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Sentaqui

"A maturidade permite-me olhar com menos ilusões, aceitar com menos sofrimento, entender com mais tranqüilidade, querer com mais doçura." (Lya Luft)

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"A maturidade permite-me olhar com menos ilusões, aceitar com menos sofrimento, entender com mais tranqüilidade, querer com mais doçura." (Lya Luft)

Finalmente Óbidos vai ter uma escola com autonomia pedagógica

Lembro-me do tempo em que o ex-autarca Telmo Faria tinha o sonho de implementar uma escola com autonomia pedagógica em Óbidos.

 

Para que o modelo resultasse e fosse assente em alicerces bem estruturados, 3 elementos ligados à educação, incluindo o próprio presidente, candidataram-se ao "Programa Sócrates" e durante oito dias permaneceram na Finlândia, Suécia e Dinamarca para melhor se inteirarem dos modelos pedagógicos que se praticavam nesses países.

 

Regressaram entusiasmados, cheios de ideias e puseram mãos à obra, redigindo um projecto que mais tarde apresentaram à então ministra Maria de Lurdes Rodrigues, mas tudo foi em vão, a dita senhora, com uma frieza implacável rejeitou à partida todas as ideias apresentadas argumentando que Óbidos não necessitava de um projecto desses e não havia na altura sustentação legal para a autonomia tão desejada.

 

Regressaram desanimados mas não vencidos.

 

Hoje, sentada aqui, é com enorme alegria que constato que a ideia venceu e no próximo ano lectivo irá iniciar-se um projecto piloto em Óbidos em que que a autonomia escolar vai ser implementada, sem que sejam colocados de parte os actuais conteúdos curriculares, adaptando-os à realidade de um conselho com características especiais.

 

Todo este processo terá a colaboração dos pais, associações e docentes e nada será feito de ânimo leve e coordenado pelo actual autarca Humberto Marques que sempre esteve ao lado do presidente Telmo Faria.

 

Já afastada desta iniciativa fico muito feliz porque fui uma das pessoas que participou na elaboração deste projecto tendo na altura tido a sorte de ir até à Finlândia, donde vim maravilhada com o alto nível de qualidade praticada na educação, naquele país.

 

Desejo sinceramente que Óbidos seja um exemplo de boas práticas e que alcance os objectivos há tanto sonhados a nível educativo.

 

 

Óbidos Vila Natal de 6 de Dezembro a 1 de Janeiro


Como vem acontecendo há já alguns anos começou mais uma edição de Óbidos Vila Natal com um programa cheio de magia e encantamento, sobretudo para os mais miúdos.

 

Estive lá no Domingo dia 8, péssimo dia para ir, mas eu já sabia, contudo arrisquei e nem sequer entrei no espaço (cerca do castelo) onde o evento acontece.

 

Centenas de pessoas enchiam a rua Direita e na bilheteira havia uma fila enorme, talvez porque nesse dia o programa da TVI, Portugal em Festa esteve lá.

 


 

















Não fiquei desanimada por não poder entrar, porque facilmente lá vou num dia mais calmo, a minha intenção era apenas e só captar através de imagens momentos de alegria, confusão e animação.

 

As lojinhas estavam à pinha e muita gente deliciava-se com a ginjinha em copo de chocolate. As crianças olhavam encantadas para o senhor que fazia balões e depois lhos dava a troco de uma moeda, posavam também junto de um casal que faziam de estátuas vivas.

 

 

Na praça de Santa Maria haviam tasquinhas com bebidas e muitas guloseimas.

 

A música de Natal enchia os ouvidos de quem por ali passeava.

 

O programa é aliciante e quem quiser pode consultá-lo aqui.

 

Tirei imensas fotos e como conheço bem as ruelas da vila, fugi à confusão e hoje sentada aqui, revejo apontamentos fotográficos de uma vila que adoro.

 

 


Hoje em Óbidos a nossa Seleção fez furor

 

 

 

Apesar dos 30 graus, do tempo que convidava para ir até à praia, vi o meu dia cortado por diversos afazeres inadiáveis e praia nem pensar.

 

Eu que até nem sou grande fã de futebol, resolvi ir ver os craques da seleção que foram hoje a Óbidos em jeito de agradecimento pelo apoio dado durante o tempo de estágio nesta vila.

