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Sentaqui

"A maturidade permite-me olhar com menos ilusões, aceitar com menos sofrimento, entender com mais tranqüilidade, querer com mais doçura." (Lya Luft)

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"A maturidade permite-me olhar com menos ilusões, aceitar com menos sofrimento, entender com mais tranqüilidade, querer com mais doçura." (Lya Luft)

E depois do divórcio?

Foto de Sentaqui
 

De vez em quando entretenho-me a ler os conselhos dos(as) experts quando toca a auto-ajuda em casos em que a vida não corre de feição e espanta-me a facilidade com que se dão conselhos para ultrapassar as maiores desgraças, por acaso ainda não li nada que me ajudasse a erradicar o meu trauma por ser brindada pelos governantes que temos, mas desconfio que em breve deve chegar algum psicólogo com uma receita milagrosa que me ensine a lidar com o dinheiro que vejo voar todos os dias da minha carteira.

 

Hoje o que li sentada aqui foi: Recomeçar a vida após uma separação, um artigo que me deixou a pensar e me deu vontade de acrescentar algumas considerações sobre o assunto, já que no artigo dá-se mais importância aos que sofrem...então e aqueles que ficam aliviados? E os que o fizeram de comum acordo e até ficaram amigos? E como um divórcio implica sempre duas pessoas, há que ter em conta a possibilidade de um ficar em depressão e o outro em perfeito estado de loucura saudável.

 

Para os saudavelmente divorciados, nada como sair, arranjar um(a) namorado(a) (rico(a) de preferência), que não se atreva a falar em refazer a vida a dois, que não fale de paixão, em juntar os trapinhos, evitar melgas que não param de telefonar e controlar, ou que tenham ataques de ciumeira doentia, nada de embarcar numa relação com a primeira personagem que apareça.

 

Imaginação é a palavra de ordem, porque de rotinas já está o mundo cheio.

Aconselha-se a que se façam coisas que com o(a) ex nunca tiveram direito...dormir de vez em quando num bom hotel, em que possam usufruir de um relaxante banho de espuma, champanhe à entrada, pequeno almoço no quarto, passear de mãos dadas seja onde for, tomar banho numa praia deserta ao final da tarde, comer num restaurante intimista de ambiente romântico onde não conste no menu o frango assado, as alheiras de mirandela, ou cozido à portuguesa (não tenho nada contra estes pratos, note-se) fazer um passeio a um local onde ambos nunca tenham estado, enfim atreverem-se a fazer o impensável e a concretizar o inevitável.

 

Depois de todos estas sugestões, quero deixar bem claro, que o que eu gosto mesmo é de ver casais felizes e que nunca tenham de passar por separações, sejam elas de que tipo forem e enternece-me especialmente ver alguns já de idade, que mantêm uma cumplicidade e amizade e que tiveram capacidade para superar todos os desafios que a vida lhes colocou, sim, porque isto de viver a dois nem sempre é um mar de rosas.

 

 

Nunca gostei de sapos, muito menos de engoli-los

Foto de sentaqui

A minha repugnância ao ver sapos já vem de infância e sempre que via um fugia a sete pés.

 

Ironia das ironias venho alojar o meu blog na plataforma Sapo, que até tem um ar simpático e sorridente e nos dá a possibilidade de fazer umas caretas jeitosas quando queremos demonstrar com mais força algumas emoções ou as palavras nos faltam, só não gosto de brindar com{#emotions_dlg.beer}, preferia que houvesse um bonequito com um bom copo de tinto, bom, mas não era disto que vinha falar, era mesmo da célebre expressão " ter de engolir sapos" e segundo o que apurei ela já apareceu há muitos séculos atrás e enquanto estava sentada aqui li vários exemplos e um deles reza assim:

 

"O teólogo e filósofo italiano Giordano Bruno teria pronunciado essas palavras no dia de sua execução, 17 de Fevereiro de 1600, em Roma. Ele se recusou a negar suas opiniões religiosas e a teoria do astrónomo alemão Johannes Kepler de que a Terra girava em torno do Sol. Por isso, foi condenado, preso e queimado vivo. Dezasseis anos mais tarde, foi a vez de o astrónomo Galileu Galilei ser perseguido pela Igreja Católica. Depois de construir um telescópio para observar o céu, Galileu confirmou a teoria heliocêntrica e foi parar diante do tribunal do Santo Ofício. Para escapar das acusações de heresia e da fogueira da Inquisição, negou suas descobertas. Apesar de muito longe na História, o dilema enfrentado por Giordano Bruno e Galileu  mantém-se atual.

