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Sentaqui

"A maturidade permite-me olhar com menos ilusões, aceitar com menos sofrimento, entender com mais tranqüilidade, querer com mais doçura." (Lya Luft)

Sentaqui

"A maturidade permite-me olhar com menos ilusões, aceitar com menos sofrimento, entender com mais tranqüilidade, querer com mais doçura." (Lya Luft)

Comer orar e amar

 

Li duas vezes o livro, vi o filme que me decepcionou, muitas das mensagens mais profundas não foram transmitidas através das imagens.

Continuo fã desta filosofia de vida. Um dia há que deixar as roupas velhas e ousar, partir, traçar novos rumos, definir outros objectivos, mas para que isso aconteça há que ter uma grande dose de coragem, dizer não ao comodismo, fugir das rotinas e continuar sempre  a comer orar e amar, mas de outra forma, seguindo a nossa intuição, esquecendo o ego e estar disposta a fazer desvios por caminhos aparentemente mais difíceis, mas que no final nos dão outra sabedoria e nos ensinam a ver a vida com mais lucidez, tendo mais certezas daquilo que queremos.

 

O facto de estar sentada aqui, não quer dizer que me instalei comodamente sem pretensões de mudanças. Felizmente elas estão a acontecer quando menos espero, porque Quero e não porque admita que a vida passe por mim.

 

 

Comemoração dos 25 anos de canções de Tony Carreira no Pavilhão Atlântico

Se me dissessem há uns tempos atrás que eu iria ver um concerto do Tony Carreira eu não acreditava. Não sei trautear uma única canção dele, nem nunca segui atentamente a sua carreira, no entanto, apesar do pouco que sabia sobre o seu percurso, sempre admirei a sua postura perante a fama e o êxito que tem alcançado.

 

A convite de algumas amigas, decidi ir, mais a pensar nas fotos que iria tirar, do que no espectáculo propriamente dito.

 

Fiquei rendida, tenho que admitir.

 

O Pavilhão Atlântico completamente cheio, sendo a décima segunda vez que este artista o pisou.

 

Para além do romantismo próprio das suas canções, houve coisas que me surpreenderam:

A qualidade dos músicos

A forma como tudo foi encenado foi divinal.

Surpreendeu várias vezes ao longo do espectáculo e a primeira, sem dúvida a mais comovente foi a aparição de Ricardo Landum em cadeira de rodas porque sofre de esclerose múltipla e é o autor das suas canções.

 

Depois chamou uma pessoa que vive com ele lá em casa, pensei que fosse o filho, mas não, era a sua filha adolescente que cantou uma canção em conjunto com o pai e pela voz, já deu para ver que tem capacidade para seguir as pisadas do pai e do irmão.

 

E para que não se pense que estes temas carregados de emoção podem muito bem ser cantados em inglês, convidou uma búlgara com uma voz portentosa e juntos cantaram em inglês e em português. Por vezes gostamos de músicas estrangeiras e se formos a traduzi-las, transmitem as mesmas mensagens que as do Tony, só que por vezes temos tendência a pensar que o que é estrangeiro é que é bom.

 

Gente de todas as faixas etárias, homens e mulheres cantavam as suas canções e o Pavilhão Atlântico ficou ao rubro.

Para meu espanto dei por mim a dançar, a cantar e a abanar os braços, deixei-me levar na onda e não me arrependi, saí bem disposta e aprendi que se gosto de músicas românticas cantadas por estrangeiros, por que não gostar das do Tony.

25 anos de carreira e de sucesso, com a humildade que lhe é característica, é caso para dizer: Parabéns Tony!

E agora fico sentada aqui a ouvir pai e filha a cantar.

 

 

 

Ele é lindo!

Foto da net

 

-Ele é lindo!, ele é lindo!- dizia-me uma amiga que vai frequentemente a Paris comprar roupas para a sua boutique e que teve a sorte de arejar a vista , quando reparou que José Sócrates viajava no mesmo avião que ela.

 

Como boa conhecedora que é das vestimentas masculinas e femininas, mirou-o dos pés à cabeça e reparou que tudo ali era de qualidade a começar pelos sapatinhos, passando pelo fatinho e outros acessórios, nada que fizesse lembrar as roupitas do Freeport.

 

Respirava charme por todos os lados e agora mais grisalho, ainda acentuava mais a sua classe- dizia-me ela.

