"A maturidade permite-me olhar com menos ilusões, aceitar com menos sofrimento, entender com mais tranqüilidade, querer com mais doçura." (Lya Luft)
16.5.12

 

Já há anúncio de chuva e temperaturas a descerem em força...ora estava a saber-me tão bem este solinho!

Já nada é como antigamente em que os Dinossauros com a sua flatulência contribuiam para que o planeta ficasse quentinho

 

Agora os dinossauros são outros e encolhem-se todos e o que devia sair por um determinado sítio vai-lhes para os miolos,  daí que  apareçam frentes frias, depressões, dilúvios de palavrões e tornados de decisões que deixam qualquer um arrepiado.

 

Mesmo assim com este panorama arrepiante eu fico sentada aqui com a esperança que aparece um daqueles bichos de bocarra bem aberta e provoque uma explosão de mau cheiro e que ponha em  debandada os abominávíes  Ornitópodes  que são um grupo de dinossauros ornitísquios que começaram como pequenos herbívoros, e cresceram em tamanho e número tal que até se tornarem os mais bem sucedidos surripiadores do alheio, dominando totalmente algumas  das grutas mais importantes existentes em Portugal.

 

Venham daí os dinossauros a ver se isto aquece.

 

 


14.5.12

 

Faz hoje um ano que participei num workshop de fotografia dado pelo meu amigo Miguel.

Éramos apenas 4 alunas.

Aconteceu o que não estava previsto, sim porque o amor vem sempre sem aviso, o Miguel apaixonou-se perdidamente por uma das alunas e passado um mês estavam a viver juntos, não sem antes me ter telefonado a pedir a minha opinião, como se nestas coisas do amor e paixão se ouça qualquer tipo de conselhos, nem eu sou mulher para os dar, só disse:-segue o teu coração.

 

Este fim de semana e dois dias antes de comemorarem um ano em que se conheceram casaram-se.

Foi um casamento invulgar, original, alegre e muito diferente das secas que por vezes se apanham neste tipo de cerimónias.

Foi uma conservadora que os casou num antigo teatro de Lisboa e até ela primou pelo bom humor, pela simpatia, sem formalismos, fugindo a tudo o que era convencional. Recitou dois poemas em momentos diferentes, um de Santo António e outro de Florbela Espanca e falou do seu casamento que dura há cinco anos e da maior prova de amor que o marido lhe deu quando há três anos e durante nove meses esteve entre a vida e a morte e em que ele durante esse tempo abdicou do seu trabalho para cuidar dela. O amor deles subsiste mais forte do que nunca.

 

Quanto ao jovem casal que primam pela alegria, imaginação, fizeram tudo para que não existissem momentos monótonos.

A madrinha (eu) teve direito a discurso, e as mamãs também.

 

Depois veio a hora do filme da vida deles , bem produzido e com música bem mexida.

 

Comia-se, bebia-se, tiravam-se milhares de fotos fazia-se o filme, cortou-se o bolo, e lá mais para o final os dois brindaram os convidados com uma dança em que misturaram vários estilos e com uma agilidade surpreendente, mais pareciam estar num qualquer concurso de dança.

 

Nem uma mostra de cansaço, sempre atentos a tudo e a todos, eles foram a personificação da alegria e de uma energia inesgotável.

 

E sentada aqui sigo atenta as novidades e aventuras da sua viagem de lua de mel até terras americanas e já lhes aconteceu um pouco de tudo, desde perderem uma mala, até voarem horas seguidas ao lado de um senhor bem gordo que não parou de ressonar a noite toda. Finalmente chegaram a uma quinta na Califórnia e estão cansados mas super felizes.

 

Estive na dúvida se devia ou não falar sobre este assunto, mas depois de ver e ler sobre crises disto e daquilo, achei por bem escrever sobre um assunto onde a crise não chega quando se fala de AMOR.

 

 


11.5.12

 

Hoje ao saber da morte trágica e prematura de Bernardo Sasseti, lembrei-me da minha juventude em que sempre que via um piano disponível, não me importava de ficar tempos infinitos a tocar. Tocava de ouvido, inventava, passeava os dedos com carinho por todas as teclas e ficava triste porque sabia que na altura não havia dinheiro para pagar as aulas.

 

Olhava para as minhas mãos e desculpava-me pensando:- Oh... tu também tens as mãos pequenas e isto é só para quem as tem esguias.

 

Que destinos trocados estes que levam quem tem talento e deixam uma aura de tristeza em todos que tal  como eu gostam das melodias tocadas com alma, que exprimem sentimentos, que nos fazem voar para novos planos, para outras realidades diferentes daquelas que por vezes não nos agradam.

