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Sentaqui

"A maturidade permite-me olhar com menos ilusões, aceitar com menos sofrimento, entender com mais tranqüilidade, querer com mais doçura." (Lya Luft)

Sentaqui

"A maturidade permite-me olhar com menos ilusões, aceitar com menos sofrimento, entender com mais tranqüilidade, querer com mais doçura." (Lya Luft)

O corpo é que paga

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 Já cantava António Variações que quando a cabeça não tem juízo o corpo é que paga, nada de mais verdadeiro.
Tudo o que pensamos ou as nossas preocupações, reflectem-se no corpo.

Mens sana in corpore sano ("uma mente sã num corpo são") é uma famosa citação latina, derivada da Sátira X do poeta romano Juvenal. No contexto, a frase é parte da resposta do autor à questão sobre o que as pessoas deveriam desejar na vida

Sentada aqui, confesso que o reflexo dos meus medos e inseguranças, estão a reflectir-se com demasiada intensidade no meu corpo.

Uma vida sem sinais de pontuação

 

Não uso vírgulas para respirar entre um momento e outro porque isso tira-me algumas fracções de segundo para viver.

As reticências coloquei-as de lado porque nada fica em suspense, não há dúvidas nem palavras que ficam por dizer.

Podia usar ponto e vírgula como sinal intermediário entre o que é e o que virá, mas isso importa? 

A exclamação de dor, alegria, ilusão, pesar, surpresa... ficou arrecadada, porque nada merece esse entusiasmo, por vezes vão e inoportuno, tudo vem e tudo vai, para quê perder tempo com coisas fugazes?

Já o travessão  deixa-me irritada porque não quero interpelar quem não me pode ou não quer dar respostas.

Entre aspas podia usá-las para me reportar a uma frase ou a alguém que me tenha marcado com palavras de  carinho, de ensinamentos ou de ternura, se as ouve, fiz questão de as esquecer, já que talvez e ironicamente, sou o que fico no meio delas.

Podia usar um parágrafo para mudar de assunto, mas que assunto? Só para dizer que acabei com os sinais? Isso quer dizer alguma coisa para alguém? Sou eu, apenas eu, correndo sem respirar, ávida de vida, de ser e recusando parecer.

Pensando bem enquanto estou sentada aqui, só há um que me seduz, a interrogação e pergunto-me porquê? Quando? Onde? Será? E mesmo esse em breve será abolido porque há muito que deixou de haver respostas, é que nem eu sei porque escrevi este texto cheio de sinais, uns mal usados, talvez... mas são apenas palavras correndo mais velozes que eu, que teimo em viver sem sinalética. 

 

 

Sonho de uma noite

Vestiu aquele vestido preto que ele já tinha visto e que tinha adorado...justo, um pouco acima do joelho e que lhe acentuava as curvas. Meias pretas finas e de liga, por debaixo uma lingerie ousada seria dela para ele a surpresa da noite. Cabelos soltos, umas pérolas discretas nas orelhas, e um pequeno colar a condizer uns sapatos pretos de salto fino e alto completavam a toilette. Olhou-se ao espelho e gostou do que viu.

 

Antes de se vestir, preparou a mesa onde não faltaram as velas que iluminavam os copos altos, os pratos minimalistas, com guardanapos que condiziam com a toalha vermelha. Uma pequena jarra de flores completava o cenário.

 

A lareira estava acesa, acendeu as luzes mais fracas colocou a música e tudo parecia perfeito.

 

A campainha tocou, o seu coração deu um pulo, estava excitada e louca para o abraçar.

 

Beijaram-se sofregamente e ele depositou-lhe nas mãos uma rosa juntamente com uma caixinha que ela abriu cheia de curiosidade, um anel reluzente com um belo rubi brilhava. Ele colocou-lho no dedo e ela emocionada agradeceu com mais um beijo que traduzia todo o amor que ambos sentiam. Os olhos brilhavam, as carícias pareciam não ter fim.

 

Levou-o para a mesa e antes brindaram com champanhe que ela nunca dispensava porque sabia que ele também apreciava.

O vinho já tinha sido aberto para respirar.

 

Comeram devagar saboreando o jantar que ela tão esmeradamente tinha cozinhado. Riram, trocaram olhares de paixão, cruzaram as mãos em sinal do amor que os unia e que queriam perpetuar numa noite que  desejavam repetir por muitos anos.

 

Depois...oh depois, foi a continuação da loucura, amaram-se até ao amanhecer e desejaram que momentos assim nunca deveriam terminar.

 

Já tarde acordaram e olharam-se nos olhos sem palavras, não eram precisas, tudo estava claro, tudo se encaixava, tudo era amor, paixão, desejo, cumplicidade, carinho, companhia...tudo o que ela sempre tinha sonhado para a sua vida.

