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Sentaqui

"A maturidade permite-me olhar com menos ilusões, aceitar com menos sofrimento, entender com mais tranqüilidade, querer com mais doçura." (Lya Luft)

Sentaqui

"A maturidade permite-me olhar com menos ilusões, aceitar com menos sofrimento, entender com mais tranqüilidade, querer com mais doçura." (Lya Luft)

Lá fora a neve cai

Cidade de Chur- foto tirada da minha janela
 

Tenho estado pouco tempo sentada aqui e só tenho vindo de fugida, ler o que se vai escrevendo por aqui, sem tempo para comentar ou responder a comentários.

 

Ao meu lado tenho uma janela enorme onde posso ver a neve que cai e um manto branco que cobre o casaria e as montanhas e deu para ficar, pelo menos parte do dia, neste aconchego que sabe bem ao corpo e à alma e durante alguns dias não vejo Tv, nem ouço falar da crise.

 

Logo mais, de barrete enfiado, de cachecol embrulhado no pescoço, luvas e um casaco onde  frio não entra, vou sair e sentir o doce pingar dos flocos de neve a refrescar o rosto.

 

Depois há as lojas, onde o meu olhar se perderá pelas maravilhas às quais vou tentar resistir e evitar comprar o que não me faz falta, mas pelo menos fico a conhecer outros produtos  diferentes dos que costumo ver no nosso Portugal.

 

Ah,..e as montras!...cada uma mais bonita que outra, onde parece que a imaginação não tem limites.

 

Apesar do frio e da neve a vida pulsa lá fora e tudo segue o seu curso normal...limpam-se as estradas, recolhe-se o lixo, os mais afoitos percorrem as ruas  de bicicleta e crianças e adultos que estão de férias aproveitam para patinar no ringue que fica mesmo no centro da cidade.

 

Gosto da Suíça, costumo dizer que era o país onde gostava de morrer, gosto dela em todas as estações e quando se tem a sorte de ter por aqui amigos, tudo fica mais fácil.

 

Antes do final do ano voltarei e este meu escrevinhar foi apenas para manter o elo que me mantém saudavelmente agarrada à blogosfera e aos amigos que me vão visitando.

 

Bis Später{#emotions_dlg.santarem}isto é só para fingir que sei alemã{#emotions_dlg.lol}

 

 

 

 

No Natal também os amigos são a minha família

Foto sentaqui

 

Este é o último post que escrevo antes do dia 25. Andei aqui a pensar na melhor maneira de desejar a todos um Natal Feliz, sem cair nas palavras que sempre estamos habituados a ouvir, penso que não vou conseguir, mas...

 

Os anos vão passando e muitas coisas se alteram na vida das pessoas. Uns partem, outros separam-se, outros ficam doentes e os natais alteram-se consoante as circunstâncias.

 

Hoje concluo que o elo mais forte nesta época festiva eram os meus pais. Por eles e com eles , filhos, noras e netos juntavam-se e partilhavam a mesma mesa.

 

Depois de partirem o elo quebrou-se, não quer dizer que a família se tenha desmembrado, há sempre um sentimento de união , mesmo estando longe uns dos outros, não tem que ser forçosamente no Natal que nos juntamos, sei que estão sempre lá e o carinho que sentimos uns pelos outros é o mesmo seja em que altura do ano for.

 

Então e eu?

 

Este ano a caixa dos enfeites de natal e a árvore ficaram arrumadas, na casa nada faz lembrar esta época, não é que isso me incomode, porque o Natal não é feito de enfeites , mas de sentimentos. Felizmente tenho um filho que pensa da mesma  forma que eu e que estará a trabalhar nessa altura, sem que isso o incomode, apenas quer que eu esteja bem e eu quero o mesmo para ele.

 

E não é que estou bem?! Tenho os meus amigos e sinto-os preocupados quando me telefonam a perguntar onde vou passar a noite de 24 e até foi um pouco difícil escolher para onde ía.

