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Sentaqui

"A maturidade permite-me olhar com menos ilusões, aceitar com menos sofrimento, entender com mais tranqüilidade, querer com mais doçura." (Lya Luft)

Sentaqui

"A maturidade permite-me olhar com menos ilusões, aceitar com menos sofrimento, entender com mais tranqüilidade, querer com mais doçura." (Lya Luft)

Em jeito de balanço

Foto da net

Mais um ano que está a chegar ao fim, é hora de fazer balanços, de avaliar atitudes, de rever decisões tomadas, de ajuizar do que me trouxe algum saber ou de erros cometidos, que só foi possível saber se o foram , porque ousei, tentei e fiz.

 

De nada estou arrependida, de nada guardo mágoas, porque estou consciente de que tudo o que fiz foi com a consciência ou ilusão de que o que estava a fazer era o mais correcto, o que nem sempre aconteceu.

 

Foi um ano de limpeza, aquela que considero uma remoção de lixo que me desgastava e estava a ocupar espaço a mais num lugar onde queria que existissem só coisas boas.

 

Foi um ano de aprendizagens, de formação que me permitiram tomar iniciativas que à partida tive noção que eram realmente o que queria.

 

Deixei-me guiar pela intuição e fiquei mais atenta a pequenos flashes que dispararam e que me levaram a tomar decisões antes impensáveis.

 

Foi um ano de sacudir pessoas que passaram por mim e que me deixaram mágoas, tornando-me uma mulher mais forte, mais consciente do meu valor e do respeito que julgo merecer.

 

Amigos partiram e outros chegaram, num caso ou noutro todos desempenharam uma determinada missão na minha vida, sabendo de antemão que ninguém passa por nós por acaso.

 

Defini novos rumos para a minha vida, deixei de me preocupar com o amanhã, vivi intensamente o presente e sobrevivi quando julgava não conseguir fazê-lo.

 

Chorei, senti-me só inúmeras vezes, mas os sorrisos, as agradáveis surpresas, o reconhecimento pelo trabalho bem feito, o amor e amizade que tantos me dedicaram, suplantou todas as dores e contratempos.

 

E hoje sentada aqui e olhando ao meu redor, considero-me uma mulher de sorte quando comparo com tantos casos de sofrimento , carência afectiva e monetária, solidão forçada, miséria, num país em que a maioria das pessoas não vive, sobrevive.

 

E neste balanço do ano 2012 só posso concluir: SALDO POSITIVO.

 

 

 

O Natal por aqui e por aí

 

Foto de sentaqui

 

Há muito que o meu Natal deixou de ser o que convencionalmente acontece por aí.

 

Por aqui não há o corrupio das compras de prendas, não há a corrida ao supermercado para comprar bacalhau, peru ou outras iguarias. Por aqui não há a árvore com luzinhas a piscar, nem tão pouco um presépio.

 

Por aqui não há família reunida, nem me desloco para visitar a que está longe.

 

Se estou triste por isto? Não, de modo nenhum, aqui é mesmo Natal quando eu e os que amo quiserem e isso acontece muitas vezes no ano.

 

Se gosto desta quadra? Não gosto nem desgosto, simplesmente há muito deixou de ter o significado que tinha nos meus tempos de menina.

 

A minha solidão natalícia é voluntária, é um tempo de paz, de recolhimento, de fazer o que mais gosto e talvez tenha uma ou outra refeição acompanhada pelo meu descendente, como acontece noutros dias do ano.

 

Evito as multidões que se atropelam nas ruas ou hipermercados a fazer as compras de última hora, algumas de olhar preocupado por não saberem ainda o que hão-de comprar para este ou para aquele, apenas porque tem que ser.

 

Também não condeno quem vive este tempo de maneira diferente da minha, para quem tem crianças e famílias numerosas deve ser uma época de muita alegria. Penso também naqueles que um dia tiveram tudo e hoje se vêem sem nada dependentes da caridade alheia e abandonados por aí num sofrimento e desdita, só comparável à aflição de Maria e José que viram o seu filho nascer numa manjedoura.

 

Eu vou continuar sentada aqui, vendo e relendo coisas que gosto, de lareira acesa e no recanto do meu lar.