 

De repente tocou o despertador, deu um pulo na cama, olhou para o lado, ninguém...uma lágrima teimosa saltou-lhe dos olhos, afinal tudo não tinha passado de um sonho.

 

Hoje, sentada aqui, pensa que o dia de S.Valentim é um dia como os outros. Arranjou-se à pressa e saiu para ir trabalhar, pelo caminho foi recordando o sonho de uma noite que nunca aconteceu, mas quem sabe  um dia ao virar da esquina, ele não apareceria com um sorriso, com uma flor e tudo o mais que ela desejava para a sua vida. Sonhar não custa e não ia desistir de fazê-lo até um dia que podia ser de S. Valentim ou outro qualquer.

 

 

Cansei de tentar entender os homens

Foto minha

Não vou contar um início de uma relação que eu pensava ter tudo para dar certo, prefiro contar o final que é mais hilariante.

 

Tudo corria bem até ao dia em que ele resolveu apresentar-me uma amiga, que por sinal era uma óptima pessoa. Não era daquelas que tentavam logo roubar o que não lhe pertencia e até nos dávamos bem. De vez em quando saímos juntos, ora para comer, ora para dar belos passeios.

 

Um dia virou-se para mim e disse-me:

- Sabes não sei se gosto mais de ti se da A. Gosto daquele jeitinho simples , de chinelinho de enfiar no dedo, vou ter uma conversa com ela para indagar dos sentimentos dela em relação a mim.

 

Não estava a acreditar no que estava a ouvir.

Empoleirei-me ainda mais no alto dos meus tacões e respondi.

 

- Escusas de te preocupar, seja qual for a resposta dela eu pulo já.

Assim fiz e nem me preocupei mais com a resposta.

 

Qual não é o meu espanto, isto depois de meses sem saber nada dele, recebo um telefonema para ir almoçar ou jantar.

Escolhi o almoço porque sabia que só tinha uma hora e não teria tempo para grandes conversas.

 

Disse-me então que eu o tinha marcado muito, que desde que desapareci, só tinha encontrado mulheres deprimidas, outras moravam longe e outras ainda estavam a fazer o luto do divórcio.

 

Temos pena - respondi- faltaste-me ao respeito agora é tarde demais.

 

Agora digam-me, não é maluco? Se fosse outro e mais esperto, resolvia as coisas sem me dizer nada e tudo continuava como dantes.

 

Hoje, sentada aqui, penso que há homens que pecam por serem demasiado sinceros ( ou estúpidos), deitando tudo a perder, como foi o caso, outros há que mentem tanto que quase se vê o nariz a crescer de tanta intrujice.

 

Está decidido, não vou preocupar-me mais em entender o bicho "homem" , pois se até eles nem se conhecem a eles próprios!

 

Este é apenas um de alguns episódios que vivi com o sexo oposto, mas se me apetecesse acho que poderia criar um novo blog só para falar dos animais masculinos. Que me perdoem aqueles que são normais, porque ainda acredito que os haja.

 

 

Nelson Mandela morreu mas o seu exemplo de vida jamais será esquecido

"Sempre sonhei com o ideal de uma sociedade livre e democrática, na qual as pessoas possam viver juntas em harmonia e com igualdade de oportunidades. É um ideal pelo qual espero viver e, se for necessário, é um ideal pelo qual estou disposto a morrer". As palavras foram proferidas em 1964, no discurso do julgamento que levou Nélson Mandela à prisão, durante 27 anos. Palavras que viriam a mudar o Mundo. Símbolo internacional de força e esperança, o "preso 46664", ou Madiba — "avô venerável" como carinhosamente o chamam os sul-africanos - tornou-se no primeiro Presidente negro da nação africana, sinónimo de paz, luta e reconciliação.


Nelson Mandela terminou a sua luta aqui na terra, mas as suas palavras e o seu exemplo de vida perdurará para sempre.

Sentada aqui releio a sua vida, o exemplo de luta e persistência por tudo aquilo em que acreditou.




Para pensar

De novo sentada aqui e depois de uma longa ausência em que a vontade de escrever tem sido quase nula, apesar de ter muito que contar, deixo hoje algo que me enviaram e penso que é importante partilhar.

