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Sentaqui

"A maturidade permite-me olhar com menos ilusões, aceitar com menos sofrimento, entender com mais tranqüilidade, querer com mais doçura." (Lya Luft)

Sentaqui

"A maturidade permite-me olhar com menos ilusões, aceitar com menos sofrimento, entender com mais tranqüilidade, querer com mais doçura." (Lya Luft)

Mesmo que o Sol não brilhe...

Existe um Olhar

 

Um poema...

Ai, quem me dera terminasse a espera
Retornasse o canto simples e sem fim
E ouvindo o canto se chorasse tanto
Que do mundo o pranto se estancasse enfim
Ai, quem me dera ver morrer a fera
Ver nascer o anjo, ver brotar a flor.
Ai, quem me dera uma manhã feliz.
Ai, quem me dera uma estação de amor
Ah, se as pessoas se tornassem boas
E cantassem loas e tivessem paz
E pelas ruas se abraçassem nuas
E duas a duas fossem ser casais
Ai, quem me dera ao som de madrigais
Ver todo mundo para sempre afim
E a liberdade nunca ser demais
E não haver mais solidão ruim
Ai, quem me dera ouvir o nunca-mais
Dizer que a vida vai ser sempre assim
E, finda a espera, ouvir na primavera
Alguém chamar por mim.
(Vinícius de Morais)

 

Uma música

Eu fico sentada aqui a ouvir a chuva cair.

Aproveitem o momento e vivam, vivam...felizes!

Bom fim de semana!

 

Sócrates já fez o trabalho de casa

Por que será que não me admira que tenha sido o primeiro?

Já fez tantos, que basta fazer copy past, acrescentar umas alteraçõezitas para disfarçar e pronto, já está.

 

Agora fico sentada aqui, à espera que o outro aluno apresente o trabalho de casa.

 

Cheira-me que ambos vão ter uma péssima nota.

 

O programa do FMI é que vai ter o melhor resultado, nem sei porque andam a perder tempo, podiam aproveitar para tirar umas feriazitas, que nós nem dávamos pela falta deles.

Maria ensonada

Tinha vontade de falar sobre alguns  assuntos daqueles sérios, que de tão sérios que são tornam-se verdadeiras anedotas, sobretudo quando se trata de política e políticos.

 

Estou cansada, farta, já nem ouço as notícias, basta abrir a página do Sapo e ler as gordas para ficar com os nervos em franja.

 

Como não me quero desgastar com a porcaria que vai rondando o meu quotidiano e o da maior parte dos portugueses, decidi falar de algo banal que julgo ser fruto da ansiedade, medo do futuro, talvez, só nisso vejo justificação para o meu sono quase constante, eu que até nem sou mulher com necessidade de dormir muito, vejo-me agora a adormecer nos sítios mais esquisitos e nas horas mais improváveis.

 

Na marquesa da esteticista, num carro em que não seja eu a conduzir, cortando logo o diálogo possível com quem me acompanha, encostar-me no sofá é sesta garantida e imagine-se...um dias destes debrucei-me em cima do computador e acordei passadas duas horas.

 

O mais estranho no meio disto tudo é que de imediato começo a sonhar e são sonhos tão reais, tão vividos intensamente que quando acordo tenho a sensação de ter vindo de um mundo e ter aterrado noutro.

 

E se pensam que os meus sonhos são daqueles que nos podem deixar de sorriso de orelha a orelha, desenganem-se, antes fossem.

 

Pode ser que algum psiquiatra passe por aqui e me diagnostique um caso de loucura eminente.

 

E como já estou há muito sentada aqui, o sono e o sonho estão a chegar, talvez por isso saiu um post de treta, como são todos pensarão alguns, mas pelo menos hoje saiu um desabafo que não passa disso e que não vai enriquecer a vida ninguém.

 

 

Do muito que tivemos e do pouco que resta

Foto do blog Existe um Olhar

Ingenuamente um pouco antes do 25 de Abril, já eu trauteava canções, ditas de intervenção, sem saber de ditaduras ou democracia, dessas só me lembrava de ter ouvido falar quando estudei os regimes de Esparta e Atenas, para mim assuntos longínquos que mais não serviram do que para obter uma boa nota na disciplina de História.

 

Entretanto, indiferente e ignorando de todo os danos que a política do meu país causava a tantos que pugnavam pela liberdade, a minha vida decorria tranquila.

 

E numa manhã alguém, temendo pela minha segurança, me obrigava a regressar rapidamente a casa porque estava a acontecer uma revolução.

 

Aos poucos veio-me à memória tudo o que tinha aprendido sobre Esparta/ditadura e Atenas/democracia, parecia que até ali tinha vivido num outro país que não o meu.

 

Fui-me juntando a manifestações de alegria e a outras de luta por direitos que aprendi que me eram devidos, a mim e a todos os portugueses.

 

Muito mudou a partir do 25 de Abril de 74. Com altos e baixos, passámos a usufruir de regalias, que até então nos tinham sido vedadas.

 

37 anos depois parece que voltei a Esparta. Desiludida, envergonhada, estou sentada aqui, a contemplar o estado miserável e degradante a que chegou o meu país e  só me apetece cantar bem alto "eles comem tudo e não deixam nada". Já não quero ouvir discursos, que de tão gastos que estão, me deixam indiferente e incrédula e em que à memória me vem o muito que tivemos e o pouco que nos resta.

A dor que por vezes nos passa ao lado

 

Foto do blog Existe um Olhar

Ainda estão bem presentes as memórias do holocausto. As atrocidades que se cometeram e como, são ou foram motivo de consternação, repúdio, indignação e levam-nos a pensar até onde chega a maldade do ser humano.

