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Sentaqui

"A maturidade permite-me olhar com menos ilusões, aceitar com menos sofrimento, entender com mais tranqüilidade, querer com mais doçura." (Lya Luft)

Sentaqui

"A maturidade permite-me olhar com menos ilusões, aceitar com menos sofrimento, entender com mais tranqüilidade, querer com mais doçura." (Lya Luft)

O meu filho é bombeiro voluntário

Foto de Sentaqui

 

Desde os 16 anos que quis alistar-se na corporação de bombeiros do concelho. Desde essa altura tem sido uma devoção, dedicação e entrega, apesar de ter outro emprego e por vezes estar bem longe, sempre que pode e mesmo sem ser chamado passa pelo quartel para saber se precisam dele.

 

Hoje disse-me que ia lá dormir, que entrava às 19 horas e que jantava e dormia lá.

Telefonei-lhe  há pouco a perguntar se já tinha jantado...resposta:

-Não mãe, estou num incêndio.

Desliguei de imediato e coração de mãe estremeceu. Ouço as sirenes, não sei onde é nem a extensão. Quero manter o meu optimismo e acreditar que tudo vai correr bem, mas e há sempre um mas, quando leio e vejo as notícias e fico a par das tragédias que têm acontecido, não sou capaz de ficar indiferente.

 

Muito se tem falado sobre a actuação dos bombeiros, uns dizem que não há estratégias nem formação, que se deviam rever certas condutas e há ainda quem defenda segundo o que li  que há zonas que deviam arder dadas as más condições de acesso e que põem em perigo muitas vidas, enfim, agora muito se fala, mas quando tudo acaba, tudo se esquece e a prevenção, a limpeza das florestas, a responsabilização das autoridades competentes, deixa de ser uma prioridade.

 

Penso sentada aqui e com uma comoção desmedida nas cinco vítimas que pereceram até esta altura e no sofrimento das famílias e colegas.

 

Até quando vai continuar esta ausência de responsabilização por parte daqueles que devem tomar medidas drásticas para que estas tragédias não se repitam?

 

 

A (D)eficiência dos nossos serviços públicos

Ontem tive de ir renovar o meu passaporte que já tinha caducado em Julho, sem que eu me apercebesse. Como vou precisar dele muito em breve, vi-me obrigada a pedir um com urgência, ou seja, pede-se num dia e está pronto no dia a seguir, pela módica quantia de 95 euros.

 

Cheguei à Conservatória, tirei a minha senha e para meu espanto uma hora depois estava despachada.

 

Hoje fui lá para o levantar, tirei a senha "levantar passaporte" não estava ninguém à minha frente para o mesmo efeito e esperei, convencida que em 15 minutitos estava despachada. Passou meia hora e nada, levantei-me e perguntei se demoraria muito tempo para levantar o dito cujo, disseram-me que era o sistema que chamava, portanto a mão humana não tinha nada a ver com o assunto e eu a pensar que o tlim, tlim era accionado pelas funcionárias.

 

Enquanto esperava fui observando como, com uma calma enervante, as senhoras que iam medindo, tirando fotos, impressões digitais às criancinhas  iam tendo tempo para fazer perguntas e brincar:- como te chamas?- já andas na escola?- ai que vestido lindo que tens! e aqui a Maria iam esperando. Passou uma hora, algumas saíram para almoçar e eu já com o estômago a doer com fome. Hora e meia depois, lá recebi o bendito passaporte.

 

Já em casa e sentada aqui, tentei perceber o porquê desta lentidão e veio ao de cima, depois de passar a raiva, a compreensão e deduzi, não sei se bem se mal, que se os funcionários de certas repartições fossem rápidos a fazer o trabalho, não haveriam filas de espera e alguém lá do alto poderia ter a péssima ideia de os dispensar, já que que estamos em época de contenção de despesas.

 

Pronto, estão perdoados, pensei eu cá para os meus botões e para a próxima vou prevenida com um bom farnel e uma grande dose de paciência.

 

 

De volta a casa

 

Foto de Sentaqui

 

Depois de quase um mês fora de Portugal, finalmente regressei e estou de novo sentada aqui.

Apesar de adorar viajar, sabe-me sempre bem voltar, abraçar quem mais amo e ver o mar, sim, porque num país onde não há há mar, apesar de ser maravilhoso, aquele cheirinho a maresia, os finais de tarde, o pôr do sol, as ondas que deslizam preguiçosas no areal, são coisas que não dispenso e que sinto falta.

 

Depois vem o menos bom...abrir a caixa do correio que estava a abarrotar de publicidade e de facturas por pagar e outras já pagas, causam-me logo calafrios e fico logo com o desejo de fugir de novo. A casa que ficou limpa, como que por artes mágicas, tem pó, não cheira a fresco e lá tem a Maria de entrar de fascina e de aspirador e pano do pó em punho,  transforma-se em gata borralheira. Há que desfazer a mala, lavar, arrumar..enfim, uma canseira!

 

Caio numa realidade a que me tinha desabituado, ligo a Tv leio o que se vai publicando na blogosfera... as desgraças e programas foleiros cá estão, para acabarem de vez com o meu mundo de sonho e lembrarem-me que estou em Portugal, este país que eu, apesar de tudo adoro, mas que me deixa de rastos quando percebo e tomo conhecimento que o Governo continua a desgovernar, o país está a arder, a irresponsabilidade continua e afinal nada mudou.

 

Felizmente os verdadeiros amigos não mudaram e chovem telefonemas e convites para um cafezinho para colocar a conversa em dia.

 

E enquanto não me passa esta sensação de desconforto e não me adapto à realidade, vou fingir que tenho um botão "On" e "Off", para ouvir só o que me faz sorrir e desligar quando a coisa virar para o torto.

 

 

 

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