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Sentaqui

"A maturidade permite-me olhar com menos ilusões, aceitar com menos sofrimento, entender com mais tranqüilidade, querer com mais doçura." (Lya Luft)

Sentaqui

"A maturidade permite-me olhar com menos ilusões, aceitar com menos sofrimento, entender com mais tranqüilidade, querer com mais doçura." (Lya Luft)

Do que elas falam e eles não

 

São super heróis, têm que mostrar a sua virilidade por vezes de uma maneira inapropriada que em nada os favorece e que esconde por vezes problemas mais graves e que não ousam partilhar.

Nunca ouvi nenhuma confidência masculina acerca de alguns problemas sexuais que porventura os aflija. Nunca os ouvi dizer que sofrem de ejaculações precoces, de dificuldade de erecção ou em atingir orgasmos. Nunca os ouvi dizer que iam ao urologista , ao psiquiatra ou ao psicólogo, nem acredito que o façam uns com os outros.

A sua virilidade nunca pode ser posta em causa e a única coisa  que ousam confidenciar é aquela última conquista que lhes proporcionou uma noite  maravilhosa, ou a apreciação entre pares daquela boazona que todos desejam papar, isto se se tratar de uma aventura, porque falar nestes termos sobre a legítima é assunto que está fora de questão.

 

Conversas sobre sexualidade entre mulheres, têm diferenças abissais, comparando-as com as dos homens.

Num grupo de amigas com as quais se tem confiança e à vontade, fala-se de tudo ou quase tudo, umas vezes em tom sério, outras em tom mais irónico, entrecortado com algumas gargalhadas saudáveis.

 

Falamos quando sofremos daquelas horríveis dores de barriga pré-menstruais, quando sentimos alguma dor anormal nos orgãos genitais, das infeções urinárias, do pavor que sentimos quando fazemos a palpação da mama e da ansiedade com que aguardamos os resultados das última ecografia mamária. Embora não nos seja particularmente agradável estar de perna aberta enquanto o ginecologista investiga com apalpadelas desconfortáveis as nossas entranhas, muitas mulheres, nem todas infelizmente, fazem a sua revisão periódica.

 

Nem tudo é preocupante nestes diálogos femininos e aquela noite fabulosa que passaram com um parceiro, também é tema de análise criteriosa... como aconteceu, onde se conheceram, se é para continuar, se foi apenas uma aventura de uma noite. Fala-se daquele que inexplicavelmente as excita de tal forma que é fácil atingirem o orgasmo, ou aquelas que confessam que muitas vezes fingem tê-los.

E telefona-se:

-Então amiga, já arranjaste algum namorado?

-Oh pah, tu nem me fales nisso...

-Então?

-Anda aqui um gajo que não pára de me telefonar e até já chegámos a vias de facto, mas só uma vez, porque vi-me grega á procura do coiso no meio das calças e encontrei uma minhoca.

-E foi mau? Aquilo não aumentou de medida à medida que se tocavam?

- Credo mulher, nada disso, que coisa tão pequenina, parecia que andava a boiar... ainda há quem diga que o tamanho não interessa... 

 

Falamos com à vontade, sem tabus, claro que não entramos em pormenores que ficam no segredo dos deuses, há que manter algum mistério e não desnudar coisas mais íntimas que iriam talvez dar um tom mais abandalhado ou promíscuo ao que se faz debaixo dos lençóis ou noutro sítio qualquer, sabemos até onde ir e há algum bom senso na abordagem deste tema e nesta partilha de experiências acho que todas ficamos a ganhar.

 

E nestes devaneios me perco sentada aqui pensando no que li algures:

"Está na hora dos homens assumirem que têm dificuldades, falando sobre si mesmos, e isto não é parecer frágil e vulnerável:é apenas ser humano!"

 

 

Desconfio que anda por aí muita gente a beber copos de água com medicação

 

Pelos vistos a moda está a pegar, ou então sou eu que vendo,  ouvindo e assistindo a certas loucuras que vão acontecendo por aí, só posso concluir que anda tudo com efeitos perturbadores mentais, fruto de um tal pozinho que se mistura na água.

 

Até agora só veio a lume o caso do Bibi (coitadito), mas eu ando cá desconfiada que há mais.

Ontem disseram-me que o Teixeira dos Santos assumiu que o Sócrates o levou a acreditar que as finanças públicas estavam controladas, que Portugal não estava a sofrer com a crise internacional e até o obrigava a assinar papeladas sobre o efeito da medicação que o nosso primeiro lhe obrigava a tomar.

 

E agora sentada aqui apetece-me  especular:

Será que o Alberto João também anda a obrigar o povo da Madeira a tomar o tal copito de água , para que todos digam amen ao seus devaneios ditatoriais?

 

Será que alguém deu o bendito medicamento aos responsáveis pelo bom funcionamento dos cartões de cidadão, impedindo muita gente de votar, não fosse isso alterar a vitória do Cavaco?