 

Actualmente a guerra generalizou-se por quase todo o mundo e temo que a nossa sensibilidade esteja mais imune à dor.

Já é tão banal ver massacres, genocídios e atentados que começamos a habituarmo-nos a olhar consternados e com o coração apertado todas as violações e injustiças que vão amiúde surgindo no nosso quotidiano e sobre as quais os media não nos deixam esquecer, pelo menos naqueles breves instantes em que ouvimos a notícia, para logo a seguir nos esquecermos e partirmos para as muitas solicitações do nosso quotidiano.

 

Continuam-se a fazer registos das mais variada formas, de cenas de violência e por vezes até já não nos debruçamos sobre a dureza do acto em si, mas na apreciação estética e qualidade da apresentação, e a maioria das vezes deixamos de dar importância ao conteúdo.

 

Tim Hetherington e Chris Hondros dois foto jornalistas de renome, com vários prémios ganhos e que optaram por fazer o seu trabalho em cenários de guerra, faleceram esta semana na Líbia.

 

Vi sentada aqui, alguma das fotos e por momentos dei por mim a olhar para a qualidade das mesmas sem me chocar com a brutalidade desumana ali bem explícita.

 

Temo por mim, por todos, pela humanidade, caso optemos por fechar o coração, sintoma de defesa, que poderá degenerar numa frieza que põe de lado sentimentos e emoções, que nos vão amortizar como protecção emocional instintiva, o sofrimento dos outros, isto enquanto não nos bater à nossa porta.  

Zé Povinho sempre na moda

Há muito que me habituei a ver a figura do Zé Povinho vestido da mesma forma, coitado, não havia dinheiro para mudar de fatiota,(não quer dizer que agora haja), até que hoje, sentada aqui, vi com algum espanto que resolveram dar-lhe um ar mais fashion, mas não se pense que optou por um desses costureiros famosos que fazem questão de engalanar as vedetas de forma por vezes ridícula.

Este de que vos falo hoje e que há 135 anos nascia pelas mãos de Rafael Bordalo Pinheiro em forma de protesto contra a construção da linha de comboio de Moçambique, hoje surge de olhos abertos, de língua de fora, de mão estendida e de corda na garganta... muito "in" e prontinho a fazer a sua aparição junto de José Sócrates e dos senhores do FMI, penso que vai ser eleito o modelo do ano, ora vejam aqui 

Estou a aprender

 

Foto do blog Existe um Olhar

Imprevisível, é a palavra que se adapta cada vez mais à minha forma de estar, ser e viver.

Faço planos, traço metas, agendo tarefas e adormeço.

De manhã há um telefonema é alterado.

Saio e no caminho há um encontro, surge um convite e é inevitável o desvio.

Desisti.

Não prometo, não planeio, não crio expectativas...deixo que tudo aconteça.

Surpresa:

Aparece quem eu não esperava, não fala quem eu esperava que falasse, não acontece o que eu esperava que acontecesse.

Inevitável:

Mudança de caminhos...uns surgem como sendo surpresa agradável, outras vezes fica a dolorosa sensação de que não era o que queria, o que por vezes me deixa frustrada.

 

Então estou a aprender:

A viver sem planos.

A sonhar sem esperar.

A adormecer com a esperança de que o dia de amanhã é  e será sempre imprevisível.

E vou continuar sentada aqui, quero apenas viver e estou a aprender a ser feliz

Zapatero..porque no te callas hombre?!

 

 

Foto do blog Existe um Olhar

Hoje, sexta feira, por norma deixo um post a desejar a todos um bom fim de semana, mas como sou mulher que não gosta de deixar nada por dizer, quando a ocasião assim o exige, resolvi escrever sobre algo que me deixou com os cabelos em pé.

 

Todos sabemos que "nuestros hermanos" e nós os portuguesinhos sempre tivemos um odiozito de estimação mútuo que vamos tentando disfarçar com algumas trocas de piropos e com deslocações turísticas de parte a parte.

 

Aproxima-se a Páscoa e por tradição temo-los aí e ainda bem, sempre deixam cá algum e nós que temos consciência que é mais barato ir de férias para o país vizinho do que ficar por cá, lá somos tentados a dar umas escapadelas a locais convidativos pelo preço e pelas condições logísticas e diga-se em abono da verdade, ainda não conseguimos competir com eles em termos de qualidade/preço em termos turísticos.

 

A razão da minha indignação tem a ver com a posição tomada por Zapatero, na sua deslocação à China em que fez questão de se demarcar de Portugal perante o governo chinês , dizendo que o único factor que nos unia era apenas a vizinhança. Não gostei, fiquei amuada, zangada...apesar de estarmos numa situação económica difícil, não era motivo para fazer tal afirmação, há laços que nos unem há séculos e se ficaram zangados por nos termos livrado do domínio Filipino durante sessenta anos, não é razão para guardarem rancor, só prova que somos lutadores e que vamos conseguir sair destes apertos.

 

De mim não levarão nem mais um euro quando tiver de ir ao supermercado, ou comprar uma roupita, doravante tudo o que for "made in Spain" é para esquecer. E férias...nem que tenha de acampar(que não gosto), mas certamente enquanto me lembrar do pretensiosismo do dito senhor, não me apanharão tão depressa por terras espanholitas.

 

E agora depois destes minutos em que estive sentada aqui a desabafar, desejo a todos um óptimo fim de semana ou mini férias se for o caso, mas de preferência deixem por cá os vossos euros, gozem o nosso solzinho, deliciem-se com os nossos petiscos, o bom vinho, a imperial geladinha, a esplanada à beira mar, os passeios nas montanhas, nos lagos e cascatas, apreciem as flores e os cheiros do nosso cantinho e se puderem evitem passar-se para o outro lado.

 

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