 

 

A enfermidade é um conflito entre a personalidade e a alma.
O resfriado escorre quando o corpo não chora.
A dor de garganta entope quando não é possível comunicar as aflições.
O estômago arde quando as raivas não conseguem sair.
A diabetes invade quando a solidão dói.
O corpo engorda quando a insatisfação aperta.
A dor de cabeça deprime quando as dúvidas aumentam.
O coração desiste quando o sentido da vida parece terminar.
A alergia aparece quando o perfeccionismo fica intolerável.
As unhas quebram quando as defesas ficam ameaçadas.
O peito aperta quando o orgulho escraviza.
A pressão sobe quando o medo aprisiona.
As neuroses paralisam quando a "criança interna" tiraniza.
A febre aparece quando as defesas detonam as fronteiras da imunidade.
Os joelhos doem quando o orgulho não se dobra.
O cancro mata quando não se perdoa e/ou cansa de viver.
E as dores caladas? Como falam em nosso corpo?
A enfermidade não é má, ela avisa quando erramos a direcção.

 

O caminho para a felicidade não é recto, existem curvas chamadas Equívocos, existem semáforos chamados Amigos, luzes de precaução chamadas Família, e ajudará muito ter no caminho uma peça de reposição chamada Decisão, um potente motor chamado Amor, um bom seguro chamado FÉ, abundante combustível chamado Paciência.

 

Bom fim de semana para todos os que passam por aqui

 

 

Eu, mulher...inspiro, expiro e relaxo

 

Foto de sentaqui

Uma vida pautada por muito trabalho, em que mal tinha tempo para respirar, muito menos para pensar.

Uma vida de rotinas avassaladoras em que me era exigido muito daquilo que eu pensava não conseguir dar.

A certeza que tudo devia ser feito naquele tempo, sem lugar para erros, sem hipótese de contestar e de pôr em causa se o que fazia era o que mais se coadunava com a minha maneira de ser e estar, continuava, como se de uma autómato se tratasse.

A agitação, os desafios constantes, fizeram durante anos parte do meu dia a dia.

 

A miúda refilona, contestatária, líder, irreverente que encabeçava as rebeliões juvenis, defendendo com unhas e dentes os seus ideais, combatendo injustiças, dizendo sem papas na língua o que pensava, trazendo-lhe consequentemente punições que aguentava de lábios cerrados, mas convicta que estava a lutar pelo que acreditava, viu-se de repente num lado oposto, em que a acomodação e a revolta interior iam crescendo, sem muitas vezes dar por isso.

 

No tempo certo, tudo se alterou e percebi, depois de alguma reflexão que tudo teve um propósito, que bem administrado, serviram para conquistar um equilíbrio e tolerância que passei a colocar em prática intuitivamente e sem esforço.

 

Digamos que as agruras, o entusiasmo desmedido, serviram para percepcionar e compreender atitudes de todos os que por mim têm passado.

 

Se estou acomodada? Não, de modo nenhum, simplesmente aprendi a separar o trigo do joio, a não me desgastar com assuntos que não me trazem nenhuma mais valia, a dar importância ao que serve para o meu crescimento interior, numa eterna busca pela sabedoria.

 

E hoje esta mulher que escreve sentada aqui, tem consciência plena do papel que tem de desempenhar no mundo, sem cair em exageros, apenas inspirando, expirando, relaxando e continuando uma caminhada que pode não ser por vezes a mais fácil, mas é sem sombra de dúvida a que me faz sentir mais mulher, mais segura, mais confiante e acima de tudo mais tolerante.

 

O poder que um segundo nos pode dar

 


 

 

Esta é a mensagem que Marko Slavnic pretende passar na sua curta-metragem “Seconds”.

 

E nestes segundos em que estive sentada aqui, penso nos milhares de segundos que desperdicei e noutros tantos que vivi de forma plena.

Desperdicei o tempo que calei ao invés de falar.

Desperdicei a vontade de arriscar com medo de errar.

Desperdicei aquele momento em que alguém olhou para mim e eu nem prestei atenção.

Desperdicei muitos sorrisos que podiam ter feito a diferença na vida de alguém.

Mas...

Vivo apesar de tudo, de forma plena tudo aquilo que julguei ter valido a pena, apesar das desilusões.

Vivi grandes amores, aprendi e continuo, por alguma razão inexplicável, a tentar aproveitar cada segundo da minha vida com a certeza que cada momento que  me é  dado, é para que o partilhe da melhor forma com todas as pessoas que passam por mim.

 

 

Longe de tudo

 

Se há uns tempos atrás eu adivinhasse o tipo de vida que estou a ter agora, nem me passaria pela cabeça ficar sentada aqui.

 

A vida dá voltas imprevisíveis e o que antes era uma vida pautada pela pacatez e rotinas diárias, hoje virou confusão e há um turbilhão de acontecimentos que me impedem de fazer o que gosto quando por aqui ando.

 

Leio apressadamente o que escrevem os que sigo... comentar? e tempo? responder? eu gostava de o fazer com assiduidade que merecem tantos assuntos interessantes que vou lendo na blogosfera, mas não estou a conseguir e que me perdoem os que ainda têm a gentileza de me visitar e comentar.

