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Sentaqui

"A maturidade permite-me olhar com menos ilusões, aceitar com menos sofrimento, entender com mais tranqüilidade, querer com mais doçura." (Lya Luft)

Sentaqui

"A maturidade permite-me olhar com menos ilusões, aceitar com menos sofrimento, entender com mais tranqüilidade, querer com mais doçura." (Lya Luft)

2013 partindo, 2014 chegando

Foto minha
Mais um ano que está a terminar, é hora de ficar sentada aqui a relembrar acontecimentos que foram importantes na minha vida e que de algum modo influenciaram a minha forma de estar e de ser.

 

Não atingi todos os objectivos a que me propus , mas tentei, não me sinto frustrada por isso, só  é motivo para continuar a perseguir os meus sonhos.

 

As circunstâncias adversas em que vive o meu país fizeram com que a luta pelos meus ideais continue e não me permitem desistir de lutar pelo que acredito e sei que não estou sozinha nesta demanda.

 

Consegui viver aventuras e ter experiências impensáveis que nunca fizeram parte do meus planos, mas a vida nem sempre obedece a um planeamento e há que deixar acontecer e tudo flui deixando a ansiedade de lado.

 

Vivi momentos felizes, aprendi, conheci novas culturas que me ensinaram que nem sempre o dinheiro compra o sorriso e a felicidade.

 

Perdi amigos e ganhei outros, os primeiros porque terminaram o que tinha que aprender com eles, os segundos irão ensinar-me a percorrer outros caminhos  a mudar conceitos, outras formas de pensar e de viver a vida.

 

Aprendi que as pessoas não foram feitas para viver sozinhas e a partilha é fundamental para o crescimento da humanidade.

 

Constatei que apesar do sofrimento de tantos o mundo está a mudar e que a solidariedade e entre ajuda se faz notar , hoje mais que nunca.

 

E eu? Eu sozinha, eu acompanhada, eu triste umas vezes, outras eufórica e com a alegria de viver que me caracteriza, teimo em não me deixar abater pela amargura que por vezes me bate à porta.

 

2014 é só mais um tempo assinalado num calendário, em que prometemos ser melhores, mais humanos e que continuaremos a não perder a nossa capacidade de sonhar.

 

As viagens continuam a povoar o meu imaginário porque nelas há uma busca incessante por aprender, conhecer e partilhar. Há ainda os livros que estão por ler, as músicas que quero escutar no silêncio das noites vazias. 

 

Por aqui continua-se a sonhar, a aceitar, a compreender, a tentar abrir novos horizontes, desbravar caminhos e ajudar sempre que alguém de mim precise.

 

Finalmente quero e desejo que os meus amigos, sobretudo os que se sentam aqui comigo, possam como eu ter esperança, saúde, muitas alegrias e fé num mundo melhor.

 

Feliz 2014 para todos!

 

 

Uma visita inesperada na noite de Natal

 

Foto minha

 

Estava prevista a noite de Natal ser passada aqui em casa apenas com a companhia do meu descendente, mas a vida reserva-nos surpresas boas e o mano mais novo convidou-nos para ir à terrinha passar essa noite com a família, não estava nada à espera e fico contente por não ter feito grandes planos e a vida de repente reserva-me boas surpresas.

 

Já tínhamos os dois combinado o menu que foge à tradição, porque ambos não vamos nessa do peru ou do bacalhau. Passaríamos uma noite bem descansada na companhia um do outro e no quentinho da nossa lareira. Também combinámos que não haveriam presentes, esses chegarão na altura certa e quando menos esperarmos, ambos achamos que o factor surpresa é bem mais agradável, do que trocar presentes, só porque é costume.

 

Apesar de tudo isto a minha casa não vai ficar vazia. Uma amiga que não tem para onde ir e que neste momento está a passar uma fase complicada da vida, pediu-me se podia ficar cá. Ainda tentei demovê-la e convencê-la a ir connosco, mas respondeu-me que ficaria bem sozinha, neste momento era o que mais queria, que não me preocupasse.

 

Já comecei a fazer os preparativos e na noite de Natal, a lareira vai estar acesa, a casa quentinha e uma mesa recheada de coisas que eu sei que ela gosta. Combinámos que viria a meio da tarde para que conhecesse os cantos à casa, apesar de já cá ter estado, há sempre detalhes que é preciso saber.

 

Ando feliz a a fazer as compras para que nada lhe falte e a mesa nessa noite vai estar especialmente decorada e bem recheada.

 

É impossível ficar indiferente a uma situação destas e apesar de saber que ficará minimamente bem, sei que a dada altura o coração dela ficará apertadinho e talvez role uma lágrima.