 

Quase que aposto, que as vozes que se levantam hoje contra a vinda dele como comentador (incluindo eu), ainda vão ficar coladas à Tv a ouvir um comunicador nato, coisa que falta ao actual governo, que não sabe o significado da palavra comunicação.

Vou ficar sentada aqui a ver o que acontece.

 

Minhas queridas rugas!

Foto tirada por mim

Desde miúda, me lembro de gostar de maquilhagem, talvez influência da minha primeira professora que vinha sempre impecavelmente arranjada, olhos, lábios, unhas e um perfume discreto. Adorava ir até à secretária dela a propósito de qualquer coisa, só para a admirar de perto e pensava cá para os meus botões: um dia quero ser como tu!

 

Os anos foram passando e mal ganhei os primeiros tostões , tratei logo de comprar tinta para me enfeitar. Para treinar chegava à noite e em frente ao espelho, pintava olhos , lábios, um pouco de blush...para logo de seguida lavar tudo e ir dormir.

 

Com o tempo fui lendo e vendo tudo o que se relacionava com o tema e aprendendo técnicas, que umas vezes resultavam outras nem por isso, caindo por vezes em exageros que a idade perdoava.

 

Hoje, já mais madura, encontrei o equilíbrio e há regras que não dispenso, pelo menos em relação aos cuidados a ter com a pele. De manhã há a limpeza, tonificação, hidratação e protecção, à noite cara lavada. A maquilhagem é discreta, um pouco de brilho nos lábios e de vez em quando um toque discreto de cor nos olhos.

 

No dia da mulher um hotel aqui da cidade, resolveu oferecer um workshop gratuito sobre maquilhagem e lá fui eu, já vestidinha e aperaltada para o jantar da noite.

 

Começou com uma parte teórica, nada que eu não soubesse já. Depois passou-se à prática e uma menina, encarregou-se de mim... pó aqui, pó ali, base acolá, olhos com vários tons dentro da mesma cor e quase no final um corrector milagroso de rugas que desapareceram , como que por milagre. Felizmente tenho apenas aquelas rugas de expressão que advêm do sorriso e as do meio dos olhos, isto porque tenho a sorte de não ter uma pele seca.

A borrada final foi pintarem-me os lábios de vermelho, cor que deixei de usar há muito.

 

Quando me olhei ao espelho fiquei aterrorizada, só me lembrava da Sr.ª D. Betty. Agradeci, fui direitinha ao wc e limpei o que estava a mais.

 

Hoje, sentada aqui, prometo nunca mais me meter numa coisa semelhante e continuar com as minhas queridas rugas, que fruto do tempo teimam em fazer sulcos cada vez maiores, mas que me mostram apenas o que sou e aceitar que todas elas são marcas dos caminhos que já percorri e das histórias que já vivi.

 

 

Fuga até à Serra da Estrela

Inesperadamente fui convidada por um grupo de amigos para ir até à Serra da Estrela no fim de semana.

Apesar das previsões do tempo não serem as melhores arriscámos.

Alojamento num excelente hotel no Fundão, que para meu espanto, estava com uma grande ocupação de portugueses. Penso que a crise que se vive está a beneficiar o turismo cá dentro.

 

No Sábado à noite comemos divinamente no restaurante do hotel.

A maioria dos elementos do grupo nunca tinha visto nevar, tiveram tanta sorte que foram abençoados com um belo nevão, que nos impediu de subir à Torre , mas mesmo assim foi motivo de alegria.

 

Tivemos a sorte de apanhar todo o tipo de alterações climatéricas...o sol espreitava de vez em quando, a chuva não foi muita e sou dificultou na hora de comermos o farnel que combinámos fazer para o almoço de Domingo.

Fomos descendo até à Covilhã e a chuva teimava em não parar, mas as arcadas da Câmara Municipal foram o nosso abrigo e pudemos aí saborear os belos petiscos regados com bom vinho e onde não faltou o pão caseiro, bola de carne, frango e carne assada, salgados... e ainda uns bolinhos como sobremesa.

Entretanto parou a chuva, deu para beber um cafezinho no largo da Câmara e o regresso fez-se de forma calma, entrecortado com chuva torrencial e boas abertas.

No final da noite fiquei sentada aqui a rever as centenas de fotos que tirei e sem vontade de tocar em comida, apenas um chazinho me aconchegou nesta noite húmida de Março e sonho com um regresso para breve à serra, mas numa altura em que tenha a certeza que o sol e a Primavera estejam no seu auge, mesmo assim as camélias, magnólias e amores perfeitos já davam um ar da sua graça.