 

Sabia de antemão que ia meter-me no meio da confusão e não me enganei, mas arrisquei porque no meio disto tudo há sempre alguma piada.

Ele são as televisões que se atropelam entre fios e câmaras para ver quem consegue o melhor ângulo, são os gritos histéricos do pessoal quando vêem os meninos a descerem do autocarro e a montarem nas charretes para irem até ao centro da vila, são as pessoas que se mascaram com as vestimentas mais inusitadas em que o vermelho e verde predomina e hoje as crianças eram rainhas no meio do evento

 

Coloquei-me num sítio alto para conseguir algumas fotos e segui-os com alguma dificuldade pela R. Direita até chegarem à Praça de Santa Maria.

Aí houve discursos, música e aplausos a multidão estava ao rubro enquanto os repórteres estavam em todas as janelas que circundavam a praça.

Até o nosso Eusébio esteve presente e teve lugar de destaque.

Entretanto no meio da praça o grupo coral infantil e os guardas da GNR suavam em bica.

 

Acabados os discursos regressaram ao autocarro com o mesmo alarido anterior.

 

Entretanto no parque de estacionamento a Fátima Lopes fazia o seu programa em directo, penso que foi a parte mais engraçada no meio disto tudo.

Ver as meninas em trajes reduzidos a bambolearem-se no palco e a cantar as suas canções de qualidade duvidosa, mas do agrado de muitos e gostos não se discutem, foi interessante ver os bastidores de um programa.

 

Enquanto isto polícias em frente do autocarro com as suas motos a piscar preparavam a saída do autocarro da nossa seleção.

Eu segui-lhes as pisadas e abalei também, mas incógnita, ninguém deu por mim, caramba isto é injusto e sentada aqui penso que se calhar também merecia uma escolta policial.

 

 

Ai Carmencita...tanta chuvita!!!

Foto do meu blog Existe um Olhar

Carmencita:

Bem podias ter dado tréguas ao mau tempo e oferecer-nos uma noite calminha, sem chuvisco, nem humidade por tudo o que era lado. Afinal não se tratava de uma visita qualquer...tu o teu Don José, as ciganas tuas parceiras, aquela feira catita onde os legumes me pareciam bem fresquinhos, as madames de Sevilha vestidas a preceito , o teu charmoso toureiro que preferiste ao infeliz José...e querias tu que as coisas acabassem bem?!!!...Impossível Carmencita, tu acabaste por ir desta pra melhor morta às mãos do teu amado que quis fazer-te companhia e acabaram os dois estatelados no chão, com sangue a jorrar por todo o lado.

 

Ora bolas, tu não sabes que essas coisas nunca dão bom resultado? Alimentastes esperanças ao infeliz e ele não aguentou tamanha desfaçatez, se fosse hoje descansa que ele não se dava ao trabalho de te limpar o sarampo e tratava logo de olhar para a primeira cachopa que aparecesse.

 

Mas estiveste bem mulher, fizeste um papelão, pena a coisa ter dado para o torto, mas enfim, nem tudo é perfeito.

 

E mais...saí de lá com o cabelo a pingar, valeu o tinto que me ofereceram para aquecer qualquer coisita e o resultado foi um feriado em que podia andar por aí a laurear e vi-me remetida ao meu sofá, embrulhada numa manta, com uma gripe daquelas violentas em que tive de atacar com umas quantas pastilhas que me deram uma soneira desgraçada e me impediram de ver meia dúzia de filmes até ao fim...uma desgraça Carmencita, acredita.

 

Hoje estou sentada aqui a recompor-me a a trautear o teu lá, lá,lá,lá... ao mesmo tempo que espirro e assoo, assoo e espirro...

 

 

A ginja do Montez

 

Foto Sentaqui

 

Haverá pouca gente que vá a Óbidos e não prove uma ginjinha. Não há mercearia, bar, ou restaurante que não a tenha para vender, agora também servida em copo de chocolate. Nem sempre foi assim, os obidenses nos anos cinquenta tinham por hábito fazê-la em casa para consumo próprio.

 

Este costume saiu fora de portas, devido a uma história de amor.

