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Sentaqui

"A maturidade permite-me olhar com menos ilusões, aceitar com menos sofrimento, entender com mais tranqüilidade, querer com mais doçura." (Lya Luft)

Sentaqui

"A maturidade permite-me olhar com menos ilusões, aceitar com menos sofrimento, entender com mais tranqüilidade, querer com mais doçura." (Lya Luft)

Profissão-turista

Gostava de ir por aí, sem rumo, ou destino traçado, caminhar pelo desconhecido, descobrir novos recantos e encantos, escalar montanhas, sentir o cheiro dos campos alguns já secos, outros nem por isso. Ver debruados os rios e cascatas com ramos de árvores pendentes beijando as águas.

 

Gostava de sentir o relento das noites húmidas junto ao mar, de ver partir os barcos escoltados com gaivotas, de sentir o cheiro das manhãs desimpedidas, de janelas escancaradas e portas sem aldabras.

 

Gostava de voar sem bilhete ou hora marcada, de soltar os braços e abraçar o mundo, de conhecer gente diferente, outros sabores e cheiros ardentes de experimentar o improvável, de contemplar extasiada, outro mundo, outra vida, vida que quero e que sonho.

 

Ah! acordei!

 

Sou turista neste mundo bem real, vagueando por aí, ora rindo e sorrindo, ora pensando noutras vidas já vividas, noutras lutas já travadas e em muitas batalhas vencidas.

 

E hoje, por pouco tempo sentada aqui, quero celebrar este dia, que é um pouco meu e teu também, o dia do turista.

Posso nem sair de casa, ficar num mundo só meu e viajar até onde a imaginação me levar.

Não sei para onde vou, mas sei que vou e não quero ter pressa em regressar.

 

Ps.Uma boa notícia:

Portugal eleito melhor destino para turismo activo pela National Geographic

 

Alguém me explica qual o critério usado pelo ME para colocação de professores?

Há uns bons anos atrás logo que um professor acabava o curso, saía a lista de escolas para onde podiam concorrer.

Os recém formados sabiam de antemão que podiam ir parar sabe-se lá onde.

Sabia-se que o ministério tinha em conta a nota do curso e o tempo de serviço.

Em 75 com a vinda dos retornados foi-lhes dada a possibilidade de passarem à frente de toda a gente.

Tinham prioridade e gozavam de especial regalia os que eram  casados com um funcionário público , para que o casal pudesse estar perto.

 

Iam para onde eram colocados e eram considerados agregados e o sonho de todos os professores nos anos seguintes era concorrerem para uma escola onde tivesse aberto um lugar para efectivo. Quando se conseguia, tinham o lugar garantido e daí não saíam a não ser que quisessem.

 

Durante muitos anos assim foi e não me lembro de ouvir falar em greves por causa da colocação de professores.

 

Hoje pelo que ouço o caos instalou-se e há dois casos que ouvi há pouco tempo que ilustram isso mesmo.

O primeiro, contado por um director de uma escola, aqui do Oeste, quando recebeu um telefonema de uma senhora de Vila Real de Trás-os Montes com 30 anos de serviço e que não tinha colocação. Com filhos, marido com emprego precário andava a telefonar para Portugal inteiro à procura de uma vaga e nem queria imaginar a conta do telefone no final do mês.

 

O segundo foi um professor com 19 anos de serviço aqui numa escola da zona e que foi desterrado para Lisboa com horário incompleto porque veio alguém com horário zero que lhe tirou o lugar.

 

Tenho estado sentada aqui a ler e a tentar entender estas nuances e não há meio de descobrir o fio à meada, será que sou lerda ou é mesmo o ministério com intuito de poupar uns milhões, usa estratégias pouco claras e injustas?

 

Entretanto também há os contratados com 4 ou cinco 5 de serviço a quem o agrupamento resolveu renovar o contrato, enquanto outros com uma vida de muitos anos de trabalho, vêem assim, sem mais nem menos as suas vidas destroçadas e sem saberem que rumo tomar.

