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Sentaqui

"A maturidade permite-me olhar com menos ilusões, aceitar com menos sofrimento, entender com mais tranqüilidade, querer com mais doçura." (Lya Luft)

Sentaqui

"A maturidade permite-me olhar com menos ilusões, aceitar com menos sofrimento, entender com mais tranqüilidade, querer com mais doçura." (Lya Luft)

Dia Mundial do Jazz

Foto minha
  

Há dias para tudo, mesmo para aqueles que não valem a pena, mas jazz é um estilo de música que gosto muito, embora não seja todo o género que me agrade.

 

Despertei tarde para aprender a gostar, mas agora não o dispenso e aqui em casa sempre que possível toca baixinho, envolvendo-me numa doce sensação de bem estar.

 

Tenho pena de não poder ir hoje ao meu bar preferido " O Trombone" , onde só passam jazz, também se bebem as melhores caipirinhas do Oeste.

Sendo assim fico sentada aqui a ouvir Lisa Ekdhal cantando Deep Inside Your Dreams

 

 

 

O 25 de Abril passou e eu não dei por isso

Esparta e Atenas, dois modelos que marcaram a minha vida de estudante quando estudei história grega. Desde logo o sentido de democracia me cativou quando li e reli todo o conceito de democracia que se vivia há muito tempo atrás em Atenas.

 

Chegou 74 e eu, ainda ingénua e sem ter sentido na pele os efeitos da ditadura, comecei a aperceber-me dos que tanto sofreram por não se terem calado...pide, prisão, torturas.

 

Dentro de mim começou a surgir a ideia de justiça, igualdade e fraternidade lutando e apregoando com fervor todos os ideais que passaram a mover-me desde que tomei consciência de tanto sofrimento, foi como se quisesse minimizar de forma indirecta, prestar homenagem e agradecer a todos aqueles que contribuiram para que eu pudesse exprimir-me livremente.

 

Como foi diferente o 25 de Abril de 2013 dos outros que ficaram para trás!

 

Ontem levantei-me cedo, reuni-me com amigos, comemos, bebemos conversámos, rimos e ninguém abriu a boca para dizer fosse o que fosse sobre este feriado. Não liguei a Tv, não faço ideia de quem discursou e do que se falou e francamente nem tenho curiosidade em saber, porque calculo que tenha sido mais do mesmo.

 

Hoje só penso sentada aqui na palavra que melhor define o estado da nação, não é uma ditadura, uma democracia tão pouco, gostava de inventar uma palavra para definir este novo modelo de vivência política que se vive actualmente no meu país. Faltam-me as ideias, talvez porque tudo é escandalosamente estranho e não haja definição possível.

 

Amar a leitura- Dia Mundial do Livro

Foto minha

Ando com pouco tempo para leituras e na minha mesa de cabeceira mora há uns tempos " Jesus Cristo bebia cerveja" de Afonso Cruz, sugestão feita no blog Numa de Letra, mas o cansaço faz com que leia meia dúzia de páginas e adormeça apesar do livro ser daqueles que prende.

 

O importante para mim é ler todos os dias um pouco, faz com que me abstraia do mundo e entre na vida de cada personagem, para além das aprendizagens que daí advêm.

 

Hoje para assinalar este dia deixo uma excerto de um dos últimos que li e cujo resumo deixei aqui:

 

"O que nos retém na vida é a invisível arquitectura do medo. É ela que nos mantém nas nossas zonas de conforto, que são, na verdade, os lugares menos seguros para se viver. Na realidade o maior risco na vida é não assumir riscos. Mas de cada vez que fazemos aquilo que tememos, recuperamos o poder que o medo nos roubou pois do outro lado do medo reside a nossa força. Cada vez que entramos no desconforto do crescimento e do progresso, ficamos mais livres.

Quanto mais medos atravessamos, mais poder recuperamos. Desta forma, tornamo-nos temerários e poderosos e somos capazes de viver as vidas dos nossos sonhos."

 

Estas são sem dúvida as palavras que melhor se adequam ao momento que estou a viver e talvez um dia sentada aqui escreva sobre o assunto.

 

"Amar a leitura é trocar horas de fastio por horas de inefável e deliciosa companhia. 

(John F. Kennedy)      

 

      

O preço proibitivo de uma cevadinha em Sintra

Depois de algum tempo a passear pelas ruelas de Sintra e como o dia estava ensolarado a sede chegou.

 

Sentei-me numa esplanada e pedi uma imperial que foi servida não num copo normal, mas numa pequena caneca. A acompanhar e para meu espanto em vez dos tradicionais tremoços, puseram-me umas azeitonas à frente.

 

Como a cerveja é um bom diurético perguntei pela casa de banho, responderam-me que era noutro café do outro lado da estrada. Lá fui, depois de descer umas escadas escuras. Para mal dos meus pecados, estava imunda e sem papel higiénico, por acaso levava lenços de papel, senão lá tinha eu de procurar no fundo da mala algum daqueles papéis inúteis que existem sempre na mala das senhoras.

