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Sentaqui

"A maturidade permite-me olhar com menos ilusões, aceitar com menos sofrimento, entender com mais tranqüilidade, querer com mais doçura." (Lya Luft)

Sentaqui

"A maturidade permite-me olhar com menos ilusões, aceitar com menos sofrimento, entender com mais tranqüilidade, querer com mais doçura." (Lya Luft)

Arquipélago das Berlengas, hoje é uma boa notícia...

 Armeria berlengensis, arbusto das Berlengas (foto de Sentaqui) 

 

Hoje é notícia que a Unesco atribuiu a classificação de Reserva Mundial da Biosfera ao arquipélago das Berlengas, também o é,  uma medida de austeridade ditada por este novo governo, o que me faz considerar a hipótese de fazer férias baratas e emigrar para uma destas ilhas, pelo menos não tenho nada onde gastar dinheiro, com a vantagem de viver num estado de pureza natural que pode apenas ser manchado com uma valente cagadela de gaivota na cabeça , caso me esqueça do chapéu em casa.

E entre política e natureza escolhi falar da segunda, porque da primeira estou farta e tenho que levar com ela quer queira quer não.

 

Já lá vão muitos anos desde a primeira vez que fui às Berlengas num barco que partia de Peniche; na altura assustava pela fragilidade aparente com que se debatia contra as ondas, sendo acessório obrigatório uma série de baldes para os que enjoassem e garanto-vos que não eram assim tão poucos, eu livrei-me porque fui para a parte da frente, levava com o vento na cara e ao mesmo tempo evitava o mau cheiro e o som nada agradável que estes estados provocam.

 

Munidos de geleiras e um bom farnel lá fomos e a aridez da ilha surpreendeu-me à primeira vista.

Quando se vai no barco ( hoje mais moderno) ficamos limitados a um determinado espaço e isso impede-nos de ver a totalidade da ilha.

 

Voltei uma segunda vez, mas de forma diferente. 6 barcos pneumáticos com 8 pessoas em cada um deles, tudo amigos, partiram lado a lado e em alta velocidade gerando uma competição sadia e sem enjoos. Isso permitiu-nos à chegada escolher uma pequena praia isolada, onde sozinhos passámos um dia fantástico.

 

Demos a volta à ilha e conheci todos os recantos fabulosos e só quem for conhecedor poderá fazê-lo. De vez em quando parávamos e mergulhávamos nas águas transparentes e límpidas. E enquanto estive sentada aqui  a investigar  alguns aspectos da fauna e flora encontrei um vídeo realizado pela TV Globo que melhor que qualquer palavra minha nos dá uma ideia bem real do paraíso deste nosso património natural.

 

Lembram-se da história do Velho, o Rapaz e o Burro?

Foto de Sentaqui

Teria eu aí uns 7 anos quando li na escola a história do velho do rapaz e do burro. Lembro-me da risota que foi quando chegámos ao ponto em que o rapaz e o velho pegam no animal e o levam às costas, depois de ficarem cansados das críticas que tinham ouvido no caminho e na vã tentativa de agradarem, uma vez que fosse, a alguém.

 

Trabalho inglório esse, ontem, hoje e sempre.

 

É óbvio que com o passar dos anos, a interpretação que fiz da história foi sofrendo alterações e neste momento a ingenuidade da miúda de então deu lugar à reflexão e hoje sentada aqui, vejo passar os homens os rapazes e os burros e já nem sei se ria se chore.

 

Vou-me rindo doutras coisas, entristeço-me com outras e fico indiferente a tantas às quais se calhar devia dar atenção.

 

Por vezes ponho-me no papel dos três personagens e escolho a modalidade que mais me convém, hoje, por exemplo, apetecia-me ir montadinha em cima do burro, indiferente às bocas que possivelmente diriam que ainda tenho boa perna e que podia muito bem ir a pé, que fortaleceria a musculatura e atrasaria o natural declínio da flacidez a que estou condenada.

 

Mas gosto de ficar muitas vezes na plateia a ouvir as críticas e desabafos dos que aprenderam a desenvolver ideias próprias, a fazer juízos sobre os animais racionais e outros irracionais que vão desfilando por aí, com realidades umas grotescas, mescladas de inteligência com burrice à mistura, outras ainda desmesuradamente controversas, surreais, bem humoradas, ou de fazer pasmar o mais comum dos mortais.

