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Sentaqui

"A maturidade permite-me olhar com menos ilusões, aceitar com menos sofrimento, entender com mais tranqüilidade, querer com mais doçura." (Lya Luft)

Sentaqui

"A maturidade permite-me olhar com menos ilusões, aceitar com menos sofrimento, entender com mais tranqüilidade, querer com mais doçura." (Lya Luft)

Hoje só me apetece cantar "Nasce Selvagem" por que será?

 

Sentada aqui só me lembro dos 160 mil euros que se gastaram com a visita do Pr às Selvagens e como quem canta seus males espanta eu não me canso de trautear: quando alguém nasce , nasce selvagem" , pois só pode , porque se não fosse deixava-se estar na sua casita e bastava ir ao youtube para ver as avezinhas e toda a ilha.

 

Assim fico por aqui a ver voar mais umas massas que faziam um jeitão a tanta gente.

 

 

Sobre a minha primeira reclamação por escrito

Foto minha

 

Nunca tive necessidade de reclamar por escrito fosse o que fosse , as minhas pequenas discordâncias têm-se resolvido cordatamente e com tolerância.

 

Ontem pela primeira vez na vida vi-me na necessidade de fazer uma reclamação no Hospital de Santa Maria.

 

Tinha uma consulta marcada na cirurgia estética porque um dos buracos de uma orelha onde geralmente andam brincos pendurados, resolveu rasgar e lá se foi o furinho, não me impedindo contudo, de continuar a usar estes adornos que foram substituídos por brincos de mola.

 

Fui à minha médica de família e de imediato enviou um mail para o Hospital de Santa Maria para que o problema fosse solucionado. Admirei-me com a rapidez da marcação e recebi uma carta a dizer para me apresentar no 9 do 7 pelas 9 da manhã, mas sugeriam que estivesse meia hora antes.

 

Felizmente arranjei boleia de uma amiga que trabalha em Lisboa e vai sempre muito cedo e mesmo antes das 8 e 30 lá estava eu.

 

Dirigi-me ao balcão de atendimento depois de tirar a minha senha e de ser atendida por duas simpáticas funcionárias administrativas que me disseram para aguardar. Como eu, foram chegando outras pessoas para diferentes especialidades.

 

Esperei, esperei e às 10 horas levanto-me e pergunto se a doutora já tinha chegado, disseram-me que não.

 

Voltei à minha cadeira e às 10 horas e 30 m voltei a levantar-me e a fazer a mesma pergunta, disseram-me então que a doutora já estava a atender, achei estranho estar ainda ali apesar de ter sido das primeiras a chegar e questionei as senhoras sobre o assunto e ouvi o inesperado:

- Ah, a doutora Marta é que gere as consultas, nós não temos acesso a isso, ela é que decide quem consulta, independentemente da hora a que chegam. Perguntei se era uma prática normal, responderam-me que não, mas que nada podiam fazer.

 

Sentei-me de novo e comecei então a ficar furibunda...11 horas e nada. Chegou uma senhora muito depois de mim e foi chamada.

 

Quando vi aquilo levantei-me de novo e alto e bom som perguntei às senhoras que não tinham culpa nenhuma se achavam justo e disse logo que ia fazer uma reclamação por escrito. Muitos dos presentes anuíram com a cabeça e um ainda se atreveu a dizer:- Sabe minha senhora, é o país que temos, ao que eu respondi, temos um país assim porque nos calamos.

 

Finalmente às 12 e 30 fui chamada pela simpática e jovem doutora, cumprimentámo-nos com o melhor dos sorrisos, mostrei-lhe a orelha, (ingenuamente pensei que ia ser costurada nesse dia) e disse-me que ia marcar e que aguardasse, que lá para o final do verão fazia-se então a cirurgia.

 

Foi então a vez de ser eu a questioná-la com o mesmo sorriso e fazendo-me de parva:

-Por favor doutora, pode esclarecer-me quais os critérios que usa para chamar os seus doentes?

Respondeu-me que era consoante os casos, que os que iam fazer pensos eram os primeiros.

-Tudo  bem -  respondi - mas acha correcto que me mandem estar aqui às 8h e 30m  e que tenha sido atendida só agora? Encabulada, balbuciou uma série de justificações que já não me interessavam e aconselhei-a a rever as suas metodologias. Despedi-me sem animosidade alguma, só eu sei como estava por dentro, dirigi-me de novo ao balcão de atendimento e perguntei onde se podia fazer uma reclamação. Alguém ainda perguntou incrédulo se ia mesmo reclamar e respondi que sim, notei sorrisos de contentamento nas pessoas que tal como eu estavam há horas à espera. 

 

Fui atendida por uma simpática assistente social que me ensinou a redigir a carta e ainda me confessou que a maior parte dos médicos chegam todos os dias atrasados e que eu estava a fazer uma coisa que muita gente deveria fazer. Depois de me dar a fotocópia do que tinha escrito informou-me que dentro de aproximadamente 15 dias iria receber a resposta do director do hospital e agora resta-me ficar sentada aqui a aguardar  ansiosa por saber que justificação que o senhor me irá dar e torcer para que algo mude com esta atitude.

 

Uma coisa é certa, fiquei satisfeita comigo, porque considero-me uma pessoa tolerante , mas não admito, nem ninguém deveria admitir faltas de respeito, lá porque precisamos de cuidados ou estamos doentes, não significa que se dêem ao luxo de usar e abusar de quem tem a pouca sorte de ter de ir parar a uma hospital, afinal somos todos nós, com os nossos impostos que lhes pagamos os ordenados.

 

 

 

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