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Sentaqui

"A maturidade permite-me olhar com menos ilusões, aceitar com menos sofrimento, entender com mais tranqüilidade, querer com mais doçura." (Lya Luft)

Sentaqui

"A maturidade permite-me olhar com menos ilusões, aceitar com menos sofrimento, entender com mais tranqüilidade, querer com mais doçura." (Lya Luft)

Notícias da treta

 

Sempre que abro uma revista daquelas que vejo no cabeleireiro, por que dessas recuso-me a comprar, elas lá estão, lindas, maravilhosas, fantásticas... tão fantásticas que eu duvido que aqueles sorrisos, aquela felicidade, aquele suposto glamour, não seja apenas uma farsa.

Elas e eles são notícia se arranjaram namorada/o, se se reconciliaram, se estão grávidas, onde foram de férias, se e quando vão casar, se estão sozinhas ou bem acompanhadas e o mais impressionante é que estão todas com caras que parecem que saíram de uma recauchutagem, porque quando por acaso se vêem na rua, algumas delas metem medo ao susto, ou melhor são iguais ao comum dos mortais. e se por acaso as encontrarem por aí num qualquer evento social, não se esqueçam que não é "bem" cumprimentar com dois beijinhos, é só um, eu já me esqueci e fiquei de cara pendurada á espera do segundo.

E em tempos de crise de que tanto se fala eu pergunto-me se para estes não há crise nenhuma, ou então vestem-se com as roupitas emprestadas por algum costureiro que quer promover o seu produto.

Eu reconheço que cada um vive como quer e como pode, mas o que mais me intriga é ver que se consomem toneladas de papel com tretas que não interessam a ninguém, bom, pelo menos a mim não, se calhar sou uma anormal e se todos pensassem como eu as editoras iriam á falência.

Sentada aqui e depois de ler o que escrevi, também chego á conclusão que este é um assunto da treta, com a diferença que não sou "tiaaaaaaa" nem quero a minha vida nem o meu corpinho á mostra numa dessas revistas, aí é que não se vendia nada.

 

Qual o livro da tua vida?

 

Margarida Pedroso de Lima

Margarida Maria Baptista Mendes Pedroso de Lima é professora associada da Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade de Coimbra desde 2004. Licenciou-se em Psicologia pela Universidade de Coimbra em 1984, doutorou-se em Psicologia do desenvolvimento (Personalidade na idade adulta) pela Universidade de Coimbra em 1997. Concentra a sua actividade de investigação nos domínios da Personalidade e da Promoção do Bem-estar.

 

 

Ela escolheu:

de Jon Kabat-Zinn.

A meditação é a arte de prestar atenção, de escutar o coração. Este é um guia muito simples de meditação pura, aquela que podemos praticar aonde quer que vamos, onde quer que estejamos, sempre que quisermos. Fora do tempo e dentro dele.

Jon Kabat-Zinn é o fundador e director da Stress Reduction Clinic no Centro Médico da Universidade do Massachusetts, e Professor Associado no departamento de Medicina Preventiva e Comportamental. É membro do Fetzer Institute. Como investigador, o seu trabalho tem incidido principalmente na interacção corpo-mente para a cura, e nas aplicações da meditação para as pessoas com dores crónicas e problemas de stress

 

A minha amiga Marta patilhou comigo através de email este tema e eu sentada aqui penso e repenso nos muitos livros que marcaram a minha vida.

E para ti? Qual o livro ou os livros que mais te marcaram?

Solidão, gostar de estar só, ou sentir-se só

Hoje fala-se muito nas pessoas que vivem uma solidão imposta, indesejada e incómoda e que se sentem terrivelmente sós, assumindo essa solidão com infinita tristeza.

Fala-se também, nas que optaram por viver sós, mas por mais independentes que sejam as pessoas, é difícil acreditar que nalgum momento não gostassem de companhia, mesmo para aqueles e aquelas que  fazem questão de proclamar bem alto que não estão para aturar ninguém e que lhes basta uma relação física ocasional, daquelas em que não se criam laços e que são descartáveis.

