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Sentaqui

"A maturidade permite-me olhar com menos ilusões, aceitar com menos sofrimento, entender com mais tranqüilidade, querer com mais doçura." (Lya Luft)

Sentaqui

"A maturidade permite-me olhar com menos ilusões, aceitar com menos sofrimento, entender com mais tranqüilidade, querer com mais doçura." (Lya Luft)

Sobre o filme 12 Anos Escravo

 

 

 

Andava há muito com curiosidade para ver o filme 12 Anos Escravo, não tanto pelo conteúdo que já adivinhava qual seria, mas pelos desempenhos dos actores e por ser ali focado mais uma vez o sofrimento do povo americano quando da abolição da escravatura, abolição essa que não se fez sentir em todos os estados e em que as enormes diferenças entre norte e sul foram notórias durante muitos anos.

 

Ao Norte mais industrializado, contraponha-se o Sul mais virado para as grandes plantações, sobretudo de algodão.

 

Este filme é baseado na história verídica de  Solomon Northup (Chiwetel Ejiofor), um homem negro livre de Nova Iorque, que é raptado e vendido como escravo. Enfrentando a crueldade (personificada por um malévolo dono de escravos, interpretado por Michael Fassbender) mas também momentos de inesperada bondade, Solomon luta não só para se manter vivo, mas para preservar a sua dignidade. Após 12 anos de uma odisseia inesquecível, Solomon conhece um abolicionista do Canadá (Brad Pitt) que vai mudar para sempre a sua vida.

 

Com cenas que chocam e de um realismo atroz, destaco o excelente desempenho de Chiwetel Ejiofor. Um filme a não perder.

 

De vez em quando é importante que apareçam fimes que foquem o tema da escravatura, para que nos lembremos que ela ainda existe nos nossos dias, mais camuflada, dissimulada, mas activa nos mais diversos meandros das sociedades ditas modernas.

 

Lembro sentada aqui, o tráfico de mulheres e crianças, os abusos que se cometem todos os dias contra os mais indefesos, os que vão à procura de uma vida melhor e que são apanhados na teia de traficantes sem escrúpulos.

 

 

 

Cansei de tentar entender os homens

Foto minha

Não vou contar um início de uma relação que eu pensava ter tudo para dar certo, prefiro contar o final que é mais hilariante.

 

Tudo corria bem até ao dia em que ele resolveu apresentar-me uma amiga, que por sinal era uma óptima pessoa. Não era daquelas que tentavam logo roubar o que não lhe pertencia e até nos dávamos bem. De vez em quando saímos juntos, ora para comer, ora para dar belos passeios.

 

Um dia virou-se para mim e disse-me:

- Sabes não sei se gosto mais de ti se da A. Gosto daquele jeitinho simples , de chinelinho de enfiar no dedo, vou ter uma conversa com ela para indagar dos sentimentos dela em relação a mim.

 

Não estava a acreditar no que estava a ouvir.

Empoleirei-me ainda mais no alto dos meus tacões e respondi.

 

- Escusas de te preocupar, seja qual for a resposta dela eu pulo já.

Assim fiz e nem me preocupei mais com a resposta.

 

Qual não é o meu espanto, isto depois de meses sem saber nada dele, recebo um telefonema para ir almoçar ou jantar.

Escolhi o almoço porque sabia que só tinha uma hora e não teria tempo para grandes conversas.

 

Disse-me então que eu o tinha marcado muito, que desde que desapareci, só tinha encontrado mulheres deprimidas, outras moravam longe e outras ainda estavam a fazer o luto do divórcio.

 

Temos pena - respondi- faltaste-me ao respeito agora é tarde demais.

 

Agora digam-me, não é maluco? Se fosse outro e mais esperto, resolvia as coisas sem me dizer nada e tudo continuava como dantes.

 

Hoje, sentada aqui, penso que há homens que pecam por serem demasiado sinceros ( ou estúpidos), deitando tudo a perder, como foi o caso, outros há que mentem tanto que quase se vê o nariz a crescer de tanta intrujice.

 

Está decidido, não vou preocupar-me mais em entender o bicho "homem" , pois se até eles nem se conhecem a eles próprios!

 

Este é apenas um de alguns episódios que vivi com o sexo oposto, mas se me apetecesse acho que poderia criar um novo blog só para falar dos animais masculinos. Que me perdoem aqueles que são normais, porque ainda acredito que os haja.

 

 

Finalmente Óbidos vai ter uma escola com autonomia pedagógica

Lembro-me do tempo em que o ex-autarca Telmo Faria tinha o sonho de implementar uma escola com autonomia pedagógica em Óbidos.

