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Sentaqui

"A maturidade permite-me olhar com menos ilusões, aceitar com menos sofrimento, entender com mais tranqüilidade, querer com mais doçura." (Lya Luft)

Sentaqui

"A maturidade permite-me olhar com menos ilusões, aceitar com menos sofrimento, entender com mais tranqüilidade, querer com mais doçura." (Lya Luft)

Vejam lá se estou a pedir muito

 

Quero um motorista que me leve à praça, ao supermercado, ao cabeleireiro, às compras em lojas de marca, aos espectáculos e a tudo o mais que for preciso.

Quero um ordenado de 30.000 euros por mês

Quero não pagar portagens nas auto-estradas

Um telefone com chamadas ilimitadas

Quero uma secretária para agendar todos os meus afazeres diários.

Quero um carro topo de gama com gasolina á descrição.

Quero redecorar a minha casa, com peças únicas e de artistas de renome.

Estou a pedir muito? Acham mesmo?

 

Então reparem:

O nosso primeiro tem 20 motoristas, ganha 95.886 euros brutos, tem 13 secretárias, em 2009 gastou 33.950 euros para cuidar dos jardins ( tem sorte porque não tenho jardim, senão também pedia), há 448 viaturas para a presidência de Conselho de ministros e a mais recente aquisição foi um Mercedes S 450 blindado que custou a módica quantia de 134 mil euros. Vai poder gastar mais uns milhares em chamadas para redes fixas e telemóveis....já são números a mais e estou cansada de estar sentada aqui a olhar para a crise que em que está mergulhado o nosso país, excepto lá para os lados de S. Bento.

Manhã de má língua

 

Resolvi nos últimos dias passar a ir à piscina com uma amiga sempre na hora do almoço, que é quando está vazia e podemos bracejar à vontade. Eu divorciada, ela solteirona convicta e amante do seu estado de graça, em que diz ela já não há pachorra para meter um homem dentro de casa...como eu a compreendo!!!

Entre um braçada e outra e curtas pausas para recuperarmos o fôlego, aproveitámos para pôr a conversa em dia. Eu como tenho vivido um pouco fora do mundo fiquei abismada com as novidades que me ia contando. Quem casou, quem está prestes a separar, quem não se se separa porque tem uma vida boa, mesmo sabendo da amante do marido, as que carregadas de dívidas continuam a fazer vida de ricas, devendo em tudo quanto é sítio, falou ainda com tristeza de uma nossa colega(professora) com 45 anos, que estava a tomar café esta manhã e caiu para o lado e veio a falecer.

Nem tudo foi cusquice e banalidades e como acho que nada é por acaso e há muito tempo que não estávamos juntas, deu-me instruções preciosas e contactos óptimos para resolver uma série de questões que me andam aqui a azucrinar a cabeça.

E agora sentada aqui, estou a delinear estratégias para abolir de uma vez por todas as porcarias que me andam a impedir de viver sossegada. Vou ter de chatear alguém, mas nem quero saber, tenho que acabar com esta mania comodista de ficar parada á espera que as coisas aconteçam enquanto há gente que usa e abusa da minha paciência.

Amanhã continua a má língua com energia redobrada esperando que esta maldita dor de costas me abandone de uma vez por todas.

Nudista...Eu?

 

Depois de ler aqui um excerto do livro Tiro de Letra do escritor Mário Vargas Llosa recentemente laureado com o prémio Nobel da Literatura, lembrei-me da primeira vez que me conseguiram convencer a fazer nudismo.

Se gostei? Claro que gostei, aliás adorei.

 

No início e com alguma timidez lá fui tirando do corpo os poucos trapitos que tinha vestidos, claro que os óculos escuros ficaram.

Na minha cabeça fervilhavam uma série de preocupações , que mais tarde vieram a provar-se serem infundadas..será que vai tudo olhar para mim? Será que vou fazer uma figura triste e vão todos notar que estou excessivamente nervosa? Apesar da minha tentativa de disfarçar o nervosismo, mostrando um á vontade que não correspondia á verdade, o certo é que ninguém me prestou especial atenção, eu é que não parei de olhar para todo o lado e no final chegar á conclusão, que os nudistas(naturistas) são-no por convicção, porque não há tabus, porque estão ali sabendo respeitar as diferenças...não se importando se são gordos, magros, barrigudos, se há celulite, mamocas descaídas e nem o tamanho dos ditos cujos é alvo de especial atenção. Evidente que para uma novata como eu, todos estes pormenores foram devidamente esmiuçados com a protecção dos meus benditos óculos.

 

Passado pouco tempo já eu tomava um belo banho tal e qual como vim ao mundo. Claro que há certos precalços para os homens quando vêem passar um corpo escultural, mas nada que não se resolva na hora, basta virarem-se de barriga para baixo até que o calor passe.

