Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Sentaqui

"A maturidade permite-me olhar com menos ilusões, aceitar com menos sofrimento, entender com mais tranqüilidade, querer com mais doçura." (Lya Luft)

Sentaqui

"A maturidade permite-me olhar com menos ilusões, aceitar com menos sofrimento, entender com mais tranqüilidade, querer com mais doçura." (Lya Luft)

Os 55 anos de Carolina

 
 

Todos ouvimos contar histórias de princesas quando crianças, havia aquela parte dramática em que a menina era pobre, ou mal tratada , mas que havia sempre um final feliz , porque aparecia a fada que com a sua varinha mágica fazia com que aparecesse um príncipe que se apaixonava pela linda e infeliz menina e a transformava na mulher mais feliz do mundo. O palácio, os vestidos, as carruagens engalanadas e puxadas por fogosos cavalos brancos, pertenceram ao nosso imaginário infantil.

 

Hoje não há fadas, mas continuam a haver princesas por esse mundo fora. Vivem em palácios, rodeadas de luxo e de tudo o que a sua condição real lhes permite usufruir. Ao contrário das histórias da nossa meninice as princesas de hoje têm as suas obrigações, obedecem a protocolos, vivem presas ao que deve ser feito e não ao que desejam fazer. Sofrem tal e qual como o comum dos mortais. Os filhos dão preocupações, os pais divorciam-se, voltam a casar a separar e a ter outros filhos.

 

Falo hoje da princesa Carolina do Mónaco que no passado dia 23 completou 55 anos. Sempre bonita, de porte sereno, espantei-me quando vi a foto dela e vi marcadas todas as rugas num rosto que são a prova que nem sempre a vida lhe foi fácil, mas o que mais admirei foi o facto de não haver photoshop para esconder as marcas do tempo. Admiro como assume a idade que tem sem se socorrer de liftings, botox ou outras camuflagens para iludir a passagem dos anos.

 

Não sendo princesa, é nestes exemplos que me revejo sentada aqui e que me fazem estar certa e segura que todas as rugas que descubro no meu rosto são sinal que vivo, que rio, que sofro e aprendo. Cada ruga é um caminho que percorro sem arrependimentos e sem vergonha de mostrar que muitas delas são o espelho da minha vida...derrotas, vitórias, sucesso, lágrimas, sorrisos...escondê-las seria esconder-me de mim própria.

 

 

Pergunto ao Dr. Júlio Machado Vaz...

 

Sr. Dr. não é justo que o senhor ande por aí a dizer, segundo o que li aqui que se um homem olhar para os seios de uma mulher durante 10 minutos por dia, equivale a meia hora de  aeróbica. Então e nós as mulheres?

 

Ando eu a gastar o meu rico dinheirinho em duas aulas de hidroginástica por semana e o senhor não apresenta nenhuma alternativa para o sexo oposto? Isso é pura descriminação sabia?

 

Vá, toca lá a puxar pela sua mente brilhante para arranjar uma solução para nós mulheres, também merecemos não?

 

E enquanto não obtiver resposta fico sentada aqui a olhar para este belo espécime, pode ser que perca umas gramas e vou arejando a vista.

 

 

Toca a enfardar

Foto de sentaqui

 

Hoje é dia mundial da gula, podiam ter-lhe dado um nome mais simpático, porque segundo o que aprendi na catequese "gula" é um pecado e longe de mim converter-me numa pecadora por causa de uns almoços ou jantares mais calóricos e regados com bom tinto. Prefiro pecar por outras coisas que não apareçam nos manuais da santa igreja.

 

Sem saber desta comemoração alinhei num belo cozido à portuguesa com uma malta fixe.  Com gula ou sem gula deliciámo-nos com o petisco recheado sempre com gargalhadas estridentes, talvez por isso fomos remetidas para uma cave para não incomodarmos os outros clientes.

