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Sentaqui

"A maturidade permite-me olhar com menos ilusões, aceitar com menos sofrimento, entender com mais tranqüilidade, querer com mais doçura." (Lya Luft)

Sentaqui

"A maturidade permite-me olhar com menos ilusões, aceitar com menos sofrimento, entender com mais tranqüilidade, querer com mais doçura." (Lya Luft)

Cantam-se vitórias, choram-se derrotas...enfim, é sempre mais do mesmo

Como em todas as eleições a que tenho vindo a assistir ao longo destes anos de democracia (se é que a temos) o cenário é sempre o mesmo e já quase nada me surpreende.

 

Foto de Sentaqui

Há uma outra coisa que me deixa estupefacta, uma delas é ver os aplausos a um homem corrupto que está na cadeia, ser aplaudido, só mesmo em Portugal. Surpreende-me ainda o facto dos portugueses se esquecerem facilmente do passado e constatar que se hoje houvessem eleições o vencedor seria o PS.

 

Obviamente todos reconhecemos que temos um mau governo que não tem tido capacidade para fazer frente às dificuldades que atravessamos e não é minha intenção desculpá-los pelas políticas desastrosas que têm colocado em prática. O que me deixa mais constrangida e chocada é saber que para chegarmos ao estado calamitoso em que estamos não pudemos imputar culpas apenas a este governo, o mal já vem de longe e PS e PSD são sem dúvida responsáveis pelos erros que se têm vindo a cometer ao longo dos anos.

 

O que mais me choca  e desanima enquanto estou sentada aqui a escrevinhar sobre política, assunto do qual fujo dissertar porque estou completamente avessa a ela e aos políticos do nosso país, não posso, contudo, deixar passar em branco este momento, tendo consciência de que, como cidadã comum e nada vocacionada para enveredar para este tipo de prosa, hoje constato com muita tristeza que estamos num país que é perito na dança do " Vira"...ora agora viras tu ora agora viro eu e continuamos sem alternativas credíveis que me levem a acreditar que Portugal um dia sairá do fosso que tem vindo a cavar e onde não vislumbro luz ao fundo túnel.

 

 

 

 

Não se acostume com o que não o faz feliz

 

Foto de Sentaqui

Não se acostume com o que não o faz feliz, revolte-se quando julgar necessário.
Alague seu coração de esperanças, mas não deixe que ele se afogue nelas.
Se achar que precisa voltar, volte!
Se perceber que precisa seguir, siga!
Se estiver tudo errado, comece novamente.
Se estiver tudo certo, continue.
Se sentir saudades, mate-as.
Se perder um amor, não se perca!
Se o achar, segure-o!

Silvana Duboc

 

Num momento de pausa, de reflexão, onde nada que pudesse dizer teria importância, aguardo sentada aqui e com muita esperança, a vontade de banir da minha vida tudo o que não me faça feliz. É fácil? Não não é, mas quem disse que a vida era fácil?

 

 

Que me perdoem os encalorados

Foto de sentaqui

Cada vez estou mais alérgica ao sol, ao calor em demasia e até mesmo os banhinhos de sol estão a ser cada vez mais escassos. Deve ser da idade, sei lá, mas afligem-me os dias em que mal posso respirar, o suor, a falta de força para fazer coisas que gosto debaixo de um sol abrasador e este ano não nos podemos queixar, porque até mesmo  na zona onde vivo que costuma ter verões amenos este ano foi bem quente para alegria daqueles que gostam de torrar.

 

Associo sempre o verão a confusão, as pessoas ficam diferentes, os ânimos alteram-se, os preços sobem, filas intermináveis e estacionamentos nem vê-los.

 

Finalmente chegou o meu querido Outono, senti na cara os primeiros pingos de chuva, a relva e a terra molhada já têm o cheirinho que tanto gosto.

 

As cores da natureza já têm uma paleta de tons mais variados e eu que gosto tanto destes tons alaranjados, acobreados e castanhos.

Sabe-me bem passear no jardim e sentir as folhas secas a estalarem debaixo dos meus pés.

Sabe-me bem um certo recolhimento, um silêncio natural onde me encontro e me faz contemplar com mais serenidade a vida e a minha vida.

 

Finalmente posso ficar sentada aqui e usufruir desta calma que me enche a alma e me traz a  tranquilidade que me preenche e tornam os meus dias mais ricos e onde me sinto mais solitariamente acompanhada.

 

 

Perdi o livrete do meu carro...e agora?

Foto da internet

Nunca deixo os meus documentos no carro e andam sempre comigo, como mudo muita vez de mala, eles estão dentro de uma bolsinha transparente que me acompanha sempre. Desta vez não sei que voltas dei, a bolsa não aparece.

