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Sentaqui

"A maturidade permite-me olhar com menos ilusões, aceitar com menos sofrimento, entender com mais tranqüilidade, querer com mais doçura." (Lya Luft)

Sentaqui

"A maturidade permite-me olhar com menos ilusões, aceitar com menos sofrimento, entender com mais tranqüilidade, querer com mais doçura." (Lya Luft)

Enclausurada no aeroporto- uma viagem para esquecer

Não costumo viajar em companhias low cost, mas desta vez o convite para festejar os 50 anos de uma grande amiga foi tão inesperado que resolvi marcar a viagem até Genève na easyJet.

Para lá tudo correu bem. O regresso coincidiu com o problema de abastecimento de combustível no aeroporto de Lisboa.
Tinha o voo de volta marcado para as 21h e 40m. Duas horas antes lá estava e fui logo informada que não sabiam se haveria voo, já que o aeroporto fechava à meia noite.

Subi e aguardei mais informações e elas não foram nada agradáveis.

Comunicaram-nos que o avião não chegaria antes do aeroporto fechar e como alternativa colocaram-nos em 3 autocarros que nos levariam até Lion com a garantia de que à uma da manhã teríamos voo.

Foi com espanto e muito constrangimento que nos disseram que o voo só se efetuaria às 6 da manhã e fecharam o aeroporto.

Ficámos enclausurados numa sala sem comer e sem condições para dormir.

Chegaram as 6 e nada, mudaram para a 7 e nada, até que disseram que ia ser às 8 e estavam a preparar-se para adiar mais uma vez , mas uma rebelião dos passageiros fez com que o voo acontecesse.

Chegados a Lisboa estivémos 1 hora dentro do avião à espera que viesse um autocarro para nos levar às instalações do aeroporto. Os ânimos exaltaram-se de tal maneira que tiveram de chamar a polícia, o certo é que passados alguns minutos tivemos autocarro.
Compreendo que problemas podem sempre existir, mas quem viaja nestas companhias de baixo custo fica sempre relegado para segundo plano.

Hoje sentada aqui prometi a mim mesma nunca mais viajar neste tipo de companhias

Deixo algumas imagens para ilustrar a situação degradante pela qual passámos.

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Deram-nos umas folhas de papel de alumínio amarelas para nos cobrirmos e que faziam um barulho irritante quando alguém se mexia, parecia que estávamos prontos para ir para o forno.

Agradeço à equipa do Sapo por ter destacado este post

 

 

Na floresta de Bwindi

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 O Parque Nacional Impenetrável de Bwindi está localizado nas montanhas do extremo sudoeste do Uganda, à beira do Vale do Rift  junto à fronteira com a República Democrática do Congo. Este parque foi inscrito pela Unesco, em 1994 na lista dos locais que são Património da Humanidade.

A entrada no parque tem numerus clasus, sendo apenas permitida a um número restrito de turistas.IMG_6826.JPG

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 Ficámos alojados num pequeno e agradável lodge. Durante a noite choveu torrencialmente e julguei que a nossa visita ficásse comprometida, mas quando nasceu o dia o sol já brilhavaIMG_6727.JPG

Fomos numa pequena avioneta pilotada por duas meninas bem simpáticas e voámos a baixa altitude o que me permitiu verificar o quão verde era o Uganda.

 

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 Fomos divididos em dois grupos com vários guias, eu sem saber escolhi o percurso mais difícil, felizmente houve um  guia simpático que carregou a minha mochila.IMG_7711.JPG

A caminhada começou e nunca imaginei que o mato fosse tão cerrado.IMG_7691.JPG

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À frente um dos homens com uma catana ia cortando o mato para conseguirmos passar, confesso que fui mais vezes com o traseiro a escorregar do que de pé.
Finalmente avistámos ao longe pequenos gorilas que se balouçavam nas árvores, mas o melhor estava para vir.

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 Subitamente apareceu à nossa frente um gorila gigante que nos saudou com uma valente bufa e seguiu o caminho dele indiferente aos visitantes.

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 E hoje sentada aqui, recordo o berro do  guia dirigido a mim, eu estava, nada mais nada menos que em cima de um ninho de formigas e só passados alguns segundos e apesar de levar botas e meias, senti as picadas delas e ainda estou para saber por onde entraram.

Foi uma viagem inesquecível e única, em que pela primeira vez tive a noção do que era uma floresta a sério.

Cidade do Cabo- África do Sul

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 A cidade do Cabo na África do Sul surpreendeu-me, já que estava à espera de encontrar arranha céus e o que vi foram construções harmoniosas, junto de uma baía cheia de vida.

Percorri a cidade e vi muita animação de rua, cantores de blues, jazz, animadores de rua e uma alegria e vida que pairava por qualquer lado para onde me virava.

E o comer? Ui, que maravilha, bons vinhos e muito marisco tudo servido com muita qualidade e simpatia.

