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Sentaqui

"A maturidade permite-me olhar com menos ilusões, aceitar com menos sofrimento, entender com mais tranqüilidade, querer com mais doçura." (Lya Luft)

Sentaqui

"A maturidade permite-me olhar com menos ilusões, aceitar com menos sofrimento, entender com mais tranqüilidade, querer com mais doçura." (Lya Luft)

Machu Picchu

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 Quando visitei o Peru o ponto alto da viagem foi sem dúvida visitar Machu Picchu, um local mágico e monumental, que impressiona, dada a dimensão das construção em sucalcos em que os Incas foram os principais mestres.

Perguntei-me, como conseguiram levar pedras de um tamanho descomunal tão alto e tudo ordenado.

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 Nada está ali ao acaso, tudo tem um significado e cada pedra tem uma história.

A 9 de Novembro de 2011 embarcámos num comboio até à base e iniciámos a subida. 
O espanto era uma constante à medida que subíamos e apreciávamos aquela formação geológica, santuário dos Incas, só descoberto em 1911 pelo Dr. Hiram Bingham.

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 Gostámos tanto que fizemos a subida duas vezes e chegámos aos 2400m de altitude no segundo dia.

Tivemos visita guiada, mas sinceramente não me lembro de tudo, só o meu olhar gravou cada pormenor que me deixou extasiada.

Outros turistas andavam por ali, mas dado o número controlado de visitantes não haviam atropelos.

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Até uma modelo andava ali a ser fotografada a acenar com duas bandeiras, mas não cheguei a saber o significado.

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 As pedras que falam e que tinham um significado especial, esta era um túmulo.

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Não sinto que valha a pena dizer mais nada, as imagens falam por si.

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 Parei lá bem no alto, sentei-me e senti uma energia muito especial, daquelas que acalmam e que nos fazem sentir no céu.

E em vez de ficar sentada aqui como é costume, apeteceu-me deitar, relaxar e agradecer

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Paris, toujours Paris

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 Já visitei Paris pelo menos 3 vezes e não me importava de lá voltar muitas mais.

A primeira vez foi um autêntica aventura.
Eu e uma colega, que nunca tínhamos viajado sozinhas, tirámos quatro dias e a medo lá fomos.
Tudo bem estudado, escolhemos o que gostaríamos de visitar; sabíamos de antemão que nunca veríamos tudo.
Toda a gente nos avisava que o mais difícil era andar de metro, curiosamente saímo-nos muito bem.

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 Logo no aeroporto tivemos um encontro inesperado que nos ajudou imenso nos embarques e desembarques, por coincidência, encontrei uma amiga que ia de quinze em quinze dias a Paris. Parte dos problemas e medos foram logo postos de parte.

Fomos colocar as malas no hotel e à noite fomos jantar com ela, aliás a única noite em que saímos.
Entrámos logo na primeira igreja que encontrámos, bem bonita por sinal, mas nem me lembro do nome.
Pensámos em ir de imediato para o Louvre.
Como não tínhamos almoço, arranjava um farnel à sucapa ao pequeno almoço, só uma vez nos atrevemos a comer um cachorro horrível que nos custou na época 500 escudos..um horror.
Quando entrámos no Louvre vimos que era tão grande que quatro dias não chegavam para ver tudo. Decidimos vê-lo a correr para ficarmos com uma ideia. O museu D`Orsey cativou-nos, mais pequeno e acolhedor. Exposições no Petit Palais e no Grand Palais, foram um deleite para os olhos.

IMG_2063Anos mais tarde voltei lá com uma amiga francesa residente em Portugal e que tinha lá família, aí sim, as visitas foram bem diferentes, e saíamos todas as noites.

 Subi à Torre Eiffel e ao Arco do Triunfo, vistas soberbas sobre a cidade.

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Andámos de barco no rio Sena e deu para ver melhor toda a cidade.

Um espectáculo no Lido foi um dos pontos altos da visita.
Como falava bem francês alguém me perguntou há quantos anos estava em França, fiquei vaidosa, como não podia deixar de ser.

Subir ao Sacré Couer foi lindo demais.

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 Sentar numa esplanada, comer uma guloseima e observar a elegância dos e das francesas foi mais uma diversão.

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Montras lindíssimas e roupa cujo preço não eram para o meu bolso, mas pronto,não se pode ter tudo.
Felizmente nessa época podia-se circular à vontade sem ter medo de atentados e hoje sentada aqui penso um dia voltar, porque Paris é uma cidade romântica e muito especial.

