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Sentaqui

"A maturidade permite-me olhar com menos ilusões, aceitar com menos sofrimento, entender com mais tranqüilidade, querer com mais doçura." (Lya Luft)

Sentaqui

"A maturidade permite-me olhar com menos ilusões, aceitar com menos sofrimento, entender com mais tranqüilidade, querer com mais doçura." (Lya Luft)

Bom dia! Faz favor...Muito obrigada!

 

Hoje estava eu numa fila de supermercado e não pude deixar de prestar atenção á forma como eram tratados os clientes.

A menina da caixa após cada atendimento dizia:-Seguinte... nem bom dia, nem faz favor, nem muito obrigada, e um sorriso estava fora de questão.

Claro que quando chegou a minha vez não me calei e com simpatia á mistura com alguma ironia dei-lhe os bons dias e disse-lhe:- Não acha que lhe ficava bem um sorriso e um agradecimento?

Ficou a olhar para mim com ar surpreendido e não articulou palavra...não sei se mudou de atitude para os clientes seguintes, mas fiquei com a ideia que o que disse a deixou a pensar.

Sentada aqui penso que esta atitude é demasiado comum nos dias que correm e há muita gente que parece estar a fazer um frete quando tem que atender o público, mas com a crise instalada acho que fica a ganhar quem prima pela simpatia e delicadeza no atendimento, fazendo com que o cliente volte de novo.

Que o sol brilhe para todos neste fim de semana

Pelo céu às cavalitas,
Escondi nos teus caracóis,
A estrela mais bonita, que eu já vi

Eu cresci com um encanto,
De ser caçador de sóis,
Eu já corri tanto, tanto para ti

Fui um príncipe encantado
Montado nos teus joelhos,
Um eterno enamorado, a valer

Lancelot de algibeira,
Mas segui os teus conselhos
Para voltar à tua beira
E ser o que eu quiser

Os teus olhos foram esperança
Os meus olhos girassóis
Fomos onde a vista alcança da nossa janela

Já deixei de ser criança e tu dormes à lareira
Ainda sinto a minha estrela nos teus caracóis

Os teus olhos foram esperança
Os meus olhos girassois
Fomos onde a vista alcança da nossa janela

Já deixei de ser criança e tu dormes à lareira
Ainda sinto a minha estrela nos teus caracóis

Os teus olhos foram esperança
Os meus olhos girassois
Fomos onde a vista alcança da nossa janela

Já deixei de ser criança e tu dormes à lareira
Ainda sinto a minha estrela nos teus caracóis

 

De que falam as mulheres?

Éramos quatro mulheres, eu a mais velha e as outras na casa dos trinta, raparigas bem dispostas, com bons empregos, que numa noite chuvosa, resolveram juntar-se á volta de uma mesa, bem pertinho da lareira, para porem a conversa em dia e descomprimirem um pouco do stress do trabalho.

Abriu-se um bom vinho e a anfitriã, óptima cozinheira, lá nos ofereceu como sempre, um manjar de comer e chorar por mais.

As conversas foram acontecendo e as gargalhadas também. Claro que há temas proibidos nestes ajuntamentos...política e futebol. Então de que se fala? Homens e relacionamentos, é óbvio.

Ouviu-se e falou-se de tudo...da que está apaixonada, mas que tem medo de assumir um compromisso, porque tudo aconteceu rápido demais, da outra que vive junta, mas que não tarda muito vai pôr-se a andar, porque o menino se porta mal, ou ainda da que quer estar só, porque se sente bem assim e acha que não está preparada para partilhar a vida com ninguém, escaldada que está com as sacanices dos homens com quem já esteve.

Fez-se uma análise exaustiva do comportamento dos homens em geral e o vinho que se foi bebendo, contribuiu para fossem mais desinibidas e se aventurassem a contar uma ou outra história daquelas que nos deixam sempre com sorrisos marotos, ou nos fazem soltar exclamações de perfeito espanto, e assim comentou-se a forma como os homens falam das mulheres quando estão uns com os outros, o que mais lhes chama a atenção quando vêem uma mulher que lhes agrada á vista, que não se preocupam se a mulher tens umas banhas a mais ou celulite na hora do acasalamento e nós tantas vezes preocupadas com dietas que nos deixam a sofrer quando olhamos para uma vitrina de doçaria ou nos queremos encharcar com o pão molhadinho naquele molho gostoso, pois para eles, isso é irrelevante  na hora H.