Num outro dia embarcámos e fomos até Roben Island, visitar a prisão onde esteve Nelson Mandela. Comoveu-me ver o quarto onde esteve e toda a zona envolvente.

Regressámos à cidade, mas a visita não acaba aqui, fico sentada aqui a recordar as grandes emoções e encantamento que tive nesta viagem.

Continua... 

Machu Picchu

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 Quando visitei o Peru o ponto alto da viagem foi sem dúvida visitar Machu Picchu, um local mágico e monumental, que impressiona, dada a dimensão das construção em sucalcos em que os Incas foram os principais mestres.

Perguntei-me, como conseguiram levar pedras de um tamanho descomunal tão alto e tudo ordenado.

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 Nada está ali ao acaso, tudo tem um significado e cada pedra tem uma história.

A 9 de Novembro de 2011 embarcámos num comboio até à base e iniciámos a subida. 
O espanto era uma constante à medida que subíamos e apreciávamos aquela formação geológica, santuário dos Incas, só descoberto em 1911 pelo Dr. Hiram Bingham.

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 Gostámos tanto que fizemos a subida duas vezes e chegámos aos 2400m de altitude no segundo dia.

Tivemos visita guiada, mas sinceramente não me lembro de tudo, só o meu olhar gravou cada pormenor que me deixou extasiada.

Outros turistas andavam por ali, mas dado o número controlado de visitantes não haviam atropelos.

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Até uma modelo andava ali a ser fotografada a acenar com duas bandeiras, mas não cheguei a saber o significado.

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 As pedras que falam e que tinham um significado especial, esta era um túmulo.

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Não sinto que valha a pena dizer mais nada, as imagens falam por si.

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 Parei lá bem no alto, sentei-me e senti uma energia muito especial, daquelas que acalmam e que nos fazem sentir no céu.

E em vez de ficar sentada aqui como é costume, apeteceu-me deitar, relaxar e agradecer

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Chegada a Zanzibar

Depois de oito dias de jipe na Tanzânia, chegar a Zanzibar foi a cereja no topo do bolo.

Desta vez o mar azul transparente, as águas quentes, e um hotel de sonho, foram o culminar de uma viagem de sonho.

Não vou aqui falar deixar a história desta ilha do Índico, mas deixo o link com todas as informações.

 

https://pt.wikipedia.org/wiki/Zanzibar#Ver_tamb.C3.A9m

O hotel tinha uma esplanada fantástica com piscina e com o mar alí bem perto e onde tomávamos o pequeno almoço, ou simplesmente ficávamos por ali a bebericar e a tomar umas banhocas.

Zanzibar

E quem consegue resistir a este mar?

Zanzibar

Mas não houve só praia , também fomos num autocarro visitar algumas zonas da cidade, monumentos, ruelas e mercados.

Zanzibar

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 O que se passou a seguir foi deveras interessante e divertido.

Fomos levados até uma quinta onde podemos observar todo o tipo de especiarias e frutos exóticos. Os nativos subiam aos coqueiros e cortavam cocos que depois saboreáva-mos. Cravinho, canela, e outras especiarias foram outras especiarias que conheci, habituada que estava a vê-las só nas prateleiras dos supermercados, foi uma agradável surpresa e gerou-se um clima de festa enquanto se cantava Hakunamatata.

Zanzibar

 Mas mais surpresas estavam para acontecer.

Embarcámos para uma pequena ilha num barco, estilo pirata, para uma  praia deserta, onde estavam à nossa espera para um saborearmos uns óptimos grelhados. Foi um dia em cheio.

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As noites eram de festa, comia-se bem, bebia-se melhor, cantava-se e dançava-se.

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 E com tanta festa e folia, havia quem chegasse ao fim da noite completamente de rastos.IMG_1314.jpg

 E desde 2009 é impossível ficar sentada aqui e não chegar à conclusão, que para começar, foi um bom começo para início de viagens.

 

 

 

 

 

A 1ª grande viagem- Tanzânia e Zanzibar

Tudo começou em 2009 quando me convidaram para integrar um grupo numa viagem que ia ser o começo de muitas.
Tudo bem organizado e orientado por um guia fantástico que se preocupava em que nada falhasse e que fosse cumprido o programa.

Antes de ir tive a feliz ieia de comprar uma máquina fotográfica razoável e que fez com que a partir dessa altura ganhasse a paixão pela fotografia.

Nunca tinha pisado solo africano e fiquei deslumbrada.

Tanzânia

A cratera de Ngorongoro, Seringeti, Lago Manyara, Kilimanjaro, o Lago Vitória e Zanzibar faziam parte do programa.

Percorremos de jipe durante oito dias a savana e podemos observar todo o tipo de animais e há quem lhe chame a arca de Noé da África Oriental.