 

Depois tenho outros amigos não menos importantes que os reais, os meus queridos amigos da blogosfera, uns que conheço pessoalmente, outros virtualmente e que me acompanham hoje e em todos os natais já passados e espero que o continuem a fazer nos vindouros.

Hoje é para todos que dedico estas linhas, faço-o com todo o carinho, dedicação e amizade que me une a todos vós.

 

Gostava que neste final de Dezembro marcasse o início de muitos sonhos, de alegrias salpicadas de sorrisos, de esperança em dias melhores, de novos objectivos que com audácia possam ser perseguidos, que a tolerância, a justiça que nem sempre se faz sentir ao nosso lado, brote acima de tudo do coração de todos nós. Insistam e persistam.

 

E eu bem parecia que, enquanto estava sentada aqui, não conseguia acabar sem desejar a todos um FELIZ NATAL

 

 

 

O famoso cão grego

Ele não tem medo de manifestações, de tiros, de gritos nem confusão, está em todas e já é famoso.

 

 

Enquanto estudantes gregos desmaiam nas escolas devido à fome, a este cãozinho não falta nada e corajosamente enfrenta tudo e todos. Talvez o seu instinto animal o incite a dar um exemplo de coragem e persistência a todos os gregos que se estão a ver gregos.

 

Quando chegar a nossa vez talvez não haja um cão corajoso, mas uns quantos emplastros mascarados de boas pessoas que vão aparecer em todos os meios de comunicação social a pedir-nos para emigrarmos.

 

Já estou sentada aqui a pensar no melhor sítio para onde me pirar, aceito sugestões. Se tivesse nacionalidade britânica estava mais descansadinha porque o governo de sua majestade já tem um plano de contingência para evacuar os ingleses que ainda cá estejam quando isto der o berro.

 

 

 

Pessoas ricas e ricas pessoas

 

Apesar de não ter nascido no seio de uma família abastada, tive oportunidade ao longo da minha vida de conhecer pessoas ricas, muito ricas mesmo, pessoas pobres com imensas dificuldades mas com uma riqueza de sentimentos comoventes e outras com uma riqueza que não ia além de uma boa conta bancária, mas sem mais nada a não ser isso.

 

Assim que nasci tive a sorte de ter como madrinha uma dessas pessoas que reúnem a riqueza interior com a exterior. Senhora viúva, sem filhos, já de idade avançada, encheu-me de tudo o que era bom e diferente do normal das meninas da minha aldeia.

 

Quando chegou a altura de tirar o curso teve a feliz ou infeliz ideia de me alojar em casa dela , no Porto. Pobre senhora, hoje se fosse viva pedir-lhe -ia perdão por todas as diabruras e preocupações que passou por minha causa, mas de alguma forma sinto que me redimi um nadinha quando pacientemente e a bocejar, rezava com ela o terço ao som da Renascença, ou quando lhe lia livros inteirinhos até adormecer. Em contrapartida o meu horário de segunda a sexta que tinha que lhe apresentar, estava completamente cheio, mesmo tendo tardes livres , que aproveitava para arejar com a malta. O frasquinho de Channel nº 5 era de vez em quando assaltado quando queria impressionar algum rapazito jeitoso. No Inverno o algeroz entupiu quando começaram as primeiras chuvas, porque cá a menina fumava à janela que tinha um telhado em frente e nem sempre as beatas aterravam na rua....bom e mais não digo.

 

Durante esse tempo conheci quintas, solares, grandes mansões, cujos recheios eram autênticos museus de arte. Andei em carros fabulosos, conheci gente influente, aprendi e vi afinal como viviam os ricos, que além de o serem em bens eram excelentes pessoas.

 

Chegou a altura em que tive de regressar do mundo do sonho e entrar no do trabalho. As pessoas mudaram, encontrei outro tipo de ricos, muito diferentes dos que encontrei no Norte. Há os que continuam a aliar a riqueza financeira com as boas práticas de vida e há os que quando em grupo olham de soslaio para a marca da mala, para as jóias da vizinha do lado, para a forma de vestir mais ousada , mas de bom gosto de outra e quando a inveja é muita , não hesitam e murmurar para a vizinha do lado: -Não achas que aquela tem muita mania?

