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Sentaqui

"A maturidade permite-me olhar com menos ilusões, aceitar com menos sofrimento, entender com mais tranqüilidade, querer com mais doçura." (Lya Luft)

Sentaqui

"A maturidade permite-me olhar com menos ilusões, aceitar com menos sofrimento, entender com mais tranqüilidade, querer com mais doçura." (Lya Luft)

Chineses de cá e de lá

 

Foto do blog Existe um Olhar

 

De repente começa a chover, estou perto de uma loja de chineses, entro e compro um guarda chuva que me custa 7 euros. Faltam-me molas para estendal, mini meias, um tapete, uma escova, uns cabides, se estou perto entro numa loja deles e compro.

Muitas das pessoas com quem me relaciono recusam-se a comprar seja o que for num estabelecimento deles, argumentando que estamos a contribuir para que a ecomomia deles suba e que pactuemos com a escravatura imposta pelo governo chinês ao seu povo. Portanto há que comprar produtos nacionais.

Entretanto vejo as mesmas pessoas a comprarem roupa made in Italy, Spain, Paris e sem que isso as constranja, sabem que tudo  é confeccionado na China.

 

A China tornou-se uma das maiores potências mundiais à custa de muito trabalho, por vezes em condições desumanas, mas a mentalidade daquele povo em relação ao que fazem é completamente diferente da nossa. Eles sentem-se felizes a trabalhar, nem todos talvez.

 

Visitei o ano passado a cidade de Cantão que tem cerca de nove milhões de habitantes. Entrei em várias lojas e era frequente vê-los agarrados a uma tigela de arroz que era logo posta de lado para nos atenderem com um sorriso. As lojas não fecham para almoço. A rede de transportes funciona na perfeição, andar de táxi é baratíssimo, não há pedintes nas ruas, há gente, muita gente. Ao Domingo nos parques há grupos de pessoas que jogam, fazem Tai-chi, ou passeiam à beira rio em jardins bem cuidados. Comer em qualquer restaurante é muito acessível a simpatia é uma constante.

 

Há pessoas que me dizem:- Pois, mas tu não sabes o que se passa no interior, a miséria e as condições em que vivem.

É verdade, não sei, mas também há muita gente que finge ignorar como se vive ou sobrevive no interior alentejano, em Trás-os-Montes, ou mesmo aqui bem perto, em Lisboa, ou no Porto.

 

O que eu sei, é que sendo justo ou não eles vão subindo e nós por cá vamos naufragando.

Resta-me esperar sentada aqui pela entrada do FMI e caso isso aconteça, terei de ir mais vezes às lojas do chineses.

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