 

Confesso que já tomei atitudes semelhantes às do Galileu, mesmo não tendo fogueira nenhuma ao lado pronta a ser vítima de um belo churrasco. Cobardia? medo de ferir?, ser criticada?, timidez? rejeição? ...talvez um pouco de todas estas coisas me tenham levado a que durante anos tenha engolido um sem número de sapos.

 

Hoje e cheia de coragem, determinação, audácia, frontalidade, revejo-me na posição de Giordano e doa a quem doer esta boca não se cala e quem não gosta só tem uma solução...desandar, ou então sou eu que ponho um par de patins a quem ousa faltar-me ao respeito, ou abusar da minha boa vontade e tolerância.

 

A Maria boazinha cansou, já não era sem tempo , caramba, agora há que ter cuidado com ela, porque quando lhe salta a tampa leva tudo à frente. O curioso é que sinto um alívio tão grande, é como me tivessem tirado toneladas de lixo de cima.

 

Mais forte, mais confiante, mais corajosa foi no que tornei...engolir sapos, nunca mais.

 

E agora vou ali desancar numa pessoa que anda a fazer de mim parva....VOLTO LOGO!

 

 

Definição de "Namoridos"

 
Foto de sentaqui
 

São geralmente senhores com um cargo e posição social invejável, andam montados em topos de gama e vestem a preceito.

Cavalheiros, gentis, de palavra fácil e simpática sem caírem na vulgaridade. São daqueles que ainda abrem a porta a uma senhora e que a levam a jantar e fazem questão de pagar a conta. Por vezes um mimo inesperado surge do bolso o que deixa as donzelas embevecidas com tamanha gentileza.

 

Conheceram-se numa reunião de trabalho, na net, ou num grupo de amigos.

 

As mais inexperientes e ingénuas, até pensam que aquele é o "tal", as outras sabem ao que vão, alinham nas gentilezas e fingem acreditar que tudo é genuíno, mas não têm nada a perder.

 

As mensagens surgem em catadupa, logo de manhã e pelo dia fora, mas á noite, sabe-se lá porquê o plim plim do Tm emudece.

 

- Meu doce, minha ternura, paixão, tentação, beijos doces, carinho...são palavras que amolecem o mais empedernido dos corações.

 

As ausências por questões de trabalho a vários pontos do país permitem ter este tipo de deferências para com as damas sedentas de carinho, prazer e bons momentos.

 

Têm sempre o cuidado de avisar com um certo ar de pesar fingido, que são divorciados, mas que ao fim de semana têm os filhos, os pais, o cão e outros animais e que não poderão estar presentes. Nas férias o panorama é idêntico e os telefones desligam-se como que por magia.

 

Por vezes a meio da noite quando acordam para esvaziar a bexiga ainda arriscam um pequeno alô o mais discreto possível, não vá a legítima ter um sono leve.

 

E é assim que sentada aqui vejo desfilar namorados de dia e maridos escondendo-se à noite. São os maravilhosos " namoridos" que se divertem algures por aí.

 

 

Por que não se fala na Islândia?

Hoje enquanto estava sentada aqui a ler alguns artigos da blogosfera fui ter ao blog da Suspeita que apresenta dois vídeos bem esclarecedores com depoimentos de pessoas que apresentam soluções para o actual estado do nosso país e sem papas na língua Paulo Morais atreve-se a denunciar a vil gatunagem que grassa no nosso país, sobretudo nas altas esferas políticas.

