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Sentaqui

"A maturidade permite-me olhar com menos ilusões, aceitar com menos sofrimento, entender com mais tranqüilidade, querer com mais doçura." (Lya Luft)

Sentaqui

"A maturidade permite-me olhar com menos ilusões, aceitar com menos sofrimento, entender com mais tranqüilidade, querer com mais doçura." (Lya Luft)

A aventura de mudar de carro

 

Há muitos anos que ando com uma carroça que adoro, mas como nada é eterno, resolveu encher a dona com problemas, tanto mecânicos como monetários.

 

Durante anos tive quem cuidasse dele e nunca soube as coisas básicas. 

 

A vida mudou e vi-me obrigada a saber quando mudar o óleo, pneus, alinhar direcção, inspecção, ou seja pagar, pagar, pagar.

 

Ultimamente tornei-me uma autêntica mecânica e quase fiz de tudo, mas o mais caricato foi quando alguns fusíveis resolveram pifar e passei a andar munida de uma meia dúzia deles e quando o comando da porta não funcionava , abria o capot e já sabia que fusível deveria mudar.

 

Até que cheguei à conclusão que já nem podia andar em certas zonas de Lisboa porque o Sr. António Costa resolveu que só queria na capital carros que não envergonhassem os turistas da nossa capital.

 

A custo tive de me despedir do carro que tantos anos me fez companhia e embarcar na aventura de comprar outro.

 

No meio da desolação da despedida, surge a chance de adquirir um com poucos quilómetros e pedir um financiamento.

 

Foram feitos cálculos para a mensalidade e seguro. 


A conselho de pessoas mais entendidas fui fazer outras simulações e andei de um lado para o outro para ver quem me apresentava a proposta mais vantajosa. Mais uma experiência, nunca andei a pedir simulações aqui e ali.

 

Feito tudo como deve ser finalmente tenho o meu carrito e desconfio que em vez de ficar sentada aqui, vou passar a voar.

 

 

Viajar sem máquina...olhar apenas!

Foto de Sentaqui

 

Lembro-me como se fosse hoje da primeira viagem que fiz a Paris com uma colega de trabalho.

Ambas assustadas, apreensivas e inexperientes nestas coisas de voos e aeroportos, lá fizemos a marcação.

Falámos com algumas pessoas que já lá tinham ido e ouvíamos atentamente todos os conselhos que nos iam dando.

- Cuidado com o metro de Paris, é muito confuso

- Atenção aos preços da comida, é caríssima.

-Não se esqueçam de visitar isto, aquilo e aqueloutro.

Perante tantos avisos, recomendações e conselhos, programámos e definimos, nos 4 dias que reservámos para a visita, o que seria mais apelativo e importante.

Ao chegarmos ao aeroporto, mais parecíamos umas tontinhas a olhar para todos os placards.

De repente ouço uma voz atrás de mim:

-Maria!!! Tu aqui? Há quanto tempo!

Pensei para os meus botões...estamos safas, já que a minha amiga ia de quinze em quinze dias a Paris e não nos largou mais nesse dia.Teve ainda a gentileza de nos levar a jantar a um restaurante lindo perto do Sacrè Coeur, depois deixou-nos no hotel abandonadas à nossa sorte.

Planeámos à noite, já no quarto,o que iríamos ver nos 4 dias.

A primeira aventura foi no metro, pensava eu que ia ser difícil como me tinham dito, curiosamente safámo-nos bem e até parecia que já lá tinha andado muitas vezes. Suspirámos de alívio.

Decidimos que no primeiro dia seria destinado a visitar  Notre Dame e o museu do Louvre, sabíamos que tínhamos pouco tempo para o muito que queríamos visitar.

No Louvre, dada a monumentalidade e extensão, combinámos correr as salas todas sem ficarmos paradas e extasiadas com tanta beleza, mas deu para ficarmos com uma ideia.

Para não gastarmos tanto dinheiro e como o hotel tinha um bom pequenos almoço, fazia sandes à socapa que davam para o dia inteiro, só uma vez nos arrependemos de pedir na rua um cachorro que nos custou uma fortuna.

Como estávamos viradas para a arte, visitámos exposições no Petit Palais no Grand Palais e ficámos surpreendidas com um museu super acolhedor, pequeno, mas com obras fantásticas, o museu D`Orsey.

Subimos ao arco do Triunfo e ficámos literalmente abismadas com a panorâmica da cidade.

Não andámos de barco no Sena, mas passeámos-nos pelas margens, só mais tarde quando voltei de novo a Paris me pude dar a esse luxo.

Fui sempre uma boa aluna a francês o que me facilitou bastante a vida, quando se tratava de pedir informações. O Bonjour e merci soáva-me bem e por momentos até me julguei uma pequena francesinha.

Vi de perto a Torre Eiffel, mas o custo da subida era proibitivo para nós, parece que pressentia que um dia havia de voltar o que veio a acontecer mais que uma vez, já com máquina fotográfica.

Hoje sentada aqui, reconheço que talvez por ser a primeira viagem que fiz ao estrangeiro, foi a que mais me marcou.

E com um sorriso de orelha a orelha pensei cá para os meus botões:- À bientôt mes amis.

 

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