 

A pobre da ministra de educação é que ainda não conseguiu ter acesso ao analgésico, mas estou certa que quando o tiver vai obrigar, pais e alunos que estão contra o corte de verbas nas escolas, com o argumento que será para a boa saúde e bem estar de todos, a beberem um copito de água em jejum e acabem de uma vez por todas os incómodos protestos que  a fazem embarcar em mais uma "aventura" indesejável. 

 

Penso que pelo actual estado de coisas anda meio mundo a encharcar-se em remédios para esquecer a grande balbúrdia que reina neste rectângulo, que de repente parece deixar de o ser, deixando muita gente de cabeça à roda, ficando-se com a sensação que giramos numa espiral de acontecimentos que nos deixam nauseados.

 

Este palavreado todo deixou-me de boca seca e vou ali à torneira beber um  copo de água, porque penso que os serviços municipalizados cá da terra, que nem  dinheiro têm para mandar cantar um cego, muito menos terão para investir num medicamento que nos faça esquecer as inúmeras falhas cá do sítio.

Por vezes tenho pena de gostar tanto de ti

 

     Foto do blog Existe um Olhar

Abraças-me com carinho e prolonga-lo até que me sinto desfalecer de felicidade.

Amo-te pelo teu brilho e pelo calor que emanas. Contemplo-te embevecida e tento descobrir em ti toda a beleza que nunca encontrei. Descortino pormenores e detalhes que enchem a minha alma de puro e infinito deleite. O meu coração acelera e sinto-o pulsar anormalmente , quase querendo explodir quando vejo reflectidas nos teus olhos paisagens de sonho , flores de mil cores e luares de noites quentes e silenciosas.

 

Este meu amor por ti é quase uma obsessão, reconheço que é anormal que continue a idolatrar-te, quando me desiludes com promessas vãs, com atitudes que contrariam o que vejo no teu olhar.

 

E em momentos de desespero e de alguma lucidez, parto e juro a mim própria que não quero tornar a ver-te.

 

Voo para sítios quentes , onde o calor abrasador me deixa nauseada e desfeita, mudo para um outro lugar onde o frio me congela o coração e me tolhe os movimentos. E continuo por aí tentando encontrar um lugar que possa ultrapassar este desconforto de sentir que tudo o que me dás num instante, logo a seguir me retiras.

 

Tenho por vezes a sensação que não és meu, que não te pertenço, que nasci no lugar errado, que partilhas com toda a gente o que eu quero só para mim, continuas com esse teu ar distante a distribuir folhas de Outono, ondas de ternura, salpicos de chuva que humedecem os corpos encalorados, e o colorido das flores que ofereces impregnadas de perfumes inebriantes em cada Primavera.

 

A raiva consome-me quando te vejo rodeado de gente que não te dá o mínimo valor, quando indiferentes à tua beleza, te esfrangalham, te prometem tudo o que nunca te vão dar, iludindo-te, porque  já é célebre a tua ingenuidade e que abafam com palavras bonitas, as mentiras em que tu continuas a acreditar.

 

Não, não consigo... apesar de tudo continuo a amar-te e volto a ficar sentada aqui, reconhecendo que tu, Portugal ,és e serás sempre o meu eterno amor.

 

Mudança de planos

 

Já estava sentada aqui, preparadinha para desancar nos políticos, nas eleições e na vagabundagem que reina neste país, quando de repente tocam à campainha.

 

-Vizinha, temos fogo aqui ao lado do nosso prédio!

-Fogo, numa altura destas?!-Pensei

Desci rapidamente as escadas, lembrei-me de pegar na máquina fotográfica  e mesmo encostado á minha casa já um eucalipto enorme ardia, além de tojos, pequenos arbustos e alguns pinheiros que, com uma rapidez assustadora, se ia estendendo e aumentando, porque soprava um ventinho que ajudava à propagação.

 

Já tudo estava na rua e perguntávamo-nos como era possível numa altura destas deflagrar assim um incêndio.

Fizeram-se conjecturas e penso que acertadas, porque por ali passam alguns meninos de cigarrinho na mão, quando regressam do colégio que fica aqui perto.

 

Felizmente a rápida intervenção dos bombeiros fez com que bem depressa o fogo fosse extinto.

 

Conclusão: não se pense que, por estarmos no Inverno, se podem deixar de ter os mesmos cuidados que se têm quando o calor aperta. Não tem chovido, as ervas e tojos estavam secos e o inevitável aconteceu.

 

Está frio, muito frio, mas eu dispensava muito bem às quatro e meia da tarde um fogaréu daqueles ao lado da minha casa. Entretanto a lareira já crepita por aqui.

