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Sentaqui

"A maturidade permite-me olhar com menos ilusões, aceitar com menos sofrimento, entender com mais tranqüilidade, querer com mais doçura." (Lya Luft)

Sentaqui

"A maturidade permite-me olhar com menos ilusões, aceitar com menos sofrimento, entender com mais tranqüilidade, querer com mais doçura." (Lya Luft)

Hoje o mar não estava de feição na Praia do Norte

 

Céu e mar cinzentos, ondas que não davam para as estrelas do surf brilharem, era este o estado da praia do Norte na Nazaré. Alguns surfistas ainda faziam algumas tentativas, entre os quais Mcnamara, para apanhar uma outra onda melhor, mas tudo foi em vão.

 

Apesar de tudo, a peregrinação de espectadores continuava com enorme afluência de nacionais e estrangeiros.

 

 Dezenas de fotógrafos com objectivas que me causaram alguma inveja, comparando com a minha, ali se mantinham atentos, estáticos e com o olhar fixo no alvo.

 

 

Indiferentes a tudo e um pouco mais acima um grupo de pescadores lançavam as linhas na esperança que algum peixe mordesse o isco.

 

Fui ouvindo aqui e ali alguns prognósticos e dizia-se que talvez Domingo fosse o melhor dia, entretanto fico sentada aqui atenta às notícias e consultando o estado do mar e caso as condições melhorem lá estarei de novo.

 

 

Será sexy limpar o traseiro?

 

Até agora tinha mais ou menos a noção do que era ou não sexy, mas hoje enquanto estava a fazer os malabarismos que qualquer mulher faz numa casa de banho pública, fiquei embasbacada a olhar para a publicidade de uma conhecida marca de papel higiénico, com cores variadas e berrantes, em que se podia ler "I Love Sexy Paper". Desde quando limpar o traseiro, missão malcheirosa, é sexy? Nem que se comessem rosas... a coisa é sempre uma acção indispensável, mas que não exige papéis especiais para se tornar mais agradável.

 

Se pudesse substituía esses papéis por um chuveiro directamente ligado à sanita  como já tenho visto em alguns países por onde tenho passado, mas sentada aqui, tenho que reconhecer que se todos pensassem como eu, lá se iam mais uns quantos postos de trabalho à vida.

 

Agora sexy mesmo, prefiro investir noutras coisas sem ser em papel higiénico{#emotions_dlg.tongue}

 

 

Bimby menu

 

Hoje e pela primeira vez vi uma Bimby ao vivo, como funcionava e os ricos pitéus que, como que por milagre dali saíam.

Só através da blogosfera tenho visto alguns prodígios dessa máquina, ou pelo que me contam alguns jovens que vivem sozinhos, que não percebem nada de cozinha, mas que com ela fazem brilharetes.

 

Também sei que uma grande parte dos restaurantes que frequento , não têm apenas uma e com ela fazem iguarias deliciosas, poupando tempo e mão de obra.

 

Fui convidada para assistir a uma demonstração, embora não estivesse minimamente interessada em comprar, já que não se justifica para uma pessoa que não tem uma família numerosa para alimentar. O preço era convidativo já que está em curso uma campanha de pagamento a perder de vista e sem juros.

 

Vi sair um bechamèl perfeito, sem ser preciso desfazer com a varinha a farinha que não ficou bem homogénea, como tantas vezes me sucede.

O bacalhau com natas estava divinal e coberto com uma fina camada de alho e salsa picadinha, melhor ficou.

Limonada para acompanhar e um gelado de comer e chorar por mais completou o repasto.

 

Confesso que fiquei com pena de não ter um rancho de filhos para alimentar.

 

Fico-me por aqui sentada a pensar que à minha espera tenho um fogão, um tacho e lá terei de me agarrar aos alhos, cebolas, refogados e afins.

Enfim, não se pode ter tudo!

 

 

And the show must go on

Gosto de o ver, de o ouvir, do seu sorriso, do sentido de humor, do saber estar, do glamour de um homem que apesar de todos os desafios , lutas, controvérsias, desaires, calamidades, conserva na hora da festa uma alegria contagiante, nunca pondo de lado a família e demonstrando sem constrangimentos as qualidades e apoio da sua mulher Michelle.