 

As minhas gavetas nunca estiveram tão arrumadas, a roupa dos meus roupeiros está impecavelmente ordenada, as caixas onde guardo cintos, as bolsas de bijutaria, as malas com roupa de inverno, tudo, mas mesmo tudo está um brinco, porque nestes últimos dias não tenho feito outra coisa a não ser procurar, até dois sacos de lixo que deviam ter sido despejados, foram passados a pente fino de luvas em punho, o certo é que o bendito livrete não aparece. 

 

Pedir um novo vai custar-me a módica quantia de cinquenta euros, mas antes de o fazer fui à polícia, já um pouco tarde, é certo, perguntar se alguém tinha entregue o meu documento. Só estava um polícia de serviço que estava a redigir queixas, portanto preparei-me para esperar.

A dada altura passa um agente já sem farda, porque ia sair do serviço, mas viu-me ali e perguntou-me o que estava a fazer ali, talvez pudesse ajudar.

Contei-lhe ao que ia, ele por sua vez perguntou ao colega, o tal que estava a redigir as queixas e mesmo sem ir ver disse que ninguém tinha entregue documento nenhum.

 

Cheia de boa vontade e agradecida pela disponibilidade do senhor disse-lhe que voltaria no dia a seguir, para me passarem um papel a dizer que tinha perdido o livrete e pensava eu que com essa atitude podia procurar durante mais algum tempo e só depois pedir um novo livrete.

 

O meu espanto veio com a resposta:

-Bom minha senhora, podemos passar-lhe esse documento, mas ele não vale nada, caso seja mandada parar e lhe calhe um colega que não perdoe  é multada, se ele estiver bem disposto até se pode livrar disso.

 

Fiquei de boca aberta, muda de espanto e nem retorqui, para quê? Mais sincero o senhor não podia ser.

 

E fico sentada aqui a pensar que a lei e a justiça ao ser aplicada depende da boa disposição de quem tem poder neste país, ao que nós chegámos!

 

Amanhã bem cedo, já resolvi ir oficializar o meu pedido e pode ser que haja um polícia bem disposto que me diga o contrário, mas antes disso vou continuar a minha incansável procura e pode ser que os santinhos me ajudem e o bendito livrete apareça num qualquer sítio onde ainda não tenha vasculhado.

 

 

Estou numa de Zumba

Podia ficar sentada aqui a falar da guerra na Síria, no tiroteio em Washington, nas cheias do Colorado, no atribulado início do ano lectivo, do contrato milionário do Ronaldo, das autárquicas e por aí fora, mas quero esquecer desgraças e hoje decidi que devia começar a mexer o corpinho e aprender Zumba.

 

Tenho um ginásio debaixo do meu apartamento, mas nunca me senti atraída pelo espaço nem pelos gestores, para já não falar da barulheira que começava às sete e meia da manhã, dos decibéis que entravam nos meus ouvidos e da mensalidade que era altíssima.

 

Felizmente a gerência mudou e a simpatia reina por ali. O barulho deixou de se ouvir tão cedo, o espaço foi renovado e há a possibilidade de fazer uma aula seja do que for ou então pagar uma mensalidade muito acessível. Já me deram a possibilidade de andar na passadeira, de fazer cycling e hoje comecei com o zumba.

 

Alegria, boa disposição e não há competição, cada um faz ao ritmo que pode.

 

Estou um bocadinho perra e doiem-me os ossinhos todos, mas a leveza mental supera tudo e estou ansiosa pela próxima aula.

 

Esqueço durante algum tempo as coisas que me desgastam e é uma espécie de lavagem da alma.

 

Ora então toca a zumbar!

 

 

 

A Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro aprovou uma lei que subscrevo na íntegra

 

Segundo o SOL o Rio de Janeiro aprovou uma lei que proíbe o uso de máscaras em protestos, quanto a mim , nada mais certo, afinal há por lá tanta gente gira que é uma pena andarem de cara tapada quando lhes assiste o direito ao protesto e indignação sobre a corrupção e desigualdades sociais que acontecem por lá.

 

Afinal os corruptos também andam de cara destapada e não se coíbem de continuar a esbanjar à descarada e a promover cada vez mais o compadrio, a injustiça social, a inoperância das instituições e a falta de humanidade para com os mais desfavorecidos.

 

Sentada aqui prevejo com algum temor o que irá acontecer nos grandes eventos que irão acontecer no Brasil nos próximos tempos e mesmo que pudesse era país que nesta altura não escolheria como destino de férias.

 

 

Ao que um político se sujeita quando está em campanha eleitoral!