Já nos jipes aproximavamo-nos dos animais que se mostravam pacíficos, até os leões aproveitavam as sombras dos jipes e as zebras nem precisavam de passadeiras. Parecia que estava a viver um episódio do National Geografic.

leões

zebra

Assisti estupefacta a uma tentativa de um conjunto de leões que tentavam caçar um javali, mas a tentativa saiu gorada.
A única vez em que me assustei, foi quando apareceu à nossa frente um enorme elefante que ficou especado mesmo em frente ao nosso jipe. O condutor desligou o motor e pediu silêncio, nestes casos um elefante enfurecido podia virar o jipe de pernas para o ar. Quando assim o entendeu afastou-se.
Ao longo do caminho íamos contemplando toda a espécie de aves e animais.

Tanzânia e Zanzibar

Entrámos no Parque Nacional de Serengueti, um parque de grandes dimensões cerca de 13.000km quadrados no norte da Tanzânia, famoso pelas migrações anuais de gnus, zebras e gazelas, contudo no parque vivem cerca de 35 espécies de grandes mamíferos.
Ao final da tarde saímos dos hotel para ver o famoso pôr do sol.

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 Mas o mais emocionante estava para acontecer...visitar uma tribo Masai.

Estavam à nossa espera, mal chegámos dançaram e as mulheres tinham expostas nas paliçadas as suas peças de artesanato.

Vivem em cabanas feitas de bosta de animais o que causa alguma impressão, entrei numa e tive de sair logo, tinha apenas um pequeno buraco ao meio por onde saia o fumo da fogueira que ardia ao centro, não existiam divisões e cada família vivia naqueles espaços exíguos.

As mulheres percorriam quilómetros para trazer lenha, enquanto os homens guardavam o gado.
Visitámos a escolinha e comoveram-me os olhares ternurentos das crianças.
Levámos alguns medicamentos, porque sabíamos de antemão que eram a sua maior necessidade.
Um povo afável que gostei de conhecer, contudo não pude deixar de ficar impressionada com as condições em que viviam.

 

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 Muitas foram as emoções vividas, o que aprendi, sobretudo a dar valor que não é preciso muito para nos sentirmos felizes.
Em breve vou sentar-me aqui para falar de Zanzibar

Apesar de tudo o meio de transporte que prefiro é o avião

Foto de sentaqui

Quando ouço notícias sobre a queda de um avião e os mortos que causam, fico naturalmente consternada, mas o que me deixa boquiaberta é quando isso acontece e ninguém sabe a razão e nem sequer onde caiu, como aconteceu há duas semanas com a queda do avião das linhas aéreas da Malásia (já voei nesta companhia). Nunca entrei num cockpit, mas imagino que o piloto estará sempre com as linhas de comunicação abertas e que em caso de anomalia possa  comunicar com alguém, a não ser que ponha o avião em piloto automático e bata uma valente soneca, é esta a única explicação que encontro para justificar tamanha tragédia. Agora especula-se imenso sobre o assunto, mas nada de certezas.

 

Já fiz dezenas de horas a bordo de aviões e nunca me passou pela cabeça que fosse desta para melhor, sinto-me segura e ilusoriamente penso que estas desgraças só acontecem aos outros. Para mim andar de comboio, carro ,barco ou seja em que transporte for corro sempre riscos e se fôssemos a pensar nisso nunca saímos de casa. 

 

Cheguei há pouco de mais uma viagem, não foi longa, houve alguma turbulência, mas já estou habituada e isso não me assusta.

 

Fiquei mais apavorada quando meti os pés em casa...o carro não trabalhou, o frigorífico avariou, os senhores do gás resolveram mexer na torneirinha e água quentinha para o duche , nada, lá tive de andar à procura, ainda meia sonâmbula onde ficava a bendita torneira e depois disto tudo fico sentada aqui a pensar se não seria bem melhor ter apanhado outro avião para a terra de ninguém.

 

 

Expedição a Monte Bromo


Monte Bromo é um vulcão activo e faz parte do maciço de Tengger, pertencente ao Tengger Semeru Parque Nacional Bromo, localizado em Java Oriental, Indonésia.

 

Levantámo-nos às 3 da manhã e em jipes partimos, pensando eu que seríamos muito poucos, como me enganava! A pouco e pouco formou-se uma enorme fila de jipes e lambretas que circundavam as estradas estreitas e sinuosas para ver o fabuloso nascer do sol por entre o vulcão.

Subimos ao topo da colina , com um frio e ventos cortantes. 

Os primeiros cliques surgiram, mas nada que me agradasse os dedos enregelados, a falta de visibilidade deixaram-me por momentos frustrada.

 

 

Descemos até à planície que era nada mais nada menos a cratera de um vulcão com cerca de 10km de diâmetro. O cheiro a enxofre enchia-nos as narinas, um pozinho incómodo fustigava-nos. 


