocou os tapetes, os utensílios de cozinha, os baús das roupas e o camelo aguentava tudo.

Quando ia a sair, lembrou-se de uma linda pena que seu pai lhe tinha oferecido. Resolveu ir buscá-la e colocou-a em cima do camelo. Nesse momento, o animal arreou com o peso e morreu.

_ O camelo não aguentou o peso de uma pena- pensou o homem.

Sentada aqui pensei que por vezes pensamos o mesmo do nosso próximo, sem percebermos que a nossa brincadeira pode ter sido a gota que transformou a taça do sofrimento.

 


11.5.16

 

Na minha viagem a Marrocos, estava prevista uma visita a uma escola no deserto.

No meio do nada lá estava ela. 


Levámos muito material que distribuímos pelas crianças e o professor Samir foi-nos contando como conseguiu ajuda para tornar aquele espaço mais agradável, passando pela plantação de árvores, bancos e construção de sanitários.

Perguntamos-lhe qual era o maior sonho que tinha para oferecer a estas crianças ao que ele respondeu:

- Gostava de as levar a ver o mar, uma coisa é ver nos livros, outra é o real.
Deixámos a nossa contribuição monetária e espero um dia que este sonho se concretize.

Hoje sentada aqui, penso nas condições das nossas escolas e nas discussões infindáveis sobre as privadas e as

públicas e interrogo-me como aquelas crianças e aquele professor, com tão pouco fazem tanto.

 

link do postPor sentaqui, às 17:15  comentar

18.2.16

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                              Foto tirada por Miguel A. Lopes colega de Mário Cruz                              

Mais uma vez  um português brilhou lá fora, Mário Cruz fotojornalista da Agência Lusa ganhou o primeiro prémio na categoria Contemporary Issues do World Press Photo 2016

Fiquei sentada aqui extasiada a contemplar a galeria de fotos dele.

Ora espreitem:

http://europe.newsweek.com/senegal-child-trafficking-koranic-boarding-school-daaras-427621?rm=eu#bigshot/50535

 

 


1.2.16

Depois de estar sem me sentar aqui tanto tempo, porque não me apetece escrever, encontrei um vídeo que me tocou e fez sorrir.

Para aqueles que como eu já nasceram há muito, digam lá se este senhor não tem razão.

 

 


19.10.15

avião

 

foto de sentaqui

"Sentaqui" ... hoje reconheço que não ganho calos no traseiro a avaliar pelo número de vezes que me sento aqui.

Podia ter escolhido voa para ali, há uma promoção para um país que gostavas de conhecer. 

O telefone toca, mais um convite para uma patuscada.

A roupa para passar amontoou-se, já desisti de ter plantinhas, as pobres não têm culpa de nem ter tempo de olhar para elas. 

O meu mundo é o Mundo e decididamente não tenho vocação para estar enfiada num caixote.

Hoje abri uma excepção e tirei uns minutos para dar algum ânimo aqui a esta cadeira, mas é sol de pouca dura, porque as malas já estão abertas para encher com a natural parafernália de fatiotas que uma mulher não precisa, mas pensa que sim, quando vai voar.

Contudo há surpresas  e pode ser que antes de partir venha aqui contar uma outra peripécia.

 

 


21.7.15

Foto de sentaqui

 

Estava sentada aqui, quando me lembrei de telefonar a uma amiga que em tempos conheci, primeiro virtualmente através da blogosfera e depois pessoalmente.

Rapariga sempre afável e simpática, tínhamos muitas ideias em comum e eram frequentes os telefonemas e encontros, já que morávamos relativamente perto uma da outra.

Peguei no telefone e como não falávamos há muito e o meu número mudou, tive de me identificar.

Confesso que estava à espera de uma voz entusiasmada por me ouvir.

Resposta:

- Estou a trabalhar, agora não posso falar.

Desligou sem pelo menos dizer...telefono-te mais tarde.

