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Sentaqui

"A maturidade permite-me olhar com menos ilusões, aceitar com menos sofrimento, entender com mais tranqüilidade, querer com mais doçura." (Lya Luft)

Sentaqui

"A maturidade permite-me olhar com menos ilusões, aceitar com menos sofrimento, entender com mais tranqüilidade, querer com mais doçura." (Lya Luft)

Há palavras que gostava de ter sido eu a escrevê-las

 

Foto de Sentaqui

 

Muitas vezes leio livros de bons escritores e quando falo de bons escritores, são aqueles que de forma simples e que até parece fácil, conseguem transmitir de uma forma tão clara e sem grandes malabarismos literários, que quando estou sentada aqui, me interrogo:- se é tão simples escrever , por que não consegues tu fazer o mesmo?

Não há explicação, ou se tem aquele dom que é dado a poucos, de transmitir emoções de uma forma descomplicada, ou simplesmente se é desprovido dessa capacidade, que é o meu caso.

Hoje as palavras do Miguel Sousa Tavares ficaram aqui a bater-me.

"É fácil dizer que se morre por amor, mas não é fácil de facto, morrer por amor. A maior parte das vezes, curte-se o desgosto, limpam-se as armas e sai-se de novo em campanha."

 

Os meninos do Uganda

Em Novembro de 2014 fui até ao Uganda para visitar a Floresta Impenetrável de Bwindi

Integrada num pequeno grupo de apenas 10 pessoas ficamos alojados num pequeno lodge perto de uma aldeia.

Nessa noite uma tempestade desabou, a chuva e trovões pareciam que arrasavam tudo, julguei até que a nossa visita tivesse ficado comprometida, mas não, no outro dia o sol já brilhava.

 

Decidimos, eu e outro casal aproveitar o tempo e visitar a pequena aldeia. Ruas enlameadas, casas construídas com   tijolos de barro feitos pelos habitantes e um verde deslumbrante por todo o lado. Ao longe serpenteava um afluente do rio Amazonas.

 

Crianças à beira da estrada saudavam-nos com um sorriso cativante e alguns estendiam as mãos na esperança de receberem alguns dólares.

 

Depois de algumas perguntas , uma delas convidou-nos a entrar num espaço onde aprendiam as suas danças. À entrada desenhos feitos por elas , eram um convite para a compra e assim contribuir para a manutenção desse pequeno espaço cultural.

 

Fomos convidados para dançar e assim fizemos, estabeleceu-se ali um clima de alegria e partilha.

Ficámos a saber que todas as crianças iam à escola que ficava a alguns quilómetros da aldeia. Os mais velhos cuidavam dos mais novos, enquanto os pais andavam nos campos,  tratando do gado, cultivando o chá, café e bananeiras.

 

As brincadeiras eram na rua e televisão, rádio, jogos e outro tipo de divertimentos parecidos com os dos países , ditos civilizados , não existiam.

Será que lá comemoraram o Dia Mundial da Criança? Será que houve desfiles, enfeites especiais ou algumas prendas? Quero crer que não, mas sentada aqui penso que a pobreza aparente, era acima de tudo uma riqueza interior onde a genuinidade, a paz entre todos, os sorrisos... valem mais que todos as modernices deste mundo do lado de cá, onde há de tudo e onde  por vezes falta o mais importante...afectos.

 

 

 

 

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