 

 

 

Eu, mulher...inspiro, expiro e relaxo

 

Foto de sentaqui

Uma vida pautada por muito trabalho, em que mal tinha tempo para respirar, muito menos para pensar.

Uma vida de rotinas avassaladoras em que me era exigido muito daquilo que eu pensava não conseguir dar.

A certeza que tudo devia ser feito naquele tempo, sem lugar para erros, sem hipótese de contestar e de pôr em causa se o que fazia era o que mais se coadunava com a minha maneira de ser e estar, continuava, como se de uma autómato se tratasse.

A agitação, os desafios constantes, fizeram durante anos parte do meu dia a dia.

 

A miúda refilona, contestatária, líder, irreverente que encabeçava as rebeliões juvenis, defendendo com unhas e dentes os seus ideais, combatendo injustiças, dizendo sem papas na língua o que pensava, trazendo-lhe consequentemente punições que aguentava de lábios cerrados, mas convicta que estava a lutar pelo que acreditava, viu-se de repente num lado oposto, em que a acomodação e a revolta interior iam crescendo, sem muitas vezes dar por isso.

 

No tempo certo, tudo se alterou e percebi, depois de alguma reflexão que tudo teve um propósito, que bem administrado, serviram para conquistar um equilíbrio e tolerância que passei a colocar em prática intuitivamente e sem esforço.

 

Digamos que as agruras, o entusiasmo desmedido, serviram para percepcionar e compreender atitudes de todos os que por mim têm passado.

 

Se estou acomodada? Não, de modo nenhum, simplesmente aprendi a separar o trigo do joio, a não me desgastar com assuntos que não me trazem nenhuma mais valia, a dar importância ao que serve para o meu crescimento interior, numa eterna busca pela sabedoria.

 

E hoje esta mulher que escreve sentada aqui, tem consciência plena do papel que tem de desempenhar no mundo, sem cair em exageros, apenas inspirando, expirando, relaxando e continuando uma caminhada que pode não ser por vezes a mais fácil, mas é sem sombra de dúvida a que me faz sentir mais mulher, mais segura, mais confiante e acima de tudo mais tolerante.

 

Truques culinários - l

Foto de Sentaqui

Nunca estive sentada aqui a escrever sobre culinária. Na verdade, tempos houve em que me dediquei a ela de alma e coração e ao longo dos anos fui aprendendo umas coisas, não por ter tirado algum curso, mas por gosto algumas vezes, outras por obrigação.

 

Cheguei à idade adulta e mal sabia estrelar um ovo, mas de repente e como a vida dá muitas voltas, tive de aprender a fazer um pouco de tudo e a verdade é que me especializei em alguns pitéus, sim porque ainda hoje só me sai bem aquilo que gosto de cozinhar.

 

Hoje, mais preguiçosa, limito-me a fazer coisas simples, que evitem o caos na cozinha e que ao mesmo tempo sejam saudáveis.

Já passou o tempo das feijoadas, dos cozidos, dos bacalhaus mais ou menos elaborados, dos bifes com batatas fritas...e hoje a sopa, os legumes, as saladas fazem parte do meus menus diários, excepção feita quando em grupo vou a alguma jantarada, aí não me poupo e de um momento para outro estrago o que faço no dia a dia, mas perdoa-se o mal que faz pelo bem que sabe. 

 

Durante o meu percurso culinário o que mais me atraía eram os truques que uma ou outra pessoa me ensinava , vai daí decidi inaugurar neste blog o primeiro deles, se calhar, para quem vem aqui, este truque não é novidade, de qualquer forma resolvi partilhar.

Sem conotação política deixo aqui o truque da laranja:

 

Para quem é avesso a gorduras se se colocar, por exemplo, numa feijoada uma laranja inteira, toda a gordura é absorvida e o paladar fica inalterável.

Quem quiser começar com uma coisa mais simples, sugiro que se coza uma linguiça com a laranja  e no final pode constatar-se que a gordura se foi e o gostinho é o mesmo, se abrirmos a laranja podemos ver que a gordura passou toda para dentro dela.

 

Isto vale para quem não quer ver o nível de colesterol a aumentar, ou o pneu na barriguinha a crescer, agora para quem gosta de gordurinhas e até se consola, ensopando um naco de pão no molho, pois usem e abusem. Há certos prazeres que são inegáveis e uma verdadeira tentação.

 

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