 

Lembrei-me de um mail que recebi há tempos sobre o caso da Islândia e que reza assim:

 

Na Islândia:
- o povo obrigou à demissão em bloco do governo;
- os principais bancos foram nacionalizados e foi decidido não pagar as dívidas que eles tinham contraído junto dos bancos do Reino Unido e da Holanda, dívidas que tinham sido geradas pelas suas más políticas financeiras;
- foi constituída uma assembleia popular para reescrever a Constituição.
Tudo isto pacificamente. Uma autêntica revolução contra o poder que conduziu a esta crise. E aí está a razão pela qual nada tem sido noticiado no decurso dos últimos dois anos. O que é que poderia acontecer se os cidadãos europeus lhe viessem a seguir o exemplo?

Sinteticamente, eis a sucessão histórica dos factos:
- 2008: o principal banco do país é nacionalizado. A moeda afunda-se, a Bolsa suspende a actividade. O país está em bancarrota.
- 2009: os protestos populares contra o Parlamento levam à convocação de eleições antecipadas, das quais resulta a demissão do primeiro-ministro e de todo o governo.
A desastrosa situação económica do país mantém-se. É proposto ao Reino Unido e à Holanda, através de um processo legislativo, o reembolso da dívida por meio do pagamento de 3.500 milhões de euros, montante suportado mensalmente por todas as famílias islandesas durante os próximos 15 anos, a uma taxa de juro de 5%.
- 2010: o povo sai novamente à rua, exigindo que essa lei seja submetida a referendo.
Em Janeiro de 2010, o Presidente recusa ratificar a lei e anuncia uma consulta popular.
O referendo tem lugar em Março. O NÃO ao pagamento da dívida alcança 93% dos votos.

Entretanto, o governo dera início a uma investigação no sentido de enquadrar juridicamente as responsabilidades pela crise. Tem início a detenção de numerosos banqueiros e quadros superiores. A Interpol abre uma investigação e todos os banqueiros implicados abandonam o país.
Neste contexto de crise, é eleita uma nova assembleia encarregada de redigir a nova Constituição, que acolha a lições retiradas da crise e que substitua a actual, que é uma cópia da constituição dinamarquesa. Com esse objectivo, o povo soberano é directamente chamado a pronunciar-se. São eleitos 25 cidadãos sem filiação política, de entre os 522 que apresentaram candidatura. Para esse processo é necessário ser maior de idade e ser apoiado por 30 pessoas.
- A assembleia constituinte inicia os seus trabalhos em Fevereiro de 2011 a fim de apresentar, a partir das opiniões recolhidas nas assembleias que tiveram lugar em todo o país, um projecto de Magna Carta. Esse projecto deverá passar pela aprovação do parlamento actual bem como do que vier a ser constituído após as próximas eleições legislativas.

Eis, portanto, em resumo a história da revolução islandesa:
- Demissão em bloco de um governo inteiro;
- Referendo, de modo a que o povo se pronuncie sobre as decisões económicas fundamentais;
- Prisão dos responsáveis pela crise e
- Reescrita da Constituição pelos cidadãos:
Ouvimos falar disto nos grandes media europeus?

Ouvimos falar disto nos debates políticos radiofónicos? Vimos alguma imagem destes factos na televisão? Evidentemente que não!
O povo islandês deu uma lição à Europa inteira, enfrentando o sistema e dando um exemplo de democracia a todo o mundo.

 

Depois de ler isto e reflectindo sobre as consequências aparentemente nefastas de uma dissolução governamental numa altura destas, julgo ser perfeitamente aceitável que tal acontecesse, desde que se encontrassem umas quantas figuras sem filiação nem interesses políticos, que pegassem o touro pelos cornos e nos devolvessem a esperança num futuro melhor.

 

 

 

 

A minha péssima relação com os óculos

Foto de Sentaqui

 

Eu sempre digo, não tenho falta de vista, os meus braços é que estão a encolher, o certo é que tenho que os usar desde há uns anos a esta parte, sobretudo quando comecei a usar mais o Pc.

 

Agora não posso passar sem eles e hoje estou sentada aqui a escrever com apenas uma lente, porque mais uma vez tive o azar de  perder uma e tenho a certeza que foi aqui em casa, já revirei tudo e se algum benefício trouxe esta minha perda, foi o brilho e a arrumação que reinam por cá , mas lente nem vê-la.