 

Claro que vestir bem ,ter bom gosto, ser sexy e sensual , não tem nada a ver com a formação da pessoa e no caso que presenciei tive que ser subtilmente dura e responder que a pessoa em questão era uma excelente pessoa. A vontade de criticar parou por ali e hoje sentada aqui penso que é mais fácil julgar pelas aparências do que tentar descobrir a verdadeira essência das pessoas. Se há coisas que me deixam com alguma raivazinha é ver certas ricalhaças balofas que deviam de vez em quando olhar-se ao espelho , já que lhes falta a consciência para se enxergarem como realmente são...banais!

 

 

 

Se o Pai Natal aparecesse por aqui pedia-lhe uma Lytro

Uma das minhas grandes paixões é a fotografia. Quantas e quantas vezes me perco por lugares visitados um sem número de vezes e que agora vejo de outra maneira com uma simples Canon na mão?!

 

Reconheço que não sou uma grande expert no assunto e muitas vezes o que conta é a minha intuição, desligando-me frequentemente de alguma coisa que aprendi em workshops que já fiz sobre o assunto.

 

E quando passo por outros blogues de fotografia que me deixam de boca aberta, fico sentada aqui a pensar que dificilmente alguma vez obterei em termos de qualidade os resultados fantásticos que vejo por aí.

 

Vale, contudo, a forma como encaro este hobby, que é uma espécie de terapia, não há problema, tristeza, mágoa ou mau feitio que se sobreponha ao prazer de fotografar... esqueço tudo, fico fora do meu mundo para ver outro mundo com outros olhos...gentes, paisagens, detalhes ínfimos que me absorvem por completo.

 

Mas toda a incapacidade que sinto em captar com mestria alguns momentos seria facilmente  abolida, caso o Pai Natal deixasse as terras da Lapónia e se sentasse aqui por um instante junto de mim, com um embrulhinho bonito e dissesse:

-Toma, foi isto que pediste?

E eu, eufórica, entusiasmada e muda de espanto descobriria que dentro do embrulhinho vinha uma Lytro, a máquina que resolveria todas as minhas falhas fotográficas.

 

Pois, mas isto sou eu a sonhar e todos os dias são bons para o fazer, não custa nada e não paga imposto.

 

Eu vou continuando vezes sem conta a admirar as capacidades desta máquina, fico apenas com uma dúvida, será que continuaria a ter o mesmo entusiasmo quando consigo uma boa foto e a mesma frustração quando deito dezenas delas para a lixeira?

 

 

Os dois lados da moeda

 

A ministra do Trabalho italiana, Elsa Fornero, chorou, este domingo, durante o anúncio de novas regras que penalizam o sistema de pensões.

A governante teve de ser interrompida por não conseguir conter as lágrimas.

Fornero estava a anunciar o aumento do número de anos mínimos de descontos para um italiano se poder reformar sem sofrer cortes: 42 para os homens e 41 para as mulheres. Nessa altura, a ministra começou a soluçar e não conseguiu acabar o discurso.

 
Nunca vi nenhum membro do governo comover-se ao anunciar medidas deste género e também eu fiquei emocionada ao ver a reacção da senhora. Será que estamos habituados a que estas notícias sejam dadas por homens e eles são menos emotivos?
 
Por cá também fiquei chocada quando uma amiga, professora do 1º ciclo, me contou com alguma consternação que se agora pedisse a reforma antecipada e depois de 34 anos de serviço, lhe disseram que receberia a módica quantia de trezentos euros.
 
E sentada aqui pensei como em menos de quatro anos as coisas mudaram tanto. Uma professora que tenha conseguido reformar-se há três anos atrás e estando no topo da carreira, ou seja no décimo escalão, recebe cerca de dois mil euros e agora com o mesmo tempo de serviço me falam em trezentos euros.
 