É uma sensação de liberdade indescritível e cito algumas palavras que li desse texto que expressam melhor que eu o que se pode sentir:

" Falou-me da Grécia e da beleza dos corpos que se movem e despregam em liberdade, sem coberturas escravizantes; da comunhão do homem com a natureza, a única que pode devolver-nos a saúde física e a paz espiritual que perdemos por renegar covardemente a nossa primeira nudez; da necessidade de vencer os preconceitos, a hipocrisia, a mentira (em outras palavras: o vestuário)".

 

Soltam-se os preconceitos, vive-se em comunhão plena com a natureza e sentada aqui, espero um dia ver proliferar por aí um maior número de praias de nudistas para que eu não tenha que me deslocar para tão longe quando o quiser fazer, porque não tenho dúvidas que o quero fazer de novo e com mais frequência.

Como me vejo daqui a um ano?

Daqui a um ano penso continuar sentada aqui a sonhar, a viver, a partilhar a dizer tudo o que me vai na alma.

Daqui a um ano, não me vou importar onde quero estar, mas com quem quero que esteja comigo.

Não me quero preocupar em fazer projectos, a delinear estratégias, a planificar ou a fazer o que deve ser feito.

Quero simplesmente estar com, poder abraçar alguém, ter com quem rir, caminhar lado a lado, ser cúmplice de olhares e de gestos.

Posso estar nos confins do mundo, mas quero estar ao lado de alguém que me ouça e que eu possa ouvir também.

Quero um coração cheio de amor e de sonhos com quem partilhar, para que se tornem realidade.

Quero que nos meus voos possa planar lado a lado e falar do que nunca falei e amar como nunca amei.

Quero que me sussurrem ao ouvido segredos que nunca escutei.

Quero confiar e acreditar que esteja onde estiver não estarei sozinha.

Nem sempre o que parece é

A Ana era uma mulher interessante, divorciada, quarentona e que depois do divórcio, achou que a vida não acabava ali.

Começou a conhecer outros homens, deitou-se com alguns, mas nada que a satisfizesse verdadeiramente. Cedo começou a perceber que não era com uma queca que encontraria um novo amor.

Um dia apresentaram-lhe um senhor, um pouco mais velho que ela, cabelos brancos, mas ainda com boa figura.

Começaram a encontrar-se, jantaram diversas vezes, ou simplesmente marcavam encontro numa ou outra esplanada para conversarem.

No início achou estranho ele nunca ter tido qualquer comportamento mais atrevido, coisa anormal, comparando com os outros que tinha encontrado, aqueles que após meia dúzia de conversas e muita baboseira, lhe adivinhava as intenções.

Os encontros sucederam-se e nada acontecia, ingenuamente pensou ter á sua frente um homem respeitador.

Um dia lá se decidiu e convidou-a a passar um fim de semana prolongado numas termas no norte.

Esfregou as mãos de contente e pensou que seria desta que o homem ia passar a vias de facto.

Na data marcada lá partiram.

Preparou algumas toilettes mais ousadas e claro, não esqueceu a melhor lingerie.

Chegados ao quarto e com o coração aos pulos , pensou que seria aquela a hora H.

Pousaram as malas e nada aconteceu...hum..que estranho. Resolveu então ter ela a iniciativa...festinhas, carícias, mimos inocentes e qual não é o espanto quando ele lhe pergunta:-És sempre assim tão meiguinha? E por ali se ficou.

Não estava a acreditar no que estava a acontecer. Decidida a não baixar os braços, despiu-se de costas para ele e nada.

Entretanto ele falava da preocupação que estava a ter com a filha e que o tinha deixado a pensar, desculpa que serviu para que ele lhe desse as boas noites e passados alguns minutos já roncava.

No dia seguinte uma dor de cabeça foi motivo para que nada acontecesse.

Uma coisa lhe fazia confusão, quando saía do hotel fazia sempre questão de ir de mão dada com ela ou de bracinho por cima do ombro e reparou nos olhares de cobiça que alguns homens lhe deitavam.

Percebeu finalmente o esquema, fez-se luz...ele queria apenas exibir a mulher que tinha ao lado e fazer crer que possuía uma virilidade que se tinha perdido sabe-se lá há quanto tempo.

Ana desejou que aqueles dias passem-se depressa, apesar disso resolveu aproveitar os bons jantares, beber óptimos vinhos e usufruir dos bons tratamentos que tinha nas termas. Nem tudo foi tempo perdido.

Se foi com fome, com fome voltou e desejou nunca mais pôr a vista em cima daquele D. Juan mascarado.

Hoje a Ana sentada aqui comigo ainda se ri do famoso  e respeitador cavalheiro.

Viajo para me transformar e não para mudar o que vejo

Faz-me alguma confusão ouvir dizer mal de um determinado país que se visita, ou por que são os hábitos, ou a pobreza, os costumes, a religião, os cheiros, a confusão aparente, o desalinho das casas, ou porque andam mal vestidos, ou a falta de gosto na construção das casas, enfim uma infinidade de coisas que se dizem, só porque se usam termos de comparação.

Quando se parte para um país diferente  do nosso, há que pensar que nada tem que ser igual ao que temos por cá e quem vai com ideias preconcebidas, não está preparado para viajar, esta é a minha ideia, embora nem sempre tenha pensado assim.