 

Não têm conta o número de óculos que já parti ou perdi e a última vez foi em Setúbal, depois de ter comprado uns há menos de três semanas numa farmácia.

 

Entrei numa óptica e disse ao senhor:

-Quero os óculos mais baratos que tiver aí?

- Muito bem - respondeu ele - e quantas dioptrias?

-Aí três ou três ou e meio, não sei bem.

-Ah a senhora nem sequer sabe a graduação e quer os mais baratos, pois aqui tem uns, são os piores que tenho e custam 19 euros.

-A pior coisa que tem aí, mas porquê?

-Porque são óculos feitos com restos de lentes e nem anti-reflexo têm.

 

Fiquei sem saber o que fazer, mas o senhor, homem de idade, experiente e bom vendedor disse-me:

-Faço-lhe um exame gratuito em menos de cinco minutos, mas pelo menos fica a saber que graduação deve usar.

Anui e lá fui fazer o teste, chegou-se à conclusão que só precisava de 2,65 dioptrias.

-Então e quanto custam uns bons?

-105 euros.

Até estremeci, mas o certo é que trouxe os benditos óculos.

 

No sábado passei o dia todo em casa e a certa altura dei por falta de uma lente, já revirei tudo, nem o lixo despejei para me certificar que não ia no caixote, o certo é que estou aqui, qual Camões, a escrever com meio olho.

 

Falo em óculos para ver, porque óculos de sol têm tido o mesmo destino e já desisti de comprar os caros, que por azar são os que me ficam melhor, agora tenho uma colecção deles que rondam os doze euros, mas pelo menos se os perder não fico com pena da batelada de dinheiro que desaparece de vez em quando.

 

Amanhã a minha procura vai continuar, desta vez de lupa e lanterna na mão, se não aparecerem lá terei de ir mandar fazer uma lente, para que pelo menos possa vir aqui mais vezes e se calhar vou usar uma corda tipo trela para os atar ao pescoço, ou um sinal sonoro, caso caia uma lente sabe-se lá onde.

 

 

Pergunta de filho

Foto de sentaqui

-Mãe, vá, conta-me lá...

-Que droga tomavas para o teres aguentado tantos anos?

Olhei-o bem nos olhos e não consegui articular palavra.

Hoje sentada aqui, penso que só sofremos aquilo que conseguimos suportar e não são precisas drogas para superar as adversidades que na maior parte das vezes nos tornam mais fortes. Pena que situações assim se repitam com as pessoas que mais amamos.

 

 

Enquanto o governo mete água eu vou tentando poupá-la

 

O barco está roto e por mais que se tentem tapar buracos para que isto não vá ao fundo, logo surge um novo que nos deixa sem forças, desanimados, indignados, mas nunca resignados e lá vamos tentando tapar mais um que os iluminados que nos governam e que se mantém nos comandos bem lá no alto olhando para o horizonte que é uma miragem, mas que eles de tão bem instalados que estão não conseguem enxergar, enquanto no convés os desgraçados se esfolam para manter a embarcação à tona.

 

Para tapar mais um rombo de que eu e muitos fomos alvo, socorro-me de tudo o que posso para evitar afogar-me em dívidas que não contraí, mas que me obrigam a pagar.

 

E comecei mesmo pela água, quando há dias descobri um jarro milagroso que me filtra a água da torneira, livrando-a de metais pesados,do peso dos garrafões que tenho acarretado dos supermercados  e a minha carteira fica menos leve, sim porque aqui em casa eu e o meu ferro de engomar(que é muito fino) somos autênticos sorvedores desse precioso líquido.

 

Encho o jarro com água da torneira, dentro dele há um filtro, na compra do dito ofereceram-me três filtros que pelas minhas contas vão chegar até ao Natal e sentada aqui ora a beber ora de volta da roupa, estou satisfeitíssima com os resultados.

 

Quando é que inventam uma coisa parecida para filtrar os pesos governamentais?