 

Já estou sentada aqui a pensar na melhor forma de me redimir para queimar as calorias fornecidas pelos enchidos, a orelha, o chispe, o arroz, a batata e do copito de tinto e a solução vai ser uma sessão de hidroginástica e uma saladinha ao jantar.

 

 

Pronto, já me calei

 
foto da net

 

Não se fala noutra coisa senão na paupérrima afirmação do PR sobre a sua "parca" reforma e o povo português de imaginação fértil já criou uma série de imagens do pobre Cavaco pedindo uma esmolinha em tudo quanto é sítio.

 

Há frases infelizes que um político nunca deve dizer, mesmo que a intenção seja a melhor, neste caso interpreto como sendo um acto de solidariedade para com os portugueses numa altura em que vêem as suas reformas diminuírem, agora falar em números foi o maior disparate de sempre.

 

Quer-me parecer que o casal presidencial apesar de pouco falar, é perito em cometer gafes de bradar aos céus. Lembro-me que aqui há uns tempos ambos foram convidados para visitar uma urbanização de luxo aqui na zona e quando chegou a altura da 1ª dama visitar uma das cozinhas exclama com a maior descontracção e desplante: "- Ah, a minha cozinha no Algarve é bem mais bonita que esta!"...silêncio constrangedor.

 

Apesar destes ditos infelizes entristece-me ver a notícia espalhada lá fora como pude constatar aqui.

 

Não há ninguém que esteja satisfeito com a actual governação e há um aproveitamento mediático e popular, para demonstrar todo o desagrado e o contemplado foi o Presidente da República, servindo de bode expiatório para todos os males que nos afectam, não quero com isto dizer que ele não tem culpas no cartório.

 

Se por acaso o povo português soubesse do custo de um fatito do nosso 1º ministro, ou do preço dos almoços com que se banqueteiam, ou das caras mordomias que usufruem, ou dos ordenados que auferem certos meninos e meninas que tiveram a sorte de entrar para assessores, então sim, esqueceríamos de imediato a reformazita do presidente e aí é que a casa ia abaixo.

 

E não é que eu sentada aqui até que nem me importava que viesse uma revoluçãozita com um líder capaz de pegar o toiro pelos cornos?!

 

 

Refastelada no autocarro

Foto sentaqui

 

Já tinha lido algures que onde as famílias gastam mais dinheiro é nos transportes e combustíveis.

 

O meu descendente, que é mais poupadinho que eu, já me tinha avisado para começar a andar a pé, ou em transportes públicos sempre que possível.

 

Como sou uma mulher que até acata conselhos que me parecem úteis lá resolvi deixar o carro na garagem e ontem inesperadamente tive de ir a Lisboa tratar de um assunto que não demorava mais que um quarto de hora.

 

Às 12h e 30m estava dentro da rápida que me levou ao Campo Grande, depois linha verde do metro lá fui até Alvalade. Às 15h 30m estava de novo dentro do autocarro.

 

180 km sem stress, sentadinha a observar a paisagem, sem avanços e paragens, sem portagens, sem desgaste nem consumo de combustível.

 

E hoje sentada aqui comecei a fazer contas e não gastei mais que dezassete euros, se fosse no meu carro gastava mais do dobro e ainda ficava num stress danado porque detesto conduzir em Lisboa.

 

Acredito que para quem vive na zona de Lisboa a coisa não será assim tão fácil se têm de usar os transportes públicos todos os dias, já que o aumento de preço dos bilhetes e os horários desfasados deixam qualquer um com os cabelos em pé.

 

Eu fiquei fã e a não ser para  dar uma fugida à noite com a malta amiga, dificilmente me apanharão a conduzir em Lisboa.

 

 

Indecisões e dúvidas

 
 

Se penso não decido, se não penso também não, as dúvidas acumulam-se, as incertezas do que posso vir a fazer trarão bons resultados são uma constante neste meu estado de letargia, que não está de modo nenhum de acordo com a minha forma de ser e de estar, habituada a que estava a correr riscos, a ousar e a falar sem pensar.