Não imagino um ser humano desprovido do gosto de pequenos momentos de ternura, de partilha e cumplicidade, em que se criam laços, o que não significa criar apegos.

Como mulher, que fala com muitas outras mulheres, que são independentes, que vivem sós, e que fazem crer que não precisam de ninguém, há alturas em que não conseguem manter a carapaça e num desbafo, entrecortado por vezes com algumas lágrimas, confessam a sua fragilidade e bem lá do fundo suspiram por alguém que caminhásse de quando em vez, de mão dada com elas.

No meio há os que estão sós no meio de tanta gente, que vivem de coração fechado, servindo e esquecendo-se delas próprias, que se desvalorizam, que passam despercebidas, que espalham sorrisos, fazendo crer o que na realidade não são...felizes.

E sentada aqui, penso nos encontros e desencontros desta vida, no egoísmo dos que não se dão para não terem de dar e sobretudo nos que estão desesperadamente sós, que davam tudo para ouvir:- Eu estou aqui para ti e por ti.

 

 

 

Falando sobre homossexualidade

Sempre estive convencida que a homossexualidade tinha origem em disfunções genéticas, até que há dias numa conversa entre um grupo de amigos, se começou a falar do assédio a que estão sujeitos muitos heterossexuais, um assédio de tal modo feroz que chega a ser demasiado violento e incomodotativo por parte de quem é assediado.

A abordagem é feita com muita descontração e sem tabus, para convencerem o alvo, usam por norma a comparação entre o comportamento entre as suas parceiras mulheres, muito mais limitativo, segundo eles, do que se fosse feito homem com homem. Não se inibem em recorrer as todos os argumentos possíveis, sendo o factor disponibilidade o mais usado. A conversa foi de tal maneira clara e foram focados exemplos tão explícitos que fiquei até um pouco chocada.

 

Para tirar dúvidas sobre se a homossexualidade é ou não uma disfunção genética, resolvi ler tudo a que tive acesso e cheguei á conclusão que há uma grande disparidade de opiniões.

 

Obtive muita da informação daqui e as minhas dúvidas continuam a ser as mesmas, dada a quantidade enorme de opiniões que surgem em diferentes comunidades científicas.

 

Mas sentada aqui, continua a espantar-me a forma de assédio a que estão sujeitos os heterossexuais; claro que cada um tem a liberdade de fazer o que quer ou lhe apetece, mas deduzi que em certos casos, e ainda lembrando as conversas que ouvi, muitos passam a ser marginalizados quando escolhem ser o que sempre foram...heterosssexuais.

Quando o telefone toca

Talvez ainda alguém se lembre de um programa de rádio de discos pedidos que se chamava :"Quando o telefone toca". era obrigatório dizer uma frase e só depois se podia escolher a música.

Hoje os telefones tocam sem parar nem pedirmos, uns gostaria que nunca tocassem, porque só servem para dizer coisas que não me interessam  e outros vezes desejava que tocassem e continuam irritantemente mudos.

Não sou daquelas que usa e abusa do telefone e só o faço se realmente preciso, mas há alturas em que me dá um enorme prazer ouvi-lo e corro bem depressa para ouvir do outro lado a voz do meu filho.

Hoje telefonou-me de Buenos Aires e como sempre há novidades, as perguntas e respostas saltam em catadupa e sabe-me bem senti-lo feliz.

Amanhã voará para Caracas e depois, bem... depois vai continuar o vaivém de voos que tiverem de ser feitos.

Através dele conheço o mundo e o seu mundo.

O desejo de voar talvez o tenha herdado da mãe, porque me lembro de dizer que quando fosse grande queria ser hospedeira de bordo, claro que nunca cresci o suficiente e na altura era preciso ter também um bom palminho de cara , coisa que nunca aconteceu.

