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Sentaqui

"A maturidade permite-me olhar com menos ilusões, aceitar com menos sofrimento, entender com mais tranqüilidade, querer com mais doçura." (Lya Luft)

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"A maturidade permite-me olhar com menos ilusões, aceitar com menos sofrimento, entender com mais tranqüilidade, querer com mais doçura." (Lya Luft)

Em jeito de homenagem a Vasco Graça Moura

 

 

 

Poeta, ensaísta e político social-democrata Vasco Graça Moura morreu na manhã deste domingo no Hospital da Luz em Lisboa, confirmou o PÚBLICO junto de fonte próxima da família.

 

 

Sentada aqui e em jeito de homenagem a um grande homem que nos deixou, deixo um poema dele que gosto.

 

Soneto do amor e da morte

 

quando eu morrer murmura esta canção 
que escrevo para ti. quando eu morrer 
fica junto de mim, não queiras ver 
as aves pardas do anoitecer 
a revoar na minha solidão. 

quando eu morrer segura a minha mão, 
põe os olhos nos meus se puder ser, 
se inda neles a luz esmorecer, 
e diz do nosso amor como se não 

tivesse de acabar, sempre a doer, 
sempre a doer de tanta perfeição 
que ao deixar de bater-me o coração 
fique por nós o teu inda a bater, 
quando eu morrer segura a minha mão. 

Vasco Graça Moura, in "Antologia dos Sessenta Anos"

 

 

 

Como vivi o 25 de Abril de 74 e como me sinto hoje

Foto minha

Ainda criança vivendo no seio de uma família com pais e 4 filhos nunca houve tempo para se falar de política, a principal preocupação dos progenitores era trabalhar para poderem dar educação e formação aos filhos.

 

Na escola ao lado do crucifixo havia a foto de Salazar e apenas tínhamos de saber que era o chefe da nação.

 

Mais tarde e com a continuação dos meus estudos, lembro-me de quando estudei a história da Grécia e aprendi que Atenas vivia em democracia e Esparta em ditadura, isso marcou-me de tal forma que foi a melhor nota que tive a História. Desde esse momento fiquei a perceber a diferença entre esses dois modos de governar uma nação.

 

Os anos foram passando e surgiu o 25 de Abril de 1974 , rejubilei com o acontecimento, mas reconheço que ainda pouco sabia do que estava por detrás de tanta alegria.

 

As palavras pide, prisão, censura, repressão, canções de intervenção, começaram a fazer parte do meu quotidiano.

 

Aos poucos comecei a sentir um misto de revolta e admiração por todos aqueles que tinham sofrido porque não calaram, porque ousaram lutar sem medo, porque lutaram pelos seus ideais de igualdade, liberdade e fraternidade, para todos eles vai o meu agradecimento e sincera admiração.

 

A partir daí a minha participação na vida política começou a ser mais activa e num clima de alegria por poder participar sem medos nos destinos do meu país.

 

Hoje passados 40 anos comemoro este dia com orgulho, posso não o sentir pelos governantes que temos tido e que a pouco e pouco têm defraudado as minhas expectativas e a igualdade e direitos de todos os cidadãos estão postas em causa, quando olho em volta e observo que os ricos estão cada vez mais ricos, o nível de pobreza aumenta assustadoramente e os jovens partem  para outros países onde a esperança de um trabalho surge como uma luz ao fundo túnel.

 

Há culpados? Sim, sem dúvida, o mesmo povo que festejou o 25 de Abril acomodou-se, deixou de lutar, de ter ideais, não votam e deixaram de ter voz e participação activa nas escolhas que fazem. 

 

Hoje sentada aqui  é urgente que os cravos que foram colocados nos canos das espingardas há 40 anos, surjam de novo como símbolo de mudança que é urgente acontecer, para que possamos de novo, gritar bem alto... VIVA O 25 De ABRIL!

 

 

 

Sobre os livros

Foto minha

Há livros de que apenas é preciso provar, outros que têm de se devorar, outros, enfim, mas são poucos, que se tornam indispensáveis, por assim dizer, mastigar e digerir.

(Francis Bacon)

 

Eu sentada aqui continuo, não a devorar, mas a digerir cada palavra, cada frase, que de algum modo, podem fazer sentido na minha vida e a aprender aquilo que não encontro no meu dia a dia, mas que enxergo nas palavras dos grandes escritores.

 

 

Água a preço de ouro

Guardei-a vazia para me lembrar que paguei por 0,33l de água numa esplanada a módica quantia de um euro e meio.

 

Estou a lembrar-me sentada aqui que ontem ao jantar bebi um belo copo de vinho tinto pelo mesmo preço.

 

Será que o facto de não acusar álcool no sangue quando conduzo faz com que tenha de pagar a preço de ouro uma garrafita de água?

 

 

Eu não quero um Audi, prefiro um cavalo

Foto de sentaqui

Com todo este falatório acerca do sorteio do Audi fiquei com uma azia danada à marca, eu até gosto das linhas do carro e não tenho nada contra.

 

Por vezes quando se fala num ou noutro produto na comunicação social a tendência é que as vendas subam, duvido que com a Audi  vá acontecer isso.

 

Prefiro ficar sentada aqui e conformar-me com a minha carroça velhinha do que pensar que me podia calhar um Audi e não poder pagar os encargos que um topo de gama exige, prefiro um cavalito, esse pelo menos come erva que vai crescendo aqui no quintal e que por enquanto não paga imposto.

 

Fica desde já aqui o aviso que não se lembrem de me presentear com essa viatura, se tal acontecer vou logo oferecê-lo ao nosso Primeiro Ministro, esse sim, deve estar a precisar de muitos cavalos para fazer andar este país.

 

 

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