 

E já que a fotografia é uma das minhas paixões, aproveito para deixar imagens fantásticas de um amigo fotógrafo que gentilmente me cedeu este vídeo  com fotos tiradas por esse mundo fora e que servem, para desejar a todos os que me acompanham e pelos quais nutro grande amizade e simpatia festas felizes, hoje e sempre.

 

 

 
 

E eu a pensar que amanhã já não estava sentada aqui

Com o anúncio do fim do mundo para amanhã, resolvi dar uma geral no corpinho para chegar sabe-se lá onde, bem janota e apresentável.

 

Limpeza de pele, cabeleireiro, depilação, unhas arranjadas, corpinho hidratado e uma fatiota nova e decente, entenda-se por decente um fatinho clássico, nada de minis, gangas ou decotes, que poderiam causar algum desconforto a quem me recebesse, isto partindo do princípio que os anfitriões seriam anjos imaculados vestidos de branco, reluzentes e de auréolas resplandecentes.

 

Tanto trabalho para nada, afinal li há pouco que na Nova Zelândia às 12h ainda estava tudo vivinho. Não acredito que possa haver descriminação na destruição do planeta, a não ser que os neozelandeses, tenham sido poupados devido à magia dos feiticeiros do Senhor dos Anéis.

 

Pelo sim pelo não vou ficar sentada aqui, bem aprumadinha à espera que um novo dia desponte sem nada de especial a assinalar a não ser o início de  mais um solstício de inverno.

 

 

A Maria empenada

Foto da net

Estou sentada aqui ainda a sorrir pela parvalheira matinal que aconteceu comigo esta manhã e porque de vez em quando faz bem escrever sobre coisas que podem não interessar a ninguém e que me deixam com sérias dúvidas se não me estou já a passar para outra dimensão, resolvi , mesmo assim, contar.

 

Levanto-me à pressa bem cedo e já atrasada para um compromisso que tinha. Costumo escolher calmamente a roupa que quero vestir o que hoje não aconteceu. Peguei numas calças pretas, na primeira camisola que me saltou à vista, casaco e umas botas pequenas que ficavam escondidas debaixo das calças e saí a correr.

 

Enquanto conduzia não senti nada de especial, fiz o que tinha a fazer, mas sempre com a sensação esquisita que algo não estava bem, era como se o meu corpo andasse meio empenado. Só quando cheguei a casa e me descalcei, reparei que tinha calçado uma bota diferente em cada pé, ambas pretas, mas uma com um salto ligeiramente mais alto que o outro e de materiais bem diferentes, uma de camurça e outra em pele. Fiquei de boca aberta a olhar para a triste figurinha e a pensar cá para os meus botões que se coisas do género me acontecerem mais vezes, tenho que pôr em causa a minha saúde mental e ir a correr vestida e calçada sabe-se lá como, pedir ajuda a um psiquiatra.

 

Se por acaso notarem algo de estranho na escrita, já sabem, a Maria pirou de vez.

 

 

Leituras 2012

Foto de sentaqui

 

Aproveitando a sugestão do Sapo para falar do livro que mais gostamos e ainda porque ontem coloquei no Clube da Leitura a minha apreciação sobre o último livro que li, o Anjo Branco de José Rodrigues dos Santos, livro que me prendeu desde o início. Se foi o livro que mais gostei? Não consigo dizer. Quando leio seja o que for entrego-me e encarno cada personagem, imagino as cenas, as fisionomias dos personagens, faço o retrato das paisagens e dos ambientes descritos, daí que todos e cada um tem que me cativar e logo a primeira impressão revela-se importante quando os compro: a letra, a textura das folhas, o cheiro e mesmo que digam que determinado livro vendeu não sei quantos milhões, ou que já saíram várias edições, isso não me convence.

 

Todos as leituras que fiz ao longo do ano apareceram na altura certa e há algumas que se adaptam a cada estação, uns lêem-se melhor no verão, outros no aconchego das noites frias e há os que escolho para longas viagens.

 

Sentada aqui lembro-me especialmente de Amor, Curiosidade, Prozac e Dúvidas, Um Ano à Beira Mar e O Ladrão de Sombras, de todos estes três podem ler a minha apreciação no blog de que falei anteriormente.

 

Este foi também um ano de muitas leituras pedagógicas, de auto conhecimento e de reflexão, que me permitiram especializar-me em determinadas actividades que tenho vindo a colocar em prática. Diria que foi um ano em que o prazer de ler e aprender sobre matérias novas, andaram equilibrados.