 

Quão efémera é a vida, mas fica o consolo de que se fizermos e dermos o nosso melhor, deixaremos marcas, cumpriremos a nossa  missão e tal qual as estrelas iluminaremos o nosso mundo.

 

O Bernardo será sem dúvida aquela melodia suave que ouvirei sentada aqui, sempre que me lembrar de quanto eu gostava de ter aprendido a tocar piano.

 

 
 

 


10.5.12

 

Há dias em que me sinto desmotivada, sem ânimo, desinteressada e ausente, de repente, sabe-se lá explicar porquê, tudo me cai em cima.

Hoje estou sentada aqui sem saber para onde me virar.

Será que tudo não poderia chegar em doses suaves?!

 

 


9.5.12
 

Ora aqui está um bom conselho, dado por Manuel Alegre :políticos leiam todos os dias um poema, faz bem à saúde ao espírito e até à política, eu até acredito que sim, talvez olhando para as rimas se possam alhear por alguns instantes das pressões que sofrem e infligem aos outros e lhes liberte e limpe a mente e fiquem mais iluminados para o rumo que devem dar a Portugal.

 

Eu não sou política , mas vou seguir o conselho e a minha escolha recaiu no sábio Fernado Pessoa

 

Não se acostume com o que não o faz feliz, revolte-se quando julgar necessário.
Alague seu coração de esperanças, mas não deixe que ele se afogue nelas.
Se achar que precisa voltar, volte!
Se perceber que precisa seguir, siga!
Se estiver tudo errado, comece novamente.
Se estiver tudo certo, continue.
Se sentir saudades, mate-a.
Se perder um amor, não se perca!
Se o achar, segure-o!

 

E depois de estar sentada aqui a ler o poema há uma frase que não quero esquecer passem os dias que passarem:

" Não se acostume com o que não o faz feliz"

 

 


7.5.12
 

Quando quero dar um salto até à praia do Foz do Arelho, tenho dois acessos, um que normalmente faço porque me dá uma vista panorâmica sobre o mar e a Lagoa de Óbidos e outra que passa no meio da vila, que geralmente evito porque tem umas lombas de quase meio metro de altura, mas que reconheço que têm uma razão válida para lá estarem, já que em frente fica a escola EB1 da Foz do Arelho  e todos os cuidados são poucos para que se evitem acidentes.

 

Neste último fim de semana optei por ir pela estrada das lombas e em boa hora o fiz, porque de tão devagar que ia despertaram-me a atenção dois  plátanos em frente da escola onde dois enormes bonecos sorridentes cobriam as árvores e que estavam decorados com os mais diversos materiais...cápsulas de café, embalagens de iogurtes, plástico, lãs... etc, no tronco dos bonecos uma linda mensagem escrita em papel plastificado.

 

Parei de imediato para observar e tirar algumas fotos. Além das árvores e para lá do passeio vi uma horta biológica enfeitada com dois espantalhos sedutores e protegidos com uma rede repleta de mensagens.

 

 

Pensei sentada aqui que escolas assim vão sendo raras, já que se estão a ser substituídas por grandes construções de betão onde se armazenam crianças e onde certamente não há espaço para o contacto com a natureza.

 

Coloquei duas fotos no meu blog  Existe Um Olhar e alguém num comentário me dizia:" Espero que os miúdos cresçam e não se esqueçam desta mensagem". Duvido que algum dia estes meninos e meninas esqueçam este trabalho magnífico! Melhor que impingir leituras, observar imagens, ouvir os professores a falar sobre o benefícios das árvores, é sem dúvida o trabalho prático, é mexer na terra, é criar, é proteger, é verem as plantinhas e flores a crescer, é cuidar é participar num projecto conjunto que tempo nenhum, passem os anos que passarem jamais será esquecido.

 

Nesta escola certamente não haverá necessidade de colocar patrulhas a vigiar recreios como aconteceu numa escola do Algarve, já que têm o seu tempo ocupado a cuidar  da natureza.

 

A Mensagem

 

 

 


6.5.12

 

A cimeira dos G20 já foi há uns meses, mas enquanto estava sentada aqui, encontrei um vídeo em que um comentador diz tudo o que muitos sabem e não se atrevem a dizer e o que a maioria do povo não sabe, mas sente, sobre os verdadeiros interesses dos participantes da dita cimeira.