Dói ver tanta injustiça, dói sobretudo ver ex políticos e administradores de grandes empresas receberem reformas chorudas ou poderem optar pela maior caso tenham mais que uma.
Mundo injusto este!
 
 
 

 

É sempre bom ter alguém amigo num hospital

Felizmente nunca estive internada num hospital, apenas o ano passado passei uma horita num da Suiça, porque fiz alpinismos demasiado violentos e o pobre do esqueleto não aguentou e na manhã seguinte o corpito mal mexia. Nada partido, tudo no sítio, apenas os músculos resolveram conspirar e uniram-se todos contra mim. Umas quantas radiografias e um anti inflamatório resolveram o assunto e no dia seguinte estava pronta para outra.

 

Esta semana vi-me num átrio cheio de gente, onde o barulho era mais que muito, teria ficado assustada se não soubesse que por detrás havia alguém amigo que me vinha buscar e tirar da confusão que é entrar no Hospital de Santa Maria.

 

Subimos ao 6º andar, onde reinava o silêncio. Dois tubos de sangue saíram do meu braço e à noite já me telefonavam a dizer que estava tudo bem.

 

Faltava a sitologia, aí estive sozinha e à espera que me chamassem. Deitei-me na marquesa e espetaram-me uma agulha na garganta e em menos de cinco minutos estava despachada e com um penso no pescoço, para assinalar o feito.

Daqui a oito dias já saberei se o resultado, que pelo que ouvi, não vai ser preocupante.

 

E agora estou sentada aquia pensar nos pobres desgraçados que têm a infelicidade de cair de páraquedas naquele mundo de loucura, sem apoio, sem amigos, e entregues à sua má sorte.

 

Não devia ser assim, todos deviam ser tratados como eu fui, tivessem ou não amigos no hospital e é inevitável fazer a comparação entre um hospital na Suiça e neste que conheci. Lá não há barulho, nem altifalantes, nem um salão enorme onde se mistura a banca do café e dos bolos de arroz, com os recepcionistas a darem informações em catadupa, nem casas de banho à pinha, nem cadeiras apinhadas de gente à espera.

Lá os horários são cumpridos, não há cheiros esquisitos que noutra altura me tinham feito cair para o lado.

 

Será que cá também há hospitais onde as pessoas são tratadas com dignidade? Se calhar até há, mas calculo que sejam apenas aqueles em que se tem de pagar uma pipa de massa, para que seja prestado um serviço decente a que todos os cidadãos deviam ter direito, independentemente do muito ou pouco dinheiro que têm no bolso.

 

 

Com tanto palavreado qualquer dia o esgoto entope

Estou cansada de tanto palavreado que salta a todo o momento em tudo o que é meio de comunicação sobretudo no que toca à política.

 

Há uma declaração de um qualquer político seja ele feito cá dentro , quer venha de um qualquer líder europeu e é fazer uma rodada pelos canais de Tv e ouvem-se logo uns quantos entendidos a analisar, comentar, tirar conclusões e a criticar.

 

Em quem acreditar? Quem está certo?

 

Depois há os escândalos, o diz que disse, estilo filho do possível estripador que há uns dias o era e hoje já não é.

 

E de vez em quando lá vem um milagre que nos anima quando se salvam vidas depois de um naufrágio.

 

Eu que até nem sou muito fã de revistas cor de rosa, quase me sinto tentada a mudar-me e passar a ver quem casou, quem separou. o que veste, como veste, quem traiu, quem foi traído, ou quem se sente bem sozinho(a), mesmo não estando. E as botas, os vestidos, a maquilhagem, o último perfume que está na berra, os implantes, as dietas e as festas mais badaladas, que apesar da crise ainda vão acontecendo aqui no nosso cantinho.

 

E antes que seja acusada de muito palavreado , que pode ir pelo esgoto abaixo, vou deixar de estar sentada aqui a debitar ideias que não interessam a ninguém e vou refastelar-me no sofá a ver uma ou outra série da Fox Crime, pelo menos há tiros e roubos a fingir e no fim tudo acaba bem, coisa que não acontece nesta realidade em que vivemos.

 

 

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