Traições, infidelidade, foram temas que vieram á baila e uma delas ainda não concebia que isso pudesse acontecer quando duas pessoas se amam; vieram logo os argumentos que justificaram que isso não é verdade e que os affaires acontecem muitas vezes tanto por parte dos homens como das mulheres, sem que seja posta em causa uma relação, o truque é fazê-lo discretamente. Nenhuma de nós concorda ou alinha nesses esquemas , mas que acontece, ai isso acontece. Somos poligâmicos por natureza e só os valores que nos foram incutidos nos impedem de enveredar pela troca mais ou menos frequente de parceiro. 

Hoje sentada aqui recordo as conversas da noite anterior e chego á conclusão que apesar de ser a mais velha do grupo e de lhes ter passado alguma da minha experiência de vida, as dificuldades e alegrias  de ontem são e continuarão a ser as de sempre. Tudo passa pelo equilíbrio com cada um de nós consegue gerir emoções e relacionamentos.

Tranquilidade

Despediu-se de mim há uns dias atrás e a última coisa que disse foi: -Amanhã falamos..sim?

 

Até hoje, o silêncio continua e o mais importante é que estou sentada aqui, sem que isso me incomode ou me faça infeliz.

 

Grandes progressos nesta mente agora aquietada e serena em que não espero nem peço nada a não ser a certeza de ter deixado de erguer os planos de sempre e estou a viver apenas agora.

 

Sinto-me{#emotions_dlg.angel}in peace

Vive e não faças nada que te deixe infeliz

Falei, falei, falei...despejei tudo o que fiz e o que deixei de fazer. Falei de medos, de respostas que devia ter dado e não dei, de perguntas que ficaram por fazer, de arrependimentos por não ter dito o que achava que devia, e da alegria mesclada de sofrimento em contradição constante entre aquilo que penso , o que sinto e que sou.

Culpei-me pelas minhas fraquezas, desculpei-me com os meus sentimentos, como se eles fossem a causa de tanta incoerência, de tanta vez ter fingido aquilo que não sou, nem aquilo que sinto.

Falei da obsessão , do apego, da constante ligação a um passado que não faz sentido, de acções que se contradizem com as palavras de culpa e de vítima que inflijo a mim própria, como se alguém fosse culpado do meu estado de demência camuflada com alguns acessos de lucidez.

 

No final de tanto desabafo, e tanta incoerência dita sem sentido perguntou-me:

 

-Se tivesse dito o que estava a pensar dizer, ficava feliz?

- Não- respondi 

 

Se tivesse feito o que tencionava fazer, ficava aliviada?

-Não-tornei a responder

 

-Se se afastasse em silêncio sem justificar a ausência, ficava em paz?

-Hum...de modo nenhum.

 

-Então só há uma forma de transformar e transformar-se....VIVA e não faça nada que a deixe infeliz

Saia, divirta-se, conviva, conheça gente e lugares diferentes e deixe o resto acontecer.

 

E sentada aqui, pensei que afinal a cura está aqui mesmo ao meu lado...Fazer apenas e só o que me deixa feliz.

 

 

Deixa o mundo girar...Bom fim de semana

Quantas vezes vais olhar para trás
Estas preso a um passado que pesou
Quantas vezes vais ser tu capaz
Fazer sair quem por engano entrou

Abre a tua porta
Não tenhas medo
Tens o mundo inteiro
A espera para entrar
De sorriso no rosto
Talvez o segredo
Alguém te quer falar

Olha em frente e diz-me
Aquilo que vês
Reflexos de quem conheces bem
Ouve essa voz, é a tua voz
Atenção e a razão que tens

Alguém te quer falar

Deixa o mundo girar para o lado que quer
Não podes parar nem tens nada a perder
Estás de passagem,
Não leves a mal se te manda avançar
Talvez seja o sinal que não podes parar
Estás de passagem

Vai aonde queres
Ser quem tu quiseres
Estende a tua mão
De quem vier por bem,

Abre a tua porta
Não tenhas medo
Tens o mundo inteiro
A espera para entrar
De sorriso no rosto
Talvez o segredo
Alguém te quer falar


Deixa o mundo girar para o lado que quer
Não podes parar nem tens nada a perder
Estas de passagem,
Não leves a mal se te manda avançar
Talvez seja o sinal que não podes parar
Estás de passagem

Só de passagem
estou de passagem para outro lugar

Limpar como?

