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Sentaqui

"A maturidade permite-me olhar com menos ilusões, aceitar com menos sofrimento, entender com mais tranqüilidade, querer com mais doçura." (Lya Luft)

Sentaqui

"A maturidade permite-me olhar com menos ilusões, aceitar com menos sofrimento, entender com mais tranqüilidade, querer com mais doçura." (Lya Luft)

Se calhar fui mal educada...

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É difícil não fazer comparações entre o que foi e o que é, sobretudo quando se ouve dizer a um novo ministro da educação, acabadinho de chegar, que até nem tem muitas ideias sobre o assunto o que contradiz a ideia que muitos tinham dele quando dava e contestava certas opiniões.

 

Eu a pensar que era desta que ele ia aliviar os professores da enorme quantidade de burocracia que tantas vezes, ou quase sempre os impede de cumprirem com um sorriso aquilo que mais gostam de fazer...não...não, a papelada vai continuar, porque se tem de justificar um sem número de coisas que não são justificáveis.

 

Voltando atrás no tempo, lembro as duas professoras que tive na primária, nunca me lembro de as ter visto a preencher fosse o que fosse e dedicavam-se de corpo e alma às crianças que tinham na frente, nem sempre da forma mais pedagógica, porque de vez em quando lá saía um valente tabefe ou meia dúzia de reguadas, o que é certo, pedagógico ou anti pedagógico, eu aprendi.

 

Não tive Magalhães, nem muitos livros com desenhos bonitos. Actividades extra curriculares eram as brincadeiras com os irmãos e os colegas.

Inglês, música, informática, desporto, dança, pintura, eram coisas que não faziam parte do nosso imaginário.

 

Os meus pais trabalhavam e à noite tinha de ler em voz alta, mostrar as cópias que, senão estivessem com letra perfeita, tinham de ser repetidas, as contas eram devidamente inspeccionadas e para evitar dissabores na escola sempre preferi que as admoestações fossem feitas entre as paredes da minha casa. 

 

Hoje as crianças na sua grande maioria passam 39 horas fora de casa o que facilita em muitos casos a vida aos pais que trabalham longe, que vivem em grandes cidades, que não têm familiares a quem deixar os seus filhos, mas há também aqueles casos em que esta longa ausência é um alívio para os progenitores.

 

Não sou a favor do ontem nem contra tudo o que é hoje, mas são por demais evidentes os desequilíbrios e exageros e é de bradar aos céus a forma como se conduz a educação/formação neste país e ao dinheiro que é investido neste sector, só para dar um exemplo desde o governo de Guterres o orçamento para as Forças Armadas é muito superior ao que é destinado à educação, talvez para que se formem cidadãos que em vez de pensarem, saibam manejar uma arma, para poderem disparar quando lhes der na real gana.

 

E depois deste desabafo muito contido, fico sentada aqui a interrogar-me se o defeito está em mim e o que penso hoje será fruto da minha deficiente formação e má educação, ou se estou a ser retrógada e nada dada e certos modernismos.

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