 

José Ferreira Duarte Montez veio de Santarém trabalhar para as minas de gesso em Óbidos e apaixonou-se por uma senhora de nome Corália que tinha uma casa de antiguidades. e para ficar mais perto da sua amada, montou um negócio idêntico e para agradar aos clientes, ao mesmo tempo que vendia as suas antiguidades de proveniência duvidosa, oferecia um cálice de ginja. A moda pegou e o Sr. Montez começou a aperceber-se que ia mais gente por causa da ginja do que para comprar velharias e resolveu começar a fazer uns petiscos.

 

Muitas pessoas iam ao Ibn Errik Rex (assim se chamava o bar) para ouvir as histórias do senhor e as patranhas que inventava para conseguir vender as velharias.

 

Ficaram famosas as espadas que enterrava no quintal, que depois de ferrugentos, vendia como sendo de D. Afonso Henriques e ainda a imagem de madeira de Nossa senhora de Fátima como sendo do século XVII, quando o milagre de Fátima data de início do século XX.

Mas a história mais famosa é talvez a de duas caveiras que encontrou quando cavava o quintal.

 

Um cliente olhou para as caveiras e perguntou a quem pertenciam e Montez disse que a maior era a de Napoleão Bonaparte. -E a pequena?- perguntou o cliente, e prontamente respondeu:- era de Napoleão em criança.

 

Era um homem interessado pelo mundo que o rodeava, chegou a ir à União Soviética e o seu bar era frequentado pelos oficiais que participaram no golpe de 16 de Março.

 

Hoje o bar lá continua, agora com a gerência da simpática família Tavares. É um local acolhedor, bem decorado e sentada aqui, lembro-me que a primeira piela que apanhei na vida foi lá num cantinho dos fundos quando pela primeira vez provei aquele delicioso néctar, sem me aperceber que afinal além de ser doce, tinha álcool.

Quando a blogosfera nos deixa com um enorme sorriso

Ao longo de meu percurso na blogosfera, que não é tão recente quanto isso, continua a surpreender-me e se há dias em que me apetece parar, aparece alguma coisa que me impede de o fazer.

 

Não é meu hábito falar sobre a minha vida pessoal, mas hoje fiquei tão espantada que não resisto.

 

Em 1999 apresentei à Câmara Municipal de Óbidos um projecto que consistia em fazer visitas guiadas com animação destinado às crianças do 1º ciclo de todo o país. A ideia foi acolhido pela autarquia com muita satisfação, já que era uma iniciativa inovadora e única em Portugal. Faziam-se visitas guiadas em espaços fechados, mas nunca ao ar livre.

 

Foi pedido o meu destacamento ao Ministério da Educação que foi de imediato concedido.

Durante 7 anos desenvolvi um trabalho que me deu as maiores alegrias em termos profissionais.

Quando fui obrigada a terminar, devido a decisões vindas do ministério, deixei uma equipa que deu continuidade ao projecto.

 

Na altura fiquei triste por não poder continuar e fiz questão de me desligar completamente de tudo. Viver do passado nunca foi uma postura que me seduzisse, acabou, acabou e pronto.

 

Qual não foi a minha surpresa quando recebo um comentário no meu blog Existe um Olhar vindo do Jornalito Virtual e como é natural vou sempre visitar quem me visita... fiquei sentada aqui, paralisada, comovida, quase de lágrima no olho a recordar através de imagens, todos os momentos vividos pelos alunos do 2º ano de uma escola de Tomar. 

 

Revivi de novo momentos que um dia me fizeram acreditar que vale a pena nunca desitir de um sonho. 

Também há crise no chocolate

 

 

Em 2002 começou em Óbidos o Festival de Chocolate. Toneladas dele. Lembro-me da guerra que foi entre a Nestlé e a Cadbury para ver quem seria a patrocinadora. Ganhou a Nestlé, não só nesse ano , mas noutros que se seguiram, até se instalar a crise.

 

Recordo que só para a casa de chocolate das crianças foram distribuídas seis toneladas. Todos saíam com bolachas, gomas, e muitas lembranças. Faziam fila à porta e os pais podiam-nos deixar ali durante hora e meia enquanto visitavam o resto do festival. Existiam 7 ateliers onde se desenvolviam diversas actividades uma delas era fazerem  bolachas de chocolate com a ajuda de cozinheiros.