IMG_1879Nessa época ainda não tinha uma máquina xpto, apenas uma pequena Olympus que serviu muito bem., pena que tenha perdido muitas fotos que adorava.

Chegada a Zanzibar

Depois de oito dias de jipe na Tanzânia, chegar a Zanzibar foi a cereja no topo do bolo.

Desta vez o mar azul transparente, as águas quentes, e um hotel de sonho, foram o culminar de uma viagem de sonho.

Não vou aqui falar deixar a história desta ilha do Índico, mas deixo o link com todas as informações.

 

https://pt.wikipedia.org/wiki/Zanzibar#Ver_tamb.C3.A9m

O hotel tinha uma esplanada fantástica com piscina e com o mar alí bem perto e onde tomávamos o pequeno almoço, ou simplesmente ficávamos por ali a bebericar e a tomar umas banhocas.

Zanzibar

E quem consegue resistir a este mar?

Zanzibar

Mas não houve só praia , também fomos num autocarro visitar algumas zonas da cidade, monumentos, ruelas e mercados.

Zanzibar

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 O que se passou a seguir foi deveras interessante e divertido.

Fomos levados até uma quinta onde podemos observar todo o tipo de especiarias e frutos exóticos. Os nativos subiam aos coqueiros e cortavam cocos que depois saboreáva-mos. Cravinho, canela, e outras especiarias foram outras especiarias que conheci, habituada que estava a vê-las só nas prateleiras dos supermercados, foi uma agradável surpresa e gerou-se um clima de festa enquanto se cantava Hakunamatata.

Zanzibar

 Mas mais surpresas estavam para acontecer.

Embarcámos para uma pequena ilha num barco, estilo pirata, para uma  praia deserta, onde estavam à nossa espera para um saborearmos uns óptimos grelhados. Foi um dia em cheio.

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As noites eram de festa, comia-se bem, bebia-se melhor, cantava-se e dançava-se.

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 E com tanta festa e folia, havia quem chegasse ao fim da noite completamente de rastos.IMG_1314.jpg

 E desde 2009 é impossível ficar sentada aqui e não chegar à conclusão, que para começar, foi um bom começo para início de viagens.

 

 

 

 

 

A 1ª grande viagem- Tanzânia e Zanzibar

Tudo começou em 2009 quando me convidaram para integrar um grupo numa viagem que ia ser o começo de muitas.
Tudo bem organizado e orientado por um guia fantástico que se preocupava em que nada falhasse e que fosse cumprido o programa.

Antes de ir tive a feliz ieia de comprar uma máquina fotográfica razoável e que fez com que a partir dessa altura ganhasse a paixão pela fotografia.

Nunca tinha pisado solo africano e fiquei deslumbrada.

Tanzânia

A cratera de Ngorongoro, Seringeti, Lago Manyara, Kilimanjaro, o Lago Vitória e Zanzibar faziam parte do programa.

Percorremos de jipe durante oito dias a savana e podemos observar todo o tipo de animais e há quem lhe chame a arca de Noé da África Oriental.

Já nos jipes aproximavamo-nos dos animais que se mostravam pacíficos, até os leões aproveitavam as sombras dos jipes e as zebras nem precisavam de passadeiras. Parecia que estava a viver um episódio do National Geografic.

leões

zebra

Assisti estupefacta a uma tentativa de um conjunto de leões que tentavam caçar um javali, mas a tentativa saiu gorada.
A única vez em que me assustei, foi quando apareceu à nossa frente um enorme elefante que ficou especado mesmo em frente ao nosso jipe. O condutor desligou o motor e pediu silêncio, nestes casos um elefante enfurecido podia virar o jipe de pernas para o ar. Quando assim o entendeu afastou-se.
Ao longo do caminho íamos contemplando toda a espécie de aves e animais.

Tanzânia e Zanzibar

Entrámos no Parque Nacional de Serengueti, um parque de grandes dimensões cerca de 13.000km quadrados no norte da Tanzânia, famoso pelas migrações anuais de gnus, zebras e gazelas, contudo no parque vivem cerca de 35 espécies de grandes mamíferos.
Ao final da tarde saímos dos hotel para ver o famoso pôr do sol.

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 Mas o mais emocionante estava para acontecer...visitar uma tribo Masai.

Estavam à nossa espera, mal chegámos dançaram e as mulheres tinham expostas nas paliçadas as suas peças de artesanato.

