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Sentaqui

"A maturidade permite-me olhar com menos ilusões, aceitar com menos sofrimento, entender com mais tranqüilidade, querer com mais doçura." (Lya Luft)

Sentaqui

"A maturidade permite-me olhar com menos ilusões, aceitar com menos sofrimento, entender com mais tranqüilidade, querer com mais doçura." (Lya Luft)

Como vivi o 25 de Abril de 74 e como me sinto hoje

Foto minha

Ainda criança vivendo no seio de uma família com pais e 4 filhos nunca houve tempo para se falar de política, a principal preocupação dos progenitores era trabalhar para poderem dar educação e formação aos filhos.

 

Na escola ao lado do crucifixo havia a foto de Salazar e apenas tínhamos de saber que era o chefe da nação.

 

Mais tarde e com a continuação dos meus estudos, lembro-me de quando estudei a história da Grécia e aprendi que Atenas vivia em democracia e Esparta em ditadura, isso marcou-me de tal forma que foi a melhor nota que tive a História. Desde esse momento fiquei a perceber a diferença entre esses dois modos de governar uma nação.

 

Os anos foram passando e surgiu o 25 de Abril de 1974 , rejubilei com o acontecimento, mas reconheço que ainda pouco sabia do que estava por detrás de tanta alegria.

 

As palavras pide, prisão, censura, repressão, canções de intervenção, começaram a fazer parte do meu quotidiano.

 

Aos poucos comecei a sentir um misto de revolta e admiração por todos aqueles que tinham sofrido porque não calaram, porque ousaram lutar sem medo, porque lutaram pelos seus ideais de igualdade, liberdade e fraternidade, para todos eles vai o meu agradecimento e sincera admiração.

 

A partir daí a minha participação na vida política começou a ser mais activa e num clima de alegria por poder participar sem medos nos destinos do meu país.

 

Hoje passados 40 anos comemoro este dia com orgulho, posso não o sentir pelos governantes que temos tido e que a pouco e pouco têm defraudado as minhas expectativas e a igualdade e direitos de todos os cidadãos estão postas em causa, quando olho em volta e observo que os ricos estão cada vez mais ricos, o nível de pobreza aumenta assustadoramente e os jovens partem  para outros países onde a esperança de um trabalho surge como uma luz ao fundo túnel.

 

Há culpados? Sim, sem dúvida, o mesmo povo que festejou o 25 de Abril acomodou-se, deixou de lutar, de ter ideais, não votam e deixaram de ter voz e participação activa nas escolhas que fazem. 

 

Hoje sentada aqui  é urgente que os cravos que foram colocados nos canos das espingardas há 40 anos, surjam de novo como símbolo de mudança que é urgente acontecer, para que possamos de novo, gritar bem alto... VIVA O 25 De ABRIL!

 

 

 

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