 

  

Mais fotos no meu blog Existe um Olhar

Já está

 

E agora fico sentada aqui para ver e ouvir o discurso de vitória de um, e os discursos dos derrotados que mesmo perdendo conseguem arranjar argumentos e algum consolo para os portugueses que acreditaram neles...ou quem sabe haja um segundo round e aí começa tudo de novo, com mais ataques, mais promessas, mais lavar de roupa suja, mais acusações e nós por cá continuamos com a esperança que algo mude...mas não acredito. 

Eu e as minhas crianças

 

Foto de Sentaqui

Comecei muito cedo a dar aulas, era quase uma menina e o aspecto físico não ajudava a dar credibilidade á minha condição de professora.

 

Fui parar a uma aldeia algures no Oeste, da qual nunca tinha ouvido falar e que nem transportes públicos tinha.

 

Trinta alunos esperavam por mim. Eu de batinha branca ás pregas, com um bolsinho bordado pela minha mãe com a inicial do meu nome, dava-me ainda um ar mais acriançado.

 

Lembro-me de um dia um pai  bater à porta e quando fui abrir ele pediu:-Olhe menina não se importa de chamar a senhora professora?

Foi um ano complicado, porque levei tempo para que acreditassem nas minhas capacidades e não era fácil lidar com crianças habituadas a um tipo de linguagem e postura pouco recomendáveis. Nunca mais me esqueço de um miúdo que me pediu:- Minha senhora posso ir fazer uma mijada que estou enrascadinho? Isto é apenas um dos muitos exemplos da forma pouco polida como falavam.

 

O ano passou-se e mudei de escola, felizmente nunca tive de andar muitos anos de um lado para o outro porque me efectivei muito cedo e posso dizer que estive sempre nas escolas que escolhi.

 

Ao longo do percurso trabalhei com meninos autistas, hiperactivos, outros com síndrome de Asperger, uma com quatro dedos em cada mão, alguns com trissomia 21, meninos de cor, vindos das ex colónias isto tudo no tempo em que não haviam apoios educativos, nem professores especializados que me ajudassem a lidar com situações destas.

Superei muitos desafios, em colaboração com os pais e lendo muito, já que  na preparação que me deram, nunca me ensinaram ou mesmo alertaram que poderia encontrar casos do género.

 

Só nos últimos tempos surgiram as professoras de apoio que passavam umas duas horitas com as crianças, elaboravam relatórios e o resto do tempo ficavam por minha conta.

 

De todos os casos pelos quais passei, o único que não tenho experiência é a de ter alunos com pais do mesmo sexo, por isso me sinto pouco à vontade para falar sobre o tema, daí que o post de ontem, embora com algumas frases menos felizes, teve o condão de me deixar sentada aqui a ler e reler todos os comentários brilhantes que me deixaram e os quais agradeço.

 

No final há sempre um motivo maior para que me sinta realizada com o meu trabalho que é o profundo amor e dedicação por todas as crianças, sejam elas de que raça forem e venham donde vierem, aceitando-as como seres humanos que merecem todo o meu respeito e carinho

 

Quem é o papá e quem é a mamã?

 

Quem me conhece sabe que sou pessoa de mente aberta e que aceito determinados comportamentos e opções de vida, desde que não afectem as minha conduta, me respeitem assim como respeito toda a gente.

 

 Hoje quando li aqui que o Elton John e o seu companheiro tiveram um bebé fruto de uma barriga de aluguer e que a decisão foi tomada depois de visitarem um orfanato na Ucrânia, fiquei sentada aqui a matutar nalgumas coisas.

 

Com o dinheiro que têm bem podiam adoptar uma criança do orfanato na Ucrânia e ainda alugar mais meia dúzia de barrigas. Foi escolha deles, não tenho nada que me meter, isto sou eu a pensar cá para os meus botões. 

 

Agora que a criança nasceu e vai crescer certamente com amor, carinho e muito dinheiro, quando começar a balbuciar as primeiras palavras, que geralmente costumam ser papá e mamã, como é que eles (papás do mesmo sexo) vão gerir a coisa? Será que vão passar por tios? será que Elton vai dizer á criança para lhe chamar Sir? Ou será que ambos vão discutir quem vai ser a mamã e quem será o papá?.

 

Eu se estivesse no lugar da criança e logo que começasse a ouvir os primeiros acordes de piano pedia logo:

Papá, Sir, Tio, Elton... por favor, canta lá aquela música que gosto tanto...Believe

Para quem tem maminhas de silicone

 

 

 Aviso

 

Se fez um implante de silicone nas maminhas, evite andar com as duas mãos ocupadas, pode numa emergência ter de correr a aí vai ter de optar, ou larga o que tem numa das mãos e segura as maminhas para evitar que se quebrem, ou arrisca e lá se vai o silicone.

 

Não fui eu que inventei, foi alguém que esteve sentada aqui e me deu este recado.

Fiquei descansada porque posso continuar a carregar com as duas mãos as minhas malas de viagem e ao mesmo tempo ver que as minhas vão caindo lentamente, sem que isso me incomode

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