Vivem em cabanas feitas de bosta de animais o que causa alguma impressão, entrei numa e tive de sair logo, tinha apenas um pequeno buraco ao meio por onde saia o fumo da fogueira que ardia ao centro, não existiam divisões e cada família vivia naqueles espaços exíguos.

As mulheres percorriam quilómetros para trazer lenha, enquanto os homens guardavam o gado.
Visitámos a escolinha e comoveram-me os olhares ternurentos das crianças.
Levámos alguns medicamentos, porque sabíamos de antemão que eram a sua maior necessidade.
Um povo afável que gostei de conhecer, contudo não pude deixar de ficar impressionada com as condições em que viviam.

 

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 Muitas foram as emoções vividas, o que aprendi, sobretudo a dar valor que não é preciso muito para nos sentirmos felizes.
Em breve vou sentar-me aqui para falar de Zanzibar

4º Encontro de Bloggers

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Hoje quero falar de uma viagem pequena, mas não menos importante.

4º encontro de bloggers!
Para mim uma viagem pequena, mas grande no meu coração, porque deixa marcas que não se esquecem, marcas de amizade, carinho, partilha e muita alegria.
A maior parte dos participantes já conhecia, mas felizmente há sempre pessoas novas que vão engrossando o grupo, passa-se do virtual ao real e é sempre uma agradável surpresa. 
Há laços que dificilmente se quebrarão e se vão estendendo, formando uma grande teia de saudáveis amizades.

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Tendo como cenário a bonita praia de S. Pedro de Moel num restaurante com uma vista soberba para o mar, alí passámos algumas horas que passaram a correr e souberam a pouco, tanto havia para falar

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 No marcador, que achei lindo e uma oferta das amigas Afrodite e Maria Araújo a frase não podia ser mais bem escolhida  "a melhor rede social ainda é uma mesa rodeada de amigos, nada de mais verdadeiro

Neste 4º encontro estiveram presentes:


1 -  Afrodite  (Braga) - http://jardinsdeafrodite.blogspot.pt/
 2 -  Maria Araújo (Braga) - http://cantinhodacasa.blogs.sapo.pt/
 4 -  Rui E.S.+ Mª Helena  (Ermesinde) - http://coisas-da-fonte.blogspot.pt/
 6 -  Maria Júlia Abreu + Domingos  (Porto) - https://cantinhodajuleca.blogspot.pt/
 8 -  Gabriela + Paulo  (Porto) - http://dona-redonda.blogspot.pt/
 9 -  Kok (Oeiras) - http://koktell.blogs.sapo.pt/
11 - Teté  + marido (Lisboa) - http://pequenoquiproquo.blogspot.pt/
12 - Ricardo Santos  (Lisboa) - http://opactoportugues.blogspot.pt/
13 -  Isabel Pires (Entroncamento ) - http://nascernap - aia.blogspot.pt/
14 - Manuela  (Caldas da Rainha) - http://existeumolhar.blogs.sapo.pt/
16 - Graça Sampaio + Sidónio  (Leiria) - http://picosderoseirabrava.blogspot.pt/
 18 - Luis Rodr. Coelho + Esposa (Leiria) - http://zitorodriguescoelho.blogspot.pt/
 20 - António Nunes + Esposa (Leiria) - http://dispersamente.blogspot.pt/
 21 - Adélia Sousa (Marinha Grande) - http://adeliaasousa.blogspot.pt/
 22 - Rodrigo Henriques (Marinha Grande) - http://rmanuelh.blogspot.pt/
 23 - Joana (Marinha Grande) - http://marrocoseodestino.blogs.sapo.pt/

 

Um agradecimento especial à Graça Sampaio que se encarregou de escolher o local.

Apesar de conhecer quase toda a gente, não quero deixar de referir a grata surpresa que tive quando vi a Joana que já me visita há alguns anos e que não conhecia.

 

Agora fico sentada aqui a aguardar o 5º encontro que se realizará em Braga a 30 de Abril de 2017 com a supervisão da Afrodite e da Maria Araújo.

 

Se alguém vier aqui e se quiser juntar ao grupo, sintam-se à vontade.

Subida aos Himalaias

Himalais

Tal como disse aqui, não estava previsto fazer o trekking nos Himalaias.
Como não me sentia em boas condições físicas para fazer tão duras escaladas, o meu guia sugeriu que podia ir de burro.