 

O ritual é o mesmo dia após dia, olho-me ao espelho, coloco a jeito tudo o que preciso...primeiro o leite de limpeza cuidadosamente espalhado, com movimentos circulares suaves para não deixar qualquer vestígio de sujidade numa pele que se quer bem cuidada. Limpo  e aplico o tónico.

Para que a pele possa absorver devidamente o produto, vou ajeitando o cabelo, vestindo mais uma peça de roupa e minutos depois vem o tão benéfico hidratante, indispensável para que a pele fique com outro brilho e com ar saudável. Uma base leve e um pouco de rouge e já está.

De vez em quando uma ida á esteticista é aconselhável para remover a sujidade mais profunda.

 

E sentada aqui penso como seria bom cuidar do coração com o mesmo cuidado com que trato da pele e poder remover todos os pontos negros que lhe estão a dar um aspecto que deixa muito a desejar.

Sozinha na plateia

Hoje á hora do almoço tive de ir ao centro comercial cá da cidade e aproveitei para comer qualquer coisa.

Estranhei ver uma grande fila na bilheteira do cinema, pensando que se tratava de algum filme que valesse a pena ver, afinal estavam a oferecer bilhetes para um filme qualquer que nem cheguei a saber qual.

Lembrei-me de perguntar se o filme "Rede Social" estava em exibição e logo me disseram que daí a cinco minutos ia começar.

Comprei o bilhete e qual não foi o meu espanto quando percebi que era a única espectadora, nunca tal me tinha acontecido...um filme só para mim.

No final conclui que o enredo e a história, ficaram muito aquém das minhas expectativas.

Basicamente o filme desenrola-se com sucessivas discussões para se conseguir chegar à conclusão de quem foi realmente o verdadeiro inventor do facebook os personagens passam o tempo a discutir quem  o inventou , porque muitos reclamam a sua quota parte na ajuda que deram ao mentor da ideia, á medida que se vão apercebendo do sucesso que o projecto está a ter a nível mundial e dos dividendos que se começam a arrecadar. Feita justiça cada um dos principais intervenientes recebe depois de muitas disputas legais a sua quota parte.

E sentada aqui penso no jovem mais rico dos Estados Unidos que teve a mirabolante ideia de inventar um espaço onde meio mundo se vai dando a conhecer.

Há mentes brilhantes!

Deixei de erguer os planos de sempre

-Sexta vamos jantar?

-Vens-nos visitar no próximo fim de semana?

-E que tal programar-mos um passeio no dia x ?

-Vamos ao cinema esta semana?

-Queres ir connosco ver umas fatiotas ao centro comercial?

 

Não... estou sem capacidade para programar, para me comprometer, para assegurar que amanhã, daqui a uma semana ou daqui a 15 dias poderei cumprir o sim que á partida seria desejável independentemente se o programa ou a companhia é desejável.

 

A minha resposta é sempre a mesma..se na altura puder vou, agora não me peçam para prometer uma coisa que á partida posso não poder cumprir.

 

Por vezes chego a ter saudades dos horários para cumprir, das rotinas diárias, das obrigações ás quais não podia fugir.

 

Todos os dias quando deito a cabeça na almofada, faço mentalmente o programa para o dia seguinte, muitas vezes até penso no que vou vestir.

 

De repente chega aquele telefonema, alguma indisposição, ou simplesmente a vontade de me deixar estar fora do mundo e todos os planos se desmoronam qual castelo de areia.

 

De início incomodava-me esta falta de planos, mas agora sabe-me bem e deixo-me levar ao sabor de cada minuto, vivendo a surpresa do momento deixando fluir  e sentada aqui sorrio e lembro-me que tinha pensado escrever sobre um tema completamente diferente e talvez mais interessante e acabo por escrevinhar umas quantas linhas que confirmam que deixei de erguer os planos de sempre 

 

 

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