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Sentaqui

"A maturidade permite-me olhar com menos ilusões, aceitar com menos sofrimento, entender com mais tranqüilidade, querer com mais doçura." (Lya Luft)

Sentaqui

"A maturidade permite-me olhar com menos ilusões, aceitar com menos sofrimento, entender com mais tranqüilidade, querer com mais doçura." (Lya Luft)

Beijos nos cabelos

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Foto minha

 Hoje nas minhas memórias do facebook tive o prazer de recordar um encontro de bloggers a 5 de Novembro de 2015 em que a minha amiga Isabel Pires ofereceu a todos os presentes o livro" Inquietude" de sua autoria.

Deixo uma das frases que gostei muito.
" Beijos no cabelo, gosto deles, ficam a meio caminho entre o respeito , a ternura e a sensibilidade. Pelo menos habituei-me a senti-los assim".


Vou direitinha à estante dos meus livros e ficar sentada aqui a ler os seus lindos poemas.

O melhor presente de Natal que recebi !

 

Cá em casa, amigos e família já sabem que no Natal não dou presentes, nem espero recebê-los.

Excepção feita às crianças em que faço questão de oferecer livros, livros que tenho o cuidado em escolher para que tenham algum conteúdo pedagógico, que não sejam longos e enfadonhos e que fujam ao tradicional drama do lobo mau, de bruxas, de porquinhos que fogem apavorados, de madrastas insensíveis que abandonam filhos na floresta.

 

Quando o meu filho era pequeno e antes de entrar na idade de escolar, o ritual de todas as noites, era sentar-me ao lado dele a contar uma história.

 

Lembro-me que na altura encontrei uma colecção de aventuras de uma escritora inglesa, da qual não me lembro o nome, aventuras essas que tinham sempre como objectivo contar algo que de uma forma ternurenta,  acabava sempre com um ensinamento pertinente, que ele ouvia com muita atenção.

A preferida dele era Uma Aventura no Escura que lhe li vezes sem conta.

Uma dia  disse-me:

-Mamã, hoje sou eu que vou contar a história para ti.

Começou com a mesma entoação que eu dava, respeitando interrogações e exclamações e virando a página no sítio exacto. Fiquei enternecida e dei-lhe um enorme abraço e ainda hoje recordamos isso com um sorriso.

Sem esperar recebi uma única prenda, o novo livro de Miguel Sousa Tavares, "Não se encontra o que se procura"

 

Por coincidência há dias  ouvi na Tv a entrevista dele sobre o livro. Para espanto meu, o Miguel que nas suas análises políticas televisivas se mostra por vezes, duro, agressivo e que bate sem dó nem piedade em quem tem que bater, desta vez apareceu outro Miguel...sensível, quase encabulado, em que as emoções vieram à tona e nos contou um outro lado que eu desconhecia...o lado do coração.

Comentei com alguém que ia comprar o livro e essa pessoa teve a gentileza de mo oferecer, já que sabia da minha paixão por viagens. 

 

Acho que desta vez o Miguel se superou e li o livro de uma tirada e  permanece ainda na minha mesinha de cabeceira, onde de vez em quando abro num sítio ao calha e leio e releio com o mesmo encantamento da primeira vez

 

Há frases e momentos que descreve de uma maneira absolutamente incrível. Por coincidência visitei lugares há bem pouco tempo por onde ele já passou e que descreve com uma beleza e simplicidade que só os grandes escritores conseguem fazer.

E se um dia num post que aqui deixei  me insurgi contra um artigo que escreveu sobre o facebook, hoje rendo-me e só posso dizer:

BRAVO MIGUEL!!!

 

Ou me engano muito, ou este livro vai influenciar nos próximos tempos a minha assiduidade neste blog  e sentada aqui, já me estou a imaginar a descrever as minhas aventuras por esse mundo fora, não com a pretensão de escrever tão bem como ele, mas agradeço-lhe o facto de fazer com que talvez o meu gosto pela escrita tenha renascido.

Abri agora mesmo o livro e por sorte encontrei  um dos textos que mais me tocou...

"É fácil dizer que se morre por amor, mas não é fácil, de facto, morrer por amor.

A maior parte das vezes, curte-se o desgosto, limpam-se as armas e sai-se de novo em campanha" ou o conselho que sua mãe lhe deu na Piazza Navona em Roma..."Miguel, ver é olhar"

 

 

 

Livro- A Maior Flor do Mundo

 

 


Durante algum tempo participei no blog Clube da Leitura onde ia colocando os livros mais interessantes que ia lendo.

 

Recordo hoje sentada aqui e depois de reler tudo o que lá escrevi e de todos os livros que lá coloquei há um que me tocou mais, A Maior Flor do Mundo um livro infantil de José Saramago. Surpreendi-me um dia quando entrei numa livraria e os meus olhos descobriram este livro, não imaginava na altura que o prémio Nobel da Literatura tinha escrito um livro para crianças, comprei-o de imediato.

 

Mais tarde descobri um vídeo animado cuja voz do narrador é o próprio Saramago, confessando que gostaria de saber contar histórias para crianças, o certo é que o soube fazer de uma maneira simples e cativante.

O livro conta-nos a história de um menino que vivia numa zona desarborizada onde já quase toda a floresta tinha sido derrubada. Num paseio que fez com o pai, encontra um pequeno insecto que guardou carinhosamente numa caixinha. Quando regressou quis mostrá-lo aos pais, que não deram importância e quando ia a abrir a caixa o bicho fugiu. Aflito, pulou o muro, e entrou numa zona cheia de árvores, mas ao longe na imensidão da paisagem tudo estava nu, apenas uma flor definhava com sede.  Voltou atrás e com as suas mãozinhas foi regando com carinho a pequena flor que logo começou a crescer.

 

Cansado o menino adormeceu à sombra da flor e os seus pais preocupados foram procurá-lo. Ficaram pasmados com o tamanho da flor naquele deserto,  que continuava a crescer provocando a admiração geral nas redondezas.

 

Uma história que chama a atenção para o contínuo abate de árvores, para a desflorestação do planeta e que bem pode ser uma chamada de atenção para os mais crescidos que a continuarem assim , deixarão um triste legado para as gerações vindouras.

 

Fui convidada para ir a uma escola contar uma história às crianças e não tenho dúvidas, é esta mesmo que irei contar.

 

Vejam o vídeo, é uma ternura e qualquer palavra que acabei de escrever, fica aquém das imagens.

 

 


 

 


Comer orar e amar

 

Li duas vezes o livro, vi o filme que me decepcionou, muitas das mensagens mais profundas não foram transmitidas através das imagens.

Continuo fã desta filosofia de vida. Um dia há que deixar as roupas velhas e ousar, partir, traçar novos rumos, definir outros objectivos, mas para que isso aconteça há que ter uma grande dose de coragem, dizer não ao comodismo, fugir das rotinas e continuar sempre  a comer orar e amar, mas de outra forma, seguindo a nossa intuição, esquecendo o ego e estar disposta a fazer desvios por caminhos aparentemente mais difíceis, mas que no final nos dão outra sabedoria e nos ensinam a ver a vida com mais lucidez, tendo mais certezas daquilo que queremos.

 

O facto de estar sentada aqui, não quer dizer que me instalei comodamente sem pretensões de mudanças. Felizmente elas estão a acontecer quando menos espero, porque Quero e não porque admita que a vida passe por mim.

 

 

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