Para trás ficaram os hotéis de 5 estrelas e passámos para abrigos nas montanhas, onde havia o mínimo de condições, no entanto as paisagens eram deslumbrantes , comia-se bem e as pessoas era simpáticas.

abrigo, himalaiaspaisagem, himalaias

 

Tudo preparado...mochilas prontas e aí tive pela primeira vez contacto com o meu cavalo e com o homem que iria atrás a guiá-lo.
O objectivo era chegar a Torong La Pass a cerca de 5400 m de altitude.

A subida teve início.

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Confesso que me senti apavorada quando via precipícios de um lado e de outro e a todo o momento esperava que uma pata do vavalo resvalasse e lá ia eu. Curiosamente o senhor fazia uns estalidos com a boca e o cavalo colocava as patas exactamente onde deveria colocar.

Quando se aproximava uma ponte, descia, ia a pé até a atravessar.

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Depois de algumas horas cheguei ao destino. Senti uma alegria enorme. Subir a 5400 m é obra e nem sempre o corpo se adapta bem à altitude, para facilitar levava aspirina que dissolvia na boca.

Esperei pelo grupo que vinha a pé e foi uma festa, tínhamos conseguido!

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No Tibete- Lasha

Uma das cidades que mais curiosidade tinha em visitar, já que quando comecei a interessar-me pelo budismo, foi de Lasha que me falaram.
Frequentei durante um ano um centro budista, para me inteirar da filosofia budista.
Grande decepção e a conclusão a que cheguei é que todas as religiões têm um objectivo em comum: dinheiro!
A cidade é linda, cheia de vida quer de noite, quer de dia e as pessoas simpáticas.

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Dirigimo-nos para o majestoso Palácio de Potala, um monumento imponente e que nesse dia registava uma grande afluência, já que era um dia especial para os budistas.

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 Proibido tirar fotos dentro do mosteiro. Enormes budas e uma decoração soberba encantaram-me.

Num ou noutro canto um monge budista desfiava as suas contas, mas à sucapa ia consultando o telemóvel.

Por todo o lado haviam tombolas cheias de dinheiro e até nas mãos das estátuas. Gente humilde ia desfilando e dando o seu contributo e até no exterior se podia observar um lago com algumas notas a boiar.

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 Cá fora as mães punham os filhos pequeninos a fazer a saudação budista ao mesmo tempo pediam esmola.   

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A cidade fervilhava de gente que ou rezava ou simplesmente passeava muitos de chapéu aberto, já que os orientais se protegem muito bem do sol.

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Mais tarde resolvemos dar uma volta pela cidade, apreciar o artesanato e fiquei encantada com as cores vivas e alegres que enfeitavam as montras.

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Muito teria para mostrar e contar, mas achei por bem, ficar sentada aqui a meditar sem ter de dar dinheiro a ninguém.

Kathmandu- A cidade que não pára

Apesar do aparente reboliço e confusão, gostei de apreciar o frenesim que se vive nas ruas da cidade.
Nunca visitei a Índia e pensei, pelo que tenho ouvido falar que seria parecido, mas não, pelo menos não há mau cheiro nem vacas nas ruas.
Quando se sobem 365 degraus na colina dos macacos, chegamos a um templo budista .

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Ao longo da escadaria podemos observar inúmeros macacos que fazem as delícias dos visitantes.

 

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 Lá do alto podemos observar a cidade que mais parece uma enorme favela.

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Descemos e a realidade é bem diferente.

Em Bhaktapur, nos arredores de Kathmandu, bastante afectada pelos terramotos ao longo dos anos, deu para constatar a preocupação na recuperação de monumentos, outrora de uma beleza ímpar.

Não deixa de ser impressionante uma visita aos rituais fúnebres do complexo sagrado hindu, onde são cremados os corpos a céu aberto e onde passa um rio de águas poluídas, onde as crianças não se coibem de dar uns mergulhos.

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Do lado oposto ao rio podemos contemplar e tirar fotos aos Sadhus, no hinduísmo, é um termo comum para designar um místico, um asceta, um praticante de ioga ou um monge andarilho. "Sadhu" é, também, uma expressão em sânscrito e páli usada como interjeição  para algo bem-sucedido ou realizado com perfeição.

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Depois embrenhei-me na cidade, carros, bicicletas, buzinadelas, vendedores, artesãos tudo numa confusão organizada.

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 Crianças que brincam na rua rodeadas dos milhares de pombos que pululam por ali.