 

Se alguém tiver paciência deixo apenas 3 links que ilustram a rebaldaria que se vive neste país em termos de educação.

http://www.dn.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=2008457

http://www.dn.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=2010896

http://www.fne.pt/

 

Com sol e futebol vem aí o fim de semana

Para muitos hoje vai ser uma noite em que se vai sofrer muito, parece que já ouço a malta a praguejar sentada no sofá, unhas roídas, muita adrenalina e aproveita-se para dar uns berros bem dados ora de alegria ora de frustração.

 

Também gosto de futebol, mas evito sempre ver estes encontros importantes, nada de desgastes, nada de sofrimento, depois vejo o resultado e que ganhe o melhor.

 

Felizmente há festa, há aniversário,(não o meu) há comes e bebes e esta noite não vou estar sentada aqui a fazer um esforço para não dar uma espreitadela no jogo.

 

Apesar do Outono ter chegado ainda nos vai brindando com um sol e temperaturas que não tivemos em Agosto, por isso aproveitem o mar, a montanha, o passeio no jardim da cidade...

 

Ainda não programei nada, mas com este tempo vou sair por aí e disfrutar deste início de Outono disfarçado de Verão.

 

Bom fim de semana para todos.

 

Estou a investir na alegria de viver

 

Foto de Sentaqui

Investir na alegria de viver para mim passa por pequenas coisas, alguns momentos, olhares diferentes, conversas e risos, pequenos nadas que podem fazer toda a diferença.

 

Já lá vai o tempo em que a minha ambição e objectivos eram pautados pela vontade de grandes conquistas a nível pessoal e profissional e colocava a bitola bem alta.

 

Aos poucos fui-me apercebendo que viver em grande não era de todo uma grande vida.

 

Amadureci, talvez tenha amaciado, o que não é sinónimo de estagnação ou inércia. Continuo a sonhar, a lutar sem desesperar em alcançar o que me proponho e a ter consciência que o que me pertence é apenas este momento.

 

Com o actual estado do país e até do mundo em que vivemos vejo-me confrontada com a necessidade de alterar certos comportamentos e um deles, penso que já falei nisso aqui, foi consumir e usufruir cada vez mais do que é português e isso passa pelas viagens e pelo que como e bebo.

 

E hoje estava eu como de costume sentada aqui e chegou-me via mail uma conclusão interessante sobre uma das formas que podemos escolher para aumentar essa alegria. Dizia assim:

 

O Nobel da Economia, Prof. Dr. WassCatar, explica bem como se deve pensar a economia actual.

1. Se em Janeiro de 2010 tivessem investido 1.000 euros em acções do Royal Bankof Scotland, um dos maiores bancos do Reino Unido, teriam hoje 29 euros!!
2.Se em Janeiro de 2010 tivessem investido 1.000 euros em acções da Lemon &Brothers, teriam hoje 0 euros !!!
3.Mas, se em Janeiro de 2010 tivessem gasto 1.000 euros em bom vinho tinto ( e não em acções ) e tivessem já bebido tudo, teriam, em garrafas vazias, 46euros.
Conclusão:No cenário económico actual é preferível esperar sentado e ir bebendo um bom vinho. Não se esqueçam que quem sabe beber vive :
  -Menos triste;
  -Menos tenso;
  -Mais contente com a vida.

  Pensem nisto e invistam na alegria de viver.

 

Há pouco acabei de jantar e claro que nunca dispenso um copo de bom vinho tinto, hoje foi do Douro, amanhã sabe-se lá de onde será, mas uma coisa é certa, vai ser vinho português.

Sempre fui adepta de bons investimentos e um deles é na alegria.

Quando a amizade colorida perde a cor

Foto sentaqui

 

- Então tens alguém?

- Naaaa só uma amizade colorida.

- Mas vêem-se ou estão juntos muitas vezes?

- Nem por isso, visita-me quando tem tempo, quando lhe apetece e está comigo meia dúzia de horas.

- E agrada-te isso?

- Bom no início até sabia bem, não quero ninguém outra vez a viver comigo, mas a coisa está a complicar-se porque acho que me estou a apaixonar por ele.

 

O que começa no início como uma relação sem compromisso, em que ambos sabem de antemão o que querem e definem o tipo de relação que desejam, tudo corre bem até ao momento em que um se começa a afastar, as visitas a rarear, enquanto a outra parte se apega e se angustia com o gradual apego a uma situação onde à partida estava subentendido que nem um nem outro assumiria um relacionamento certo e duradouro.