 

Nesse primeiro ano, lembro-me que a televisão teve de interromper a emissão para avisar que a A8 estava intransitável, tal o afluxo de gente.

 

O bilhete era muito barato e ainda era oferecido um bom chocolate.

 

 Depois de alguns anos de ausência, ontem e anteontem fui lá e o que vi deixou-me triste e desiludida.

 

Paguei 7 euros de entrada e deram-me 3 bombons para consolação. Não havia fila nem a normal algazarra na casa das crianças, ainda perguntei pela encarregada e disseram-me que devia ter de ido ao gabinete. Quem tiver filhos terá de acrescentar mais 5 euros para poder lá entrar.

 

Para além da decoração na cerca do castelo, há um sem número de barraquinhas que vendem um infinidade de coisas relacionadas com o chocolate, regadas naturalmente com ginjinha.

Pode-se ainda visitar uma exposição, essa gratuita, com figuras de histórias infantis,

 

E sentada aqui lembro a quantidade de chocolates que sobravam depois do festival e que eram distribuídas pelas crianças das escolas e pelos idosos dos centros de dia.

 

Não sou só eu a ter esta opinião e Eu Ando às Voltas, também me deixou um comentário que vem de encontro ao que escrevi.

 

A doçura também entrou em crise e temos de nos contentar com o cheiro.

 

Uma coisa é certa, com ou sem chocolate, vale sempre a pena visitar Óbidos

 

Apesar das críticas ele continua a brilhar

O Dr. Telmo Faria parece que nasceu virado para o céu. Apesar das persistentes e renovadas críticas que recebe da oposição local, tanto à esquerda como à direita, os eventos que organiza recebem as prendas dos astros.
O mercado medieval, apesar da perigosa inflação das entradas, conseguiu recolher aplausos bastante generalizados, até porque cada vez mais gente foge ao pagamento com a utilização do traje da época.
Agora com o Festival de Ópera conseguiu no espectáculo inaugural reunir uma plêiade de personalidades que faz inveja a qualquer organizador de espectáculos na Europa.
Muitas vezes não é por reunir mais assistentes ou participantes que se atrai mais fama, uma vez que a qualidade de certos eventos pode atrair mais atenção das elites internacionais.
Está, pois, de parabéns o presidente da Câmara de Óbidos, que trouxe à região o presidente da Comissão Europeia, Dr. Durão Barroso, bem como outras personalidades de todo o país que frequentam mais facilmente aquele concelho do que os seus vizinhos autarcas.
Nem todos os autarcas se podem gabar de juntar num espectáculo do seu concelho o Dr. Rui Rio, presidente da Câmara do Porto, a Dra. Manuela Ferreira Leite, deputada e ex-líder do PSD, o Dr. Carlos Tavares, ex-ministro da Economia e actual presidente da Bolsa de Lisboa, o Dr. Vera Jardim, caldense e ex-ministro da Justiça, o Eng. Francisco Van-Zeller, ex-Presidente da CIP. O Dr. Telmo pode.

Gazeta das Caldas

 

Há pessoas que nasceram com o rabinho virado para a lua...o Sr. presidente Telmo Faria, autarca que gere os destinos da Câmara Municipal de Óbidos, que conheço pessoalmente e com quem tive o prazer de trabalhar durante alguns anos é um deles.

Assisti entusiasmada ao nascer de todos os grandes eventos que ele promoveu, só tenho pena que a qualidade de todos eles tenham vindo a diminuir, principalmente o Mercado Medieval e Festival de Chocolate, que hoje estão longe de ter o brilho dos anos iniciais, mas a máquina publicitária que está por detrás é minuciosamente trabalhada  para que surta os efeitos desejados.

Alguém me dizia um dia...que importa que dez mil pessoas não tenham gostado? Nós somos cerca de dez milhões , por isso ainda há muita gente que virá a Óbidos nestas alturas.

Apesar de tudo continuo a louvar o espiríto de iniciativa, a visão estratégica e inteligência deste autarca e penso muitas vezes que Óbidos nunca mais será a mesma quando ele for embora.

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