 

Escrevi há uns tempos aqui que ia colocar em prática o que tenho aprendido, para fazer face à roubalheira que nos atinge a todos e se bem o disse, melhor o fiz e toca a bulir. Estava longe de imaginar a dimensão do trabalho que ia ter pela frente. Como se isso não bastasse aparecem outras pessoas a proporem-me que participe em novos projectos.

 

Não se pense que com isto ando a nadar em dinheiro, ou que o que ganho dá para cobrir o que os ladrões que nos desgovernam me tiraram,  e segunda as últimas notícias a roubalheira vai continuar, tal como entram alguns cobres saiem com uma velocidade assustadora devido a imprevistos que surgem a todos os níveis, ou seja isto é uma roda, assim como entra sai logo.

 

Fico na dúvida se deveria manter-me quietinha, gastar o mínimo, ou se a decisão que tomei valerá a pena.

Duma coisa tenho a certeza, estou a fazer o que gosto, se tenho ou não arcaboiço para levar tudo a bom porto, só o tempo o dirá.

 

No meio desta turbulência laboral, há aspectos que até nem são maus de todo, por exemplo, pensar na vontade que teria de pegar numa caçadeira e ir para a Porta da Assembleia da República e começar a atirar indiscriminadamente nuns tordos que por ali andam e que nos deixam de cabeça perdida, caso não andasse tão ocupada.

 

 

Eu adoro voar

Foto de Sentaqui
 

Já escondi um AMOR com medo de perdê-lo, já perdi um AMOR por escondê-lo.
Já segurei nas mãos de alguém por medo, já tive tanto medo, ao ponto de nem sentir minhas mãos.
Já expulsei pessoas que amava de minha vida, já me arrependi por isso.
Já passei noites chorando até pegar no sono, já fui dormir tão feliz, ao ponto de nem conseguir fechar os olhos.
Já acreditei em amores perfeitos, já descobri que eles não existem.
Já amei pessoas que me decepcionaram, já decepcionei pessoas que me amaram.
Já passei horas na frente do espelho tentando descobrir quem sou, já tive tanta certeza de mim, ao ponto de querer sumir.
Já menti e me arrependi depois, já falei a verdade e também me arrependi.
Já fingi não dar importância às pessoas que amava, para mais tarde chorar quieta em meu canto.
Já sorri chorando lágrimas de tristeza, já chorei de tanto rir.
Já acreditei em pessoas que não valiam a pena, já deixei de acreditar nas que realmente valiam.
Já tive crises de riso quando não podia.
Já quebrei pratos, copos e vasos, de raiva.
Já senti muita falta de alguém, mas nunca lhe disse.
Já gritei quando deveria calar, já calei quando deveria gritar.
Muitas vezes deixei de falar o que penso para agradar uns, outras vezes falei o que não pensava para magoar outros.
Já fingi ser o que não sou para agradar uns, já fingi ser o que não sou para desagradar outros.
Já contei piadas e mais piadas sem graça, apenas para ver um amigo feliz.
Já inventei histórias com final feliz para dar esperança a quem precisava.
Já sonhei demais, ao ponto de confundir com a realidade... Já tive medo do escuro, hoje no escuro "me acho, me agacho, fico ali".
Já cai inúmeras vezes achando que não iria me reerguer, já me reergui inúmeras vezes achando que não cairia mais.
Já liguei para quem não queria apenas para não ligar para quem realmente queria.
Já corri atrás de um carro, por ele levar embora, quem eu amava.
Já chamei pela mamãe no meio da noite fugindo de um pesadelo. Mas ela não apareceu e foi um pesadelo maior ainda.
Já chamei pessoas próximas de "amigo" e descobri que não eram... Algumas pessoas nunca precisei chamar de nada e sempre foram e serão especiais para mim.
Não me dêem fórmulas certas, porque eu não espero acertar sempre.
Não me mostre o que esperam de mim, porque vou seguir meu coração!
Não me façam ser o que não sou, não me convidem a ser igual, porque sinceramente sou diferente!
Não sei amar pela metade, não sei viver de mentiras, não sei voar com os pés no chão.
Sou sempre eu mesma, mas com certeza não serei a mesma pra SEMPRE!
Gosto dos venenos mais lentos, das bebidas mais amargas, das drogas mais poderosas, das idéias mais insanas, dos pensamentos mais complexos, dos sentimentos mais fortes.
Tenho um apetite voraz e os delírios mais loucos.
Você pode até me empurrar de um penhasco q eu vou dizer:
- E daí? EU ADORO VOAR!

Clarice Lispector

 

Sentada aqui, leio e releio estas palavras e sinto que poderia ser eu a escrevê-las, mas como não fui capaz, resta-me apenas senti-las.

 

 

 

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