Hoje revejo-me nele e fico feliz por saber que para além das paisagens, dos usos e costumes dos países que vai conhecendo,  cria laços de amizade, usufrui de experiências únicas, desenvolve capacidades de sã convivência, assertividade, espírito crítico e análise ao mesmo tempo que cresce em conhecimento e sabedoria

E sentada aqui continuo hoje e sempre á espera que o telefone toque.  

 

És uma sortuda

És uma sortuda porque dispões do teu tempo e do teu espaço sempre que queres.

És uma sortuda porque não tens que dar satisfações a ninguém sobre o que fazes ou para onde vais.

És uma sortuda porque te livraste a tempo de um trabalho que está a deixar loucos quem o tem de continuar a fazer.

És uma sortuda porque tens um filho maravilhoso ( felizmente não sai ao paizinho dele).

Viajas, tens amigos, se te apetece fazer comer fazes, senão compras feito ou vais ao restaurante. Estudas e tens os hobbies que mais te dão prazer.

Tens o teu canto, ora arrumado ora desarrumado e não há ninguém que te venha censurar por coisa nenhuma.

Acima de tudo és uma sortuda porque conseguiste ao fim de vinte e sete anos livrar-te do homem com quem casaste e ousaste romper com barreiras e preconceitos, fazendo tudo o que ninguém esperava que fizesses, porque te julgavam certinha e acomodada.

Tens momentos de pouca sorte e de desânimo e ainda ontem telefonaste a pedir para serem feitas contas de dinheiro que há muito deveria ter entrado na tua conta e ouviste um "não" redundante. Por momentos ficaste abatida, prostrada no sofá e choraste até que acabaste por adormecer.

Acordaste e reconheceste que afinal és uma sortuda por estares sentada aqui e que não há dinheiro nenhum que pague a tua paz e tranquilidade.

 

Bruna Real voltou á escola e bem vestidinha!

Esqueceu-se bem depressa a Bruna despida a posar como veio ao mundo, a encher páginas de jornais e revistas.

Hoje li aqui que regressou á escola e curiosamente para bem perto de mim, Peniche.

Diz o artigo no Correio da Manhã que ela agrada a pais e alunos   que o passado dela não é importante? Que passado?..e porque não haveriam de estar satisfeitos?

Sentada aqui, a minha mente perversa já está a imaginar muitos penicheiros encostados ás esquinas só para a ver passar.

Prometi e vou tentar cumprir

Soube-me tão bem o fim de semana alucinante que tive, que prometi que vou tentar deixar mais vezes de estar sentada aqui e partir, voar, conhecer, experienciar, conhecer gentes e lugares diferentes.

Abrirei de quando em vez uma excepção numa ou noutra tarde de Domingo chuvosa em que acenderei a lareira, me enroscarei no sofá a ver um filme e talvez adormecer ao som do vento e da chuva, mas mesmo nem isto farei muitas vezes, porque já tenho uma listinha de coisas a fazer neste início de Outono.

Descobri, talvez tarde de mais, que só posso partilhar se viver e tudo o que estiver para além do que  não vivo, dificilmente é sentido com toda a força das emoções que só a experiência me oferece.

E falando de emoções, daquelas que nos fazem sorrir com ironia, lembrei-me daquela notícia do gelado concebido sem mácula e que foi tão censurado no país de sua majestade, talvez porque Sua Santidade andou por aquelas bandas e terá ficado chocado com a gravidez da freira que num outdoor exibia a sua barriguinha juntamente com a frescura de um gelado que abre o apetite a todos os não puritanos que não se importam com o olhar e preferem saborear.

Bendito anúncio!

Carpe diem

Para este fim de semana deixo um excerto do filme " O Clube dos Poetas Mortos", um dos filmes que mais me marcou e que ainda hoje sentada aqui relembro a frase. "Carpe diem!
Aproveitem o dia, o fim de semana e façam com que todos os momentos se transformem em algo extraordinário.

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