 

Penso sentada aqui, que é muito duro, mais do que possamos imaginar, saber que há gente que já teve tanto e que agora se vê sem nada ou quase nada. Nesta alturas os amigos e o espírito solidário fala mais alto, não que eu seja melhor que qualquer outra pessoa, mas acredito que neste mundo onde cada vez se vive pior, não haverá ninguém que fique indiferente a casos idênticos e é com este espírito natalício que sinto que estou a dar guarida, a alguém que precisa vivendo e sentindo especialmente este ano o verdadeiro espírito de Natal.

 

 

Bagunça instalada cá em casa

Foto minha


Como não ligo muito ao Natal, sobretudo agora em que a família (pais) eram os elementos agregadores e esses já partiram, não perco muito tempo com enfeites e compras para os sobrinhos que estão longe, já sabem que a tia os dará noutra altura, porque Natal é sempre quando quisermos, resolvi pensar mais no ano que aí vem.

 

A casa outrora decorada apenas com o essencial, hoje tem gavetas e roupeiros a transbordar, sapatos, roupas, malas, bijutaria e um sem fim de coisas que já não uso. 


Deitei mãos à obra e todos os dias saiem daqui para instituições de solidariedade coisas em bom estado e que podem dar jeito aos que mais precisam, o que está em más condições vai directamente para o lixo, devo ser a cliente mais assídua do contentor cá do bairro.

 

Curiosamente estou a sentir um grande alívio, apesar de no início sentir algum apego a determinadas coisas que continuam a lembrar-me momentos em que as usei, mas à medida que vou encaixotando tudo, penso na felicidade das pessoas que as irião receber e o desapego é total.

 

Hoje sentada aqui, tenho consciência de que tenho de me livrar do que é velho para que haja oportunidade a que entrem coisas novas só não deito fora os amigos, esses passe o tempo que passar estarão sempre arrumadinhos no lado esquerdo do meu peito.



Eu e o hotmail não somos compatíveis

Não costumo incompatibilizar-me com ninguém, se não gosto calo e esqueço, nada de guerrinhas nem disputas vãs, mas isto sou eu a falar de pessoas, já com uma coisinha chamada hotmail, onde tinha muitos dos meus contactos, está mais que provado que não fomos feitos um para o outro, nem sei bem porquê e isso é que me tira do sério. A nossa relação sempre foi cordial, eu enviava correspondência e recebia, não visitava sites estranhos...será que ficou enciumado? Ou houve alguém que se meteu no meio do nosso relacionamento? Pelo que me disseram fui traída por um ser estranho que estava a apoderar-se das minhas mensagens que me davam muitas alegrias. Inveja, só pode.

 

E o pior é que já é a segunda vez que acontece e costuma dizer-se, à primeira todos caiem, à segunda só quem quer e à terceira quem for burro, ora como quero colocar de parte esta terceira hipótese juro, sentada aqui, que cortei definitivamente relações com esta coisinha má que mesmo assim ainda me fez perder algumas horas a tentar reatar o nosso relacionamento. Ora tenho mais que fazer e há mais concorrentes.


Livro- A Maior Flor do Mundo

 

 


Durante algum tempo participei no blog Clube da Leitura onde ia colocando os livros mais interessantes que ia lendo.

 

Recordo hoje sentada aqui e depois de reler tudo o que lá escrevi e de todos os livros que lá coloquei há um que me tocou mais, A Maior Flor do Mundo um livro infantil de José Saramago. Surpreendi-me um dia quando entrei numa livraria e os meus olhos descobriram este livro, não imaginava na altura que o prémio Nobel da Literatura tinha escrito um livro para crianças, comprei-o de imediato.

 

Mais tarde descobri um vídeo animado cuja voz do narrador é o próprio Saramago, confessando que gostaria de saber contar histórias para crianças, o certo é que o soube fazer de uma maneira simples e cativante.

O livro conta-nos a história de um menino que vivia numa zona desarborizada onde já quase toda a floresta tinha sido derrubada. Num paseio que fez com o pai, encontra um pequeno insecto que guardou carinhosamente numa caixinha. Quando regressou quis mostrá-lo aos pais, que não deram importância e quando ia a abrir a caixa o bicho fugiu. Aflito, pulou o muro, e entrou numa zona cheia de árvores, mas ao longe na imensidão da paisagem tudo estava nu, apenas uma flor definhava com sede.  Voltou atrás e com as suas mãozinhas foi regando com carinho a pequena flor que logo começou a crescer.

 

Cansado o menino adormeceu à sombra da flor e os seus pais preocupados foram procurá-lo. Ficaram pasmados com o tamanho da flor naquele deserto,  que continuava a crescer provocando a admiração geral nas redondezas.

 

Uma história que chama a atenção para o contínuo abate de árvores, para a desflorestação do planeta e que bem pode ser uma chamada de atenção para os mais crescidos que a continuarem assim , deixarão um triste legado para as gerações vindouras.

 

Fui convidada para ir a uma escola contar uma história às crianças e não tenho dúvidas, é esta mesmo que irei contar.