 

Duma coisa tenho a certeza, recuso-me a carregar com o burro e mesmo que digam que o pobre do animal merecia mais descanso, é-me indiferente por mais respeito que tenha pelos ditos irracionais, suportar os racionais que por vezes tentam colocar-me a pata em cima.

 

Vá e agora aceito críticas, porque dessas nunca me  livro, mesmo que vá a puxar pelo burro ou a segui-lo por caminhos nada fáceis.

 

 

Banalidades e outras coisas de que me vou lembrando

Foto de Sentaqui

Há uns dias que ando por aí, perdida não direi, mas ao acaso, viajando, revisitando, conversando, vivendo apenas.

 

A maior parte dos acontecimentos sociais passaram-me um pouco ao lado e embora reconheça que alguns deles merecem um pouco mais de atenção, hoje não achei que fosse o momento mais adequado para o fazer.

 

Falar de banalidades, de coisas que fiz durante os dias que passei numa cidade do interior transmontano também servem para desanuviar e fazer uma pausa saudável para que aproveite muitas das coisas boas que a vida de vez em quando me oferece, é mais ou menos como se passase a viajar em classe executiva ao invés de económica, por vezes apetece-me ser do contra.

 

Estar com amigos, comer beber, passear, rir, falar de assuntos umas vezes sérios , outras vezes nem por isso, fazem parte da vida de todos e de cada um.

 

Em Portugal fez-se sentir uma vaga de calor que agradou à maior parte das pessoas, sobretudo às que estão perto do mar, apesar de estar longe dele não deixei de me divertir tendo para isso de alterar rotinas, uma delas foi dormir a sesta todos os dias ao jeito dos "nuestros hermanos", já que pensar em sair de casa com 40º era impensável.

 

Além do calor as almoçaradas eram tão violentas em termos de sabores tão característicos da zona onde estava, e regados sempre com bom vinho, que o corpo amolecia de tal forma que por muito boa vontade que houvesse o caminho mais apetecível era sempre um alongamento na horizontal no sofá, na cama, ou mesmo no chão.

 

Pernil assado no forno com batatas, alheiras com arroz de feijão, frango do campo com vinho tinto ensopado numas batatas deliciosas, arroz de marisco, para já não falar na doçaria, era tudo mais que suficiente para deixar qualquer um sem vontade de arredar pé.

 

Felizmente tive que regressar, senão passaria a ser uma séria candidata a um tal programa de gordinhos que passa na nossa televisão.

 

E hoje sentada aqui, lembrando as barbaridades gastronómicas que fiz, a saladinha com salmão fumado, requeijão e umas tostas, passaram a ser a penitência para os próximos dias.

Afinal os homens também choram por amor ou por falta dele

Foto de Sentaqui

Nunca tinha visto um homem chorar porque a namorada lhe disse que já não gostava dele, que a paixão tinha acabado.

 

Confesso que bem lá no fundo até fiquei com um sorrisinho, não por se tratar da pessoa em questão, um rapaz do seus trinta e tais, seguro, de bom humor, nada dado a grandes paixões, solitário até, bom rapaz por sinal. Ria-se da vida e com ela, mas só de pensar que sempre tenho visto as marias a chorarem que nem madalenas, quando são traídas, rejeitadas e esquecidas, fiquei um pouco, nem sei como explicar, surpreendida...não, não foi bem isso, foi mais com aquele arzinho levemente irónico, pecaminoso, satisfeita não direi, porque não sou assim tão mazinha a ponto de gostar de ver alguém sofrer.

 

Sempre ouvi dizer que homem não chora, muito menos por amor e agora ver aquele bom gigante a chorar compulsivamente e à espera de receber um telefonema, uma mensagem, algo que lhe desse esperança de um recomeço foi algo constrangedor e surpreendente.

 

Esse telefonema há tanto desejado chegou...rejubilou, voou num fim de semana escaldante em que tudo fazia crer que a coisa se recompunha, mas ao final do dia o fogo transformou-se em gelo e a decisão dela foi definitiva...acabou.