 

Para que o modelo resultasse e fosse assente em alicerces bem estruturados, 3 elementos ligados à educação, incluindo o próprio presidente, candidataram-se ao "Programa Sócrates" e durante oito dias permaneceram na Finlândia, Suécia e Dinamarca para melhor se inteirarem dos modelos pedagógicos que se praticavam nesses países.

 

Regressaram entusiasmados, cheios de ideias e puseram mãos à obra, redigindo um projecto que mais tarde apresentaram à então ministra Maria de Lurdes Rodrigues, mas tudo foi em vão, a dita senhora, com uma frieza implacável rejeitou à partida todas as ideias apresentadas argumentando que Óbidos não necessitava de um projecto desses e não havia na altura sustentação legal para a autonomia tão desejada.

 

Regressaram desanimados mas não vencidos.

 

Hoje, sentada aqui, é com enorme alegria que constato que a ideia venceu e no próximo ano lectivo irá iniciar-se um projecto piloto em Óbidos em que que a autonomia escolar vai ser implementada, sem que sejam colocados de parte os actuais conteúdos curriculares, adaptando-os à realidade de um conselho com características especiais.

 

Todo este processo terá a colaboração dos pais, associações e docentes e nada será feito de ânimo leve e coordenado pelo actual autarca Humberto Marques que sempre esteve ao lado do presidente Telmo Faria.

 

Já afastada desta iniciativa fico muito feliz porque fui uma das pessoas que participou na elaboração deste projecto tendo na altura tido a sorte de ir até à Finlândia, donde vim maravilhada com o alto nível de qualidade praticada na educação, naquele país.

 

Desejo sinceramente que Óbidos seja um exemplo de boas práticas e que alcance os objectivos há tanto sonhados a nível educativo.

 

 

69 contra 45

 

Talvez o número não importe, mas 69 golos de CR contra 45 de Messi, era quase inevitável que a bola de ouro não fosse para Cristiano Ronaldo.

Um orgulho para Portugal, uma forma de minimizar a dor da perda do "rei" Eusébio. 

 

Haja algo que anime as nossas vidas e que nos faça sentir que os portugueses brilham, que são capazes, que lutam, que conquistam, que se esforçam e que um bom trabalho, mais cedo ou mais tarde é sempre recompensado.

 

Hoje sentada aqui sinto-me especialmente orgulhosa em ser portuguesa.

 

Parabéns Cristiano Ronaldo!

 

A minha primeira vez na urgência de um hospital

Nunca tinha entrado nas urgências de um hospital, mas desta vez e por causa de um jantar mais pesado a que não estou habituada, o estômago não aceitou e uma dor fortíssima apoderou-se de mim.

 

Bebi chá, provoquei o vómito, tomei um remédio que tinha cá em casa que servia para proteger as paredes do estômago, mas todos os meus esforços foram em vão.

 

A dor agudizava-se, já prestes a desmaiar resolvi pedir ajuda. Pensar que ia para um hospital e depois de ler e ouvir todas as anomalias que se passam nos serviços de urgência, tudo  estava a ser um pesadelo.

 

Entrei em cadeira de rodas agarrada ao estômago, esperei até fazer a triagem e passada uma meia hora colocaram-me uma pulseira laranja. Fiquei a saber que as cores diferenciavam o estado da situação do doente.

 

Encontrei entretanto um amigo que já estava há 3 horas à espera, depois de se sentir mal do coração. fiquei a saber ainda, que nesse dia estava com sorte porque há muito tempo não havia tanta calma nas urgências.

 

Então isto está calmo e nunca mais me chamam? -pensei eu para os meus botões. Estava em pânico e as dores não acalmavam. Ficar internada era coisa que não me passava pela cabeça, tenho pavor de hospitais e lembrava-me do que me disse um dia o meu médico -se tiver de ser internada, faça tudo para sair o mais rápido possível, entra com uma doença e sai de lá com duas ou três, aquilo é uma fonte de bactérias.

 

Finalmente fui chamada e fui atendida por um médico muito simpático que depois de me encher de perguntas, auscultar, medir a tensão arterial me disse que tinha de ficar ali algum tempo, iam introduzir-me numa veia dois medicamentos para ver se a dor passava.

 

Só me apetecia deitar, mas nem uma cama ou maca havia por ali enquanto um sono horrível se apoderava de mim, mas em contrapartida as dores diminuíam.

 

Só passado algum tempo entrou o meu amigo para fazer análises , electrocardiograma e radiografias, não sei por quanto tempo lá ficou, eu felizmente saí antes dele.

 

Observei os movimentos, os procedimentos e espantou-me o facto de ver por ali pessoas idosas sentadas à espera , sem que ninguém lhes dissesse nada. Falta carinho, humanidade, uma palavra de ânimo , um esclarecimento do que se vai passar. De olhar perdido, abandonados e conformados, por ali estavam num corredor, uns entubados, outros com soro, outros a suspirar e a gemer de dor.