Lembro-me de há uns bons anos atrás ter visitado Tânger e de ter ficado apavorada com o que vi. Ruas estreitas , pejadas de gente que queriam vender á força tudo o que mostravam; carne e peixe no chão cravados de moscas e com cheiro nauseabundo, os comerciantes que quase nos obrigavam a entrar para exibirem os famosos tapetes... Desejei nunca ter por ali passado e senti um enorme alívio quando dali saí.

Hoje e depois de já ter visitado alguns países a minha forma de pensar e de estar mudou radicalmente.

Hoje aprendo com a pobreza, admiro a riqueza e a evolução, aprendo a respeitar os valores que podem ou não ser diferentes dos meus, adapto-me a outras formas de vida, e tento guardar o que de melhor me poderá servir como exemplo para que possa alterar a minha maneira de estar e pensar.

E lentamente, quase sem dar conta e sem fazer grande esforço, sinto que as mudanças vão acontecendo quase imperceptivelmente.

Hoje tenho do mundo e das pessoas uma visão mais global, sem me perder com pormenores, sem olhar a detalhes banais, tentando que o meu olhar seja mais abrangente e veja para além do óbvio e do que é considerado normal.

Vejo na arte o prodígio de mentes brilhantes e na carência tudo o que tenho a mais e sentada aqui penso como vou mudando, sem ter a veleidade de querer transformar o que outros construiram com sabedoria que foram ganhando, seguindo exemplos e comportamentos fruto da herança dos seus antepassados.

Mudar para transformar

 

Se seguir todos os dias pelos mesmos caminhos, se falar com as pessoas de sempre, se deixo a rotina instalar-se, perco a oportunidade de encontrar pessoas diferentes, de aprender coisas novas, de conhecer outros modos de pensar e sobretudo perco a hipótese de transformar.

Então porque continuo sentada aqui? Melhor será partir e regressar e poder trazer muito para contar.

 

 

Quando a cabeça não está bem o corpo é que paga

Já cantava o António Variações, "quando a cabeça não tem juízo o corpo é que paga", esta é uma afirmação que ao longo dos anos tenho vindo a constatar ser verdadeira. Tudo o que de mau ou bom passa pela nossa mente mais tarde ou mais cedo vem reflectir-se na parte física.

Pensamentos e atitudes negativas reflectem-se na nossa saúde e li há dias o seguinte sobre este assunto:

 

Aparecem as constipações quando nos recusamos  chorar

Vêm as dores de garganta quando não conseguimos comunicar ou expressar as emoções

O estômago arde quando as raivas não conseguem sair.

O diabetes invade quando a solidão dói.

O corpo engorda quando a insatisfação aperta.

A dor de cabeça deprime quando as dúvidas aumentam.

O coração desiste quando o sentido da vida parece terminar.

A alergia aparece quando o perfeccionismo parece intolerável.

As unhas quebram quando as defesas ficam ameaçadas.

O peito aperta quando o orgulho escraviza.

O coração enfarta quando chega a ingratidão.

A pressão sobe quando o medo aprisiona.

A neurose paralisa quando a "criança interna" tiraniza.

A febre aparece quando as defesas detonam a fronteira da imunidade .

 

Fiquei a perceber porque me arde o estômago e a tensão arterial disparou e sentada aqui medito na frase...

"O plantio é livre, a colheita obrigatória, toma atenção no que estás a semear, pois será a mesma coisa que irás colher!"

Jeitosos...muito jeitosos!!!

 

Das cidades que conheço em Portugal, se tivesse de eleger uma onde encontro mais homens interessantes por metro quadrado, seria Cascais.

Não me refiro só a uma determinada faixa etária, podem ir dos 18 aos 80. O certo é que fico sempre impressionada quando visito esta cidade e olho para os cavalheiros bem aprumados, cuidados, bem vestidos, ( e não olho para as marcas da roupita), elegantes, bem cheirosos, seja em que situação for... na rua passeando descontraidamente, no bar a beber um copo, numa ou outra discoteca, no banco do jardim, eles aí estão...um regalo para a vista.

Não pensem que esta minha apreciação é fruto de algum desejo mais ou menos duvidoso, nada disso, aprecio-os como aprecio uma bela casa, um jardim ou uma obra de arte.

Não sei o motivo da enorne quantidade de homens com bom aspecto, será do clima, do mar, da beleza da paisagem? O certo é que passam por mim e eu, felizmente de óculos escuros, observo todos os detalhes com algum espanto e admiração.

E interrogo-me quando regresso ás origens, porque será que vejo aqui nesta minha cidade, homens que se preocupam com tudo menos com a apresentação e é vê-los gordos, de barba por fazer, de camisas ponta acima ponta abaixo, falando bem alto e ainda dando-se ares de galãs quando passa uma mulher mais atraente, será que não têm espelhos lá em casa? Acho que não é preciso ser rico para se ter o mínimo de bom gosto.

Se alguém conhecer alguma cidade com uns jeitosos dignos de serem apreciados, fico sentada aqui á espera que me digam.

 

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