 

Com o peso do mundo às costas e o coração de novo despedaçado continua a torrente de lágrimas, a desilusão, e um sem fim de perguntas para as quais não tem resposta.

 

E eu sentada aqui, continuo a pensar quão complicado é amar e ser amado e relembro a célebre frase do filme Moulin Rouge...The most important thing in the world is love and to be loved in return.

Não sei por onde vou, só sei que vou

Ultimamente tenho dado o meu contributo para a economia portuguesa, sobretudo no aspecto turístico e tenho feito uso daquele slogan bem antigo: "Vá para fora cá dentro."

 

Desta vez e influenciada pelo Jorge fui até Castanheira de Pêra, não tanto pela praia fluvial, porque praia a sério tenho aqui bem perto de mim, mas sobretudo para conhecer as redondezas e os locais que ele deixou assinalados no blog.

 

Já aqui disse que tenho um péssimo sentido de orientação e é raro fazer uma viagem em que não me engane uma meia dúzia de vezes. desta vez demorei três horas quando o normal seriam uma hora e cinquenta minutos. Apesar da irritação inicial há a vantagem de ir passando por terrinhas que seria impensável algum dia vir a conhecer.

 

Para meu consolo, quando partilho com amigos estes enganos crónicos, eles dizem-me que é normal, porque se há país onde a sinalização é péssima é em Portugal.

 

Vê-se IC17 uma vez e depois como que por magia desaparece, á placa que diz Pombal ou Ansião acontece o mesmo, para já não falar nas pequenas aldeias e recantos que quis visitar e que me vi grega para encontrar.

 

Aconselharam-me a fazer o percurso pedonal do Quelhas., perguntei e responderam-me:

-Olhe não tem nada que enganar , vá sempre em frente e quando vir aldeia do Coentral pare aí num largo, é logo ali.

A meio há bifurcações..e agora?...bom, em frente. Chego ao local em vez dum caminho pedonal que queria explorar aparecem 3, claro que fui pelo errado e a solução foi voltar para trás.

 

Lembro aqui que a minha amiga Flor me recomendou com entusiasmo para  não me esquecer de ir às Fragas de S. Simão e eu como sou bem mandada até fui.

Perguntei e disseram-me:-Olhe vire ali à frente à direita e daqui a quinze minutos está lá. Já não me lembro para que lado me virei, só sei que me meti num matagal de trilhos estreitos, de grande inclinação, onde por vezes nem o céu se via, uma vegetação densa, onde se ouviam o restolhar dos repteis e o som dos pequenos regatos de água ao longo do percurso.

 

Quinze minutos passaram a ser três horas, mas valeu a pena, porque fiquei sentada ali, embevecida, e a pensar que tinha chegado ao paraíso. Valeram a pena , as escorregadelas, o traseiro que várias vezes aterrou na folhagem macia, os pés atolados a terra escura e húmida, os sons, os cheiros e a sensação de ter vencido mais um desafio.

 

Agora sentada aqui, também acho que a culpa de tantos enganos e desvios não é só minha e há que começar a ter mais atenção à toponímia dos caminhos de Portugal.

O papel dos desperdícios

 

 

Foto Sentaqui

Talvez inspirado pelo Santo António, no dia 13 li no DN Obama anuncia hoje medidas para reduzir desperdícios no Governo, fiquei durante um bom bocado sentada aqui a pensar a que tipo de desperdícios se referia e ao mesmo tempo a imaginar se o nosso novo 1º ministro irá também seguir-lhe o exemplo e anunciar que vão deixar de haver tantos assessores, chauffeurs, carros, telemóveis, e outras mordomias que eu e todos estamos cansados de comparticipar.

 

O optimismo é uma constante aqui da Maria, mas há situações que me tiram do sério, quando descubro que os meus ataques esporádicos de pessimismo deixam de o ser, quando se vem a provar que são uma realidade.

 

Isto dos desperdícios vem a propósito  de que nunca escondi, nem escondo de ninguém que sou alérgica a papéis, papelinhos e papeladas, e de vez em quando dou por mim a resmungar em surdina...um dia hão-de querer papel e não têm.