 

Não me sinto confortável sentada aqui nem em lugar nenhum.

Há uma sensação inexplicável que me impede de arriscar, de ir longe, de concretizar projectos, de promover acções que poderiam ser eficazes se bem estruturadas, caso tivesse coragem para passar das ideias à prática.

 

Habituada que estava a reagir e agir sempre em alturas em que as respostas rápidas me eram exigidas, hoje a cautela, ou talvez medo, tomaram conta de mim e aquilo que sou, não está de acordo nem em sintonia com aquilo que sinto.

 

A avaliação demasiado severa do que vou cogitando no silêncio dos meus dias, não me deixa espaço para abrir caminhos que gostava de trilhar, de sonhos que tenho, de ideias que aparecem em turbilhão, numa mente que de modo nenhum está  sintonizada com o ser o estar e o praticar.

 

Meço cada novo pensamento, com uma exactidão minuciosa, os efeitos, os prós e os contras e as consequências daí resultantes.

 

Indecisa e a pensar, não decido porque penso.

 

Hoje saiu um desabafo de incertezas, amanhã, depois de amanhã ou sabe-se lá quando, surgirão as respostas e as certezas...quem sabe?! 

 

 

Walt Disney escolhe Festival de Chocolate para assinalar em Portugal os 20 anos da Disneyland Paris

 

 

Mais uma edição do festival de chocolate irá decorrer de 2 a 25 de Março em Óbidos.

 

É sempre com grande contentamento e satisfação que falo deste evento, porque participei durante sete anos na organização deste acontecimento, sobretudo no que dizia respeito às actividades com as crianças.

 

Lembro-me que o primeiro ano foi a pura loucura e nunca Óbidos teve tanta afluência de pessoas vindas de norte a sul do país e até do estrangeiro, tendo sido necessário cortar o trânsito na A8 porque já era impossível circular.

 

Viviam-se na época, tempos de vacas gordas e existiam muitas marcas de chocolate ali representadas e a Nestlé foi a patrocinadora do festival.

 

Nunca vi, nem comi tanto chocolate, não por gulodice, mas mal havia tempo para fazer uma refeição e a única solução era essa.

 

Recordo que só na casa de chocolate das crianças foram consumidas seis toneladas, haviam filas intermináveis de meninos e meninas que aguardavam para percorrerem os diversos ateliers, sendo o mais aliciante o momento em que colocavam o avental e com alguns pasteleiros, faziam as suas bolachinhas para depois se deliciarem com elas. No final saíam com saquinhos carregados de guloseimas.

 

Os tempos foram mudando e começou a haver alguma contenção por parte das empresas e a Nestlé deixou de patrocinar.

 

Duas grandes novidades aparecem este ano: a primeira segundo o que foi noticiado pela Gazeta das Caldas, Óbidos foi o local escolhido, em Portugal, pela Walt Disney para comemorar o 20º aniversário da Disneyland Paris ou Eurodisney, à semelhança do que está a fazer nos outros países da Europa, a segunda é que de novo a Nestlé irá apoiar o evento com a oferta de chocolate a todos os participantes e também para alguns conteúdos do evento. Irá ainda disponibilizar animadores e outros produtos da marca.

 

Com toda esta doçura, já estou sentada aqui aguardando ansiosa por mais este momento doce e achocolatado e quem sabe regado com uma boa ginja.

 

 

 


 

Marcelo e Ricardo

 

 

Marcelo e Ricardo poderia ser o nome de algum grupo pimba daqueles  que cantam nos arraiais das nossas aldeias nas festarolas de Verão, mas não.

 

Em Conversas Improváveis, programa da Sic, realizado em Leria e que reverteu a favor de pessoas com paralisia cerebral, confirmei, embora não tivesse muitas dúvidas, que são dois homens notáveis no que toca à crítica política e social. Cada um com seu estilo e de gerações diferentes.