 

Depois do que ouvi interrogo-me sobre as dezenas de comentadores que ouvimos todos os dias na televisão, pessoas inteligentes, com espírito crítico, mas aos quais nunca ouvi explicar preto no branco e em linguagem clara o que na verdade se passa no mundo a nível económico, dos interesses que estão em jogo e nas manobras subtis de bastidores que iludem e mascaram a verdadeira origem da crise mundial.

Será que têm medo de ousar falar assim abertamente e de serem apelidados de reacionários, ou de serem dispensados de um serviço que lhes vai enchendo os bolsos?

 

Vale a pena ouvir o vídeo até ao fim.

 

 
 
 

 


Hoje é dia para recordar, recordar a minha mãe que me aconchegou apoiou, acarinhou e partilhou muitos momentos de alegria, tristeza e inseguranças.

Hoje sentada aqui recordo-a com saudade e agradeço-lhe tudo o que fez por mim

Para todas as mães eu desejo um dia especialmente feliz!

 

 

 


4.5.12

 

Durante anos fui compradora compulsiva de livros e enciclopédias, nessa altura ainda não tinha acesso à internet e eram-me preciosos para a minha informação/formação.

 

Inicialmente em prateleiras abertas deparava-me muitas vezes com folhas coladas devido à humidade e capas com ligeiras manchas de bolor e lá tinha de os limpar um por um, num processo moroso e entediante.

 

Quando as circunstâncias assim o permitiram, a primeira coisa que fiz foi procurar uma estante envidraçada onde pudesse olhar para eles e evitar que se deteriorassem. Nas prateleiras de cima há as encadernações mais vistosas, nas últimas há pequenos dossiers carregados de boas recordações...os primeiros ensaios de pintura em folhas A4, folhetos de viagens, dedicatórias de gente que passou pela minha vida, um sem número de envelopes com informações de workshops que fiz em diferentes áreas, as receitas de culinária que mais me seduziram e à mistura revistas com artigos que de vez em quando gosto de ler e há também os dossiers que menos gosto, o das facturas.

 

Hoje enquanto escrevo sentada aqui, olho para a cor, para as diferentes encadernações, para as filas arrumadinhas de algumas enciclopédias e interrogo-me se valeu a pena gastar tanto dinheiro. Valeu, claro que valeu, sobretudo porque de vez em quando lembro-me de folhear um ou outro volume e sentir-lhe o cheiro, tatear cada página, contemplar cada ilustração e recordar com saudade o tempo em que os amontoava em meu redor em pesquisas que umas vezes eram necessárias, outras apenas faziam parte da minha curiosidade e vontade de aprender sobre matérias que ultrapassavam os conteúdos da minha formação de estudante.

 

Nunca me interroguei porque tinham os livros um cheiro tão especial e não fosse a internet  não tinha lido aqui que Químicos da Universidade de Londres descobriram a explicação para este odor.

 

Tenho a certeza que nunca perderei o prazer de uma boa leitura enrolada numa manta no meu sofá, ou sentada algures numa esplanada, sem que isso me impeça de estar aqui a fazer investigações mais rápidas; a que vou fazer já de seguida é saber se este fim de semana vamos ter sol e um pouco mais de calor.

 

 

 


3.5.12

 

Diga o que disserem que não restem dúvidas sobre a competência de um dos melhores, senão o melhor treinador do mundo, José Mourinho.

 

Muitos acusam-no de antipático, arrogante e convencido, mas uma coisa é o ar que dá, outra é o valor que tem quando desempenha brilhantemente o seu papel. Um homem que não brinca em serviço e que não admite a palavra "insucesso" no seu vocabulário e se alguma coisa corre mal tem a capacidade de dar a volta e partir para que o sucesso aconteça, palavras proferidas Silveira Ramos

 

19 campeonatos ganhos em diferentes países é obra e  só um bom trabalho de equipe, uma boa relação com os jogadores e um bom planeamento estratégico justificam tais resultados.

 

Ballack antigo internacional alemão caracteriza-o nestes termos  «Nós sentimos que Mourinho protege o grupo. É honesto e dá o máximo pelos seus jogadores. Quando atravessávamos períodos difíceis ele estava sempre ao nosso lado», afirmou Ballack, em entrevista à France Football.

O médio alemão também esclareceu que o treinador português não aceita indisciplina no seu grupo de trabalho: «É um treinador que deixa claro que ele é que o chefe e que exige disciplina. Também sabe dar a volta quando a equipa apresenta maus resultados».

 
É gratificante e motivo de orgulho saber que um português lá fora, dá mostras de um valor e profissionalismo inquestionável.
Parabéns José!
 
Sentada aqui penso como seria bom termos meia dúzia de Mourinhos a governar este país!

 

 

 


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