Milhares de pessoas, muitos jipes, cavalos, gente que vinha de diversos locais do oriente vagueavam por ali. Ocidentais penso que éramos só nós, ficando a saber que só agora algumas agências europeias estavam a sugerir este destino.


 

À minha frente, erguia-se um dos vulcões que expelia uma enorme fumarola.

E agora? Como subir lá acima?

Homens com cavalos prontificaram-se  a levar-nos até à base. Eu que nunca montei a cavalo, lá arrisquei, fui ajudada e ao meu lado foi sempre uma pessoa a agarrar no estribo e a certificar-se que ia bem segura.

 

 

Chegada à base desci e à minha frente apareceu um outro desafio, subir um sem fim de degraus para chegar à cratera. O fumo entranhava-se cada vez mais e a minha respiração ofegante fez com que pensasse que não conseguia. Como não sou mulher para desistir, finalmente cheguei ao cimo.


A vista era deslumbrante, o fumo do vulcão estava ali bem perto de mim, foi uma sensação indescritível.

 

Hoje sentada aqui recordo e reconheço que este foi sem dúvida o ponto alto da minha viagem à Indonésia.



De volta a casa

 

Foto de Sentaqui

 

Depois de quase um mês fora de Portugal, finalmente regressei e estou de novo sentada aqui.

Apesar de adorar viajar, sabe-me sempre bem voltar, abraçar quem mais amo e ver o mar, sim, porque num país onde não há há mar, apesar de ser maravilhoso, aquele cheirinho a maresia, os finais de tarde, o pôr do sol, as ondas que deslizam preguiçosas no areal, são coisas que não dispenso e que sinto falta.

 

Depois vem o menos bom...abrir a caixa do correio que estava a abarrotar de publicidade e de facturas por pagar e outras já pagas, causam-me logo calafrios e fico logo com o desejo de fugir de novo. A casa que ficou limpa, como que por artes mágicas, tem pó, não cheira a fresco e lá tem a Maria de entrar de fascina e de aspirador e pano do pó em punho,  transforma-se em gata borralheira. Há que desfazer a mala, lavar, arrumar..enfim, uma canseira!

 

Caio numa realidade a que me tinha desabituado, ligo a Tv leio o que se vai publicando na blogosfera... as desgraças e programas foleiros cá estão, para acabarem de vez com o meu mundo de sonho e lembrarem-me que estou em Portugal, este país que eu, apesar de tudo adoro, mas que me deixa de rastos quando percebo e tomo conhecimento que o Governo continua a desgovernar, o país está a arder, a irresponsabilidade continua e afinal nada mudou.

 

Felizmente os verdadeiros amigos não mudaram e chovem telefonemas e convites para um cafezinho para colocar a conversa em dia.

 

E enquanto não me passa esta sensação de desconforto e não me adapto à realidade, vou fingir que tenho um botão "On" e "Off", para ouvir só o que me faz sorrir e desligar quando a coisa virar para o torto.

 

 

 

Como foi bom voltar ao Alentejo!

Foto de Sentaqui

 

A propósito do aniversário de uma amiguinha que vive numa pequena terrinha a 12 km de Elvas fui até lá. Curiosamente uma terra onde a escola fechou porque não há crianças. Ainda há jovens e idosos, casas bem arranjadas, ruas limpíssimas, flores, muitas flores, alegria e boa disposição.

 

Em vez de ir e regressar no mesmo dia resolvi pernoitar em Elvas e explorar uma série de recantos que há muito não contemplava. Percorri muitos quilómetros, ia parando aqui e ali e tirando fotos.

 

Sempre que não confiava no GPS parava e perguntava. A gentileza e simpatia do povo alentejano esteve sempre presente e cativou-me.

 

Almocei em Monsaraz e pedi uns carapauzinhos fritos com arroz de tomate, regados com um bom vinho e fui intervalando o repasto, conversando com o dono do restaurante, porque tinha um sonho de há muito: visitar o Alqueva. Deu-me com uma enorme paciência, todas as indicações que precisava. Hoje recordo que ainda estaria sentada aqui, caso esperasse que uma certa pessoa cumprisse a promessa de me levar lá.

 

O calor apertava e tive que parar para colocar protector solar nos braços, grande contraste com o friozinho que se fazia sentir a oeste.

 

Admirei embevecida as planícies, as herdades vedadas, o gado espalhado, os rolos de palha, os sobreiros aqui e ali, as rectas intermináveis, sem que se visse vivalma, as cores amareladas, intervaladas com verdes e alturas houve que parecia estar dentro de um quadro.

 

Soube-me bem, uma paz tomou conta de mim e espero que se prolongue pela semana toda.

 

Ficou a vontade de voltar, de revisitar outras zonas e de continuar a admirar as boas gentes alentejanas. 

 

 

 

 

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