 

Vejam o vídeo, é uma ternura e qualquer palavra que acabei de escrever, fica aquém das imagens.

 

 


 

 


Óbidos Vila Natal de 6 de Dezembro a 1 de Janeiro


Como vem acontecendo há já alguns anos começou mais uma edição de Óbidos Vila Natal com um programa cheio de magia e encantamento, sobretudo para os mais miúdos.

 

Estive lá no Domingo dia 8, péssimo dia para ir, mas eu já sabia, contudo arrisquei e nem sequer entrei no espaço (cerca do castelo) onde o evento acontece.

 

Centenas de pessoas enchiam a rua Direita e na bilheteira havia uma fila enorme, talvez porque nesse dia o programa da TVI, Portugal em Festa esteve lá.

 


 

















Não fiquei desanimada por não poder entrar, porque facilmente lá vou num dia mais calmo, a minha intenção era apenas e só captar através de imagens momentos de alegria, confusão e animação.

 

As lojinhas estavam à pinha e muita gente deliciava-se com a ginjinha em copo de chocolate. As crianças olhavam encantadas para o senhor que fazia balões e depois lhos dava a troco de uma moeda, posavam também junto de um casal que faziam de estátuas vivas.

 

 

Na praça de Santa Maria haviam tasquinhas com bebidas e muitas guloseimas.

 

A música de Natal enchia os ouvidos de quem por ali passeava.

 

O programa é aliciante e quem quiser pode consultá-lo aqui.

 

Tirei imensas fotos e como conheço bem as ruelas da vila, fugi à confusão e hoje sentada aqui, revejo apontamentos fotográficos de uma vila que adoro.

 

 


Nelson Mandela morreu mas o seu exemplo de vida jamais será esquecido

"Sempre sonhei com o ideal de uma sociedade livre e democrática, na qual as pessoas possam viver juntas em harmonia e com igualdade de oportunidades. É um ideal pelo qual espero viver e, se for necessário, é um ideal pelo qual estou disposto a morrer". As palavras foram proferidas em 1964, no discurso do julgamento que levou Nélson Mandela à prisão, durante 27 anos. Palavras que viriam a mudar o Mundo. Símbolo internacional de força e esperança, o "preso 46664", ou Madiba — "avô venerável" como carinhosamente o chamam os sul-africanos - tornou-se no primeiro Presidente negro da nação africana, sinónimo de paz, luta e reconciliação.


Nelson Mandela terminou a sua luta aqui na terra, mas as suas palavras e o seu exemplo de vida perdurará para sempre.

Sentada aqui releio a sua vida, o exemplo de luta e persistência por tudo aquilo em que acreditou.




Da ilha de Kalong até Komodo


Depois de um pequeno voo interno de Bali até Lubuan Bajo chegámos a bom porto.

 

Embarcámos em dois barcos estilo piratas, dois porque o grupo não cabia todo num. Felizmente fiquei no mais pequeno, mas mais rápido, com apenas 4 colegas.

 

Como andávamos mais depressa era frequente pararmos em ilhas completamente vazias e de uma beleza ímpar. Tomávamos umas banhocas, deitávamo-nos ao sol até que o outro barco aparecesse. Ilhas de águas transparentes com imensos corais, enfim um deleite para os sentidos.

 

                                                                   

 

Refeições servidas principescamente e confeccionadas pelos tripulantes, sempre simpáticos e prestáveis. Com o cair da noite, juntávamo-nos num barco só e aí ficávamos, conversando, ouvindo música e o silêncio, por momentos pensei estar noutro mundo.

 

No dia seguinta continuámos rumo a Komodo, mas as banhocas continuavam sempre que possível.

 

Komodo é uma reserva natural, património da Unesco onde vivem os famosos dragões com o mesmo nome.

 

À nossa espera estavam três guardas do parque prontos para nos guiarem depois de nos terem feito recomendações muito importantes:

Não fazer barulho

Não nos afastarmos do grupo

Respeitar os trilhos


                                                            

 

Com um pouco de sorte, dizia o guia, talvez encontremos um dragão, mas não encontrámos um, vimos seis, coisa rara. Descansavam placidamente debaixo das árvores confundindo-se com as pedras. Pelo aspecto já deviam ter a barriga cheia. O komodo é um animal altamente perigoso porque na sua boca há cerca de 58 bactérias venenosas e mortais para quem for vítima de uma lambidela deles. Como não são velozes, servem-se disso e esperam que a vítima morra. Por ali vagueavam impalas e galinholas que lhes serviriam de alimento. Mais informações aqui

 

 

 

O som das aves e a vegetação davam um ar dramático mas ao mesmo tempo encantador ao ambiente.

Regrassádos ao barco, demos mais uns mergulhos e chegou com muita pena minha, a hora de partir para uma nova aventura.

Hoje sentada aqui e depois do friozinho que se faz sentir como me faz bem lembrar o paraíso lá longe.



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