 

E continuo a ver cópias e cópias a serem deitadas para o lixo, relatórios que mesmo sendo guardados em arquivo digital, são copiados em duplicado ou  triplicado, há prateleiras a abarrotar de pastas a maior parte delas sem utilidade nenhuma, arrecadações a cheirar a mofo onde se vão despejando atas de há trinta anos atrás e eu sempre com aquele meu ar bem disposto a gozar o panorama e a fazer os piores vaticínios sobre o destino final daquelas obras da literatura burocrática em que mergulha o nosso país.

 

Um dia destes encontro uma colega com quem trabalhei alguns anos e claro a primeira pergunta foi: - Como correm as coisas por lá?

Resposta pronta e sem rodeios:

-Ai do pior, nem imaginas, tu saíste na altura certa, imagina que agora nem papel há e se queremos por motivo de força maior imprimir alguma coisa, temos de colocar o dedo na impressora para que se saiba quem a utilizou.

 

Esqueci-me de lhe perguntar se também tinham de trazer o papel higiénico de casa.

E se em Portugal fosse assim?

Foto do meu blog Existe um Olhar

Quase todos os anos vou à Suíça, não por ser uma mulher endinheirada, mas porque tenho a sorte de ter por lá gente amiga que faz questão de me aturar de vez em quando.

 

O ano passado, ainda sem frio e com um sol radioso lá fui em Setembro.

 

Quando vou não é para estar esticada numa esplanada ou paradinha a olhar para as montanhas.

 

Como os meus amigos já me conhecem bem, sabem que para mim ir à Suíça e não subir e descer umas quantas montanhas, não valeria a pena ir.

 

Moram na zona alemã onde existem as mais famosas pistas de ski do mundo, mas com ski não quero nada, já experimentei e só tenho jeito mesmo para sku.

 

Num desses dias ia para me levantar da cama e não consegui, pensei que o meu pobre esqueleto tinha sido abusado e recusou-se a mexer.

 

A minha amiga telefonou logo para o hospital e muito a custo às nove horas já lá estava.

 

Estranhei, porque não vi gente na sala de espera, nem ambulâncias a chegar, e reinava um silêncio que me fez confusão...será que em Chur ninguém adoece? Não há acidentes?

 

Depois de preenchidos os papéis fui logo vista por uma médica que me deixou descansada depois de uns toques que faziam supor que pelo menos paralictica não estava.

Seguiram-se dezenas de radiografias em todas as posições possíveis e imaginárias, afinal era só um problema muscular, nada que um anti-inflamatório não resolvesse.

 

E a conta? Fiquei a saber que a iam enviar para Portugal.

 

Há uns dia atrás telefona-me a minha amiga a dizer que já me tinham enviado duas cartas e que voltavam para trás, pudera, o nome da rua mudou. Fiquei ainda a saber que a conta rondaria os 500 francos, aí é que fiquei mesmo paralisada.

 

Fui ao meu serviço de saúde perguntar se tinha de ser eu a pagar tudo.

- Se a senhora não tem cartão europeu de saúde, claro que tem. Óbvio que não tinha, nem sabia que era preciso.

 

Os suíços telefonaram-me a pedir a morada e pedi-lhes para aguardarem que lhes enviasse o dito cartão para não ser eu a arcar com as despesas.

Concordaram de imediato e quando o enviei até tiveram a gentileza de agradecer por email.

 

E agora sentada aqui penso como seria bom que em Portugal não existissem filas de espera, que as pessoas não tivessem de ir de madrugada para o centro de saúde para conseguirem uma consulta, que as doenças de certas especialidades não tivessem de ser pagas pelos utentes, caso se recusem a morrer antes que haja uma vaga, que não existissem pessoas em macas nos corredores dos hospitais, que todos os serviços fossem comparticipados, que certos medicamentos não custassem os olhos da cara e que eu e muita gente se quer ter um bom dentista, por exemplo, ele não dissesse: - com recibo é 100, sem recibo 70, isto para já não falar de outros casos que nos envergonham e nos fazem lembrar que até mesmo em Cuba a saúde é gratuita...eu sei..eu sei, faltam-lhes muitas outras coisas, mas em Portugal falta acima de tudo decência e respeito pelos cidadãos que pagam impostos que não são tão poucos quanto isso. 