 

 

Prémio Pessoa

Foto de Sentaqui

 

A propósito do prémio Pessoa atribuído a Richard Zenith, hoje fico sentada aqui recordando um dos muitos poemas de Fernado Pessoa, ou será Alberto Caeiro, ou Ricardo Reis..isso importa?

 

Sorriso Audível das Folhas

 

Sorriso audível das folhas
Não és mais que a brisa ali
Se eu te olho e tu me olhas,
Quem primeiro é que sorri?
O primeiro a sorrir ri.

Ri e olha de repente
Para fins de não olhar
Para onde nas folhas sente
O som do vento a passar
Tudo é vento e disfarçar.

Mas o olhar, de estar olhando
Onde não olha, voltou
E estamos os dois falando
O que se não conversou
Isto acaba ou começou?

Fernando Pessoa, in "Cancioneiro"

 

 

 

Quando a biblioteca vai ao restaurante

Pelo menos uma vez por semana vou a um restaurante que gosto muito e apesar de não ser vegetariana, escolho sempre um prato desses, são saborosos, bem confeccionados e com uma apresentação de fazer crescer água na boca.

 

Desta vez tive uma surpresa quando vi em cima da mesa que escolhi um livro, pensei que alguém se tinha esquecido dele, mas depois verifiquei que todas elas tinham um. Comecei a desfolhar o meu e não me interessou particularmente e logo que o funcionário chegou perguntei-lhe por que estavam livros espalhados pelas mesas todas. Respondeu que tinha sido feito um acordo com a biblioteca da cidade e assim as pessoas enquanto esperavam ou comiam iam lendo, como uma hora não chega para ler tudo, dentro de cada livro havia uma folhinha para fazer a requisição caso alguém estivesse interessado em continuar a leitura em casa.

 

Achei a ideia inovadora, genial e uma forma de despertar hábitos de leitura há muito perdidos, nalguns casos.

 

Fico sentada aqui com alguma expectativa para saber se desta vez me calha um livro que me prenda e possa trazer para casa.

 

Uma coisa eu tenho a certeza , vou mais uma vez saborear uma iguaria nova,que me permite fugir da rotina da carne ou peixe e cujo nome a maior parte das vezes esqueço, acompanhada com um não menos delicioso sumo de laranja natural

 

 
 

A magia de Natal voltou a Óbidos

Mais uma edição de Óbidos Vila Natal teve início neste 7 de Dezembro e continuará até 2 de Janeiro de 2013

 

Raramente vou no primeiro dia visitar os eventos de maior envergadura que acontecem em Óbidos, porque normalmente há coisas por terminar e tudo começa a meio gás, para grande surpresa minha desta vez foi diferente e em boa hora arrisquei ir no primeiro dia, um dia ensolarado que convidava a sair de máquina fotográfica na mão e tentar ver toda a animação que esta festa traz a miúdos e graúdos.

 

A Vila estava animada. Comprei o meu bilhete de 5 euros e entrei num espaço de magia e encantamento que sempre me seduz.

Desta vez o desafio era desvendar os mistérios de Oletsac (castelo ao contrário). Magos, feiticeiros, fadas, musaranhos, arautos..interagiam com o público e eram o encanto dos mais pequenos e arrancavam sorrisos aos mais crescidos.

 

 O espaço envolvente fervilhava. Patinava-se na pista de gelo, nos escorregas os mais pequenos deliravam enquanto os pais fotografavam, um fantástico espectáculo de marionetas enchia por completo os degraus do auditório.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 Há ainda um espaço aventura, o Barbacã, onde pelas muralhas se trepa e se escala em busca de céus e estrelas, em jogos e aventuras que se desenrolam pela Barbacã na defesa de Oletsac. O Virtuarium (casa de espelhos) mostra que a indistinção do exterior das casas de Oletsac é compensada com interiores vibrantes, coloridos, onde todos tentam ser mais originais que o seu vizinho.

 

 

Não faltavam as casas dos petiscos onde os nomes eram apelativos e foi difícil resistir ao sabor de um waffle de chocolate.

