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Sentaqui

"A maturidade permite-me olhar com menos ilusões, aceitar com menos sofrimento, entender com mais tranqüilidade, querer com mais doçura." (Lya Luft)

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"A maturidade permite-me olhar com menos ilusões, aceitar com menos sofrimento, entender com mais tranqüilidade, querer com mais doçura." (Lya Luft)

Ruy de Carvalho deixou de ser artista

Foto da net

Aos 86 anos de idade e 70 de profissão Ruy de Carvalho recebeu uma carta das Finanças que indica que já não é “artista” e passou a ser apenas “prestador de serviços”, deixando de ter direitos conexos e de propriedade intelectual.

 

Numa carta que escreveu no facebook o veterano actor mostra toda a sua indignação e revela-se indignado com o ministro das Finanças, que acusa de “institucionalizar o roubo”, perante “o silêncio do Primeiro–Ministro e os olhos baixos do Presidente da República”.

 

Não me admira que esta corja que nos governa queira tirar o estatuto de artista a quem o é de verdade, porque querem eles tomar-lhe o lugar.

São artistas na arte de roubar, surripiando pela calada os proventos de quem trabalha.

São artistas que sorriem em palco, quais palhaços que ao invés de nos fazerem sorrir, nos deixam amargurados.

São artistas de circo, fazendo malabarismos e acrobacias nunca vistas de rapidez tal que mal nos distraímos sentimos que voaram mais uns cobres das nossas carteiras.

São peritos em ilusionismo fazendo-se passar por exímios farsantes que escondem a verdade com artes mágicas que ninguém entende.

Sobem aos palcos com sorrisos ingénuos e actuações brilhantes no que toca a farsa e dramatismo.

O guarda roupa é fino para que ninguém possa desconfiar que em cena estão uns ladrões.

No final de cada actuação cai o pano e nos bastidores riem-se do Zé Povinho que nem força tem para reagir a tão péssimas actuações.

 

Citando Ruy de Carvalho:

É lamentável e vergonhoso que não haja um único político com honestidade suficiente para se demarcar desta estúpida cumplicidade entre a incompetência e a maldade de quem foi eleito com toda a boa vontade, para conscientemente delapidar a esperança e o arbítrio de quem, afinal de contas, já nem nas anedotas é o verdadeiro dono de Portugal: nós todos!

E termina:

Permitam-me do alto dos meus 86 anos deixar-lhes um conselho: aproveitem e aprendam rapidamente, porque não têm muito tempo já. Aprendam que quando um povo se sacrifica pelo seu país, essa gente, é digna do maior respeito… porque quem não consegue respeitar, jamais será merecedor de respeito!

 

Sentada aqui penso que não chegarei aos 86 anos com a lucidez deste senhor, porque antes disso e continuando a assistir ao descalabro a que chegou o nosso país, perderei o orgulho de ser portuguesa.

 

 

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