 

De humor fácil, de crítica objectiva, são a antítese de outros comentadores que quando o fazem em certos programas parecem almas de uma violência de palavras, olhares e expressões que me deixam logo aterrorizada e mudo imediatamente de canal, ao contrário de Marcelo Rebelo de Sousa e Ricardo Araújo Pereira que conseguiram com que assistisse do princípio ao fim ao programa, dei umas quantas gargalhadas e assisti de maneira relaxante e bem disposta ao programa e até tive pena quando terminou.

 

E neste país que anda tão sombrio, fico sentada aqui à espera de mais conversas que ao invés de serem improváveis, continuem a ser provavelmente as mais hilariantes e que deixam qualquer um bem disposto. Um programa semanal com estes dois senhores seria uma lufada de ar fresco no panorama das programações de algum dos nossos canais televisivos.    

 

Que lhes sigam o exemplo outros comentadores ou que deixem de mandar "bitaites" que só nos deixam ainda mais desanimados perante tanto lixo que paira por aí.  

 

 

 

As paixões no facebook

 

Se há coisa que me faz alguma confusão é ver sucessivas declarações de amor nas páginas do facebook, como se o mundo inteiro tivesse de saber todos os detalhes de uma relação que por vezes é decorada  com fotografias que atestam tão grande paixão.

 

Muitos poderão pensar, mas se colocamos tantas vezes coisas que nos desagradam, factos do dia a dia que nos chocam, que nos atingem e com os quais estamos em completo desacordo, por que não escrever sobre os sentimentos de duas pessoas que se amam? Tudo bem, eu até concordava, se a coisa fosse colocada com alguma subtileza e descrição o que por vezes não é o caso. Há excepções, felizmente  conheço  alguns namoros de casais que tenho como amigos na minha página e que não exageram em manifestações que raiam o ridículo.

 

Fico a pensar naquelas revistas cor-de rosa em que desfilam os famosos que se apaixonaram , para poucos meses mais tarde ver anunciado mais um rompimento.

 

Quando se ama alguém, não é preciso grande alarido, ou apregoar por vezes de forma ridícula e exagerada emoções que devem a meu ver ser vividas a dois, que só a eles pertencem, que devem ser preservadas e vividas com algum recato para que sejam plenas, genuínas e sinceras. Quando leio tanta manifestação de amor em público, em que por vezes só falta dizer quantas quecas dão, cheira-me a teatro, a baixa auto-estima, uma espécie de pregão onde só falta um outdoor na rua" Vejam, estamos apaixonados!!!". E não falo por despeito, não senhor, já estive apaixonada e não me imaginei nunca a noticiar no facebook a minha paixão.

 

A experiência diz-me que por norma as paixões arrebatadoras, que surgem como relâmpagos, duram mais ou menos seis meses e agora vou ficar sentada aqui à espera de ver os mesmos que enaltecem o seu grande amor, se se atrevem, caso a coisa dê para o torto a colocarem com a mesma intensidade, frases de lamentos, lágrimas ou canções onde se  adivinha que a coisa foi por água abaixo e os amigos a colocarem o tão famoso "Like"

 

O mais lamentável no meio disto tudo é que se esquecem por completo os amigos e só se vão lembrar deles quando estiverem em depressão, sozinhos(as) e nessa altura será que eles estão lá?

 

Apesar de tudo o que eu desejo é que as pessoas se amem, sejam felizes, vivam apaixonadas, desfrutem todos os momentos bons e saboreiem  o mais intensamente possível um amor que eu desejo seja para sempre e que guardem numa caixinha chamada coração, que só eles podem abrir, todos os sentimentos de uma vida vivida em pleno e com muita alegria. Eu adoro ver pessoas felizes, de ver o brilho nos olhos e sorrisos rasgados, em que mais que qualquer palavra são sinais mais credíveis de que o amor está ali e não nas páginas do facebook.

 

 

Pág. 1/2

Mais sobre mim

imagem de perfil

Arquivo

  1. 2017
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2016
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2015
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2014
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2013
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2012
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2011
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2010
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D