Foto de Sentaqui

 

A minha cidade está coberta de graffitis, ou melhor riscos e rabiscos por tudo quanto é parede, tornando-se já uma praga.

 

Hoje, enquanto estava sentada aqui a ouvir as notícias, vi o António José Seguro por estas bandas tentando com uma máquina de jacto de água limpar os ditos rabiscos, mas, para não sujar o fatinho , vestiram-lhe um de plástico transparente e colocaram-lhe uma máscara na cara. Que figurinha ridícula! Claro que a coisa não resulta com jactos de água, só com uma rebarbadora se consegue limpar a porcaria das paredes, mas isso já era violento demais para o senhor.

 

Também eu uso uma máquina dessas para limpar as minhas carpetes e não preciso de me vestir de forma especial, o máximo que pode acontecer é despir-me no fim devido a algum jacto mal orientado  que me deixa encharcada, mas no verão até sabe bem.

 

Preparemo-nos então, vêm aí a eleições autárquicas e pela certa vamos ver muitos candidatos a fazerem as coisas mais inusitadas, para caçarem mais uns quantos votos.

 

Político sofre!{#emotions_dlg.tongue}

 

 

Fui mordida pela mosca tsé tsé, só pode

Foto de Sentaqui

Por norma durmo mal, mesmo estando podre de sono no sofá, chego à cama a cabeça começa a rodar a mil e  do sono nem sinal.

 

O situação mudou logo que me ausentei do país durante quase todo o mês de Agosto e tudo se inverteu. Caía na cama adormecia logo, deitava-me no sofá a meio da manhã e dormia, depois de almoço era certa mais uma soneca, mesmo com televisão acesa e crianças a brincar na sala. Aconteceu isto durante quinze dias, depois as sonecas durante o dia terminaram e à noite mal punha a cabeça na almofada, não havia pensamento que me vencesse e a noite era passada no mais reconfortante descanso.

 

Ainda hoje e sentada aqui, me pergunto como foi possível tal transformação. Será que o facto de não ver e ouvir na Tv portuguesa as barbaridades que se passavam no nosso cantinho, me deixaram sem stress? Será que me mordeu, sem que eu desse por isso a mosca do sono?

 

De novo em casa, tento não ouvir o Coelho e os seus acólitos, com receio que a espertina volte de novo, portanto o meu estado continua em modo sonâmbulo e peço aos anjinhos todos que esta paz se mantenha.

 

 

A Gaiola Dourada

 

Há muito que não punha os pés numa sala de cinema, mas tanto ouvi falar do filme Gaiola Dourada e do êxito que tem tido aqui e lá fora, que ontem resolvi  ir e não me arrependi. É de facto um filme extremamente bem feito com humor e comovente sendo que de vez em quando nos deixa com uma lagrimita no canto do olho.

 

Realizado pelo luso francês Ruben Alves este filme tem tido um êxito enorme e já foi visto por milhão e meio de europeus, sendo a produção custeada apenas com dinheiro francês, por cá já tem audiência e êxito notáveis

 

O papel dos dois personagens principais é brilhantemente interpretado por Joaquim de Almeida e Rita Blanco.

 

Sinopse

 

Intrinsecamente português, A Gaiola Dourada é, antes de mais, uma brilhante e inteligente comédia expedita que nunca perde o timing do seu humor e a perspicácia das suas referências culturais. Não obstante a sua intenção primordial de entreter e causar boa disposição, uma sentida e sábia homenagem ao emigrante português e à sua constante luta em terras estrangeiras. É um tributo aos incontáveis sonhos e esperanças que corajosas gerações viram esbarrar em paredes de agressividade cultural e estratificação social; é um necessário reconhecer da marcante posição que tais gerações ocuparam em terras desconhecidas. A Gaiola Dourada combina inteligente e divertidamente a costumeira desvalorização do emigrante português com o inevitável reconhecimento do seu mérito, originando na cómica disseminação das novas sobre a herança adquirida pela família Ribeiro o abrir de olhos que coloca a relevância da competência portuguesa em perspectiva.

  

Quando Maria (Rita Blanco) e José Ribeiro (Joaquim de Almeida), dois emigrantes portugueses a viver em França, descobrem que herdaram uma quinta da família no Norte de Portugal, têm que decidir pelo regresso à casa-mãe ou pela permanência no país acolhedor. O que Maria e José não imaginam, no entanto, é que o começo de um mexerico colocará toda a vizinhança em polvoroso, levando-os a avaliar toda a sua vida e todo o seu trabalho enquanto emigrantes.
 
Sentada aqui revejo algumas cenas do fime e recomendo vivamente a todos os que ainda não viram, para irem, porque vale mesmo a pena.
 
 

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