 

 

sentada aqui revejo as muitas fotos que tirei e relembro ainda os sorrisos e gargalhadas das crianças que nesta data especial deliram como ninguém com este mundo de fantasia...até eu delirei e o meu lado acriançado voltou ao de cima e confesso que não me importava de voltar.

 

 

 

Há peditórios que não fazem sentido e com os quais não alinho

Foto da internet
 

Considero-me uma pessoa generosa qb. mas há alguns peditórios que me tiram do sério.

 

Gosto de dar sem data marcada, a desconhecidos que passam por mim e que noto que precisam , nem que seja de um sorriso ou de uma palavra amiga, agora para gente que conheço, que nunca se dignaram telefonar, deixar uma mensagem ou um simples "Like" no facebook e que resolvem de um momento para o outro e indirectamente através de outras amizades fazer uma campanha de caça, para que se satisfaça um determinado capricho, ai isso nem pensar.

 

Há limites para tudo e sentada aqui lembrei-me de um ditado: " Deus manda-nos ser santos, mas não nos manda ser burros".

 

E já agora, não querem dar-me uma prendinha neste Natal?{#emotions_dlg.lol}Para o caso de vos faltar ideias deixo sugestões: um perfume, uma viagem que pode ser ao Hawai, um relógio, mais meia dúzia de guarda chuvas porque os meus deixo-os por onde calha...há mais, mas não quero abusar.

 

 

Maria...a peregrina!

Foto tirada pela Maria
 

Há uma semana atrás  e por motivo de dois aniversários, reuniu-se a família num almoço que deu para recordar tempos idos, para homenagear os aniversariantes e sobretudo para estreitar laços familiares que se estavam a perder desde o falecimento dos meus pais.

 

Lembrámo-nos especialmente da minha avó e da minha mãe que em tempos idos, pegavam em nós, ainda pequeninos e nos levavam a Fátima a pé. Contrariados lá íamos porque fazer 13 km não era fácil e à vez combinávamos entre os quatro os mais diversos motivos para parar...ou era fome, ou sede, ou xixi, o certo é que resultava e a viagem tornava-se menos penosa.

 

A prova que não ficámos traumatizados foi combinarmos no fim de semana seguinte, (este) que voltaríamos a repetir.

 

Eu que sou a única que parti da aldeia, cheguei para almoçar e depois pusemo-nos a caminho, as mulheres apenas, os homens ficaram em casa e ficaram de nos ir buscar.

 

Pelo caminho aproveitámos para falar de tudo, para observar o caminho que eu há muito tinha esquecido e para tirar fotos, muitas fotos, daí que eu ficasse muitas vezes para trás.

 

Fiquei a par dos últimos acontecimentos da minha aldeia, de quem tinha partido, quem tinha tido um filho, mas o que mais me espantou foi saber que o novo padre da freguesia estava a conseguir encher de novo a igreja, fosse nas missas semanais ou dominicais e por um motivo curioso, ele é lindo!!! Homem de quarenta e muitos anos, charmoso estava a ser o encanto de novos e velhos, contribuindo esta beleza para ter de volta os fiéis. Estranho como a figura de uma pessoa pode influenciar as práticas cristãs já em desuso. Se for esta a solução para trazer de volta os cristãos desiludidos e para quem há muito deixou de acreditar em práticas que não fazem sentido, pois a solução está aí: padres jeitosos, bispos novos e bem arranjadinhos, sem barrigas proeminentes, discursos monocórdicos e um papa alegre, inovador pela positiva e que não se lembre de tirar os animaizinhos do presépio. Estou a pensar seriamente na hipótese de fazer umas dezenas largas de quilómetros para ir à missa na minha aldeia e ver com os meus olhinhos tamanha beleza!

 

Continuando em peregrinação e já com dores em tudo o que era músculo chegámos.

Gosto de ir a Fátima e vou lá de vez em quando, sinto-me bem, não faço nada de especial a não ser acender umas velas, sentar-me e não pensar em nada. Desta vez tudo foi igual, só teve a mais a companhia.

 

De regresso a casa, pensei que hoje não ia conseguir levantar-me tais eram as dores. Quando cheguei preparei um banho quente de imersão, coisa que é raro fazer, mergulhei e adormeci.

 

E hoje sentada aqui, revejo fotos, recordo conversas e apesar do cansaço concluo que valeu a pena o esforço.

 

 

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