Souberam estar, dançaram apaixonados sem se coibirem perante milhões de pessoas na demonstração de afectos.

Algumas estrelas da música estiveram presentes e a alegria espalhou-se dentro de portas e cá fora perante um milhão de pessoas que vieram assistir à sua tomada de posse.

O discurso emocionou os presentes e a convicção com que o fez, apesar de todos os que não o apoiaram, faz-nos acreditar que as palavras são sinceras.

Poderá dizer-se que tudo é montado e pensado ao milímetro, mas que importa?...the show must go on.

 

Não resisto enquanto estou sentada aqui a comparar as tomadas de posse que acontecem por cá, que mais se assemelham a velórios.

 

 
 

Os meninos que brincam " aos políticos"

Não gosto, não sei, nem quero saber falar de política e poucas vezes me tenho sentado aqui para abordar este tema, mas há alturas, como hoje, que me salta a tampa e já não tenho paciência para ouvir meninos que mais parecem crianças em idade escolar a brincar aos políticos.

 

Quando um diz: -Vamos pedir o prolongamento do pagamento da dívida o outro responde com ar vitorioso:

-Vêem eu bem avisei, não fizeram caso do que a nossa equipa disse..ainda não acertaste uma pah!!!-diz Seguro

-Mas tu não vês que se pedíssemos logo o prolongamento ficávamos mal vistos e podíamos ser penalizados?-responde Gasparzinho com ar pausado.

Ficaram os dois felizes com o relançamento dos mercados e ambos chamaram a si os louros.

 

Parecem que andam a brincar ao monopólio e não há pachorra para ouvir esta rapaziada. Uns querem chegar ao poleiro, outros não querem perdê-lo e anda aqui o Zé Povinho sem saber com que linhas se cose.

 

Se pensam que voto nalgum deles desenganem-se, não gosto de dançar o vira, só se for o do Minho, porque esta de agora viras tu, ora agora viro eu, já era.

 

Querem brincadeira, gozar com a minha cara, ou de outros que pensam como eu, há outros brinquedos bem mais interessantes e que não me custam os olhos da cara.

 

Ganhem vergonha e cresçam.

 

 

Quando a natureza respira

Foto de sentaqui
 

Habituamo-nos ao suceder dos dias, ora frios, ora cinzentos, de sol ou de frio e nesta roda que gira onde vidas se acostumam ao que sempre tiveram, ou ao que lhes falta, à doença, alegria, amores, paixões , desamores, nascimentos, mortes, mais um ou outro acontecimento que merece ser celebrado e em que julgamos ter tudo como seguro, em que as rotinas se sucedem, com um ou outro percalço, com surpresas que nos enchem a alma, com a solidão para muitos garantida e conformados lá vamos passeando em caminhos , ora rectos, ora mais mal asfaltados, esburacados uns, planos e seguros outros, mas sempre com aquela consciência de que nada do que está previamente prescrito será alterado e tudo é planeado.

 

Mas, de repente e não direi que não estivesse previsto, porque a meteorologia assim o predisse, sabíamos que íamos ter alerta vermelho para todo o país, contudo quando se ouvem estas previsões, há quem encare com alguma leveza o que pode acontecer e outros preparam-se para recolher, sobretudo quando há a sorte destes alertas acontecerem ao fim de semana.

 

Assistiu-se ao pior dos cenários, dramas sucederam-se por todo o país, pessoas desalojadas, prejuízos avultados, bombeiros que trabalharam noite e dia, funcionários da EDP que ainda não pararam e que mesmo assim não conseguiram que tudo voltasse ao normal, plantações completamente destruídas e um sem número de tragédias que são apenas do conhecimento de quem as viveu.

 

E é nestas ocasiões que me sinto pequenina, indefesa, quando confrontada com a força da natureza e é inevitável comparar a força das palavras proferidas por políticos, os desaires futebolísticos, os escândalos desportivos, as guerras por esse mundo fora e pensar que basta uma tragédia que nenhum humano pode controlar para deitar por terra toda a mesquinhez, a irreverência, as lutas pelo poder, as guerrinhas caseiras, as banalidades que nos fazem sofrer...para dar valor à força e à grandeza do mundo que nos rodeia.

