Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Sentaqui

"A maturidade permite-me olhar com menos ilusões, aceitar com menos sofrimento, entender com mais tranqüilidade, querer com mais doçura." (Lya Luft)

Sentaqui

"A maturidade permite-me olhar com menos ilusões, aceitar com menos sofrimento, entender com mais tranqüilidade, querer com mais doçura." (Lya Luft)

A loira que fingia ser feliz

É loura, é bonita, é sensual, sexy e entre onde entrar todos os olhares se voltam para ela, principalmente os masculinos.

Do alto dos seus saltos enormes, olha confiante e consciente do sucesso que faz. Qualquer pessoa que queira passar despercebida pode acompanha-la, desde que não seja loura também.

Quem não a conhece fica a pensar que é uma mulher super feliz, porque o seu sorriso e olhar conseguem esconder três relações fracassadas e muito sofrimento.

Fala dos homens com desdém e diz que são todos iguais sabendo de antemão as intenções de todos os que se acercam dela.

Está fora de questão arranjar um novo relacionamento, ou melhor, estava, porque há uns meses atrás telefonou-me completamente eufórica dizendo que estava apaixonada e tinha finalmente arranjado um homem que a amava, estavam ambos apaixonadíssimos um pelo outro.

Três meses mais tarde telefona-me de novo, lavada em lágrimas...ele tinha pura e simplesmente desaparecido, dizendo que não estava ainda preparado para uma relação séria, talvez daqui a dois anos, como se o amor fosse programável e se pudesse carregar num botãozinho para que despertasse na altura em que fosse conveniente.

Suplicou-me para que a ajudasse, que não a deixasse afundar-se e mais uma vez prometeu a si própria que não acreditaria nos malditos dos homens (palavras dela)

Sentada aqui, penso como são difíceis os relacionamentos e sobretudo como é possível falar-se de amor como quem fala duma bela sobremesa que se guarda no frigorífico e se come quando apetece.

 

O verde da minha aldeia

Há muito que não ia á minha aldeia. Foi bom ver amigos de infância, saborear uma bela sardinhada com a família e passear a pé, aldeia abaixo, cumprimentando pessoas que quase não me conheciam e ainda recordar outros tempos.

Soube-me bem subir a um lugar bem alto e poder ver, que apesar dos incêndios que têm surgido em todo o país, o meu cantinho de infância continua verde, e que a enorme área de pinhal que ainda existe, por enquanto foi poupada. Anos houve em que se viveram ali momentos de tragédia, quando as chamas devoraram grandes superfícies de zona arborizada.

Um factor a favor é o cuidado com que hoje se limpam as zonas verdes e como temos a sorte de ter um lençol de água no vale, penso que isso pode ajudar a evitar danos maiores.

Hoje, sentada aqui, contemplo um mundo que foi meu. É bom o regresso às origens.

 

 

Quero ser como o Fernão

Quero ser uma gaivota que vai contra os princípios estabelecidos pelas gaivotas mais velhas e mostrar que é possível  superar-me sempre, dessa forma conseguindo atingir vôos muito mais altos do que se pode imaginar no meio em que vivo.
Quero, durante os meus altos vôos conseguir encontrar outras gaivotas que voem comigo lado a lado  e descobrir que conseguimos superarmo-nos, independentemente do que os outros possam dizer ou pensar.

Quero no final de cada voo, sentar-me aqui e pensar que hoje consegui voar ainda mais alto.

 

Por vezes dava jeito ter um sino atrás de mim

Precisava agora de um sininho que badalasse quando adivinhasse que a minha mente por vezes mais demente que normal, começasse a pensar em fazer e ouvir certas coisas que não deveriam passar-me sequer pela cabeça.

Um toque suave quando tivesse de ouvir gente a falar de outra gente, mais outro quando tivesse de assistir a cenas de má educação.

Um toque mais forte quando ligasse a televisão só para ouvir desgraças. Toques, muitos toques que me obrigasse a sair de casa e não passar tanto tempo longe do mundo.

Uma badalada suave, mas permanente quando me afundasse a pensar em quem não está

Como não há sino, fico sentada aqui á espera de um sinal que não tenha nada  a ver com badaladas e que me faça acordar para ter força para recusar aquilo que não quero.

