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Sentaqui

"A maturidade permite-me olhar com menos ilusões, aceitar com menos sofrimento, entender com mais tranqüilidade, querer com mais doçura." (Lya Luft)

Sentaqui

"A maturidade permite-me olhar com menos ilusões, aceitar com menos sofrimento, entender com mais tranqüilidade, querer com mais doçura." (Lya Luft)

Uma sala de cinema só para mim

Agora ando um pouco viciada em cinema e quase todas as semanas vou ver um filme, sempre é melhor que ver em casa.

 

O último que fui ver foi a Rapariga que Roubava Livros e qual não foi o meu espanto quando vi que era a única pessoa na sala. 

Como era um filme comovente e sobre ele já falo, pude chorar e fungar à vontade e até estiquei as pernas no banco da frente. Já há muito que não me armava em lamechas a ver um filme, talvez porque quando estou acompanhada me contenho, mas neste parecia uma "madalena"

 

O enredo é baseado no livro A Menina que Roubava Livros (The Book Thief, Estados Unidos), de Brian Percival passado na II Guerra Mundial e havia diálogos tão comoventes que me arrependi de não ter levado um bloco para anotar algumas delas.

 

É a Morte quem conta a história. Com as mesmas palavras intrigantes, ela nos toma pela mão e nos induz à imersão na vida de Liesel Meminger, uma garota de dez anos a viver na Alemanha nazista e que chamou sua atenção quando foi buscar o irmão desta, morto numa viagem de comboio que os levaria a um novo lar. A Morte interessa-se por esta garotinha que não sabe ler, mas que é perseguida pelas palavras quer queira quer não. 

 

Sophie Nélisse, a atriz que dá vida à personagem, faz uma interessante  abordagem de Liesel, uma menina de ar doce que permite uma aproximação muito maior de seu amigo – e protótipo de primeiro amor -, Rudy Steiner, o garoto dos cabelos cor de limão.

 

Outra figura de destaque é o pai Hans Hubermann, interpretado por Geoffrey Rush. O actor consegue passar com clareza toda aquela aura amorosa do personagem original, que contrasta com o ar rezingão de sua mulher Rosa (Emily Watson).

 

A dada altura aparece Max , um judeu que é acolhido pela família e escondido na cave. Lisa, incansável, não pára de lhe ler livros que ela sorrateiramente ia roubar a casa de uma famíla abastada e foi essa constante leitura que manteve Max vivo, já que o seu estado de saúde era mau, chegando a temer-se o pior.

 

Aos poucos Liesel toma consciência do poder das palavras e todos os livros têm um significado especial adequado a cada momento e até num abrigo num momento em que a cidade está a ser bombardeada, ela consegue distrair todos e amenizar o medo que ali pairava, lendo-lhes um livro.

 

Hoje sentada aqui, não consigo compreender como há críticos que consideram uma obra insípida, à qual o espectador apenas assiste, sem se envolver, ou sou eu que não percebo nada de cinema ou os críticos têm coração de pedra.

 

 

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