 

 

Longe de tudo

 

Se há uns tempos atrás eu adivinhasse o tipo de vida que estou a ter agora, nem me passaria pela cabeça ficar sentada aqui.

 

A vida dá voltas imprevisíveis e o que antes era uma vida pautada pela pacatez e rotinas diárias, hoje virou confusão e há um turbilhão de acontecimentos que me impedem de fazer o que gosto quando por aqui ando.

 

Leio apressadamente o que escrevem os que sigo... comentar? e tempo? responder? eu gostava de o fazer com assiduidade que merecem tantos assuntos interessantes que vou lendo na blogosfera, mas não estou a conseguir e que me perdoem os que ainda têm a gentileza de me visitar e comentar.

 

Escrevi há uns tempos aqui que ia colocar em prática o que tenho aprendido, para fazer face à roubalheira que nos atinge a todos e se bem o disse, melhor o fiz e toca a bulir. Estava longe de imaginar a dimensão do trabalho que ia ter pela frente. Como se isso não bastasse aparecem outras pessoas a proporem-me que participe em novos projectos.

 

Não se pense que com isto ando a nadar em dinheiro, ou que o que ganho dá para cobrir o que os ladrões que nos desgovernam me tiraram,  e segunda as últimas notícias a roubalheira vai continuar, tal como entram alguns cobres saiem com uma velocidade assustadora devido a imprevistos que surgem a todos os níveis, ou seja isto é uma roda, assim como entra sai logo.

 

Fico na dúvida se deveria manter-me quietinha, gastar o mínimo, ou se a decisão que tomei valerá a pena.

Duma coisa tenho a certeza, estou a fazer o que gosto, se tenho ou não arcaboiço para levar tudo a bom porto, só o tempo o dirá.

 

No meio desta turbulência laboral, há aspectos que até nem são maus de todo, por exemplo, pensar na vontade que teria de pegar numa caçadeira e ir para a Porta da Assembleia da República e começar a atirar indiscriminadamente nuns tordos que por ali andam e que nos deixam de cabeça perdida, caso não andasse tão ocupada.

 

 

Pedro Abrunhosa no Festival do Crato

 

 

 

 

 

Nunca tinha ouvido cantar ao vivo o Pedro Abrunhosa, sobre o festival do Crato fui sabendo através de notícias e estava longe de imaginar que ia ter oportunidade de ir, não fosse um grupo de amigos ter-me convidado.

 

Estadia em Vila Velha de Rodão e à noite lá fomos.

 

Outros grupos actuaram , mas ia tudo motivado para ver o Pedro, eu era a única que nunca o tinha visto actuar.

 

Gosto das músicas dele, sobretudo das letras e apesar de haver gente que diz que ele não canta, ou nem tem uma voz por aí além, eu tive a prova de que tem uma grande voz e uma presença em palco espantosa. Sabe agarrar o público a ponto de a determinada altura sentirmos que somos nós (público) que somos as estrelas.

 

 

Outra das coisas que me encantou foram as frases de intervenção sobre o actual estado da nação, que ia intervalando entre cada canção, habituada a que estou a ouvir outros cantores cujas músicas são realmente conotadas de intervenção, surpreendeu-me esta atitude por parte dele, levando o público ao rubro.

 

Foram mais de duas horas de delírio, de pulos, de gritos, de gente que sabia de cor a maior parte das canções, de energia explosiva em palco e de emoções...enfim um espectáculo que dificilmente vou esquecer.

 

Antes de tudo começar, deliciámo-nos com os bons petiscos alentejanos, nalgumas das muitas tasquinhas espalhadas pelo recinto.

Estava eu agarrada a uma óptima sanduíche de presunto, quando de repente vejo um casal amigo de Barcelos e que lhes tinha perdido o rasto há mais de dez anos...foi a alegria total, como o mundo é pequeno! Nunca nós imaginámos que nos iríamos reencontrar tão longe das nossas terras. Conversa, muita conversa, troca de telemóveis para que possamos de novo estar mais perto.

 

Um fim de semana inesquecível em que apetece ficar sentada aqui agarrada a esta música e a trautear...

 

 

 
 
 

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