Fiquei triste, mas pensei cá para os meus botões que não vale a pena desgastar-me com quem não merece, mas que fiquei surpreendida , lá isso fiquei e ainda hoje não consigo explicar esta atitude.

 

 


5.7.15

Por vezes ouvir uma música faz-me ficar sentada aqui embalada ao som de uma boa melodia.

 

 

 


14.6.15

 

Foto de Sentaqui

 

Muitas vezes leio livros de bons escritores e quando falo de bons escritores, são aqueles que de forma simples e que até parece fácil, conseguem transmitir de uma forma tão clara e sem grandes malabarismos literários, que quando estou sentada aqui, me interrogo:- se é tão simples escrever , por que não consegues tu fazer o mesmo?

Não há explicação, ou se tem aquele dom que é dado a poucos, de transmitir emoções de uma forma descomplicada, ou simplesmente se é desprovido dessa capacidade, que é o meu caso.

Hoje as palavras do Miguel Sousa Tavares ficaram aqui a bater-me.

"É fácil dizer que se morre por amor, mas não é fácil de facto, morrer por amor. A maior parte das vezes, curte-se o desgosto, limpam-se as armas e sai-se de novo em campanha."

 


1.6.15

Em Novembro de 2014 fui até ao Uganda para visitar a Floresta Impenetrável de Bwindi

Integrada num pequeno grupo de apenas 10 pessoas ficamos alojados num pequeno lodge perto de uma aldeia.

Nessa noite uma tempestade desabou, a chuva e trovões pareciam que arrasavam tudo, julguei até que a nossa visita tivesse ficado comprometida, mas não, no outro dia o sol já brilhava.

 

Decidimos, eu e outro casal aproveitar o tempo e visitar a pequena aldeia. Ruas enlameadas, casas construídas com   tijolos de barro feitos pelos habitantes e um verde deslumbrante por todo o lado. Ao longe serpenteava um afluente do rio Amazonas.

 

Crianças à beira da estrada saudavam-nos com um sorriso cativante e alguns estendiam as mãos na esperança de receberem alguns dólares.

 

Depois de algumas perguntas , uma delas convidou-nos a entrar num espaço onde aprendiam as suas danças. À entrada desenhos feitos por elas , eram um convite para a compra e assim contribuir para a manutenção desse pequeno espaço cultural.

 

Fomos convidados para dançar e assim fizemos, estabeleceu-se ali um clima de alegria e partilha.

Ficámos a saber que todas as crianças iam à escola que ficava a alguns quilómetros da aldeia. Os mais velhos cuidavam dos mais novos, enquanto os pais andavam nos campos,  tratando do gado, cultivando o chá, café e bananeiras.

 

As brincadeiras eram na rua e televisão, rádio, jogos e outro tipo de divertimentos parecidos com os dos países , ditos civilizados , não existiam.

Será que lá comemoraram o Dia Mundial da Criança? Será que houve desfiles, enfeites especiais ou algumas prendas? Quero crer que não, mas sentada aqui penso que a pobreza aparente, era acima de tudo uma riqueza interior onde a genuinidade, a paz entre todos, os sorrisos... valem mais que todos as modernices deste mundo do lado de cá, onde há de tudo e onde  por vezes falta o mais importante...afectos.

 

 

 

 


27.5.15

 Com este vídeo do Helder Afonso, pretendo mostrar uma das zonas mais bonitas de Portugal.

 

A ela me ligam factos da minha vida que jamais esquecerei.

 

Aqui regresso muitas vezes depois de ter um dia partido.

 

Parte da minha vida está nestas águas , neste mar, nesta lagoa que contemplei e ainda contemplo embevecida sempre que possível.

 

Os anos passaram, mas recordo sentada aqui aqueles momentos em que abria a janela do meu quarto e me era oferecida a mais bela paisagem do mundo.

 

 

Apesar de viajar bastante por esse mundo fora, volto sempre a este lugar paradisíaco que me traz paz tranquilidade e uma vontade enorme de ficar.

 

 



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