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O emaranhado de fios eléctricos a céu aberto.

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Vende-se de tudo.

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 A pouco e pouco vão-se reconstruindo monumentos.

 E há sempre sorrisos simpáticos.

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Cheguei ao Butão, o país da felicidade

Não é meu objectivo falar aqui das fronteiras, do regime político, dos países vizinhos ou das alterações que foram acontecendo ao longo dos anos, já que qualquer pessoa que vá ao Google o pode fazer, o que quero mesmo é falar do que senti, do que vi e fiz e sobretudo partilhar emoções de um país que há muito desejava visitar.

Cheguei a 3 de Setembro de 2016.

Aterrei no aeroporto de Paro num avião da Buthain  Airlines.

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Ainda no aeroporto foi entregue um papel para preenchermos um íten , se levávamos tabaco, quem levasse tinha de mostrar a quantidade, era-lhes aplicada uma  taxa e uma declaração em como podiam fumar, se alguém fosse apanhado a fumar teria de pagar uma multa, caso não apresentasse essa declaração, é proibido fumar no Butão.

Fomos recebidos por um guia butanês que nos conduziu para o hotel. Estranhei a maneira de vestir do chauffer e do guia, mais tarde percebi que toda a gente vestia assim, saia e meias até ao joelho.

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Partimos em direcção a Punakha antiga capital do Butão. no centro do país, na confluência de dois rios, onde mais tarde iríamos fazer rafting, eu limitei-me a fotografar.

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No dia seguinte fomos visitar a cidade e os seus templos budistas.

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Thimpu a capital estava também no nosso programa e fiquei a saber que é a única capital do mundo que não tem semáforos, mas polícia sinaleiro.

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Admirei os prédios que não excediam os três andares e tudo o que avistávamos eram campos verdes de arroz.

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Ao cair da tarde resolvemos dar um passeio pelas redondezas e aí pela primeira vez senti paz, muita paz.

Alguém no grupo disse:
_ Já repararam que nem os cães ladram quando passamos em frente às casas?
Nos arredores visitámos estupas monumentos de tradição budistas que representam a mente de todos os seres iluminados em Dochula.

Atravessámos pontes engalanadas com bandeiras de várias cores e mensagens para darem sorte e felicidade.

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Fiquei abismada quando visitei a estátua do maior Budha do mundo, oferta de um homem rico de Singapura.

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O palácio real na sua imponência foi um dos pontos altos da visita.

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Só a partir de 1974 o Butão. se abriu para o mundo e hoje é visitado por um número de turistas que é controlado.

Os templos, os arrozais, os rios, a paz que transparecia em cada rosto contagiou-me e por momentos pensei ser uma butanesa. 
Se falei de tudo? De modo nenhum, muito haveria para mostrar e contar, fica este apontamento que nunca quero esquecer.

Profissão- Viajante

 

Raramente me tenho sentado aqui, até que a minha amiga Afrodite me deu a ideia de falar sobre as minhas viagens.
Desde 2009 que não tenho parado e já visitei todos os continentes, embora muito me falte ainda conhecer.

Têm sido viagens de sonho que me têm marcado pela positiva. 
Pretendo também falar do que tenho visitado neste nosso cantinho e acreditem quando regresso, tenho aquela sensação boa de ter chegado a casa, ao meu ninho.
Desta vez vou começar pelo fim, ou seja, da última viagem que fiz, já que está bem fresquinha na memória.

Foram tantas as experiências que tive , que um post apenas, não chegará.

Desta vez fui até ao Nepal, Butão, Tibete e algumas duras caminhadas nos Himalaias, estas últimas não estavam previstas para mim, já que foi inicialmente combinado que ficaria a fazer voluntariado num acampamento em Kathmandu.

Em 2015 o Nepal foi duramente atingido por um sismo e ainda há muitos desalojados.

No dia combinado fui visitar o acampamento, chovia torrencialmente, estava tudo enlameado. O meu guia pensou e muito bem, que não me iria deixar ali sozinha durante alguns dias, sem perceber patavina da língua e na altura , os portugueses que ali prestavam voluntariamente assistência, estavam ausentes.

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Embora não me sentisse minamente preparada para grandes caminhadas, combinámos que eu nalguns precursos iria de burro.

O primeiro grande teste aconteceu no Butão ao subir até ao Ninho do Tigre.

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 Teste superado.E a saga vai continuar.

 

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