 

Holter...um martírio...sabem o que é?

Ando por aqui cheia de fios com um aparelhinho ligado á cintura e uma braçadeira enfiada no braço que incha e desincha a cada 20 minutos.

Quando começa a encher, esteja onde estiver tenho que parar, tipo estátua,até a coisa despejar. Vão ser 24 horas de suplício.Estou a comer páro, lavo a loiça e nova paragem, vou a conduzir e ou páro ou descanso o braço em cima de uma perna, desde que não esteja a fazer alguma curva manhosa e cá ando eu durante 24 horas para ver se esta máquina descobre donde vem esta tensão altíssima.

Tomar banho nem pensar, vai ser lavagem á gato.

Tem uma coisa boa, escrevo mais depressa o post  a ver se consigo não ser interrompida por mais uma inchadela...

E neste incha e desincha continuo sentada aqui.

A culpa é da lua

 

Tem uma força espantosa, principalmente quando está cheia, falo da Lua, claro.

Faz subir as marés e empolga situações que noutra fase passariam despercebidas.

Gosto de a ver reflectida no mar, gosto do luar, gosto de a contemplar, mesmo sabendo que não me liga nenhuma, ou melhor, goza comigo, porque quando cheia causa muitos estragos e perco a cabeça.

Por aqui, fez com que agarrasse no telefone e sem papas na língua dissesse tudo o que deveria ser dito, escrevi aquele email para alguém que desapareceu de repente só porque se esqueceu de dizer que ia de férias, exagerei quando resolvi ir para a noite e me tivesse deitado ás tantas da madrugada esquecendo-me que já não tenho idade para isso, quando tive que me levantar três horas depois para ir fazer uma eco aos rins...felizmente não deram pelo meu exagero e continuam a fazer a sua função de filtros na perfeição.

Lá fora o nevoeiro e a chuva miudinha causaram estragos na A25, o Benfica portou-se muito mal, governo e oposição andam ás turras, morreu a acriz Maria Dulce..e por mais que me esforce, continuo sem encontrar coisas boas nesta semana de Lua Cheia.

Resta-me sentar aqui mais uma noite, de janela aberta e contemplá-la, umas vezes maldizendo-a outras reconhecendo que apesar de tudo ainda exerce e mim um fascínio inexplicável.

Umbigo ao léu

Para evitar gastar tanto dinheiro em cremes e tratamentos para aliviar a passagem do tempo que vai aparecendo na minha cara , bom, no resto do corpo também, mas anda tapadinho,não se nota tanto, resolvi iniciar um tratamento de acupunctura e vi-me com cerca de doze agulhas espetadas nas rugas  e vincos da cara; Andar sempre de sorriso de orelha a orelha tem alguns inconvenientes um deles são dois vincos que mais parecem estradas uma de cada lado da bochecha. Com as agulhitas vai-se disfarçando  e o certo é que pouco a pouco, o preenchimento vai-se fazendo.

Enquanto o médico me ia dizendo que tinha excesso de calor no coração, e pouco nos pulmões e mais uns quantas dicas sobre a temperatura interior, veio á baila a moda dos umbigos destapados. Contou-me que o umbigo é uma zona do corpo que deveria andar sempre quente é aí o centro da vida e da morte, quem abusar, mais tarde ou mais cedo virá a ter problemas de saúde graves. Lembrei-me das meninas que hoje em dia faça chuva ou faça sol andam com o dito buraquinho bem ao léu, para já não falar da parte de trás onde as calças descaídas e justas vão alterando lentamente a curva da cintura e em vez dum corpo de contornos bonitos vamos vendo montes de gordurinha a querer saltar donde não devem.

Eu por aqui nem me atrevo a destapá-lo, já me chegam as loucuras em que penso sentada aqui e que temo um dia vir a ter consequências bem mais desatrosas do que andar de umbigo ao léu.

Mais sobre mim

imagem de perfil

Arquivo

  1. 2017
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2016
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2015
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2014
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2013
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2012
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2011
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2010
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D