Pedalando nus por uma causa

 Fotografia Reuters/Victor Ruiz Caballero

Segundo o DN GLOBO Cerca de 200 pessoas participaram no sábado na primeira manifestação de ciclistas nus organizada no Chile para apelar a um maior respeito pelos ciclistas, de que resultaram sete detenções. No México também foi levada a cabo iniciativa idêntica com o objectivo de alertar sobre a poluição e também para a falta de respeito a que estão sujeitos.

 

Apoio a 100% estas manifestações, não por ser ciclista, mas pela maneira como são tratados quando se deslocam nas nossas estradas.

 

Um Domingo destes vinha eu na marginal de Cascais, direcção Lisboa e o meu coração ficava apertadinho sempre a imaginar quando algum deles era esborrachado contra os rails laterais, só porque os senhores automobilistas pensam que as estradas são apenas e só para eles.

 

O ideal seria os municípios criarem caminhos próprios para os ciclistas a exemplo do que se faz na Holanda, falo especificamente de Amesterdão que é a única cidade deste país que conheço e que curiosamente, foi a única altura em que ia sendo atropelada porque em vez de caminhar no passeio ia distraidamente na pista reservada às bicicletas, valeu-me a mão amiga de alguém que me puxou a tempo para o lugar certo.

 

Já da maneira como se manifestam (nuzinhos), não vejo necessidade de se exporem dessa forma, aliás é até um regalo para os olhos daqueles e daquelas que gostam de regalar a vista, olhando para alguns corpos esculturais, outros nem por isso, tirando um pouco de seriedade à iniciativa.

 

Dizem que em Portugal vão seguir-lhes o exemplo a 26 de Junho, só espero que não tenhamos de ver corpos pelados, porque já estou a imaginar o desconforto que será para os orgãos genitais, sobretudo os masculinos, quando tiverem de pedalar e roçar os ditos cujos em selins nada ergonómicos e muito desconfortáveis,(a não ser que levem uma almofadinha de penas).

 

Lembro-me agora , enquanto estou sentada aqui a escrevinhar, dos bonitos traseiros que observei na marginal de Cascais, e não foi por estarem nus que  deixei de lhes dar a devida atenção.

Quem vê caras.....também gosta de ver outras coisas.

Foto de Sentaqui

Elas passam encavalitadas nos seus saltos altos, de ganga apertando-lhes as pernas, torneando-lhes o traseiro, outras de vestido coleante, de decotes pronunciados, ou todas tapadas...eles olham-nas tentando adivinhar-lhes o que se esconde por debaixo de cada adereço, imaginam-lhes os contornos de corpos bamboleantes que fingem não dar por nada. Se estão em grupo comentam, se sozinhos, sonham.

 

E elas?

 

Elas em grupo na esplanada, fazem conjecturas entre si e por vezes o tema desce até um pouco mais abaixo.

Que tamanho terá? Será grosso, fino, comprido, pequeno?

Há alguém que diz que se vê através do tamanho do polegar, outra acrescenta que é pelo tamanho do nariz, e assim ficam divagando sobre o que gostavam de ver e não só, por vezes sentir até.

 

E eu?

Claro que não sou diferente, não me armo em pudica e nestas coisas nada como investigar e se possível apreciar ao vivo.

 

Eles e elas por ali andavam descontraídos, uns nus outros vestidos, pouca gente no areal recortado com pequenas rochas que serviam de abrigo.

 

Não fingi que não vi. Discretamente fui apreciando e cheguei à conclusão que quem vê caras e mãos não pode fazer uma ideia do que escondem entre pernas.

 

Espantou-me o estrangeiro com ar de anoréctico, não devia pesar mais de 45 quilos que passeava com a criança, apesar da extrema magreza foi o maior que vi. Outros mais musculados, de corpos bem feitos e atléticos, não tinham nem por sombras o tamanho do anterior e aquilo quase desaparecia por entre a penugem. Outros ainda, nem grandes nem pequenos passeavam por ali ou iam dando mergulhos porque o calor apertava.

 

Quando regressei fiquei sentada aqui e fui investigar.

Quem quiser perceber um pouco mais de anatomia masculina pode ler aqui e tirar as conclusões que quiser.

 

Eu conclui que tamanho nem sempre é o mais importante, o que interessa é o bom uso que se dá ao que se tem.

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