 

Hoje há cada vez mais a ideia de não assumir compromissos independentemente do sexo ou do estatuto social.

Para os mais jovens estas amizades coloridas são mais fáceis de gerir porque facilmente trocam de parceiro quando as coisas começam a descambar.

 

Para os que já tiveram uma vida em comum, que já se separaram e que decerto modo querem uma independência e liberdade para compensar más experiências anteriores, partem com entusiasmo para este tipo de amizade, entusiasmo esse que gradualmente vai dando uma sensação de vazio, porque não é uma relação de uma noite que preenche os desejos e anseios de qualquer ser humano que os diferencia dos irracionais.

 

Não sei quem inventou a expressão "amizade colorida", nada mais inapropriado e eu trocaria a palavra amizade, por relação.

Tal como na Primavera tudo se enche de cor, no Verão há a pujança e o culminar de um arco íris que inspira, que incendeia de desejo, de sensações únicas de prazer, mas é inevitável a chegada do Outono, quando lentamente sem que nos apercebamos, as cores ficam desbotadas, as folhas caiem até que o Inverno vem esfriar e queimar tudo o que um dia foi.

 

E perante tantos desabafos que ouço fico sentada aqui a pensar que nunca substituiria uma verdadeira amizade por uma cor efémera  que se esvai com o passar das estações. 

 

 

 

Passar na portagem sem pagar...eu??????

Um dia destes li de fugida, já não me lembro onde que iam começar a ser notificadas as pessoas  que passavam nas portagens sem pagar. Achei estranho, porque nunca me passaria pela cabeça fazer tal coisa.

 

A rotina é sempre a mesma, tira-se o ticket, andam-se os quilómetros necessários e chegamos às portagens e para quem não tem via verde, que é o meu caso, tem agora aquela vozinha:

- Insira título

- Efectue pagamento

- Retire documento

- Obrigada e boa viagem

E entretanto há o cartão que umas vezes é aceite outras não, há o troco que se tem de apanhar e ter o cuidado para que não fique lá nenhuma moedita e se por acaso o carro ficou uns centímetros a mais de distância, há aquela ginástica linda de desapertar o cinto , abrir a porta, esticar o braço..enfim, uma canseira e os que estão atrás a gozar o panorama.

 

Esta semana recebi um aviso para ir buscar uma encomenda ao correio que vinha de Setúbal. Dei voltas e mais voltas à cabeça a tentar imaginar quem de Setúbal me iria enviar fosse o que fosse.

 

Lá fui até aos correios e só estavam 50 pessoas à minha frente. Enchi-me de paciência e resolvi esperar, entretanto ainda fui ver uma loja com saldos, e se me tinha calhado o euromilhões, deu para tudo. Duas pessoas apenas a atender, a hora do almoço a chegar e eu já com uma fome dos diabos, mas a curiosidade foi mais forte e não desisti.

- 350..ufff... chegou a minha vez, eu a pensar que ia receber um pacote sabe-se lá com quê, entregam-me apenas uma carta e lá dentro imagine-se...doze euros e trinta e sete cêntimos para pagar de portagens. Ainda pensei que estava a sonhar e que se tinham enganado, mas não, estava lá tudo bem descriminadinho..matrícula do carro, horas e locais.

 

E assim fiquei a saber que me pisguei sem saber como, na Ponte de Vagos/Albergaria-3.05€, Anjeja-0.90€, Mira 2.15€, o que tudo somado dava 6.10€ , o resto foi para ajudar a combater a crise.

 

Ainda hoje sentada aqui estou a ver se me lembro se saltei alguma cancela, se me desviei por alguma valeta, ou se há novos métodos de cobrança de portagens que desconheço, o certo é que lá paguei por uma infracção que nunca me passou pela cabeça cometer.

Vá lá uma pessoa perceber estas coisas.

 

Ps. Depois de escrever este post recebo uma mensagem da minha sobrinha que rezava assim:

 

"Tia! Tás off do mundo!!! Existem os pórticos de cobrança já há mais de um ano na A17 e afins. Ou seja, ou tens via verde, ou um dispositivo q é o chip de matricula ou o raio ou se passas nesses sítios tens n sei qts dias úteis para ires aos ctt pagar essa brincadeira".