 

E neste fim de semana fiquei sentada aqui, com a dispensa recheada, lareira acesa, livros para ler, fotos e filmes para ver e assistir do lado de dentro ao drama que se passava lá fora. Senti-me impotente e no meio de todo o bem estar, inundou-me um desconforto por sentir que nada pude fazer, é que me é permitido criticar política, futebol e tantas outras coisas, mas contra ventos e marés nada há fazer.

 

 

Ps. O título que inicialmente era para colocar era: " Quando a natureza se revolta", mudei de ideias quando ouvi na Tv, alguém dizer, "Quando a natureza respira", escolhi o segundo por me parecer uma expressão mais suave.

 

 

Ser bonito não é pecado, mas...

Monsenhor Georg Gaenswein, Secretário de Bento XVI, serviu de inspiração para a Versace, saiu na capa da revista "Vanity Fair" que dedica a capa da sua edição a este homem de 56 anos que é bafejado com cartas de amor. Fico sentada aqui a matutar se ele as lê ou as ignora. Diz que vai conservar-se límpido como um cristal e segundo o Vaticano vai aparecer cada vez menos, mas em contrapartida vai ter mais poder...está mal.

Na minha opinião homens assim em vez de ficarem fechados, deviam aparecer a toda a hora, podia ser que atraíssem mais fiéis para a igreja, a exemplo do que aconteceu na minha aldeia como já escrevi aqui, em que um padre jeitoso, conseguiu encher a igreja outrora meia vazia.

 

Nem todos têm a sorte de nascer com um bonito palminho de cara e não gosto de descriminar ninguém, mas ver uma carinha laroca à frente dos destinos da igreja, até que era capaz de aumentar a frequência das minhas preces.{#emotions_dlg.angel}

 

 

Com Maria de Vasconcelos a cantar também se aprende

 

No Sábado estive colada à televisão a ver o programa do Hermam José, coisa que raramente acontece.

 

Os convidados eram o Carlos Alberto Vidal (avô cantigas) Pedro Leitão do programa Ziguezague da RTP2 e Maria de Vasconcelos, médica psiquiátrica e autora de canções infantis, com cariz pedagógico que me surpreendeu pela palavra fácil, alegria e sobretudo quando explicou como nasceu o seu projecto.

Tem duas filhas, uma em idade pré- escolar e outra no 3º ano. Aprendeu a tocar viola e desde os seus tempos de estudante que inventava canções para memorizar as matérias mais maçadoras.

 

Hoje tem uma série de canções editadas sobre a grande maioria dos temas que são leccionados na escola.

Com uma voz cristalina dá gosto ouvir estas e tantas outras:

 

Os ditongos a cantar

7dias, 7 notas, 7 cores

Os números a cantar

Canção do Xixi

 

Não duvido que as crianças aprenderão com muito mais facilidade certas matérias que são dadas de forma tradicional.

 

Impressionou-me ainda a maneira despretensiosa e clara como comunica e sentada aqui fiquei a ouvi-la falar subordinado ao tema " Um outro olhar sobre a aprendizagem", que dá a conhecer o precurso e talento desta mulher fantástica. 

 

 

 

 

Há gente com sorte, pena que todos os que vivem na rua, não tenham reportagem na Tv

 

Ontem Mário José da Guia de 48 anos vivia na rua com o seu cão, depois de perder casa emprego e direito a qualquer ajuda.

Hoje e depois duma reportagem da Sic em que contava o percurso da vida deste homem e que comoveu muitos portugueses, não faltaram ajudas e hoje o Mário ganhou emprego, casa e salário.

Pena que seja preciso uma reportagem para alterar a vida das pessoas que sofrem com a crise instalada.

Sentada aqui lembrei-me que seria uma óptima ideia se todas as estações de televisão reservassem um espaço para contar casos idênticos, afinal a maioria das notícias fala de aumento de impostos,  de malabarismos politícos, de catástrofes, de telenovelas noite dentro e umas a seguir às outras, de futebol e um sem número de assuntos que pouco ou nada interessam, pelo menos a mim.

Acredito que ainda há gente com dinheiro e com espírito solidário e que muitas vezes não ajudam porque não sabem para onde canalizar ajudas que são sempre bem vindas.

 

Para quem não viu a reportagem de ontem fica aqui

 

 

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