 

Quando regressei pedi a conta e uma cevadita custou-me a  módica quantia de dois euros e sessenta, fiquei sem saber se este preço também incluía a meia dúzia de azeitonas que comi, sem as ter pedido.

 

Olhei à volta e reparei que na esplanada todos os clientes eram estrangeiros e então percebi que a portuguesita pobretanas, armou-se em rica e tramou-se.

 

Agora sentada aqui, penso que quando voltar a Sintra, levo uma geleira com umas bejecas bem fresquinhas ou então a água também é uma boa opção.

 

 

Falando de cruzeiros

Foto da net

Hoje estava sentada aqui a ver as notícias da Sic, onde passou uma reportagem sobre o cada vez maior número de cruzeiros que aportam em Lisboa, bem como dos portugueses que preferem este tipo de viagens e lembrei-me do único cruzeiro que fiz, já lá vão muitos anos, mas que deu para nunca mais esquecer.

 

Juntou-se um grupo de vinte e cinco casais e rumámos até Marrocos. Casablanca não me agradou particularmente, talvez porque não estava preparada para aquele estilo de vida e para os usos e costumes daquela gente. O trânsito é caótico, as ruas estreitas em que éramos constantemente assediados para comprar todo o tipo de coisas e mesmo que não estivéssemos interessados na compra, não nos largavam sem que fizéssemos uma oferta. Valeu a visita à mesquita, que era linda.

 

Agora a vida a bordo foi fantástica, apesar de termos tido um pequeno susto com o mar alterado, só alguns enjoaram e tudo voltou ao normal.

A piscina era o sítio mais frequentado, mas a animação era constante... teatro, dança, jogos, cinema e muita simpatia por parte da tripulação.

 

A noite era o ponto alto quando chegava a hora de jantar. Vestíamo-nos a rigor, éramos servidos com requinte, a comida era óptima e tudo terminava com baile, para os pés de chumbo, nada como uma conversa refastelados nos sofás bebericando.

 

Felizmente foi no tempo das vacas gordas quando não havia troikas nem roubos. Hoje sonho, pois, porque a avaliar pelos últimos acontecimentos, fico-me pelo sonho, mas que gostava de fazer um até aos fiordes da Noruega, lá isso gostava.

 

O que mudou hoje

As botas foram substituídas por sandálias, as calças por um vestido, o casaco pesadão ficou arrumado e em lugar dele foi um mais leve.

 

Pude saborear umas deliciosas amêijoas à beira mar e até me apeteceu um gelado.

 

Passeei descalça à beira mar, como tanto gosto.

 

Tive coragem de não arredar pé, até ver o espectáculo que me oferece sempre em dias ensolarados como o de hoje, sem fotografar um fantástico pôr do sol.

 

Olhei para a cara das pessoas e sentia-as mais alegres, mais descontraídas e se calhar até esqueceram as preocupações que nos andam a martirizar, mas hoje até decidi não falar de política nem de políticos.

 

Agora fico sentada aqui, para ver se vêm mais dias assim, ou se foi só um arzinho de graça que o sol nos quis dar

 

 

De novo sentada aqui

Escolhi esta foto que tirei na praia de Azenhas do Mar, porque não me esqueço que todas as que lá tirei foram as causadoras do bloqueio que aconteceu no meu Pc.

Quando cheguei a casa fui descarregá-las no Picasa e qual não foi o meu espanto quando deu erro e a partir daí nunca mais funcionou.

 

Eu, armada em informática, passei longas horas a instalar e desinstalar, a fazer downloads atrás uns dos outros e sem resultado, antes pelo contrário, saíram os maiores disparates que eu alguma vez vi num computador e tanto fiz que a mensagem final era mais ou menos isto: CONSULTE UM TÉCNICO, para resolver o problema...nunca imaginei que um simples Pc muito subtilmente me estivesse a chamar burra. Burra talvez seja forte demais, mas teimosa isso sim e o resultado foi passar uns dias sem esta máquina.

 

Tive sorte porque encontrei um informático que estava a precisar de ganhar umas coroas e de um dia para o outro desinstalou e formatou tudo o que aqui tinha. Tirou o lixo, limpou o teclado, e ei-lo de novo a reluzir e bem mais rápido e pela módica quantia de 25 euros, baratíssimo comparado com o que as empresas da especialidade praticam por aqui.

 

De início entrei em parafuso porque não estava a imaginar a minha vida sem internet, depois a pouco e pouco fui percebendo que ele passou a ser perfeitamente substituível e a prova foi que tive oportunidade de fazer outras coisas que me estavam a passar ao lado e até apareceu mais trabalho.

 

Não escondo que as saudades da blogosfera foram mais que muitas, mas valeu-me um outro bem velhinho que supriu de modo muito lento a curiosidade em ler o que se ia escrevendo, mas fiquei como que adormecida e não me tem apetecido escrever.

 

Agora vou tentar ficar sentada aqui mais tempo e ir escrevendo mais umas quantas peripécias de uma vida que tento viver da melhor forma possível.

 

 

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