Pronto está tudo explicado{#emotions_dlg.blushed}

 

 

A Tasca dos Sonhos

- Pssssttt...Pssst..tá surda a gaja..

- Olhe, demora muito?

- Olhe que eu pedi primeiro, isto assim não pode ser..

- Não se importa de me trazer os seus palitos..(ar de gozo)

- Concerteza - respondeu.

- Aqui tem os meus, sirva-se, já que o senhor se esqueceu dos seus em casa.

 

Eu e a Ana estivemos sentadas aqui e ela contou-me algumas peripécias da sua Tasca dos Sonhos. Íamos entrecortando a conversa, ora com risos e gargalhadas, ora com caras de caso.

 

Ana casou-se muito cedo, mal acabou o curso. O marido, homem uns anos mais velho, resolveu um dia construir uma barraca de madeira virada para o mar, um sítio isolado, calmo onde mais tarde se dizia que daquela esplanada se podia ver o melhor pôr do sol do mundo.

 

Depois do trabalho, aos fins de semana, nas férias, a Ana que não era mulher para ficar quieta ajudava em tudo o que podia. Enquanto ele ia às compras ela ia buscar o pessoal, e tratava logo de pôr tudo a bulir. D. Filó, a cozinheira, agarrava-se ao fogão e começava logo pela doçaria, bolo de chocolate, de bolacha, de amêndoa com doce de ovos e outras guloseimas das quais era especialista.

 

A esplanada era montada, mesas limpas, chapéus abertos. Lá dentro verificavam-se se as casas de banho estavam impecáveis, alinhavam-se as mesas, enchiam-se as arcas frigoríficas para que tudo estivesse fresquinho.

 

O Pedro ia ao mar buscar uns garrafões de água para cozer sapateiras, percebes e camarão. As amêijoas já tinham sido depuradas e estavam prontinhas a ser cozinhadas.

Entretanto lá dentro na cozinha a azáfama aumentava.

 

Toda a gente ficava espantada porque fosse a que horas fosse do dia havia sempre arroz malandro a acompanhar, petingas, carapaus, pataniscas, enguias...os mais espertos a pouco e pouco e à custa de muita pergunta, lá conseguiam descobrir a malandrice.

 

Ana dizia-me que durante os longos anos que ali passou tirou um curso de psicologia ao balcão.

Aprendeu a ler nas entrelinhas, a lidar com os que se armavam em importantes, com os novos ricos, com os chicos espertos, com os machos latinos e com a delicadeza daqueles que tendo muito dinheiro mostravam uma simplicidade e humildade a toda a prova.

Sabia-lhe as manhas, como gostavam de ser tratados, o que gostavam mais, o que detestavam...e ela subtilmente lá ia cantando conforme a música. No início ainda refilava e era daquelas que não concordava que o cliente tinha sempre razão, depois com o tempo foi amaciando e deu razão ao cliente, afinal estava ali para ganhar dinheiro e não para travar uma batalha.

 

Um dia D. Filó teve a brilhante ideia de começar a fazer sonhos para o pequeno almoço e o que pareceu uma ideia disparatada foi um sucesso tremendo e era vê-los a fazer fila...-mais um sonho se faz favor! E se eram fofos, enormes, e com um cheirinho a Natal em dias de Verão!

 

Os sonhos um dia acabaram, a vida mudou e a Ana aprendeu que não há sonhos apenas no Natal.

 

 

Ps.Nós até estávamos a pensar falar das sete maravilhas da gastronomia de Portugal e olhem para o que nos deu!

 

Há tanto que penso, há pouco para escrever..há silêncio

 

Foto de Sentaqui

 

Hoje é daqueles dias em que sinto que o silêncio é rei, deixá-lo reinar então!

Depois de tanto que ouvi, que senti, que experimentei, que conheci, prefiro ficar sentada aqui na plateia a ver passar imagens, pessoas, acontecimentos e vou deixar-me embalar por esta estranha e ambígua sensação de querer falar e calar. Estranho este impasse!

Quem sabe uma música ajude a quebrar o silêncio!

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