 

Espreitei para o consultório e vi o médico e pedi-lhe por favor para me mandar embora.

-Mas sente-se melhor? -perguntou- sinto, só quero sair daqui e dormir. - É natural o medicamento que lhe dei provoca muito sono, entretanto dou-lhe alta. 

 

Saí já sem dores e aliviada e hoje sentada aqui penso nos idosos, crianças e toda a gente que espera horas infinitas por assistência, na maior parte das vezes com quadros clínicos gravíssimos.

 

Não sei de quem é a culpa deste mau funcionamento das urgências, mas concluo que algo está muito mal neste país a nível de saúde e só será que está mal  na saúde ou na maior parte dos serviços? Só sei que estamos entregues aos bichos e é o salve-se quem puder.

 

 

A minha primeira e última experiência de ski

A propósito das más notícias sobre o acidente de Schumacher e de Merkel lembrei-me enquanto estava sentada aqui, que também eu um dia quis experimentar praticar ski.

 

Na altura estava a passar umas pequenas férias na Suíça onde tenho uma grande amiga. Ambas combinámos ir até uma estância e comprámos umas aulas. Só fizemos uma, porque ambas descobrimos que ski não era para nós, preferimos o sku, porque passámos a maior parte do tempo estateladas no chão.

 

As botas apertavam, o fato não nos deixava movimentar com agilidade, depois dos skis encaixados, foi o caos, um ski virava-se para norte outro ficava enviesado. 

A primeira etapa era tentarmos manter-nos de pé...oh tarefa inglória!

Ríamo-nos que nem maluquinhas e isso dificultava a aprendizagem e ver alguns e algumas com uma agilidade de fazer inveja ainda nos deixava mais desanimadas, mas sempre bem dispostas.

 

Ansiosas que a aula terminasse descalçámos as botas e foi um alívio, prefiro ver os outros deslizar que nem penas, montanha abaixo, mas definitivamente, para mim, ski, nunca mais.

 

 

 

Elas não matam, mas...

Isto de ter de me despedir de um ano e dar as boas vindas a outro tem muito que se lhe diga, puras contradições, dizer adeus a um ano com alguma nostalgia e logo a seguir sorrir como boa anfitriã a outro que entra, não é fácil.

E nestes intervalos há que brindar..sai uma sangria com frutos silvestres!

 

Cumprimenta-se quem teve a paciência e a gentileza de me aturar durante uma noite e mais um brinde com sangria de  frutos silvestres.

 

Aparece gente conhecida e amiga, outros desconhecidos e o ritual continua...thcim, tchim...venha daí mais uma copo com a dita cuja.

 

Uma mesa cheia de iguarias,põem qualquer um a salivar... sapateiras recheadas, camarões, queijos, mexilhões acabadinhos de abrir com molho à espanhola, cogumelos recheados com alheira, carnes variadas, enchidos e desta vez muda-se de liquido e rega-se tudo com um óptimo vinho tinto que desliza suavemente iludindo os mais incautos e fazendo crer que não tinha grau, só pouco tempo depois o tom de voz sobe, as bochechas mais parecem tomates, os olhos já brilham, os temas das conversas já são mais brejeiros, já se ri por tudo e por nada, afinal o vinho até tem grau e não é pouco.

 

E começa a dança...há música para todos os gostos e até a brasileira ensina o pessoal a abanar o traseiro como só elas sabem fazer.

 

- Está quase, gritam alguns, peguem nos copos, nas passas...10,9 8,7,6,5,4,3,2,1...há abraços, beijos, os copos tilintam desta vez com champanhe e a dança continua.

 

Mas...e os doces? uma mesa reluz, vai uma investida às trouxas de ovos, lampreias, mousse disto e daquilo, gelados, bolo rei e já cansa , mas tenho que dizer de novo...mais uns copos de néctar escorregam pelas gargantas sequiosas e todo este cenário se repetiu até às tantas.

 

E a austeridade? Os cortes? O orçamento? O Passos, o Cavaco...credo, vamos deixar isso para outro dia, dia que não tardou a chegar e que quebrou o encanto de uma noite bem passada e para começar bem o ano eles lá apareceram  entraram pela minha casa dentro para me anunciarem o roubo de mais uns quantos cobres. Caramba, apaguei logo a televisão aninhei-me no sofá e bebi uma meia dúzia de canecas de chá e mais uma água das pedras , mas que não se pense que foi pelo que bebi, foi só pela azia que me atormentou quando comecei a ouvir as previsões para 2014.

 

Pronto, fico sentada aqui a acordar de um sonho de uma noite de festança e voltar à realidade de um ano de mais austeridade que aí vem.

 

 

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